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 [Bairro] - Favela do Cabrião

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Aluno Avançado

MensagemAssunto: [Bairro] - Favela do Cabrião   Sab Mar 21, 2015 1:12 pm

Favela do Cabrião


No norte de Nova Capital está a Favela do Cabrião. Sob um olhar superficial, é só um amontoado de barracos de alvenaria tosca, empilhados por toda a extensão do morro, mas o lugar é um tumor no peito da cidade, um parasita que suga os recursos do município, seja pela isenção de impostos, pelos "gatos" na rede elétrica ou pelo tráfico de armas e narcóticos, que contaminam a cidade.

A geografia do lugar é bem primitiva. O acesso à favela se dá por várias ladeiras mal asfaltadas, essas faixas abrigam mercearias e botecos. Onde terminam as ladeiras, começa um emaranhado de escadarias, ruas estreitas, onde só circulam motocicletas, e vielas, que não passam de atalhos entre fileiras irregulares de barracos por onde os moradores se locomovem.

Construída e habitada por analfabetos, as vias não são batizadas com nomes famosos, mas com números. Rua 1, rua 2, rua 3... no total de 87 ruas, vielas e becos não são endereçados. É cortada pelo Rio Cabrião, transformado em escoamento de esgoto pela população local.

Mais do que lar de gente miserável, a favela é o berço do crime em Nova Capital e os reis do Cabrião moram perto do céu, lá no alto do morro. O Batalhão da Morte, a facção criminosa que domina a área e orquestra o crime na cidade.

Mas o local também tem sua cultura. O morro sustenta uma grande quadra poliesportiva que é palco dos ensaios da escola de samba local, a Unidos do Cabrião. Também é lá que acontecem os bailes funk, quando a playboyzada sobe o morro pra curtir o som e pra comprar bagulho.

A droga é mais forte que a fé. E por falar em fé, o local é democrático, abrigando o maior terreiro de candomblé da cidade, chamado Tenda dos Milagres e a primeira Igreja da Fé Global construída, que hoje tem muitos templos espalhados por todo o país.

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"Isso é apenas uma máscara. Um símbolo. Quem está por trás dela é que realmente importa."

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Capitólia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qui Abr 30, 2015 6:03 pm

O Meu Guri


Anderson Nunes é apenas mais um dos inúmeros menores de idade delinquentes que infestam a Favela do Cabrião. Filho de mãe solteira, quase a levou à morte no momento em que nasceu. Guri, como é mais conhecido, já foi preso diversas vezes, mas, como menor, liberado logo em seguida. Suas vítimas preferidas são mulheres e o produto de seu furto é levado para sua casa, onde ele costuma entregar jóias e bolsas para sua mãe, Marieta, uma humilde e ingênua nordestina que tentou a vida na nova capital do Brasil.

Guri vinha de mais um assalto, suas mãos ainda cheiravam à pólvora do disparo do último assalto. Enquanto subia as vielas e escadarias, não notou a motivação da polícia em outra entrada da favela. Ele sabia que seria detido mais uma vez se vacilasse. Correu, chamando a atenção dos policiais. Uma perseguição rápida teve início e a troca de tiros seria inevitável.

Henrique Ferreira, mais conhecido por Dudinha, é um inocente garoto de dez anos. Ele brincava em casa, jogando no celular, quando ouviu um barulho do lado de fora do barraco. Pensou ser sua mãe e saiu correndo para abraçá-la.

Guri e a polícia começaram uma troca de tiros. Transeuntes pararam repetinamente e jogaram-se no chão, a fim de evitarem balas perdidas. O assaltante e a polícia continuaram subindo o morro, Guri tentando se esconder, a polícia perseguindo-o.

De celular na mão, Dudinha não tinha noção do perigo que corria. A polícia, vendo a movimentação de uma silhueta segurando um objeto na mão, não pensaria duas vezes antes de atirar. Guri viu Dudinha correndo na direção dos policiais. Ele sabia que aquela poderia ser a sua chance de se livrar.

Objetivos:
- Prender Guri: ND5
- Impedir que o policial atire em Dudinha: ND8

Escolherei somente um jogador. Se prenderem Guri, Dudinha morre. Se salvarem Dudinha, Guri foge. Existe a possibilidade de se fazer ambas as ações, mas o ND é somado.

Pensem bem nas suas escolhas e nas suas consequências.


Última edição por Capitólia em Qui Maio 07, 2015 5:23 pm, editado 1 vez(es)
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Víbora.

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qui Abr 30, 2015 9:10 pm

Quando entrei para o Sindicato, me imaginava salvando Nova Capital dos terríveis vilões... coisas de HQ. Mas ainda sou a heroína suburbana da Favela. Mais um dia... acordo, como alguma coisa, e lá vou eu pra rua, em busca de ação. Com o uniforme por baixo de uma jaqueta e calça jeans, ando pelas vielas, ou até mesmo pulo de barraco em barraco.

Ao longe, avisto uma movimentação em uma das entradas da Favela do Cabrião. Um garoto corre, sendo perseguido por alguns policiais. A troca de tiros começa, as pessoas se jogam ao chão. Um inocente garoto está em meio as balas.

Meio que em câmera lenta (cena de filme), vejo o garoto delinquente tentando fugir, mas ao mesmo tempo um outro se aproxima, com algo na mão... que depois percebo ser um celular. No entanto, os policiais ali, com toda adrenalina correndo pelo corpo, poderiam enxergar outra coisa. Salvar o garoto ou pegar o moleque?

Objetivo: - Impedir que o policial atire em Dudinha: ND8

Víbora pretende pular do barraco que está, indo em direção ao garoto inocente, abraçando-o e se jogando ao chão, de costas, para evitar lesões á criança.

Vantagens: Aderência a superfícies: +1 -Agilidade: +1 -Furtividade: +1 -ZN: +1


Última edição por Víbora. em Dom Maio 03, 2015 9:24 pm, editado 1 vez(es)
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Atieno

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qui Abr 30, 2015 10:15 pm

- Larga a bolsa dela, moleque! - gritei, apontando para um garoto armado que tentava arrancar a bolsa de uma mulher.

Era mais uma ação no Barão da Conquista, bairro onde costumo atuar mais tempo como um vigilante. Durante uma patrulha de rotina, vi um garoto assaltando uma mulher, um pouco mais velha. No entanto, a ação não saiu como o esperado, pois simplesmente não tive tempo de agir. O disparo pôde ser ouvido à distância, e só pude ver a mulher desabando.

- Calma, estou aqui para te ajudar - digo, chegando perto dela e pegando-a no colo. Ela estava desesperada, tanto com o ferimento do tiro - que, por sorte (como se fosse sorte alguém ser baleado), atingiu-lhe no braço esquerdo - quanto comigo estar a salvando.

Pegando ela, corri para o hospital mais próximo, mas antes consegui captar o cheiro do garoto. Aquele cheiro era um pouco semelhante ao que eu senti uma vez que passei perto da Favela do Cabrião.

Levando a mulher ao hospital, e a deixando para ser socorrida pela equipe de paramédicos - um pouco receosos mas se lembrando que já me viram em alguma atuação - já corro para fora do hospital. Caminho um pouco pelo Barão da Conquista, farejando o ar, até que consegui encontrar o cheiro do garoto. Comecei a seguir esse cheiro, correndo o máximo que pude, e em pouco tempo estava na Favela do Cabrião.

Furtivamente, comecei a subir o morro, visando não ser notado por qualquer outro bandido. Seguia o cheiro do garoto, e percebi que a polícia aparentemente também o seguia. Num certo ponto, vi de longe alguns policiais o perseguindo.

- Perseguição... Vou ajudar... - sussurrei sozinho, olhando a partir de um ponto escuro.

Usando minha super agilidade, começo a correr entre os estreitos pontos da favela, seguindo os policiais e o bandido. Ia subindo e subindo cada vez mais a favela, e me aproximava cada vez mais do bandido. No entanto, num certo momento, um terceiro cheiro se destacava. Não era das pessoas deitadas, era de uma criança. Paro escondido entre duas casas, observando uma criança - aparentemente uma menina - correr na direção dos policiais segurando alguma coisa que não pude identificar direito o que era. O moleque bandido cruzou o caminho dela, seguindo com sua fuga, deixando ela em risco. Sob essas circunstâncias, uma pessoa de porte físico parecido, segurando objeto que pode lembrar uma arma se visto de longe, se aproximando dos homens da lei, pode acabar sendo baleada por engano.

- Não, não... Não é ela... Não é ela... - disse, olhando para a garota. Minha cauda começava a se movimentar, e eu já me preparava para a ação. O bandido poderia esperar... Talvez dê para pegá-lo depois.

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Objetivo:
- Impedir que o policial atire em Dudinha: ND8

Observo a menina correr e os policias prontos para atirar. Então, resolvo tomar o seguinte plano: Pretendo saltar na direção da garota, para tentar pegá-la e tirá-la de qualquer linha de tiro, a protegendo e tentando a esconder num canto qualquer. A agilidade seria útil nesse momento, e a furtividade me ajudaria a não ser notado. Afinal, poderia ser confundido com um herói que, em teoria, teria virado a casaca e protegido um bandido.
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Sombria

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Sex Maio 01, 2015 12:19 pm

A dona de casa de meia idade saía para o terraço de seu barraco, em meio á Favela do Cabrião. Ela levava uma bacia repleta de roupas nos braços para pendurá-las lá fora no varal, que se  estendia de uma casa á outra, pouco acima do terraço. Ela põe a bacia no chão, e pega cada peça de roupa da bacia, uma por uma, e as pendura no varal, tomando seu tempo pra prendê-las com os pregadores.

Era um processo tão calmo e rotineiro que, quando ela volta-se para a bacia e se abaixa para pegar mais outra roupa, ela não percebe a figura soturna aterrisar no seu terraço em uma acrobacia, rolando ao atingir o chão e continuando a avançar correndo, passando pelo local como um vulto. Ela olha para o lado, somente por sentir uma brisa lhe passar, meio segundo depois voltando-se para a sua tarefa.

Sombria passava por telhados e terraços, pulando e escalando-os rapidamente, correndo pelas paredes e usando suas habilidades acrobáticas para atravessar a favela em velocidade, parecendo sempre prestar atenção nas ruas e vielas abaixo.

"A Favela é como uma floresta. As casas são irregulares, mas constantes, como árvores; e, pra ser bem sincera, eu amo isso. É o único lugar de Nova Capital que me permite correr desse jeito. O exercício perfeito pra manter o físico.

Eles podem correr e se enfurnar nos becos que eles conhecem bem, mas eu também sou rápida."


Ela aterrisa em cima de um muro de um beco, observando logo acima um garoto que subia a favela, a pessoa a qual ela vêm seguindo desde o começo. O perseguindo desde o seu assalto, em Marechal, a vigilante esperava ver até onde ele ia, ver se ele se encontrava com alguém, algum peixe maior que ele.

"Esse é o mal desse lugar. A maior arma dos traficantes. Quando eu tinha 10 anos, eu fui treinada por guerrilheiros para matar. E, ao contrário do que muitos pensam, eu não fui coagida em momento algum a fazer o que fiz pra eles. A matar. Eu fazia porque era isso o que eles me ensinaram; e na época, não me ensinavam muita coisa. No cenário onde estávamos, essa era a nossa única realidade.

Você não pode sentir o peso de uma nota de 100 sendo rasgada se nunca aprendeu o que é dinheiro. Você não pode sentir o peso de uma vida sendo tirada se nunca aprendeu a valorizá-la. Isso é o que vejo nesse garoto. Em todos eles.

Um exército de garotos, cegados pela falta de instrução, que só conhecem o crime e a morte."


Logo, Sombria nota a chegada de policiais, e uma perseguição começa pelo labirinto de becos e ruas, dessa vez entre a policia e Guri, trocando tiros no meio de tudo.

A vigilante segue atrás do grupo pelo seu próprio caminho, esperando no melhor momento para intervenir sem dar vantagem a nenhum dos lados de se matar, mas logo, ela não tem mais esse luxo. Havia uma criança saindo de um dos barracos, em meio ao fogo cruzado, e se não fizesse algo agora, seria tarde demais.


Sem mais tempo pra pensar duas vezes, Sombria lança suas bombas de fumaça em direção aos policiais, para cegá-los momentaneamente, e evitar que vissem Dudinha. Ela então pularia pro meio da rua, agarrando o garoto no colo e o tirando dali, usando da sua agilidade e acrobacia para se desviar de qualquer tiro, da policia ou de Guri. Assim que o tirasse da rua e, consequentemente, da linha de fogo, ela iria atrás de Guri, tentando usando seu Yakan para impedir o garoto de fugir, e então desacordá-lo com um golpe. Ela tinha o objetivo de, se for bem sucedida, tirar Guri dali, e entregaria ela mesma o rapaz à porta da delegacia, não a aqueles policiais.

Objetivos:
- Prender Guri: ND5 + Impedir que o policial atire em Dudinha: ND8 = ND 13

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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Dom Maio 03, 2015 11:17 pm

O que é ser um herói? Sair por ai voando, enfrentando bandidos, evitando acidentes, protegendo o mundo? Também. Mas talvez o mundo não precise somente de nossa proteção, precisa de mudanças, boas ações, bons exemplos...

Sem chamar atenção Atômica conseguiu entrar voando na favela do Cabrião carregando uma grande caixa de mantimentos, a moça sabia que a presença de heróis por ali não era tão bem vinda, mas isso não importava. Ela nunca havia estado ali dentro da favela antes, mas precisava estar ali, precisava ser a mudança que o mundo tanto precisa.

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Ah alguns dias atrás após resolver uma perseguição em Marechal de Andrade, a heroína notou a presença de duas crianças franzinas e mal vestidas vendendo balas no semáforo, aquela cena a chocou bastante, normalmente era uma coisa que sempre se via, mas ela nunca soube dizer o porque aquela em especial foi tão chocante. Talvez por que a menor delas fosse praticamente da idade de seu filho, ou talvez por que depois que passou a atuar nas ruas pôde notar as indiferenças e os problemas sociais mais de perto.
Ela se aproxima dos dois lentamente ignorando o resto das pessoas e carros a sua volta. O menor parece ter sentido medo e se esconde atrás do mais velho. A moça se ajoelha e a frente deles e se apresenta de forma calma e sorridente, aos poucos as crianças que se revelam sendo irmãos vão se soltando e contando um pouco de sua história para a heroína.
Os irmãos que residiam na favela do Cabrião, haviam abandonado os estudos e eram quem praticamente sustentava a casa junto da ajuda de doações de alguns vizinhos, o pai havia morrido num acidente de trabalho no porto, o processo estava parado e eles nunca receberam nada da firma desde então, a mãe era cadeirante, precisava de remédios e cuidados especiais. Uma triste história, que é a realidade de muitos ao redor do globo.
Após a conversa, com lágrimas nos olhos ela se despede da dupla e promete ajuda-los, o mais velho lhe passa o endereço e pontos de referencia para que ela pudesse encontrar a casa deles. O que não seria difícil, o Sindicato tem praticamente toda NC mapeada.
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Abraços, lágrimas e agradecimentos é o que ela recebia dos meninos e da mãe enquanto se despedia deles, os mantimentos e o dinheiro que deixou seriam o suficiente para mantê-los por alguns meses. Atômica havia prometido que lhes ajudaria, inclusive procuraria saber sobre a indenização do pai das crianças, mas com a condição de que os dois voltassem a estudar. Tiros e  mais tiros cortam a conversa. Ela manda que todos fiquem dentro enquanto sai voando do barraco para verificar o que acontecia lá fora.

A brincadeira de mundo real mais brincada na favela. Policia e ladrão. Troca de tiros entre barracos, balas perdidas, vítimas, um jogo sem regra, que vence quem morre por ultimo.

Eles vão matar esse moleque, ou o contrario... Pensa Katya ao ver o moleque subindo o morro e trocando tiro com a policia. Ela precisava agir rápido, o fugitivo em questão era rápido, conhecia o ambiente e parecia não ter medo de matar para sair livre disso, e a policia também não parecia muito amigável, seria melhor intervir e resolver essa situação sem mortes, porém um terceiro elemento dificulta as coisas.

Com um celular nas mãos um garoto sem noção alguma do que acontecia ali, e principalmente do perigo que corria, desce em direção aos policiais, o fugitivo passar por ele, e percebe o que poderia acontecer, mas segue sem se importar
Não! Isso acaba aqui. As coisas precisam mudar e vão! Pensa Atômica enquanto pega parte de um telhado para servir como um escudo auxilar, além de seu próprio corpo.

Parem de atirar, tem crianças aqui!
Grita a heroína nas esperança de intimida-los, enquanto desce como um meteoro dourado botando seu corpo a frente do menino e dos policiais, ela sabia que poderia levar tiros, mas precisava proteger o inocente a qualquer custo. Com o corpo carregado de energia, ela estende uma das mãos na intenção de emitir uma rajada energética nas costas do fugitivo, uma intensidade média seria o bastante para atordoa-lo por algumas horas e acabar com esse pesadelo no morro dessa gente tão sofrida.

Objetivos:
- Prender Guri: ND5 + Impedir que o policial atire em Dudinha: ND8 = ND 13

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Capitólia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qui Maio 07, 2015 5:08 pm

Resolução:



Dudinha saía de casa, pensando que o barulho era sua mãe chegando. O menino mal sabia que uma ação da polícia contra um fugitivo menor de idade colocava-o em risco, aumentando pelo fato da criança segurar um celular e o objeto ser confundido com alguma arma.

Guri esbarrou com Dudinha em sua fuga e, em sua mente nefasta, pensou que o garotopoderia garantir sua liberdade. O menino desceu correndo a ladeira. Os policiais, ao ouvirem passos apressados, apontaram sua arma na direção de onde vinha uma sombra...

A sombra, na verdade, era de Sombria, a vigilante de Marechal Andrade que perseguia Guri desde seu último assalto, no bairro de classe média vizinho à favela. Da sua posição, sobre os telhados dos barracos e lajes, Sombria tinha uma visão privilegiada e via tudo o que se desencadearia. Do alto, arremessou duas bombas de fumaça em direção aos policiais que apontavam suas armas na direção em que Dudinha descia.

A fumaça cegou momentaneamente os policiais, mas isso fez com que eles atirassem a esmo na direção da fumaça e à frente. Percebendo o perigo que Dudinha corria, Sombria saltou agil e acrobaticamente para tirar o garoto da linha de tiro, agarrando-o pelos ombros e levando-o para atrás de uma escada.

- Fique aqui, assim estará seguro. Vou impedir uma fuga e logo voltarei.

Sombria fez menção de sair da cobertura que a escada garantia para continuar a perseguição, armada com uma boleadeira. O estranho silêncio de Dudinha, porém, a fez parar. O menino não chorava ou tremia. Estava inerte, seus olhos sem vida e seu corpo manchado de sangue. Muito sangue.

Carolina, alterego de Sombria, empalideceu. Em suas mãos, o sangue de Dudinha escorria. Ao longe, uma risada debochada denunciava a posição de Guri, que apenas correu por um beco estreito, sumindo de vistas.

A cortina de fumaça começava a se dissipar e logo os policiais chegariam. Sombria, porém, já não estava mais lá, sabia que entre a polícia, seria indicada como a responsável pela morte do menino. Resolveu sair de cena e pensar o que fazer a respeito.

À noite, durante o NCTV, a morte do garoto era noticiada e uma polêmica era construída sobre a responsabilidade do óbito: seria a polícia ou os vigilantes que mataram Dudinha?

Rolagem de Dados:

Sombria - ND13

Bombas de Fumaça 1 + Agilidade 1 + Acrobacia 1 + Arma 1 + Combate 2 +
Bairro 1 + Dado 3 = 10. Falha...

Sombria não recebe pontos de experiência. Se quiser, pode postar na sua ficha sobre a morte de Dudinha e o desenrolar depois disso, se fala com a polícia ou não.
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Capitólia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qua Maio 13, 2015 8:13 pm


Dia de Preto









Treze de maio é quando relembramos a histórica “Abolição da Escravatura” no Brasil, mas a Tenda dos Milagres, na Favela do Cabrião está em festa por outro motivo: neste dia é comemorado na umbanda o “Dia do Preto Velho”.

À noite, o terreiro está em festa e o lugar está todo decorado, principalmente por imagens dos variados Pretos Velhos da religião. Muitos umbandistas de várias partes da cidade, inclusive diversos atores e atrizes da TV Universo, chegam para apreciar a festa. Comidas como broa de milho com erva doce e bebidas como café preto e cachaça são oferecidas não só como oferendas aos Pretos Velhos, mas também a todos que chegam à Tenda dos Milagres.

A movimentação é intensa neste dia, o que provoca grande descontentamento aos fiéis da Igreja da Fé Global, que está lotada de gente. O Pastor Apóstolo R. R. Macedo evoca a multidão do templo para alertar-lhes sobre os demônios que estão rondando os arredores neste dia. Com palavras fortes e grande carisma, o Apóstolo incita o choro e a raiva ao público. Após algumas sessões de exorcismos, alguns fiéis sentem-se com o dever de acabar com a festa ao demônio, aos olhos deles.

Um grupo de mais ou menos trinta fiéis globais, capitaneados pelo Apóstolo, marcha em direção ao terreiro, cantando hinos de glória com toda a força que suas vozes são capazes. Quem sabe o que está por vir não se arrisca a impedir a passagem, até que o grupo chega à entrada da Tenda dos Milagres, armados de paus e pedras. Outro grupo de umbandistas também armou-se de paus e pedras e protege a entrada do templo.

A Tenda dos Milagres estava rodada de gente. Enquanto o Apóstolo subia em caixotes falando palavras de ordem, Mãe Xiquinha de Ubá fazia um trabalho para o pastor, usando invocações de exús como forma de proteger seu terreiro.

Ambos os grupos estavam prestes a se digladiar, quando o pastor começou a tossir sangue, exatamente ao mesmo tempo em que se via a Mãe Xiquinha arriar um ebó de proteção.

- Vejam irmãos! Vejam o que aquela bruxa está fazendo o servo fiel do Senhor. Ela está com o demônio, mas chegou a hora dela!

Objetivos:
- Deter que a multidão comece uma briga generalizada: ND 18 (escolherei 3, mas cada herói deve mencionar que grupo ele protege)
- Descobrir se é realmente o ebó de proteção que está causando mal ao Apóstolo ou se a magia apenas revela o mal do próprio Apóstolo: ND 10.

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência
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Arco

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Criador

MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Sab Maio 16, 2015 11:19 am

Tenda dos Milagres

Desde que havia conhecido Enlil, Dimitri procurara cada vez mais entender os espíritos. Uma das dúvidas que ele sempre teve acabou revelando-se mais simples do que podia pensar. Qual é a verdadeira religião? Quem realmente estava certo? A resposta: todos e nenhum. Existiam espíritos de todos os tipos, cada religião cultuava um ou vários deles e esse culto a esses espíritos lhes davam poder, transformava-os em entidades. Algumas extremamente poderosas, como “Ele”, outras de menor poder como Enlil. A partir dessa revelação Dimitri se tornou outra pessoa, passou a aceitar e entender todas as culturas e religiões, até mesmo a admirá-las. Havia se tornado talvez o maior dos politeístas.

E a comemoração do “Dia do Preto Velho” era um evento que ele jamais perderia. Havia ido com seu uniforme, mas com o rosto relevado. Não via necessidade de esconder seu rosto, até porque não levava uma vida comum fora do uniforme. Alguns espíritos o acompanharam, incluindo Enlil – que considerava que aquele evento podia ser de grande aprendizado para Dimitri. Comeu, bebeu e se divertiu com as pessoas ali. Conversava com eles e até ria da surpresa das pessoas quando o viam ali, loiro e de olhos azuis, mas tão enturmado como qualquer um.

A senhora está de parabéns! Eu nunca comi uma broa de milho tão gostosa em minha vida. Vou começar a vir comprar aqui na mão da senhora, hein? Quem sabe não descubro a receita? – Conversava Dimitri com Dona Alda, uma senhora idosa que fora uma das responsáveis por fazer as broas da tenda em que ele se encontrava. – E essa cachacinha? Tão boa quanto as que tomei lá em Minas!

Depois de virar uma dose de cachaça, Xamã sentiu um arrepio correr-lhe a espinha. Qualquer um que olhasse para ele pensaria que ele era fraco para a bebida, o que não era o caso. A sensação era um mau presságio, como se alguma desgraça fosse acontecer. Pedindo licença ele se retirou para fora da tenda e viu a confusão que estava para começar. Inicialmente pensou em usar seus poderes para proteger o pessoal da umbanda, mas quando o pastou começou a tossir sangue frente a maldição de Mãe Xiquinha de Ubá, ele viu que ninguém mais poderia ajudar nisso.

Vestiu seu capuz e cobriu o rosto, desaparecendo logo em seguida com seu passo espiritual. Caminhou pelo mundo dos espíritos, ampliou todos os seus sentidos e chamou por todos os espíritos que ali estavam presentes, inclusive os possíveis orixás que estivessem afetando o pastor.

Companheiros, não temos necessidade disso. Podemos lidar com essa situação da melhor maneira possível e conto com ajuda de vocês. Revelem-me a verdade, me ensinem a lidar com isso. Me usem como sua ferramenta e seu instrumento da paz. Tudo acabará bem dessa forma. – Caminhou na direção do pastor, para olhá-lo de perto.

Reaparecendo no mundo físico, com todos seus sentidos ampliados, Xamã iria observar o pastor de perto, oscilando entre o mundo físico e o espiritual. Oscilaria entre os dois mundos e iria se comunicar com os espíritos, para entender o que estava acontecendo e tentar remediar da melhor forma possível. Usaria sua telecinese para afastar quaisquer pessoas que tentassem intervir.

Quando Jesus caminhou sobre a Terra, ele trouxe consigo uma lição de amor, paz e principalmente de respeito. Vocês mancham o seu nome e o fazem sentir muito pesar toda vez que deixam o ódio tomar seus corpos e almas. Cada dia vocês se distanciam mais das palavras de seu próprio salvador. Vergonhoso. – disse aos crentes, sem esperanças de que eles pudessem ouvi-lo, mas não podia guardar essas palavras para si.

Se os espíritos fossem responsáveis pelo que acontecia com o pastor se recusassem a parar e a ajudá-lo a lidar com a situação, lutaria com eles mesmo contra sua vontade. Apoiar-se-ia em todas as suas habilidades para isso.

Objetivos:
- Descobrir o que acontece com o Apóstolo (10) e tentar ajuda-lo para conter os ânimos de todos.
- ND Total: 10

Habilidades:
- Comunicação Espiritual (2)
- Manto Espiritual (1)
- Passo Espiritual (2)
- Sentidos Aguçados (2)
- Super Agilidade: (1)
- Telecinese (2)
- Zona (-1)
- Soma: 9.











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Fonte:
 
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Ironia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Dom Maio 17, 2015 2:45 am

Tenda dos Milarges

A noite estava agradável na festividade em que Azarahkiel e Eldorabeth, sua amiga que está ensinando para o anjo como o mundo funciona, se encontravam. Eldorabeth é negra e, apesar de sua estatura ser um pouco baixa, sua personalidade é forte, determinada. Usa óculos de grau e seu cabelo estava arranjado em uma kindumba, vestia um tie dye curto e calça jeans. Azarahkiel tinha recebido folga das vigílias do Sindicato e aproveitara para visitar a Tenda dos Milagres, pois estavam festejando o Dia do Preto Velho. O celestial estava encantado com a crença que estava testemunhando. bonecos, garrafas de cachaça, enormes tigelas com várias iguarias enfeitavam cada barraca. Pais de Santo fumando seus charutos e proferindo para quem tinha curiosidade estavam espalhados pela Tenda. O anjo nunca viu nada tão divertido e diverso.

- Nunca ví nada tão... legal. Seria essa a palavra? -Disse Azarahkiel para Eldorabeth- Essa crença é bem curiosa. Pessoas de branco tragam charutos, doces de vários legumes que nem sabia que virariam doces. a música é bem natural com esse batuque contagiante e esse creme salgado que está delicioso. Qual o nome disso mesmo?
- Caldo de mandioca. Melhor manerar na comida. -Alerta Eldorabeth- Você ainda nem experimentou a broa de milho, o tropeiro, os doces e a cachaça, se você for forte. -Ela estava distraida com o artenazato que uma barraca vendia perto deles.
- Mas não posso sorver bebidas alcólicas. -Explicar Azarahkiel.- Elas me deixam... lento. Perco a percepção no combate. A ultima vez que tomei, me senti impotente em relação ao mundo.

A festividade corria alegre e animada, mas ao longe, um grupo de alguns fiéis da igreja da Fé Global subia o morro e suas preces fervorosas aumentavam a medida que se aproximava da Tenda dos Milagres. Azarahkiel e Eldorabeth correm junto com a multidão para ver o que se passa. Uma multidão de evangélicos aguardavam com paus e pedras, aguardando as palavras do Apóstolo que estava na dianteira. Percebendo a intenção dos fiéis, algumas pessoas que estavam na Tenda dos Milagres se armam com paus e pedras também, mas no ato de proteger contra combate que está por vir.

- Pelo Criador! Eles vão dar início a uma peleja!

Analisando a situação, o celestial toma a iniciativa e estipula um plano.

- Eu vou impedir que os fiéis começem o combate. -Disse para Eldorabeth.- Volte para dentro da tenda e encontre um lugar onde possa ficar segura.
- Perai, mas e você? Cê vai apanhar.
- Eu vou ficar bem. Agora vá!

Azarahkiel corre até ficar frente a frente com a multidão enfurecida. Ele tenta gritar, clamando para que voltem para suas casas, mas a oração era tão alta que conseguia abafar os pedidos do anjo. Ele terá que apelar para seus poderes. O celeste, para atrair a atenção dos fiéis, ele tira a blusa e invoca suas asas e luminoessência na frente deles.

- Venho a mando do Criador para proteger os humanos, não importa de quem ou do que for! Se ousarem atirar um único projétil, irão se ver com o fio da Toque do Milagre -Azarahkiel desembainha sua espada.- Voltem para seus lares e aprendam que o SEU DEUS não é mais certo que o deles, mas tão quanto! -Disse propositalmente.- E você, que se diz apóstolo! Saibas que O Herdeiro do Criador só tinha doze seguidores quando vivo. Se continuares com sua algazarra e suas intenções, nunca irá se igualar nem ao pior deles.

Sua dissertação é interrompida quando o apóstolo tosse gotas de sangue. No lado Umbanda do campo de batalha, Azarahkiel percebe que uma mulher idosa parece conjurar um feitiço. Ele percebe também que a heroina do Sindicato conhecida como Padroeira está fazendo o possível para deter o outro lado do combate.

- Vejam irmãos! Vejam o que aquela bruxa está fazendo ao servo fiel do Senhor. Ela está com o demônio, mas chegou a hora dela!
- Não! Ninguem mexe um dedo, ou fareis sentirem minha ira!. -Disse sem baixar a guarda.- Temos pessoas capacitadas para cuidar desta situação. Aguardem quietos a situação ser resolvida.

- Deter que a multidão comece uma briga generalizada: ND 18
Vantagens: Arma Especial (O Toque do Milagre): +1 / Combate: +1 / Luminocinese: +1 / Voo: 1 / ZN: +1 = 5

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Atieno

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Dom Maio 17, 2015 8:34 pm

Ainda me recupero do meu pequeno - e vergonhoso - acidente no Centro. Como alguns dizem, o animal se recolheu para lamber as feridas. Ok, não estava exatamente me lambendo... Não, essa língua no meu pelo não é nada, só deixei um negócio cair nele.

- Que gato fracassado que sou... Nem cair de pé consigo - digo sozinho, rindo em sequência, mas fazendo um sinal de dor.

No entanto, a vida de um vigilante não pode parar. Mesmo ferido, eu tenho o dever de proteger pessoas. Prometi isso pra mim mesmo na época da briga com o tio Vicente. E hoje, especialmente, existe um lugar que pode precisar e muito da proteção que apenas nós, heróis, podemos fornecer: A festa de 13 de Maio... Como se chama mesmo? Ah é, as comemorações do "Dia do Preto Velho". Não estudei muito sobre isso, depois vou procurar saber mais sobre esse dia. Voltando ao assunto chave, essa festa estava sendo organizada na Tenda dos Milagres, e a cidade inteira falava disso. Embora machucado, resolvi ir lá pra ver como é que seria.

O caminho foi um pouco difícil. Não estava na melhor das minhas formas, ainda sentia várias partes de meu corpo doendo, e aquilo me limitava um pouco. Alguns saltos que eu tenho facilidade em fazer não estou conseguindo agora. Tinha que tomar um pouco de cuidado. Ao menos estava de noite, então era mais fácil eu passar desapercebido. Rapidinho eu consegui chegar na Favela do Cabrião. Mas, conforme eu me aproximava da Tenda dos Milagres, pouco a pouco um som estridente de gritos conjuntos ia crescendo nos meus ouvidos.

- Estranho... - murmuro, olhando de longe.

Aquele bando de gente se dirigia à entrada da Tenda dos Milagres, e pareciam ser liderados por alguém. Pela voz da pessoa... Sim, é um daqueles pastores que gostam de arrancar dinheiro de pessoas na televisão. Eu tenho raiva dessas pessoas assim... Enganam os menos afortunados só pra conseguirem se dar bem... Esse tipo de gente deveria ser presa! Ainda mais por usar a palavra de Deus em vão, e pior, em benefício próprio.

- Meu Deus... Esse cara é louco!

Como se sentisse que devia agir, deixo as dores de lado e corro na direção da Tenda dos Milagres. Chegando mais perto, pude ver os paus e pedras nas mãos de todos ali. E corri pra frente do portão, pra defender o grupo que protegia a Tenda.

Furtivamente, pretendo me colocar na frente do grupo de umbandistas, me virando de frente para o grupo de crentes da Igreja da Fé Universal, e tentar deter a multidão da melhor forma possível... Primeiramente, tentarei gritar para que todos parem, que isso não leva a nada, e tentar pedir pra que todos voltem para suas casas. Caso isso falhe, infelizmente terei que usar a força. Com meus sentidos aguçados, tentaria perceber aproximações e impedi-las com minha super-agilidade e minhas armas naturais. Além de impedir outras aproximações. Mesmo mancando um pouco, acho que consigo ajudar a impedir que muitas pessoas saiam feridas.

Objetivo: - Deter que a multidão comece uma briga generalizada: ND 18

Vantagens: Furtividade (1), Garras & Presas (1), Sentidos Aguçados (1), Super Agilidade (2), ZC (0), Debilitado na missão "Churros, churros, quem vai querer um Churros" (-1 em Agilidade) = 4
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Adaptiva

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Seg Maio 18, 2015 1:09 am



Favela do Cabrião, vizinha do bairro de Adaptiva, Marechal de Andrade. Ela gostava de perambular por esta favela. Do contrário do resto da população, ela não achava que o povo deste bairro era um parasita e só servia para denegrir a imagem de Nova Capital. Havia crescido em uma favela, em outro estado do país, se sentia a vontade neste âmbito, de certa forma.

Adptiva escutara conversas alheias de que haveria uma grande festividade na favela do cabrião, celebrando uma data histórica, e também religiosa para certos indivíduos. Lá estava ela, trajando trapos que tornavam-a uma cívil. Passeava por entre as pessoas, consumia alguns alimentos, e arriscava-se a socializar.

Um grupo de indivíduos se direcionava à Tenda dos Milagres, comandado por um líder.  Aos poucos, Adaptiva indentificou o grupo e seu líder como religiosos fanáticos. Ela realmente não tinha boas lembranças e não simpatizava com este tipo de gente. Sua vida foi arruinada por pessoas como aquelas e seus pais foram mortos. Adaptiva realmente não deixaria pessoas se ferirem novamente por conta de religião.

- Mas... - Pensou.

Aquela situação sem dúvida estragaria a noite. Adaptiva se questionava em silêncio, o porque das pessoas não respeitarem o espaço do outro e a razão pela qual movem-se contra seus semelhantes por conta de suas crenças e costumes. Porém, não era hora de reflexões e pensamentos filosóficos. Ela parte em encontro das multidão que estava chegando, já que os umbandistas também estavam se organizando. Seria uma chacina caso ninguém impedisse isto.

Rapidamente, livra-se de sua roupa de civil, dando lugar ao uniforme.Após, apanha algumas garrafas de bebida alcoólica e uma vela, presentes em algum lugar do ambiente. Com a mão esquerda, Adaptiva despeja o conteúdo dos recepientes  sobre o corpo inteiro, deixando seu traje untado com o líquido. Com a mão direita, aproxima a chama da vela de seu corpo encharcado, então, junto com o fogo, surge uma espécie de couraça rígida em torno de seu corpo. A chamas dançavam pelo corpo envolto pela carapaça, fruto da evolução reativa de Adaptiva.

- Isso me lembra dos tempos de circo, na Argentina.. - Murmurou, com um sorriso estampado no rosto.

A ideia era atear fogo a seu próprio corpo, chamando atenção do público lá presente. Ela se posicionará a frente dos cristãos, de braços abertos. Pra prender sua atenção e de certa forma intimida-los, ela tentará dialogar e fará algumas acrobacias. Caso não dê certo, ela pretende dar alguns golpes leves - com alguma parte do corpo que não esteja em chamas - afim de não deixa-los ultrapassar.

- Pessoal! Que tal encerrarmos o conflito e todos nos divertimos? Somos todos semelhantes, todos irmãos! Obviamente temos divergências de crenças, costumes e doutrinas, mas não vamos oprimir o próximo. Aceitem seus irmãos de espécie, com suas diferenças e voltem para suas igrejas! Seu Deus certamente não aprovaria uma guerrilha! Os dêmonios estão dentro de nós, e escondidos em atitudes como essas, como a que vocês estão prestes a fazer.

Objetivo: - Deter que a multidão comece uma briga generalizada: ND 18

Vantagens:
Agilidade Aprimorada [1]
Acrobacias [1]
Artes Marciais [2]
Evolução Reativa [1]
ZN: [1]
Total: 6


Última edição por Adaptiva em Ter Maio 19, 2015 3:22 pm, editado 1 vez(es)
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Padroeira

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Maio 19, 2015 1:33 am

Maria estava sentada à pequena mesa redonda que, se bem apertada, comportava até cinco pessoas. Toninho e sua esposa estavam terminando de preparar o jantar, deixando a moça com as duas filhas do casal. Ketlynn, a mais nova, de dois anos, estava no colo de Maria, brincando com o crucifixo em seu pescoço. Ela estava impressionada com o quanto aquilo brilhava.

Antônio Silveira, o Toninho, era um jovem nordestino de vinte e cinco anos que foi para Nova Capital tentar a sorte na cidade grande. Por ter abandonado seus estudos na sexta série, só conseguiu empregos braçais, que exigiam muito dele e lhe traziam pouquíssimo retorno financeiro. Acabou morando na Favela do Cabrião devido ao custo relativamente baixo de viver na região. Quando Claudete ficou grávida pela primeira vez, Toninho percebeu que deveria voltar a estudar, para poder dar um futuro melhor a seus filhos.

Toninho era o aluno mais velho de Maria e também o que parecia estar mais interessado na matéria que ela lecionava. Na noite anterior, ficou até mais tarde na escola, esperando a professora sair, para acompanhá-la até a estação de metrô mais próxima. Lá, ele convidou Maria para jantar em sua casa, dizendo que tinha um pedido muito especial para fazer. Ela aceitou, afinal, a escola estaria fechada no dia seguinte de qualquer forma.

- Hoje é dia de Preto Velho, sabia? Mamãe não deixou eu ir por causa do que aconteceu com aquele menino Dudinha - disse Juliete, a filha mais velha do casal, que tinha sete anos. - O Claudinho, meu namorado, me chamou pra ir com ele. Ele até me deu uma saia erê, só que o papai jogou fora. Ele diz que é coisa do demônio.

- Nós não precisamos dessas coisas pra ficar perto do nosso Pai, Juju - Maria disse, encantada com a inocência da criança. - Apenas reze que ele vai te ouvir. - Maria coloca sua mão no bolso e tira de lá um terço de madeira. Ela entrega à menina e explicou resumidamente como usar.  - Fazendo isso todos os dias, você estará sempre protegida.

Claudete colocou uma panela de baião de dois na mesa, seguida de Toninho com os pratos e talheres. Os cinco se sentaram e deram as mãos, fazendo uma rápida prece em gratidão à refeição. Todos conversaram durante a refeição, a maior parte assuntos triviais, até que as meninas foram pra cama, e Toninho e a esposa finalmente revelaram o porquê de terem chamado Maria até lá.

- Nós ainda não contamos pras crianças, nem ninguém - ele disse, com um sorriso enorme no rosto. - A gente queria que você fosse a primeira a saber.

- Eu tô grávida!

- E a gente quer que você seja a madrinha, fêssora!

Maria descia o morro, saindo da casa de Toninho e sua família. Estava tão feliz com a notícia e mais feliz ainda com o pedido. Os batuques que vinham do terreiro aceleravam cada vez mais o ritmo, até que o seu som é abafado pelas vozes de dezenas de pessoas que cantavam hinos. A moça escondeu-se, vendo o grupo passar, carregando pedaços de paus e de pedras. Há algum tempo, quando não tinha sido resgatada por sua protetora, Maria teria saído de lá o mais rápido possível. Mas agora ela sabia que, se não fizesse nada, algo de horrível poderia acontecer, ainda mais ao ver R. R. Macedo liderando-os. O missionário era famoso por seus discursos de ódio a minorias e a qualquer outro grupo que seguisse religiões minimamente diferentes da dele.

Padroeira ativa seus poderes e segue o grupo de fiéis pelo céu, os acompanhando até a Tenda dos Milagres. Maria estava receosa em entrar no terreiro, pois não sabia se seus poderes funcionariam direito lá dentro. Todas as suas dúvidas são extinguidas quando ouve uma voz suave  e familiar dizendo "ajude-os".

A heroína voará até a área de conflito, colocando-se na frente dos umbandista. Ela pretende projetar um campo de força tanto para protegê-los de projéteis do outro lado, quanto para impedir que avancem contra o outro lado. Depois disso, voará a um ou dois metros do chão, para que sua voz possa ser ouvida por todos.

-  Não revidem! Apenas protejam-se! - ela pedirá. - Provem que são superiores a isso, não desçam ao nível deles!  

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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Maio 19, 2015 1:42 pm

13 de Maio. 15:40 da tarde, Centro da cidade.

Prestes a ser atropelado, num instinto natural um senhor negro com seus setenta e poucos anos, fecha os olhos  e coloca as mãos a frente como se fosse parar o caminhão que vinha em sua direção. O inevitável estava para acontecer, até que um rastro dourado passa em alta velocidade retirando o idoso da rota de colisão.
O velho abre os olhos ainda muito assustado se vê  a metros do chão, flutuando no colo de uma mulher loira de máscara e uniforme. Suavemente Atômica pousa com o idoso na calçada com a mão sob seus ombros amparando o pobre homem.

- Está tudo bem com o senhor?
-Sim minha filha, foi só um susto. Obrigado! Você estava no lugar certo e na hora certa pra me salvar. Que Xangô continue guiando seu caminho dessa forma hoje a noite.

Com lágrimas nos olhos o idoso da um forte abraço na heroína dourada, e se retira do local.  Katya  fica sem entender muito bem o que aquele senhor tinha dito, até que percebe um papel que havia caído do bolso do idoso, ela o pega do chão e abre, era um lembrete simples escrito em um pedaço de folha de caderno.

“13 de Maio, na Tenda dos Milagres, a partir das 20hrs A grande comemoração.”

Atômica tenta encontrar aquele senhor para lhe devolver o papel, mas este havia sumido de forma misteriosa.
O dia prossegue como qualquer outro, mas Katya ainda sentia uma sensação estranha, não havia entendido o que houve aquela tarde e ainda sentia uma sensação de que algo ainda estaria por vir e que ela precisaria estar lá para ajudar, seja lá o que fosse...

Já era noite e ela ainda tinha algumas horas antes de terminar seu “turno” daquele dia. Com o papel em mãos ela decide voar até a favela do Cabrião, apenas para ver se tudo estava bem. Ela sentia que algo iria acontecer, mas tentava se manter firme, alegando que seria apenas uma ronda como qualquer outra...

Katya era uma mulher cética de certa forma. Mesmo filha de uma mulher católica, religiosidade nunca foi seu forte, acreditava primeiramente na ciência, assim como o pai. Mesmo depois de presenciar tantos “milagres” em NC, e até mesmo ter sobrevivido de forma milagrosa a um acidente, ela ainda tentava manter suas convicções e se manter longe de assuntos envolvendo religião. Era mais fácil assim pensava ela, nunca conseguiria explicar o inexplicável.

Do alto era possível ver uma parte da favela bem iluminada, já dava para ouvir lá de cima toda a cantoria e a batucada do local, aos olhos da cientista aquilo era até muito bonito e interessante, porém a moça nota uma aglomeração de pessoas na entrada do terreiro. Dois grupos, de lados opostos, um confronto parecia estar prestes a se iniciar.
Ela se aproxima aos poucos observando mais de perto a situação. De um lado um grupo do terreiro protegendo a entrada do local, de outro evangélicos fervorosos tentando invadir. Ambos os lados armados de paus, pedras, fé e ódio.

-Aqui a política é tratada como futebol, o futebol é tratado como religião e a religião é tratada como política.
No final de tudo sempre acaba em conflitos. Mas não se eu puder evitar!

Pensa a heroína que desce como uma pedra se colocando entre os dois grupos. Que ficam assustados com a entrada de Atômica.
-Parem com essa guerra estúpida agora! Eu não sou uma pessoa religiosa, mas tenho certeza que em nenhuma das duas prega que a violência é a forma de resolver suas diferenças. Respeito ao próximo, sabem o que é isso?

Ela se vira para o grupo de umbandistas e lhes diz:
-Vocês parem de atacar, vou proteger o local, e ninguém irá invadir. Mas eu não quero mais violência!

Em seguida Atômica fica de frente ao grupo da Fé Global. Com uma leve rajada de energia ela traça uma linha no chão para intimidá-los.
-E vocês voltem para a sua igreja e reflitam sobre esse ódio todo! Acham certo isso? Todo esse preconceito, esse ódio? Está na sua bíblia? Será que Jesus aprovaria um ato desses? Se alguém invadisse suas casas ou seu culto, iriam gostar?
Eu espero não ter que enfrentar ninguém aqui, vocês não iriam gostar.... Estamos entendidos?


Finaliza ela de braços abertos esperando alguma reação do grupo. Boa ou má.

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Controle de Energia: 2
Super Força: 2
Super Resistência: 2
Vôo: 2
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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Maio 19, 2015 2:18 pm

Fragilizado com o acontecimento em Novo Acre, o ex-lutador Dominik SS procura encontrar a paz interior fazendo ações sociais nas comunidades carentes da cidade focando principalmente no público infanto juvenil. Aproveitando o feriado de 13 de maio, Minotauro marca com moradores locais a distribuição de cestas básicas e materiais esportivos na grande quadra poliesportiva, com o apoio da escola de samba local, a Unidos do Cabrião.

Após todo o evento, Dominik fica até o final para auxiliar na arrumação e fica até mais tarde. Com sua força extrema, fica fácil e até algumas pilhas de entulho ele auxilia a remover.

Valeu pela força Dom, ficamos muito sentidos com o que aconteceu, mas sei que vai dar tudo certo. – Diz Marquinhos, um passista da escola de samba e grande amigo de Dominik.

Cara, valeu mesmo. Obrigado por agilizar tudo e para mim isso foi muito importante.

Pode contar conosco Minos, mas já esta tarde. Vai e qualquer coisa nos falamos pelo Whats.

E sai de lá pela rua principal da saída do morro e para por conta de uma movimentação estranha na rua. Ele para ao lado de um morador que estava voltando espantado e pergunta a ele.

O que está acontecendo?

Cara, está tendo uma confusão enorme lá na frente da Tenda dos Milagres e acho até que tem alguém morrendo. Vou ali no orelhão chamar a polícia.

Sem demorar, Dominik estaciona seu carro e corre no meio da multidão para ver o que pode fazer.

Ao se aproximar ele avista uma multidão parada em frente ao templo e outra avançando contra eles. Ele prevendo um conflito corre para evitar o pior.

Ação: Dominik corre e com suas técnicas de defesa pessoal se põe a frente do grupo evangélico e tenta protege-los dos umbandistas. – O que está acontecendo com vocês, eles estão sendo influenciados pelo pastor e não sabem o que estão fazendo. Estão agindo como animais usados para atacar vocês. Não sejam como esse povo e mostre que o que o pastor diz é errado. Não ataquem...

Com isso tenta proteger os evangélicos.

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Capitólia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qui Maio 21, 2015 6:30 pm

RESOLUÇÃO


A situação começava a ficar tensa e os ânimos, exaltados. Um turba de fiéis da Igreja da Fé Global orava e gritava à frente da Tenda dos Milagres, onde devotos da religião de raiz africana armava-se para se defender.

Enquanto o Apóstolo comandava o grupo, Mãe Xiquinha arriava um ebó, o que fez o pastor pensar que a senhora usava de bruxaria. Quando seu nariz começou a sangrar, então ele teve certeza.

- Vejam irmãos! Vejam o que aquela bruxa está fazendo o servo fiel do Senhor. Ela está com o demônio, mas chegou a hora dela!

Uma gritaria generalizada tomou conta do local, afugentando algumas pessoas, que corriam em direções aleatórias. Uma dessas pessoas foi parada por Minotauro, o lutador metahumano que ainda se recuperava da culpa pela morte de crianças em Novo Acre.

– O que está acontecendo? - perguntou o bovino.

– Cara, está tendo uma confusão enorme lá na frente da Tenda dos Milagres e acho até que tem alguém morrendo. Vou ali no orelhão chamar a polícia - disse o morador, assustado.

Dominik, alterego do herói taurino, estacionou seu carro e correu contra a multidão que fugia. Enquanto se aproximava, Minotauro viu uma figura voando sobre as pessoas. Era a Padroeira, heroína que ele já havia encontrado no fatídico dia da morte das crianças.

Maria estava receosa de que seus poderes não funcionassem naquele local, quando começou a ouvir os umbandistas gritando por ela, mas chamando-a por outro nome.

- Ai, iê, iê, Mamãe Oxum! Ai, iê, iê, Mamãe Oxum! Ai, iê, iê, Mamãe Oxum!

Reconfortada, Padroeira voa sobre os devotos e lhes fala.

-  Não revidem! Apenas protejam-se! - ela pede. - Provem que são superiores a isso, não desçam ao nível deles!

Os fanáticos globais começam a arremessar paus e pedras.

- Apedrejem a falsa santa! Façam-na descer e chutem-na - gritou o pastor, em meio à tosse com sangue.

De dentro do terreiro, Xamã estava prestes a ajudar Padroeira a proteger o pessoal da umbanda, mas quando o pastou começou a tossir sangue frente a maldição de Mãe Xiquinha de Ubá, ele viu que ninguém mais poderia ajudar nisso.

O místico vestiu seu capuz e cobriu o rosto, desaparecendo logo em seguida com seu passo espiritual. Caminhou pelo mundo dos espíritos, ampliou todos os seus sentidos e chamou por todos os espíritos que ali estavam presentes, inclusive os possíveis orixás que estivessem afetando o pastor.

Vários Pretos Velhos, Pombagiras, Caboclos e alguns Exus atenderam ao chamado.

– Companheiros, não temos necessidade disso. Podemos lidar com essa situação da melhor maneira possível e conto com ajuda de vocês. Revelem-me a verdade, me ensinem a lidar com isso. Me usem como sua ferramenta e seu instrumento da paz. Tudo acabará bem dessa forma.

- Mizifi não pude vê tudo. Num tamo fazeno nada dimais. Xica só tá se prutegendo e o mal do pastô tá se voltano contra ele - disse um dos Pretos Velhos.

- O que está havendo?

- Coração do pastô tá quebradiço. Oco e seco. Tá chei de coisa preta malina, que tá fazeno mal ao moço. O ebó só tá fazeno ele se livrá disso - disse outro preto.

- Mas ocê pricisa ajudá. É coisa grande e pesada - afirmou mais um - Num pudemo ajudá pruque ele afugenta nóis, mas ocê pode. Dê um banho de manjericão nele e sacuda a puera do corpo dele. E se prepare pro que cair.

Xamã voltou ao mundo físico, vira que os espíritos estavam impedidos de lidar com o pastor, logo, não era culpa de Mãe Xiquinha se ele passava mal. Dimitri voltou à tenda, à procura da erva que salvaria o Apóstolo.

Enquanto isso, Padroeira ergue um campo de força sobre seus protegidos, como se fosse um manto semitranslúcido de luz azulada.

Vendo que boa parte dos devotos estavam protegidos por Padroeirae os projéteis não surtiam efeito, outro grupo retaliou o ataque dos fiéis globais, atacando-o por trás. Por sorte, Minotauro chegava a tempo de impedir.

– O que está acontecendo com vocês, eles estão sendo influenciados pelo pastor e não sabem o que estão fazendo. Estão agindo como animais usados para atacar vocês. Não sejam como esse povo e mostre que o que o pastor diz é errado. Não ataquem.

Os fiéis viram Minotauro contendo os umbandistas e começaram a saudá-lo.

- Irmãos! Vejam o que o Senhor nos trouxe: um touro ungido para um sacrifício. É um sinal de que estamos certos. O touro será nosso salvador. Ele irá enfrentar a falsa santa.

Clamores para que Minotauro enfrentasse Padroeira começaram a ser entoados. Do outro lado, umbandistas também pediam à sua "Oxum" que salvassem-nos dos monstro táurico.

Ambos os grupos falavam de uma forma, invocando egrégoras opostas, que Minotauro e Padroeira estavam prestes a se digladiar, tomados pelo coletivo de pensamentos engativos que ali se instaurava.

Dentro da Tenda dos Milagres, os sentidos aguçados de Dimitri logo levaram-lhe até o manjericão. Com sua telecinese, ele desfolhou alguns arbustos e levou-os até uma grande tina de água limpa. Ergueu a tina com seus poderes e levou até próximo do Apóstolo.

– Quando Jesus caminhou sobre a Terra, ele trouxe consigo uma lição de amor, paz e, principalmente, de respeito. Você mancha o Seu nome e O faz sentir muito pesar toda vez que deixa o ódio tomar seu corpo e alma. Cada dia você se distancia mais das palavras de seu próprio Salvador. Vergonhoso - disse o místico - Mas estou aqui para ajudá-lo, lavar seu corpo e sua alma.

Xamã despejou a tina com o banho de manjericão sobre o pastor, que gritou com ardor. O grito, porém, foi abafado pelos clamores que incitavam Padroeira e Minotauro a se digladiarem, quando uma terceira figura surgiu rasgando o céu. Descendo como uma pedra, Atômica colocava-se entre os dois grupos, que ficam assustados com sua presença.

- Parem com essa guerra estúpida agora! Eu não sou uma pessoa religiosa, mas tenho certeza que em nenhuma das duas prega que a violência é a forma de resolver suas diferenças. Respeito ao próximo, sabem o que é isso?

Ela se vira para os dois heróis e lhes diz.

- Vocês não se ataquem e não caiam no clamor de ódio, vou proteger o local, ambos os grupos, e ninguém irá se ferir. Eu não quero mais violência!

Em seguida, Atômica fica de frente ao grupo da Fé Global. Com uma leve rajada de energia ela traça uma linha no chão para intimidá-los.

- Vocês! Voltem para a sua igreja e reflitam sobre esse ódio todo! Acham certo isso? Todo esse preconceito, esse ódio? Está na sua bíblia? Será que Jesus aprovaria um ato desses? Se alguém invadisse suas casas ou seu culto, iriam gostar?
Eu espero não ter que enfrentar ninguém aqui, vocês não iriam gostar... Estamos entendidos?

Os ânimos foram se acalmando, quando ouviram o Apóstolo gritar com uma voz grotesca e gutural. Xamã terminava o banho no pastor e a entidade que tomava conta dele revelava-se.

Sons impronunciáveis saíram da boca de R.R. Macedo, o que levou os seus fiéis a tentarem livrarem-no de um possível domínio de Xamã, mas Atômica conteve o grupo, traçando outra linha de energia. Padroeira também ajudou, formando um campo de força ao redor de Xamã e Apóstolo, enquanto Minotauro impedia fisicamente que ninguém tentasse se aproximar.

- Sacuda, mizifi, sacuda ele - vozes diziam no ouvido de Xamã.

Erguendo o corpo do pastor com seus poderes, Xamã começou a sacudir o corpo do Apóstolo, fazendo com que uma fina poderia negra saísse do corpo de R.R. Macedo, como um suor seco.

Mais gritos guturais foram emitidos e Xamã suava com o peso que aquela poeira negra possuía. O pastor foi desfalecendo, mas, à medida que ele perdia a consciência, a poeira tomava uma forma vagamente humanóide.

- Vosssê nosss pagará por isssso, Sssshamã. Legião vai te procurar até no Inferno!

A poeira assumiu a forma de um demônio alado, e alçou voo, rasgando o manto de proteção de Padroeira.

- Posso tentar prendê-lo com minha rede - disse Maria.

- Não, minha filha. Deixe que vá. Do jeito que está, ele pode incorporar em você e isso pode ser desastroso - disse Mãe Xiquinha - Agora, por favor, levem esse pessoal para fora daqui. O líder deles precisa de apoio médico e seus seguidores precisam orar por sua melhora.

Alguns fiéis globais ainda fizeram menção de se pronunciar contra, mas Xamã utilizou sua telecinese para obrigá-los a descerem o morro. O pastor foi posto no carro de Minotauro. Dominik, auxiliado por dois seguidores do Apóstolo, leva-o ao hospital, enquanto era persuadido a frenquentar a Igreja da Fé Global.

Ao final, os umbandistas pedem para que os heróis restantes permaneçam na festa. Atômica prefere não ficar e não se envolver com qualquer religião. Seu trabalho ali estava feito e ninguém havia sido ferido. Xamã aceitou de bom grado, continuaria com eles. Apenas Padroeira ficou indecisa, mas logo tomaria uma decisão.


Rolagem de Dados:

Deter a multidão, ND 18.
Padroeira - Minotauro - Atômica
Habilidades 3 + Habilidades 4 + Habilidades 7 + Dado 5 = 19.
Sucesso! Padroeira, Minotauro e Atômica ganham, cada um, 6 XP.

Descobrir o mal do Apóstolo, ND 10.
Xamã
Habilidades 9 +  Dado 4 = 13.
Sucesso! Xamã ganha 10 XP.

O final de Padroeira ficou em aberto, para que possa ser melhor trabalhado em sua ficha. Os demais, se quiserem, também podem postar suas impressões acerca do ocorrido
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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Sex Maio 29, 2015 8:09 pm

O Rato e o Porco



Favela do Cabrião
04:00 da manhã



Em um campinho de futebol no meio da favela, uma figura emblemática terminava de recitar as palavras de seu ritual macabro. Das cinzas que antes eram corpos humanos subiram dois espíritos negros como a noite. Eles se entrelaçavam no céus rodeando o local fazendo uma coreografia assustadora até que de repente se separam e partem para seus alvos...

Preso num chiqueiro em condições precárias um leitão levanta inquieto do lamaçal onde dormia como se soubesse que algo vinha a sua caça.
Aquele chiqueiro era propriedade de um caipirão conhecido como “Zé dos porco”. Ah muitos anos Zé vendia a carne de seus suínos para açougues, mercados e até bares da região, nunca se importando muito com a qualidade e higienização de seus produtos.

Uma sombra negra invade o chiqueiro e como uma faca perfura e adentra ao corpo do pobre suíno que começa a grunhir cada vez mais alto e mais forte.
Os grunhidos se tornavam cada vez mais assustadores, os outros porcos, bastante amedrontados tentavam se esconder ou se proteger como podiam.

Com toda aquela barulheira, Zé sai de seu barracão para ver o que estava acontecendo, e ao acender a luz do chiqueiro, ele se depara com uma imagem perturbadora:
Uma espécie de javali gigante, muito gordo, aproximadamente do tamanho de um carro. A criatura tinha presas enormes e um olhar assustador,  em seu corpo era possível notar  verrugas e feridas abertas já em estado de decomposição.
O homem tenta fugir, mas a besta parte em sua direção e o abocanha. Enquanto Zé era devorado, o javali descia morro abaixo, destruindo e devorando tudo em seu caminho.

Não longe dali num matagal, o segundo espirito negro possuiu o corpo de uma ratazana, que acabou matando toda sua ninhada em razão de sua transformação.

O roedor havia se transformado num ratão monstruoso quase do tamanho de uma pessoa, suas feições eram horríveis, sua boca espumava, seus olhos eram vermelhos como sangue, haviam carrapatos do tamanho de tarântulas percorrendo por sua pelagem negra, a cada passo que dava, as plantas a sua volta murchavam como se o roedor fosse uma praga ambulante, e de fato era, e estava indo em direção aos barracos habitados....


Objetivos:

- Deter o Porco: ND 9
- Deter o Rato: ND 7

________________________________________________________________________
FICHA Força Heroica:
 
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Ironia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Jun 02, 2015 2:32 am

Azarahkiel caminhava pelos corredores da Central do Sindicato, conhecendo melhor o lugar em que ele trabalha. Ele não frequenta muito o local, pois está ocupado resolvendo crimes de baixo nível e mantendo o apartamento em que vive. Ele já teve notícia de algumas ocorrências mais sérias, como a posseção em uma festividade na Favela do Cabrião, o Incêndio na Casa do Pecado no Jardim da Redenção e a ameaça de explosão em um mini-shopping no Centro. Todas resolvidas pelos seus companheiros. Ele tambem teve seu mérito como herói no Barão da Conquista, ajudando a salvar um farmacêutico em um estabelecimento em chamas. mas seu sentimento sobre o caso, ainda que seja o primeiro, é de rotina. Não estaria fazendo mais que o seu dever angélico de proteger.

Observando Vortex praticando suas magias arcanas, Azarahkiel conclui que o mago não necessita tanto do sono pra repor as energias. A magia arcana do Vortex não incomodava o celestial, pois as intenções de quem as praticas são boas, disso ele não tinha dúvidas.

Azarahkiel estava a caminho da Ponte, receber informações de incidentes em que ele poderia ser útil, mas de repente, como um raio, ele percebe algo errado. Algo horroroso e errado. Azarahkiel não aguenta o impacto do sentimento e cai de joelhos, com a cabeça doendo e sua visão ficando turva. Gritos de agonia tomam a audição do anjo, envolvendo-o com a mesma dor de quem as sentia. Era terrível o que sentia, era desumano até mesmo para alguem como Azarahkiel. Em toda sua vida nunca foi afetado daquela maneira. A dor durou alguns minutos e depois o celeste se recuperou do choque, mas ele ainda podia sentir o "errado" acontecendo em toda a cidade. Azarahkiel corre em direção da saida da Central alçar voo, com os olhos marejados de lágrimas e sentindo o que um guerreiro angelical nunca deve sentir: Desespero.
-------------------------------------------------------------------------------------
Voando por toda a Favela do Cabrião, Azarahkiel sente uma aura de decomposição e morte em um matagal perto de algumas habitações improvisadas. O anjo avista o foco: um ser de trevas de olhos vermelhos, corpo com pelagem negra e encurvada, matando tudo ao seu redor com o simples poder da existência, quase uma aberração. Uma besta. Azarahkiel mergulha rapidamente para conforntalo. O monstro está descontrolado, destruindo tudo que está em seu caminho. O celeste podia ver claramente que uma entidade maligna estava em posse de muita energia e controlando aquele ser. Azarahkiel tinha tudo o que precisava para solucionar este caso: Fé, força de vontade e sua missão. O suficiente para tentar salvar todos, inclusive a criatura.

- Criador, me agracie com sua benção. -Murmura para si mesmo. enquanto descia de encontro com a criatura.
-------------------------------------------------------------------------------------
- Deter o Rato: ND 7

Azarahkiel pretende acabar com isso rápido. Ele não irá tocar o chão, usando o pequeno campo aberto e devastado que a criatura deixa ao seu redor e irá avançar pelo ar, usará sua luminoscinese para atordoa-lo e irá investir contra os gigantescos carrapatos que protege o monstro. Se o monstro estiver suficientemente atordoado, Azarahkiel irá tentar exorcisar o espírito maligno do corpo da criatura usando seu poder de cura.

VANTAGENS USADAS:
- Arma Especial (O Toque do Milagre): 1
- Combate: 1
- Luminocinese: 1
- Voo: 1
- Cura: 1
- ZN: 1
RESULTADO: 6

________________________________________________________________________
RPG - A Marca:
 


Ironia - #ffff00
Voz na cabeça do Ironia - #ffff99


Última edição por Azarahkiel em Ter Jun 02, 2015 11:56 pm, editado 1 vez(es)
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Sombria

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Jun 02, 2015 5:52 pm

O pequeno apartamento estava vazio. Ouve-se o barulho de chave se encaixando e rodando na fechadura, até que a porta se abre.

Uma moça de cabelo pretos, de vinte e poucos anos, usando camiseta e calça de couro da mesma coloração, e botas de bico fino, adentra o local. Ela tinha um gingar natural nos passos, como se secretamente dançasse a uma música inaudível. Atrás dela entra uma moça loira, um pouco mais alta, esguia, com camiseta vinho e shorts safari. Ela usava cabelo amarrado em rabo de cavalo e óculos, segurando um bando de cadernos contra o peito e uma mochila nas costas.

— ... Isso é porque não temos tempo para baboseiras hoje, Carol. - A moça de preto para em frente a colega, se inclinando na sua direção. — Hoje é dia de Rock, bebê! Hahaha!

Elas fecham a porta e se acomodam em seu apartamento dividido, as duas colegas de quarto. A moça loira vai até um dos quartos, perguntando de lá:

— Você vai tocar hoje? Onde?

— Ah, ali no centro! Numa pequena casa de show chamada “Nekropolis”...

— “Nekropolis”? Eu não imagino que eles recebam muitos grupos de pagode lá... – Ouve-se a voz da moça, do quarto.

— É claro que não! É um casa de show só de rock e metal; você não pode esperar que se chame “Espaço Mil Grau”, ou algo assim. – Ela responde, levantando os ombros. — E você, cara, vai vir me assistir. Sem discussão.

— Ah, Daninha... – Carol volta, agora descalça e sem a mochila e os cadernos. — Hoje eu queria ficar em casa. Ficar deitada, assistir filme e me entupir de pizza até virar um botijão.

— Não acredito que sou colega de quarto da Falsiane em pessoa. – Diz a moça de cabelos pretos, andando até o banheiro. — Eu sei que você não quer ir porque não gosta da minha banda, e da minha música...

— Pode parar, viu D’Anna? Eu AMO a sua banda.

Carol sente o celular vibrar em seu bolso. Era um número familiar, mas não identificado chamando. Após alguns segundos de indecisão, a loira ignora a chamada e joga o seu celular em cima da mesinha da sala, ligando então a TV LCD que tinha lá, na parede.

”Mais um dia de folga.”



”Nada melhor do que ficar em casa.”

— Nananananã... Nananã.... Sonhos vividos, amores fracassados... De Ilusões perdidas, passos caminhados, de um deserto que eu tento me escondeEer...

A porta do banheiro se abre pela metade, D’Anna escutando a música que tocava e colocando sua cabeça pra fora.

— Conheci mil Anas, muitas Carolinas... Mas sorte é ter você... – Carol então levanta os braços, fechando os olhos pro refrão.

”E esquecer tudo lá fora.”

— AMOOOOOR, SE ME CHAMAR, SE ME QUISER,EU VOOOU! PRA SER SEU ANJO DA NOITEEEE!

— ... AMIGA, QUE ISSO?! – D’Anna sai do banheiro, indignada. — CACAU, PARA COM ISSO, CARA!

— Ah, não, mas eu gosto dessa música...

— Miga, assim não tem como te defendê! Não tem como te defendê, Bicha! Eu te adoro, bicha, não faz isso... – Diz a moça de cabelos pretos, simulando limpar as lágrimas do rosto.

— Ai que isso, Daninha, desculpa... – Carol vai consolar a amiga rindo.

— Eu fico triste, cara... Eu fico triste...

=====
Mais tarde...

Carol desliga a TV, em meio aos créditos do filme. Ela estava deitada no sofá, coberta até o pescoço por causa da noite fria, agora no meio do escuro, quebrado apenas pela luz da rua lá fora, que se esgueirava por entre as cortinas da janela da sala. Havendo quase silêncio completo, o barulho do relógio na parede se exponenciava e ecoava nos ouvidos da estudante, que acaba por olhar para o mesmo. Eram três da manhã.

”Não vou conseguir dormir. Eu nunca durmo à essa hora.”

O seu celular, ainda no lugar que havia o largado - em cima da mesinha -, voltava a tocar novamente; havia tocado algumas vezes durante o filme, e agora, que a madrugada começava, ficaria ainda pior. Toda vez que tocava, se acendia em meio à escuridão, iluminando parcialmente o local. Podia-se ver Carol mirar seus olhos azuis na direção do celular, sem mesmo mover a cabeça, permanecendo deitada.

”Estou de folga.”

Outra chamada perdida. Algum tempo depois, ele volta a tocar novamente, até parar, acontecendo tudo denovo. E toda vez, Carol olhava para o mesmo.

”Nada melhor do que ficar em casa.”

Em dado momento, o celular toca, iluminando o lugar mais uma vez. Mas dessa vez, não havia mais ninguém no sofá.

”... E esquecer tudo lá fora.”

Carol arranca um pedaço do assoalho de madeira do seu quarto, mostrando então um compartimento secreto, onde se encontravam seus equipamentos de vigilante. Haviam dois uniformes, o seu mais atual, com a capa, e um mais antigo, muito mais amador, composto todo de peças de couro preto, da jaqueta até as luvas e a bota. Ao olhar para o seu uniforme atual, a moça consegue ver apenas o vermelho do seu uniforme, se lembrando de Dudinha. Ela então puxa o seu antigo de lá.

Terminando de se vestir e se equipar, ela abre a sua janela e pula de lá, se agarrando no prédio vizinho de mesmo tamanho e subindo nele sem dificuldade, desaparecendo pelo telhado.

”Eu não deveria estar aqui. Disse a mim mesma que daria um tempo, depois do que aconteceu.”

Ela pula de prédio a prédio, usando seu Yakan para se balançar para lugares mais longes, rumando ao norte, em direção à favela.

” O conselho do Sindicato não ouve notícias minhas faz alguns dias. Meus alunos também não. Melhor assim. Quero voltar um pouco no tempo, quando nem pensava em me chamar de ‘Sombria’, de vigilante. Quando eu era apenas alguém extravasando na noite. Quando era apenas ‘a Loira’.”

Ela sobe a favela no seu estilo de sempre, os barracos como se fossem árvores, sendo apenas um vulto de cabelos dourados na noite. Em dado momento, ela ouve uma barulheira, e os piores grunhidos que já havia ouvido na vida, não muito longe dali. Sendo muito estranhos pra ignorar, Carol segue até o local para averiguar o que era, e acaba apenas vendo a cena em que um gigantesco e horripilante javali destrói os limites de uma propriedade, devorando um homem ainda vivo em sua boca, agora descendo o morro em um caminho de destruição e prováveis mortes.

” Eu deveria estar surpresa. Chocada. Mas não estou. Não consigo esconder o meu ânimo, enquanto aquela cena me trazia... Nostalgia.
Lá longe, em Casa, eu costumava caçar. Não só animais como aquele, mas seres abomináveis. Mutantes.”


A vigilante corre atrás do animal, descendo o morro também através dos telhados e tentando ganhar vantagem sobre o mesmo, para conseguir dar de frente com o mesmo.

”Hora de matar essa saudade.”

Sombria pretendia emboscar o animal no meio da sua trajetória de cima dos barracos. Com o seu Yakan amarrado em um laço, ela jogaria-o em frente ao animal, pra se prender ao redor do seu pescoço. Assim que o conseguisse, ela usaria suas habilidades acrobáticas e agilidade evitar de ser imediatamente arrastada, e pular nas suas costas, onde se focaria em puxar e apertar o laço de seu Yakan, para enforcar o animal gordo até que ele apagasse, ou pelo menos “guia-lo” através dos seus puxões para errar civis e acertar o máximo de obstáculos possíveis, até desacordá-lo com o impacto e o dano.

_______________________

- Acrobacia: 1
- Agilidade: 2
- Arma (Yakan-Boleadeira): 2
- Combate: 2
- Zona de Atuação: ZN 1
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Vital

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qua Jun 03, 2015 5:24 pm

[03:00]

Cama confortável, cobertas quentes e boa companhia, essa era a noite de Samanta, estava em sua casa dormindo junto a Gaby, porem tantas coisas boas juntas não impediam de seus sonhos serem perturbadores, ou melhor, pesadelos:

"- Vital, vital, vita, vida... Não acha que se arrisca de mais e é muito disforme para alguém que deveria representar a vida? Certeza que luta do jeito certo? Seu cabelo raspado e roupas não assustam as pessoas? ou não assustam você?"

Essa frase ecoava no pesadelo de Samanta, estava cara a cara com ela mesma porem com roupas mais escuras e olhos negros, aquilo era algo desconfortável e assustador, alem de ver a si mesmo em uma forma mais sombria começava a receber golpes, socos, e chutes, até mesmo rajadas eram lançadas em seu corpo a deixando ofegante, assutada e com medo, até o momento em que um barulho grande toma o local e o outro ela se transmuta em um Rato que cai sobre sua face a fazendo acordar em um grito...

- NÃÃOOO!!! Se levantava desesperada.

- Samanta, Samanta!! Oque ouve? Você esta bem??? Gaby se assustava sentando na cama com as mãos sobre os ombros de Samanta tentando a acalmar.

- Afffuuuu!!! Que merda... Acertava um soco na cama e fechava os olhos, era como se ainda visse aquela imagem...

- Estou bem sim minha linda... Samanta sorria meio forçadamente e dava um selinho longo em Gaby, a garotinha estava de cabelos curtos raspado nas laterais, e tinha olhos grandes e meigos, ela estava muito assustada com o grito repentino de Samanta então se levantava e ia pegar algo para ela tomar.

[03:30]

Samanta e Gaby estavam na mesa, Samanta sentada em um cadeira e Gaby em seu colo dando algumas bolachas na boca de Samanta que ficava a remoer o sonho estranho e perturbador...

- Gaby! Você acha que eu dou medo?

- Depende, quando esta brava parece que uma aura negra toma o seu redor, mais digamos que meio que eu gosto disso. Porque? Gaby sorria e dava um beijo no rosto de Samanta e se apoiava em seus ombros sendo pequena cabia quase como uma criança no colo de Samanta.

- Nada não!! Sorria abraçando Gaby.

Ambas as duas já mais calmas voltavam a dormir, porem Samanta ainda estava de cabeça quente e não consegue dormir de primeira, então volta a se levantar sem acordar Gaby e então vai se vestir.

[04:00]


- Não gosto de sair assim sem avisa-la, não quero que saiba que sou a Vital, não, isso não vai estragar meu relacionamento com a Gaby como estragou com a Lari...

Samanta já estava como Vital, voava rápido sem rumo apenas seguindo uma linha reta, toda a vez que fechava os olhos era como se visse a imagem do Rato indo em sua direção, até o momento que a imagem volta e la ainda estava de olhos abertos e então gritos e um calafrio deixam a garota mais assustada.

- Me sinto presa dentro daquele sonho, e agora gritos, isso esta me deixando confusa...                 Espera!!! Oque é aquilo?

Vital voava até entre algumas casas adentrando na Favela do Cabrião, e quando percebia estava em sua frente uma imagem de um Rato de origens quase demonicas, as pernas dela tremiam e sua garganta ficava seca...

- Ma-ma-ma-mas q-q-que merda é e-e-essaa!!! Samanta tocava o chão com os pés e energizava as mãos, a criatura parecia emanar uma energia podre e destrutiva, a garota fechava os olhos e engolia seco, sentia uma presença muito forte e ao fechar os olhos novamente via a imagem de Larissa a chamando de "fraca" oque a deixava frustada porem essa imagem era sobre posta por Gaby dizendo frases belas e claras, "Você é minha heroína", "Te amo rabugenta", "Você é forte, gosto da sua coragem", e isso fazia com que seu corpo se aquecesse, era como se estivesse sendo abraçada por ela mil vezes, e isso a trazia uma coragem e força acima do comum, ela então abria os olhos energizando mais ainda as mãos e olhando fixo para a criatura.

- Você é grotesco, fede, e é um Rato... Acho que algo bom não é, então acho que vou mudar meu trabalho de heroína para exterminadora de pragas...

Vital se erguia no ar ficando em um posição mais vantajosa, então com as mãos energizadas iria começar a lançar rajadas de energia no Rato até que consiga char uma brecha para se aproximar e desferir chutes, socos e rajadas na barriga da criatura onde aparentemente seria uma área mais desprotegida, se bem sucedida iria pegar os restos dele e sair de dentro da Favela se não iria ao menos atrai-lo para longe das casas para que não cause nenhum caos ou destruição.

Objetivo:
- Deter Rato ND  7

Vantagem:
- Voo 1
- Luvas 1
- Rajadas 2
- Combate 1
- ZN 1



________________________________________________________________________

Sanguessuga Abalo Sísmico      Rato          Vital

-

Fala: #999999

Ficha:
 
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Ímã

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Dom Jun 07, 2015 6:27 pm

O tilintar das armas dos homens na parte de cima da quadra, as famosas áreas vips, a deixavam com dor de cabeça. O cheiro de suor não ajudava, muito menos aquele barulho incessante, a mesma irritante batida ecoando na sua cabeça. Cerveja barata caindo no chão, latas sendo jogadas de um lado pra outro, alguém no microfone gritando palavrões em alto e bom som. Dani sabia o porquê de estar ali, mas não gostava de estar ali. Ela coloca seus fones de ouvido.

- É por isso que eu odeio pedir favores... Alguma hora eles sempre serão cobrados... – Resmunga a moça.

Ela vigiava uma menina, irmã de um amigo que lhe havia pedido o tal favor. A moça havia acabado de completar 18 anos não fazia nem uma semana. No entanto, o barulho era tão estridente, que resolvera sair por alguns minutos do lugar.

- Finalmente um pouco de paz. – Diz, olhando para os dois lados.

Ela alça voo, sentindo a brisa bater em seu rosto. Lembra dela, fazia tempo que não tinha essas lembranças. Algumas lágrimas caem. No entanto, todo seu momento nostálgico é cortado bruscamente. Ela olha pra baixo rapidamente, avistando algo, no mínimo, estranho. Um monstro em forma de rato.

- Aff... Se tem alguma coisa na vizinhança, quem você chama? – Resmunga, enquanto tira a blusa, revelando seu uniforme abaixo dela. - A bucha aqui...

Ímã retira sua máscara do bolso esquerdo da calça jeans surrada. Desprende o cabelo e coloca as roupas no alto de algum barraco por ali por perto, bem escondidas. Ela voa, como uma bala, em direção ao monstro.

Sem pensar duas vezes, a heroína fará algumas manobras no ar, fingindo ir em direção a aberração, dando evasivas assim que chegar perto. Também usará de objetos pequenos de metal para acertá-lo. Quando tomar a atenção do bicho, tentará prendê-lo com alguns encanamentos expostos da favela e, logo em seguida, atordoa-lo com choques dos cabos dos postes ali de perto.

Objetivo:
Deter o Rato: ND7

VANTAGENS:
Magnetocinese: 2
Voo: 2
ZN: 1

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Atieno

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Seg Jun 08, 2015 3:02 am

2:00 da manhã, Favela do Cabrião

Vez ou outra adotava os hábitos noturnos que meus iguais, tigres, tinham. Isso geralmente acontecia quando eu estava muito preocupado com algo. Dessa vez, era com o seu Apolônio. Coitado, havia perdido tudo. Eu queria ser multimilionário, assim poderia ajudá-lo. Não faria como meu tio Vicente, que só usa aquele dinheiro pra arrebentar os mutantes animalescos. Esse tesão inexplicável dele por mutantes animais chega a ser estranho.

Enquanto caminhava pelo Cabrião, um garoto de mochila passa correndo ao meu lado, esbarrando em mim e caindo de costas no chão. Quando ele me viu, começou a se afastar arrastando-se no chão, assustado.

- Calma garoto, calma! - disse, colocando minhas duas enormes mãos onde ele pudesse ver - Respira fundo e fala: O que foi?

- Não! Não! Você vai me matar! São todos assim! São todos iguais! - o garoto ia se afastando de mim, assustado.

- Calma, CALMA! Eu não vou te matar. Por Deus, quem disse uma coisa dessas?

- É o que diz na televisão!

Olho para o lado, virando os olhos, e torno a olhar pro garoto.

- Ah, claro... Olha, confia em mim? Eu sou um herói, pode ficar tranquilo. Tigre, prazer. Seu nome? - estendo minha mão para o garoto, que ainda parece receoso, mas segura minha mão. Não preciso ter faro aguçado pra sentir o cheiro do que ele fez.

- Ce-Celso. Meu nome é Celso

- Ok, Celso... - digo, enquanto o ajudo a se levantar e pego as coisas que ele derrubou, o entregando - Por que está na rua a essa hora?

- Ah, velho... Eu tô muito ferrado. Fiquei até tarde na faculdade, e perdi todos os ônibus. Minha casa está longe, fui correndo pra tentar chegar lá em segurança.

- Correr assim só vai te deixar exausto. Vamos, eu o acompanho até em casa, posso garantir sua segurança. Exceto se você tiver medo de felinos gigantes

- N-não... Não tenho - o garoto estava tremendo de medo, isso era perceptível na sua voz.

O acompanhei até a casa dele, ele ainda estava com medo, mas foi o perdendo com o tempo. Conversamos bastante, ele me falou sobre sua vida, em tom de desabafo até. Perdeu o pai pro tráfico quando era bebê, trabalha em período integral numa fábrica do Setor Industrial e estuda Administração à noite. Uma vida sofrida. Disse que já tinha me visto uma vez, quando ele era criança e foi pro circo numa excursão escolar. Mas o medo dele era algo que me interessava muito.

- Celso, me diga, por que tem medo de pessoas como eu?

- Cara, cê não vê tevê não? Tem aquele cara das roupas, o tal do Crivelli, ele não tem um olho por causa de um de vocês.

Suspiro quando ele fala do Vicente, e lhe respondo no ato.

- Mas você nem sabe o passado desse Crivelli, as vezes ele mereceu né? Ou vai ver que quem fez isso com ele era um bandido

- Olhando por esse lado... Mas dá medo mesmo assim

- Bom Celso, posso não parecer, mas sou humano também. Tudo bem que mais me pareço com um tigre do que com um humano, mas eu sou isso. Eu nasci diferente apenas. E me tratam mal por isso, tem medo de mim por isso. Sabe como é ser tratado como uma escória só por que é diferente?

- Eu sou negro, cara. Eu sei disso. Tem muita gente preconceituosa que me trata diferente só por que tenho alguma diferença na cor da pele, ou me evitando pelo mesmo motivo. Eu já cansei de ser parado pela polícia na rua, suspeito de ter assaltado. Mas eu não preciso assaltar, eu trabalho, estudo, sou um cidadão honesto, ajudo minha mãezinha sempre que possível

Sorrio ao ouvir isso e lhe dou uns tapinhas nas costas.

- Olha cara, eu passei por coisa semelhante por que nasci sendo um tigre humanoide. Meus pais me venderam pro circo quando eu era filhote. Fui tratado lá como um animal selvagem, preso em jaulas e tentado a agir como os tigres. Isso me deixou sequelas na questão do pensamento, algumas ações minhas são animais. Mas só por causa disso que aconteceu. Não posso sair na rua sem atrair olhares de medo e pessoas me xingando por eu ser quem sou - mostro minhas garras para Celso, que arregala os olhos como se tivesse gostado do que viu - E só por que eu nasci com isso, com essa cauda que arrasta no chão, com patas, e tudo mais. Só que eu não ligo para o que dizem. O que me importa é eu usar minhas habilidades ajudando aqueles que precisam. E você não é muito diferente de mim. Veja como ajuda sua mãe, veja como é honrado. Você tem futuro, garoto. Eu estou muito feliz por você ter me contado sua história. E espero que você sempre continue assim, nesse caminho - sorrio para ele, lhe estendendo a mão. Ele a agarrou com força, e me deu um abraço forte.

- Já te falaram que dá vontade de adotar você como gatinho de estimação?

- Três vezes por mês. E... Me solta? Já chegou em casa, está seguro agora

Celso me agradeceu, e entrou em casa correndo. Pude ouvir ele conversar com sua mãe e falar sobre mim. Espero que esse rapaz se torne um exemplo no futuro. Pois bem, é melhor eu voltar a fazer a ronda pelo lugar. Ainda estava sem sono mesmo

--------------------------------------------------------------------------------

4:03 da manhã, Favela do Cabrião

Nas ruas, já via as primeiras pessoas que começavam a sair de suas casas para irem trabalhar, os ônibus começavam a circular pela cidade já lotados, e lá estava eu, no meio da Favela do Cabrião. Minha busca por crimes noturnos, até esse momento, havia sido em vão. Tirando o garoto que acompanhei até sua casa, o resto estava tudo relativamente calmo. O céu estrelado e as luzes das ruas eram as únicas coisas que me iluminavam naquele momento.

Porém, meu faro detectou um cheiro de podridão próximo, e estava se aproximando mais ainda. Quando me dei conta, vi um... Rato? Sim, era gigante e estranho, confesso que me dava até mesmo medo. Os olhos vermelhos eram demoníacos, a espuma era outro fator que me atemorizava. Mas, atrás de mim, estavam as casas do Cabrião, com pessoas dormindo ou acordando para ir para seus serviços. Uma população que certamente seria ameaçada pelo rato gigante. Para o azar dele, eu sou um gato gigante.

- Ei ratinho, o gatinho vai te pegar! - digo.

Precisava mesclar meus ataques animais com as lutas básicas que todo mundo sabe. O cheiro do rato me deixava em dúvida sobre ele estar vivo ou não. Mesmo assim, poderia estar vivo, então não posso matá-lo. Pretendo atacá-lo furtivamente por trás, usando minha agilidade para tentar evitar ataques do rato. A ideia é derrubá-lo saltando contra suas costas, e tentar chegar nele sem que ele me percebesse. Se conseguisse colocá-lo no chão, pretendo garantir que ele fique lá com socos e ataques cortantes de minhas garras.

Objetivo:
- Deter o Rato: ND 7

Vantagens: Furtividade (1), Garras & Presas (1), Sentidos Aguçados (1), Super Agilidade (2), Zona de Atuação (0), Efeitos da missão dos Churros (-1 em agilidade) = 4
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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Jun 09, 2015 12:35 am

Resolução


Um rato e um porco haviam sido possuídos por estranhos espíritos malignos, invocados por um enigmático mago chinês. Os corpos dos pobres animais foram modificados, transformados em verdadeiras monstruosidades.
O rato ficou do tamanho de uma pessoa, sua pelagem era negra e seus olhos vermelhos como o sangue, a cada passo que dava, matava tudo a sua volta como uma praga.  Já o porco, se tornou uma espécie de javali gigante, gordo, do tamanho de um carro. Possuía presas enormes e em seu corpo haviam verrugas e feridas abertas já em estado de decomposição.
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Do matagal, que agora não passava de um amontoado de vegetação morta, sai o rato como se estivesse farejando algo, ele olha fixamente para os barracos na favela, e parte em disparada se esgueirando entre os estreitos corredores do local, procurando alguma forma de vida para infectar. O odor da criatura era insuportável . Exalava longe, como uma espécie de mistura entre carniça e algum tipo de produto químico.

Aquele cheiro horrendo chamou a atenção de Tigre, que estava por perto pois havia se voluntariado para fazer uma “ronda” pela região. O híbrido sente uma sensação ruim ao farejar aquilo, e ao encontrar a fonte do odor, o herói se depara com uma das coisas mais macabras que já havia visto em sua vida. Um roedor monstruoso, que deixava uma trilha de morte por onde passava. Aparentemente não havia afetado nenhuma pessoa ainda, mas e se acontecesse isso? questionava Yannick.

Sem pensar muito, na tentativa de evitar algo pior Tigre salta sobre as costas do roedor lhe acertando uma joelhada bem no meio da coluna. O animal se desequilibra e rola no chão soltando um grito estridente de dor.
Para a surpresa do herói, o contato direto com a besta lhe afetou.
O felino se apoia num pedaço de madeira sentindo uma forte tontura e começa a vomitar, sem perceber que o rato vinha em sua direção.

A criatura parte para cima de Tigre, que consegue a tempo agarra-la e joga-la num monte de entulho. Ele olha para as mãos tremulas e nota que seus pelos começavam a cair. Precisava se manter afastado ou logo as coisas poderiam piorar. Num ato de desespero Yannick sobe em cima dos barracos, chamando a atenção da criatura na tentativa de tira-la daquela área e leva-la para um lugar não habitado enquanto pensava em algo.
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Não longe dali, passando pelos barracos como um vulto, estava Sombria . Lembranças de sua ultima aparição naquele lugar  martelavam em sua mente. Ainda abalada pela morte do garoto Dudinha, a heroína vinha tendo dificuldades em encarar e superar as coisas.  Carol que já havia passado por quase tudo em sua vida, nunca havia sentido uma angustia daquela forma.  Todos os dias se lembrava do sangue do inocente espalhado pelo seu traje. Era só uma criança. Uma criança que ela deixou ser baleada, uma criança que ela deixou morrer...

Fortes barulhos cortam os pensamentos da vigilante de cabelos loiros. Os sons soavam como estranhos grunhidos. Estranhos o suficiente para Carol seguir até o local e averiguar o que era.
Chegando lá, ela se depara com uma criatura enorme, semelhante a um javali. Já havia destruído parte do chiqueiro onde estava e agora descia morro abaixo.

Sangue e pedaços de membros humanos  estavam espalhados pelo chão. “Tarde demais” pensava Sombria ao ver aqueles restos mortais, mas ainda podia parar a fera antes que mais desgraças acontecessem.
Com um leve sorriso no canto da boca e pensamentos nostálgicos em sua mente, a heroína corre na direção da besta.  Saltando entre os barracos e olhando fixamente para seu alvo, Carol se preparava para a caçada. Com seu Yakan amarrado em um laço ela consegue prende- lo no pescoço da criatura e em seguida salta sobre ela.

Montada no javali como um peão de rodeio ela força o laço na tentativa de enforca-lo. O monstrengo saltava e se debatia, mas Sombria se mantinha ali, firme.  Seus braços já doíam de tanto fazer força, e ao notar que enforca-lo não estava adiantando, ela força ainda mais seu laço “guiando” o animal para uma construção que havia visto mais a frente.
Correndo descontrolada a criatura se choca contra as paredes que desmoronam sobre ela, enquanto Sombria fazendo uso de suas habilidades acrobáticas consegue saltar a tempo, sem se ferir.
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A heroína de cabelos loiros vai até os escombros verificar o javali, mas acaba notando  uma movimentação vindo em sua direção.
Saltando pelos telhados Tigre corria da criatura que o perseguia.  Ao avistar a heroína, o rapaz vai a seu encontro, e rapidamente explica a situação. Ambos partem para cima do roedor que acabara de chegar até eles. Tigre ataca com um pedaço de madeira que conseguiu durante seu trajeto, o herói felino acerta em cheio a cabeça do rato, enquanto Sombria lhe laçava pelo pescoço o enforcando. Eles pareciam levar vantagem na luta, quando escutam um forte estrondo vindo da construção tombada.

O Javali estava de pé, furioso e faminto. Mastigava tijolos e concreto como se fossem algo comestível. Ele emite um forte grunhido e parte em direção aos heróis, com sua enorme boca aberta para devora-los. Num ato de desespero Tigre usa seu pedaço de madeira e trava a mandíbula do suíno. Ele segurava como podia, mas sabia que logo a madeira cederia.

Aquela era a deixa perfeita. Pensou Sombria. Com o roedor bastante ferido e agora amarrado, ela o puxa e usa seu próprio corpo como alavanca arremessando a criatura moribunda na boca do javali. Tigre escapa por pouco, enquanto o enorme porco obeso de fome insaciável devorava o rato demoníaco.


Um porco que podia comer qualquer coisa e um rato com o toque da morte. Uma combinação que não terminou nada bem.
Sendo destruído de dentro pra fora o suíno da seu ultimo grunhido enquanto seu corpo apodrecia por completo. A criatura que já era enorme inflava cada vez mais até que explode. Pedaços de uma massa negra respingam por todo o local, por sorte Tigre e Sombria se protegeram atrás de uma carcaça de carro e não sofreram danos.

Eles voltam sua atenção para ver se tudo finalmente havia terminado e só o que notam são duas sombras escuras voando em direção a cidade.
A dupla impediu que uma desgraça acontecesse na Favela, mas será que aquilo havia realmente chegado ao fim?



Sombria: ND= 9
Acrobacia: 1, Agilidade: 2, Arma (Yakan-Boleadeira): 2, Combate: 2, ZN: 1 = 8 +(4 dado)= 12 Sucesso! Sombria ganha 9xp.

Tigre: ND= 7
Furtividade: 1, Sentidos Aguçados: 1 Super Agilidade:2, Zona de Atuação: 0, Efeitos da missão dos Churros (-1 em agilidade) = 3 + (6 dado) = 9 Sucesso! Tigre ganha 7xp

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Ter Jun 16, 2015 2:24 pm

Treme Tre-treme


Cri cria asa periquita treme treme a tabaca
Treme tre treme tre treme treme a tabaca


O show do famoso MC biruleibe agitava os jovens da Favela da Cabrião num inídio de noite de sábado. O campinho construído como um ação social servia para o local do baile funk. Um palco era de uma estrutura fraca, e sustentava apenas o funkeiro, um DJ, e toda a aparelhagem de som, o maior investimento daquela festa.

Como era de se esperar, ali também era alvo de interesse de tranficantes da favela, que estavam lançando uma nova droga no mercado, Crystal. Era parecida com uma pequena bala transparente, e assim como a maioria das drogas causava euforia, ausência de medo, agressividade, excitação. Mas isso nas pessoas comuns. O efeito em meta-humanos ainda era desconhecido. Até aquela festa.

Maicon Oliveira era um típico jovem da perifiria, usando bermuda branca, Nike Shox, uma camiseta da Hollister, um boné de aba reta e um óculos branco espelhado. Só pensava em beber e ficar com o maior número de meninas que conseguisse. E, assim como a maioria dos jovens, também fazia uso das drogas que eram passadas de mão em mão no baile.

Esse era o jovem Maicon que todos conheciam, mas ele guardava um segredo. Descobrira seus poderes a pouco tempo, era fraco ainda, e já conseguia controlar. Ele conseguia criar ondas de energia, mas eram tão fracas que ele conseguia apenas derrubar coisas leves a menos de 1 metro de distância.

Não contou para ninguém de sua descorberta recente. Ele conhecia o preconceito de perto, e não queria sofrer dele em sua própria comunidade. Além do mais, nem se importava tanto com os poderes, queria somente curtir sua juventude.

Finalmente chegava uma balinha de Crystal nas mãos de Maicon, e num movimento rápido colocou a balinha debaixo da lingua e esperou o efeito efervescente que seus amigos descreveram. Porém a sensação para Maicon foi diferente, sua boca inteira começou a queimar fortemente. Ele começou a tossir e mal conseguia respirar.

AAAAAAAAHHHHHHHHH

Uma imensa dor passou por todo seu corpo. Ele caiu de joelhos, assustando seus amigos, que se aglomeraram a sua volta, preocupados.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH – Outro grito, dessa vez mais forte e mais longo. Maicon não suportou e se encurvou no chão.

E uma onda de energia finalmente sai de seu corpo. Não fraca como as outras, e definitivamente Maicon não conseguia controlar. A onda atinge seus amigos, lançando longe os que estavam mais próximos, e fazendo o chão tremer um pouco. O terreno estava vazio num raio de 2 metros ao redor de Maicon. Assustados, os amigos tentaram se aproximar do jovem em prantos, mas uma força esmanava no jovem constantemente, que impedia a aproximação.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH – Outro grito, ainda mais forte e mais longo deixava o jovem sem folego.

E outra forte onda saiu de seus corpo poucos minutos depois do primeiro, alcançando um raio duas vezes maior. Dessa vez o tremor derrubou mais pessoas, e chamou a atenção de muitas outras ao redor.

Outro grito e outra onda ainda mais forte, veio mais rápido que o segundo. Mais pessoas foram lançadas longe, e sem saber o que estava acontecendo, ela começaram a correr dali. Antes que pudessem deixar o campinho completamente, outra onda as atingiu, derrubando novamente.
Uma cratera já se formava ao redor de Maicon, crescendo cada vez mais.

O que ninguém percebeu, foi que os tremores gerados pelas ondas de energia de Maicon aos poucos atuava sobre as fracas estruturas do palco. MC Biruleibe, que mal percebeu as primeiras ondas, assistia a confusão de cima sem entender o que acontecia, quando uma das luzes se soltou e caiu exatamente na cabeça do MC, que caiu desacordado no palco.

O restante da estrutura continuava bambeando, e estava prestes a desabar completamente sobre o músico. Já os poderes de Maicon estavam cada vez mais fortes, e com um alcance maior. Logo alcançaria as casas do morro, destruindo lares de pessoas inocentes.  

____________________

Objetivos:
Impedir que Maicon cause mais destruição:
ND6
Salvar MC Biruleibe: ND4

Missão exclusiva para jogadores que eu nunca escolhi.
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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Favela do Cabrião   Qua Jun 17, 2015 6:24 pm

Já haviam se passado três meses desde que Fabio fundira seu corpo e mente ao do espírito guardião das florestas e pouco mais de um mês que o convite de se unir ao sindicato dos vigilantes da cidade havia sido dado. O garoto até se esforçava para viver uma vida normal, mas lidar com as mudanças repentinas de seu corpo e dividir a mente com uma entidade sobrenatural enquanto ajudava a proteger os pobres inocentes moradores de Nova Capital não era uma tarefa fácil.

Às vezes, Fabio se perguntava se estava preparado para lidar com todos esses eventos de sua vida, porém o maior questionamento era: Porque ele? Diante da lista de nomes de todos os ecologistas mortos ou desaparecidos na cidade - parte deles seus amigos pessoais. Por que as forças da natureza escolheram justamente Fabio para defender não só o verde, mas também os oprimidos que vivem em meio aos becos sujos e vielas escuras dos locais mais precários da cidade como os moradores da Favela do Cabrião onde Fabio se encontrava. Será que as preces de seus pais por ele foram tão fervorosas assim? Se perguntava o jovem. A fé deles teria sido mais forte do que a do casal de anciãos, pais de Junior, um de seus amigos universitários que havia desaparecido assim como ele depois da última manifestação pró-floresta. O corpo havia aparecido há uma semana jogado como lixo próximo ao Ranchinho. Fabio prestava suas condolências.

- Ele era um cara legal que amava as plantas! Lutava por aquilo que acreditava! Diz Fabio.
- Mais que isso! Disse o pai do jovem. – Ele lutava por um mundo melhor...mais verde, mais limpo! Sonhava respirar um ar sem cheiro de combustível.
- Eu os asseguro que nada terá sido em vão. Vamos achar quem fez isso!

Nesse momento um pequeno tremor faz os poucos objetos do barraco de madeira tremer chamando a atenção de Fabio.
- O que foi isso?
- Nada de mais filho, são as caixas de som do baile que acontece na comunidade todo mês. Elas fazem tremer tudo por aqui.

Fabio confia nas palavras da senhora, porém se mantém atento até que um outro tremor ainda mais forte derruba os copos de vidro da velha pia mexendo com a estrutura frágil da casa.

- Acho que isso não foram só as caixas de som...Vou verificar! Saindo dali longe das vistas de todos a transformação no herói Druida acontece. O corpo de Fabio agora como uma planta viva se aproxima analisando o local onde o show acontecia quando percebe o jovem ajoelhado no chão urrando de dor. - As ondas estão vindo dele! Deduz após um novo grito.

Objetivos: Impedir que Maicon cause mais destruição: ND6

Ação: Fabio pretende se aproximar do jovem mutante tentando acalmá-lo. - Ei cara! Mantenha a calma, estou aqui pra te ajudar! Não vou machucá-lo!

Revestido com sua “armadura de madeira” Fabio espera resistir aos choques das ondas vindas contra ele enquanto sem que o jovem perceba usará sua Fitocinese para gerar e controlar plantas vindas por trás de Maicon com a intenção de imobilizá-lo para evitar novas ondas de choque com seus movimentos bruscos. Aproximando-se ainda mais do jovem e percebendo o efeito da droga em sua boca Druida pretende dar-lhe uma folha especial composta de várias ervas medicinais esperando que ao mastigá-la cancele o efeito da droga no corpo de Maicon.

Vantagens: Fitocinese (2), Transformação corpórea: Plantas (2), Corpo Resistente (1) Desvantagem: Zona Metropolitana (-1)


Última edição por Druida em Seg Jun 29, 2015 1:07 pm, editado 2 vez(es)
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