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 T04E07 - Ascensão

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Solar

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MensagemAssunto: T04E07 - Ascensão   Dom Ago 12, 2018 7:48 pm

Nova Capital, 3 de Abril de 2017, 21h32m:


Os soldados correm pelos estreitos corredores. Os dutos de ventilação fazem um barulho alto, às vezes tirando a atenção dos homens uniformizados. Eles andam em linha, ritmando seus passos, como uma coreografia. Só se ouvem os passos. Até que um deles para, fazendo um gesto com sua mão direita para cima, fazendo todos os demais pararem também. O silêncio gritava por entre os corredores, causando um certo desconforto naqueles que ali estavam.

O homem chuta a porta à sua frente, aparentemente trancada. Um barulho de correntes caindo e da porta batendo na parede, ficando escancarada, se espalha. Há apenas o eco. O salão vazio frustra os planos dos que pensavam em surpreender seus inimigos. O homem, líder naquela missão, retira o rádio de sua cintura. Ele retira a máscara que cobria seu rosto, revelando sua face.

Supremo:
- Aqui e o líder Supremo. Mais um provável esconderijo da Fuerza Baja abatido. Não encontramos nada aqui, está tudo vazio... Mais uma vez...


Instituto Victoria Cardoso, 9 de Abril de 2017, 13h42m:

Repórter:
- ... enquanto o Presidente Navarro, do México, tenta alternativas para combater o grupo terrorista chamado Fuerza Baja, que se declarou responsável pelo ataque em Guadalajara. Enquanto isso, aqui na América do Sul, presidentes de Argentina, Uruguai e Paraguai se reúnem para discutir uma união econômica estável entre os três...

Carlos desliga a TV, ajeitando sua luva logo em seguida. Uniformizados, os doze garotos se reúnem na sala, sentados à grande mesa circular. O clima era tenso, muito devido aos últimos acontecimentos. Os doze apenas escutavam Luminos, que também estava uniformizado. Granizo apenas observava de longe, apoiando a cabeça na mão direita. Não parecia estar bem.

Luminos mostrava alguns mapas no telão. Neles surgem esquemas e plantas de uma antiga instalação da Azul Tecnologia. Uma das fábricas da empresa que trabalhava com produção em massa de vacinas. A planta mostra uma entrada subterrânea, a entrada frontal e uma entrada pelo topo da fábrica. Luminos continua suas explanações, enquanto gesticula muito, apontando para o telão.

Luminos:
- Nós vamos nos dividir em 3 grupos. Cada um invadirá o complexo por uma entrada diferente. Frente. Teto. Subsolo.

Impacto:
- Como assim vamos?

Luminos:
- Dessa vez eu vou com vocês. Toda a ajuda é bem-vinda agora. Rainer vai nos dar o isolamento da área.

Os garotos se entreolham, com um certo ar de receio. Luminos nunca tomara a dianteira da situação antes. Ao término do discurso de Lucas, os doze se levantam. Alguns ainda terminavam de se equipar, enquanto outros confabulavam. Além de Luminos, Arsenal, Impacto e Morfo seriam os demais na liderança da missão. Carlos se mantinha quieto, após os acontecimentos recentes. Mesmo tentando não transparecer, sua última missão havia mexido com o rapaz. Davi havia sido ferido sob sua guarda. Morfo e Impacto percebiam isso.

Os treze sobem a bordo de três FHurões. Neste momento, os rapazes ouvem a voz de Matriz. A moça pedira permissão à Perseu para se juntar ao grupo de Rainer e ajudar seus ex-companheiros. Os veículos se separam, cada um indo para o seu lado. Ao chegarem a seus postos, Luminos testa os comunicadores. O rapaz olha para um relógio em seu pulso, que mostrava pequenos pontos brilhantes, que indicavam as movimentações de seus liderados.

Luminos:
- Atenção, pessoal! Nós vamos entrar em cinco minutos. Eu quero uma ação coordenada, pra confundir esse pessoal. Esse é um dos poucos pontos que sobraram nas investigações sobre a Fuerza Baja. Boa sorte!

Obs: O grupo foi dividido em 3 equipes. Os líderes das equipes são Arsenal, Imacto e Morfo. ATENÇÃO! VOCÊS vão decidir quem serão os outros membros de cada grupo, como em qual grupo o Luminos vai se encaixar. Além disso, VOCÊS vão decidir qual grupo vai por onde. TODOS jogam esse episódio.

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Garuda

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Seg Ago 13, 2018 12:44 am

Instituto Victoria Cardoso, 9 de Abril de 2017, 13h45m – aproximadamente:

Morfo e Impacto, percebendo a situação de Arsenal, se olham em silêncio e depois observam os demais companheiros. Luminos não havia dito nada sobre como as equipes se formariam, deixando nas mãos deles aquela decisão. Impacto tomou a iniciativa.

– Três equipes, certo? Arsenal cuidará da equipe Alfa, eu da Bravo e Morfo da Charlie.  

– Umbra, Estática e eu queremos estar no mesmo time... – interrompeu Centelha, decidida. Estava preocupada com seu amigo Umbra e não queria afastar as principais amizades dele.

– Então elas ficam comigo, no Charlie. – Morfo afirmou e todos concordaram.

– Gostaria de manter alguns de vocês na minha equipe. – Impacto retornou a sua fala, olhou para Garuda, mas recebeu uma mensagem telepática que o fez mudar parcialmente de idéia. – Espectro e Sísmico, vocês vem comigo para o Bravo.

– Serei do Alfa, com o Arsenal. – Disse Garuda, decidido. Poucos segundos antes havia pedido para Impacto deixá-lo no grupo de Arsenal, achava que poderia ajudar naquela situação.

– Eu vou com vocês. – Antares acrescentou, irritado.

– Embarco nessa também. – Olímpica.

– Então eu fecho o Bravo. – Encerrou Réplica.

– Acompanharei o Bravo. – Decidiu Luminos, que ainda estava preocupado com a condição física de Espectro. – Alfa segue pelo telhado. Nós do Bravo cuidaremos do Subsolo. Charlie avança pela frente, vocês tem a melhor capacidade de infiltração.

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No local da missão:

Os últimos acontecimentos haviam abalado muito o espírito de Rad – pouco menos de um mês atrás ele havia sido traído, descoberto a morte de seu grande amor, perdido seus antigos amigos e visto seus amigos mais novos se machucarem por sua causa. Isso era o suficiente para destruir qualquer um. Mas, a muito Radesh havia aprendido a lidar com a dor e o sofrimento. Ele sabia que era preciso compaixão para curar a dor e em seu caso precisaria de muita auto-compaixão.

Permitiu-se nos primeiros dias sentir a dor, odiar a si mesmo, sofrer e deixar todas as energias negativas saírem de si das formas mais variadas. Após Davi acordar e ele ter aquela conversa influenciada pelas palavras de Agnes, perdoou-se. O processo de cura das feridas espirituais era demorado e por alguns momentos ele se via pensando em tudo que aconteceu. Mas, caminhava de volta a luz, ainda que os passos fossem curtos.

”Tudo morre, tudo nasce, tudo renasce em outra forma.” – pensou consigo, tentando trazer algum alívio e afastar aqueles pensamentos.

Quando o FHurão parou, ele olhou o prédio que precisavam invadir. Para seu grupo foi determinado a invasão ao topo do prédio, pelos telhados. Ao saltar do veículo, fez com que seus sólidos voassem pelo ar, circulando o seu corpo com um movimento relativamente rápido, porém fluído o suficiente para não causar preocupação alguma.

– Assim como Garuda transporta o deus Vishnu, permitam-me levar vocês em minhas asas. – Disse metaforifcamente, levantando os aliados com sua telecinese e fazendo-os voar pela lateral do prédio, buscando seu telhado.

O vôo da equipe era para ser o mais furtivo possível, buscava não chamar a atenção dos inimigos, portanto evitaria quaisquer janelas ou câmeras que existissem naquele complexo. Chegando ao telhado usaria sua telecinese para deixar os aliados e em seguida atacar quaisquer adversários encontrados ali, arremessando seus sólidos contra eles, jogando os inimigos contra as paredes e se preciso atirando-os do telhado do prédio.

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Fonte:
 


"Só é sábio o homem que se mantém senhor de si mesmo."
(Bhagavad-Gita)



Última edição por Garuda em Ter Ago 14, 2018 4:09 pm, editado 1 vez(es)
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Arsenal

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Seg Ago 13, 2018 10:53 pm

O ultimo mês para Carlos não foi fácil, os incidentes da ultima missão o abalaram de uma maneira que nem ele esperava, outra vez alguém se feriu sob sua tutela em uma missão, desta vez de maneira grave, o que o fez questionar sua capacidade de liderar. Durante todo esse tempo ele evitava todos no instituto, principalmente Davi, que havia perdido a visão de um olho, durante a ultima missão, e também evitava Umbra, que ficou extremamente abalado pelas cenas que presenciou. Nas poucas vezes que o viu o rapaz fora do quarto, Carlos não sabia como e se deveria tentar falar sobre o assunto com ele, e tentar entende-lo melhor.

SALA DE REUNIÕES - 13h42m

Carlos tentava prestar atenção em todos os detalhes da missão que Luminos apresentava, mas o clima na sala, que estava pesado devido aos últimos acontecidos, o deixava extremamente incomodado, ele ainda não se sentia a vontade pra ficar com todos ali, além disso, outra coisa o incomodava, Granizo, ele estava agindo muito diferente do normal nos últimos tempos, antes ele acompanhava todos os treinamentos e simulações de missões, era mais presente nas reuniões pré-missão, agora aparentava um cansaço constante, o rapaz pensou em conversar com o velho, mas ali não era o momento, talvez depois da missão. Os times se dividem; Arsenal iria acompanhado de Garuda, Olímpica e Antares, e a incursão do time Alfa seria pelo teto do complexo, o rapaz apenas concordou com tudo, sem criar nenhuma objeção.

LOCAL DA MISSÃO

Carlos desceu do FHurão olhando para o prédio de tecnologia abandonado, parecia o lugar perfeito pra qualquer tipo de grupo terrorista que queira se esconder, pelo menos é o que ele imaginava devido a sua experiência. Na verdade para Arsenal o motivo deles estarem ali parecia ser meio vago, além do palpite em ser o esconderijo de um grupo terrorista.

-Pessoal, o negócio é o seguinte, a gente não sabe se tem alguém aí dentro, mas se mantenham em guarda, se for a Fuerza Baja ele vão atirar pra matar, então um cobre o outro, sem agir com impulso. – Ele fala com o grupo, tentando fazer postura frente ao grupo, se preparando para o voo ao teto provido por Rad, lá ele criará uma M4 para a invasão, caso precise, ele usará munição de energia de maneira não letal, mas que machuque bastante qualquer um.

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Vigilante//Arsenal//Blecaute

Fala
Spoiler:
 

"Pensamento"
Spoiler:
 


#brancosfedemadanone
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Olímpica

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Seg Ago 13, 2018 11:32 pm

O clima da equipe estava uma merda, e não era para menos. Aquela ultima missão mês passado só trouxe coisa ruim. Tem horas que eu agradeço aos céus por ter ficado de fora daquele massacre.
Sério, na boa o que foi aquilo? a galera voltou toda sequelada, o coitado do Davi que já era esquisito por si só, agora é um esquisito caolho. O Pedro parecia mais preocupado que o normal, e olha que ele é beeem preocupado O Miguel e as meninas pareciam fragilizados ao extremo. O próprio Arsenal, que dos veteranos é o que eu mais boto fé, anda todo estranho, mas quem eu acho que  tá pior nisso tudo é o coitado do Rad. Pensa só, o cara já perdeu tudo, a família, a mina que gostava, os amigos...
Ele aparenta levar as coisas numa boa, com todo aquele lance de concentração, mantra e tudo mais...
Mas sei lá, no fundo acho que o cara tá mal pra caralho, eu estaria...
Acho que é nessas horas que a gente tem que mostrar apoio uns aos outros, somos meio que uma família agora, é um ajudando o outro...

As equipes são divididas, Olivia decide ficar no time Alfa junto com Arsenal, Antares e Garuda.
Dos veteranos Arsenal era o que ela mais tinha afinidade, já havia feito outras missões ao lado do rapaz, e mesmo que ele não estivesse em seus melhores dias, ela confiava nele.
Antares era o cara impulsivo, com seus surtos de fúria, mas ainda assim um rapaz de bom coração. Olívia já havia passado por várias situações perigosas ao longo das missões junto de Jean, e em todas se saíram bem. Lutar ao lado dele a trazia confiança de certo modo.
Dos três, Garuda era o que ela menos tinha afinidade, porem tinha uma grande admiração pelos poderes do rapaz e a forma que ele conseguia se manter concentrado mesmo em situações difíceis.

Após desceram do Fhurão, Garuda usa seus poderes para levitar  discretamente o grupo até o alto do prédio por onde começariam.
Olímpica não era do tipo de pessoa que falava palavras de conforto, nem uma pessoa de grande espiritualidade, mas uma coisa que ela aprendeu em seus anos de esporte e ainda mais agora na Força Heroica, era o poder da equipe. "Um por todos e todos por um" era quase que uma regra. E ela faria de tudo para proteger seus amigos, e sabe que eles fariam o mesmo.

-É isso ai,independente de qualquer coisa, tamo junto galera, vamo vê no que vai dar isso... Diz ela baixinho enquanto pousa no telhado já com seus equipamentos preparados para caso algo acontecer


Última edição por Olímpica em Ter Ago 14, 2018 8:03 pm, editado 1 vez(es)
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Espectro

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 12:47 am

Antes:
 

Instituto Victoria Cardoso, 9 de Abril de 2017, 13h45m – aproximadamente:

- Alfa segue pelo telhado. Nós do Bravo cuidaremos do Subsolo. Charlie avança pela frente, vocês tem a melhor capacidade de infiltração.

Espectro, que não havia falado nada durante todo aquele dia, olhava para o colar que um dia havia segurado, enquanto Luminos falava. Depois, seguiu para um dos veículos e se sentou de braços cruzados, olhando pela janela. O garoto não estava sério como costumava ser, nem com medo, nem ansioso. Estava apático.

- E como você se sente hoje, Davi? - Lucas se sentou ao lado do garoto, deixando o banco da frente para outro membro do time Bravo. Sua pergunta foi ignorada pelo garoto.

- Se sente preparado para a missão? - Mais uma pergunta ignorada.

Alguns minutos se passaram antes do jovem professor voltar a dirigir a palavra para Davi.

- Cara, eu já falei, supera aquele dia, é a melhor coisa que tu pode fazer. Você falhou? Sim. Você sofreu? Sim, mas bola pra frente, cara. Você pode.. não, você deve, isso! Você deve usar a sua falha como escada pra você progredir. - Tentou motivar.

- Disse o senhor perfeito, né? - Falou em voz baixa, ainda olhando pela janela do veículo já em movimento.

Luminos riu. - Senhor perfeito é nova pra mim! - Olhou para o lado, antes de se decidir. - Vou te contar meu segredo, já que você insiste. - Cutucou o garoto com o cotovelo, chamando sua atenção. Finalmente Davi deixou de olhar o movimento externo e focou em Lucas, que acenou com os olhos para o seu braço tatuado. As tatuagens começaram a se mover como serpentes no braço d e Lucas, subindo para o ombro, descendo para as mãos e desaparecendo, revelando sua pele. Aos poucos, marcas começaram a aparecer, pequenas queimaduras que começavam a se expandir e cobrir todo seu braço. - Prazer, Lucas! E, aliás, isso é resultado do Punho de Bosta, quando eu tava no início da carreira. Hahaha - Logo em seguida as tatuagens voltaram ao “normal”.

- E aquele papo de “usar sua falha como escada para progredir”? - Debochou.

- Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço! - Piscou e deu um sorriso brilhante para o jovem Davi.

Local da Missão:

O grupo caminhava lado a lado pelo subsolo. Aquele ambiente fechado o fez lembrar de sua última missão. Sentiu um calafrio ao lembrar das garras rasgando sua pele. Começava a se incomodar com a preocupação de Luminos e dos demais, mas não iria falar nada pois aquele não era o momento. O grupo discutia a estratégia e o papel de cada um ali, mas Espectro sequer prestava atenção.

- Me dêem cobertura. - Disse em voz baixa, mais como um costume do que um pedido real.

Ele se pôs em posição de meditação, e começou a usar seus poderes de percepção. Era a primeira vez que fazia isso desde o incidente em que havia perdido seu olho, e alguma coisa estava estranha ao acessar seus poderes.

Antes, quando acessava sua percepção, entrava em uma espécie de transe que o impedia de sentir o mundo material. Todos os seus sentidos viajavam ao redor dos lugares que ele desejava conhecer. Podia sentir o frio do Himalaia, sentir o sabor de um prato num restaurante francês, sentir o cheiro de uma plantação de girassóis na Holanda, ouvir um concerto em São Francisco, ver os fogos de artifício que explodiram em frente a uma praia lotada 5 anos atrás. Tudo isso sem sair de sua cama, bastava se concentrar para isso. E nesses momentos em que usava seus poderes, não sentia nada ao seu redor.

Hoje estava diferente. Ele se concentrava na fábrica a ser invadida, queria saber o que esperava o grupo, para relatar e se prepararem, mas também escutava ao fundo as vozes dos seus colegas discutindo o plano.

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 11:49 am

Alex entra no furgão e se acomoda fechando o cinto. Nos bancos de trás Luminos tenta conversar com Espectro sobre a última missão a qual ninguém quer comentar sobre. O garoto tinha perdido o olho e isso é um sinal de que nenhum deles está seguro enquanto estiverem usando esses uniformes.

Não só Davi, mas a última missão afetou todos de uma maneira muito diferente, até mesmo Réplica teve dificuldades em ler os relatórios sobre o “monstro sugador de cérebros”.

Olhando no retrovisor, Réplica vê Davi pensativo olhando pela janela. De todos os outros membros do Força Heróica, era quem menos Alex tinha convivência, não conseguia compreender a natureza de seus poderes e, por isso, tinha copiado apenas uma vez em um treino, sem muito sucesso em utilizar.

- “Ele ainda é só um garoto.”

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Seguindo pelos caminhos do subsolo, utilizando a visão noturna de sua máscara, Réplica segue o grupo na retaguarda. Tinha copiado os poderes de Impacto e Sísmico, caso ocorresse algum encontro com a Fuerza Baja.

Se sentia um pouco enferrujado depois de semanas sem ação, mas estava mais atento que o normal, depois do que leu sobre a última missão.

Assim que Davi ativa sua percepção, Réplica se põe em posição defensiva, visando a retaguarda do grupo para que não sejam surpreendidos por esta direção.

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"Isso é apenas uma máscara. Um símbolo. Quem está por trás dela é que realmente importa."

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Morfo

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 1:35 pm

Alguns minutos antes de entrar na sala, Morfo apertava bem suas botas e fazia algumas alterações em seus visores. Hoje em dia, Tiago era muito mais focado do que quando entrara na Força Heroica, e apesar de ainda agir impulsivamente em algumas ocasiões, suas atitudes amadureciam cada vez mais e sua postura era de liderança, não apenas estratégica, mas seu apoio emocional era grandioso com seus amigos também. – Mais uma missão... Mais uma vez botando a gente pra resolver os BO's de todo mundo... – ele suspira, pronto pra entrar na sala com toda a equipe reunida. – Às vezes me pergunto porque eu voltei pra Força Heroica... – ele aperta um pingente dourado, uma estrela pendurada em seu cinto, seu punho brilha e ele vê seu reflexo no mesmo. – Isso é apenas uma máscara. Um símbolo. Quem está por trás dela é que realmente importa... – ele sorri vendo a imagem da Dra. Amanda e de Nova com clareza em sua mente. – Vamo nessa.

Tiago entra na sala e se depara com a a equipe abalada pelos últimos acontecimentos, ele sabia como era a sensação de sair de missões com sequelas, Morfo já havia passado duas missões seguidas em recuperação, mas para alguns ali aquilo era novo e assustador. Ele se senta na grande mesas que reunia todos os integrantes da Força Heroica. – Tem algo de errado com o velhote... – ele troca um olhar com Diego e em seguida os dois se viram para Carlos. – Arsenal também não parece muito bem... – ele coça sua cicatriz abaixo do seu olho direito, nervoso ele respira fundo para se manter íntegro e firme com todo o grupo. – As pessoas não tem me passado muita informação, parece que tão sempre escondendo algum segredinho... – ele se levanta após o término das instruções. – Mas SU-AVE.. – ele veste sua máscara se direcionando aos Fhurões – Por hora vamos fingir que está tudo bem e fazer o que fazemos melhor.

Próximo ao destino, a equipe se divide da melhor forma, quando Centelha pede pela união de seus amigos Morfo é o primeiro a apoiar. – Então elas ficam comigo, no Charlie. – Tiago sorri em direção a Estática, Centelha e Umbra, daquele grupo a única que conhecia pouco era Agnes, enquanto Fernanda e Miguel já haviam trabalhado junto com o herói em outras ocasiões. – Vamos arrasar meninas! – ele se anima esticando o punho para unir o Charlie com um soquinho entre elas. Feliz, ele reconhece a voz de Matriz nos comunicadores, mais um motivo para estar confiante no time que tinha do seu lado.

– Vamos avançar pela frente rapeize. – ele se agrupa com suas colegas, descontraído. Apoiando a mão no ombro de Umbra ele instiga o rapaz. – Hey, você é forte. – ele sorri para Miguel com um brilho nos olhos, com a maior empatia do mundo. – Vamos estar todos juntos amigo.– ele se vira olhando para Agnes e Fernanda também. – Usem a furtividade de vocês da melhor forma, vocês são boas nisso. Quero que se mantenham atentas e prontas para batermos de frente com eles, certo? – ele apanha um frasco no seu cinto e joga pra boca segurando em sua bochecha um gole d'água até o momento da infiltração. – Quero trabalho em equipe aqui, uma cobre a outra e assim vamos embora felizes pra casa no fim da missão. Juntas!

Morfo se infiltrará como um fio de água percorrendo os cantos das instalações sem ser visto, preparado para o combate se assim o mesmo se iniciar, ele irá agir como uma poça de água escorregando por baixo dos adversário para derrubá-los. Se a coisa piorar Morfo partirá para o uso de marretas de aço e escudos do mesmo material para cobrir suas amigas.

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- Então é isso? Acabou o Força Heroica?

- Nunca acaba. – Granizo entra na sala. – Enquanto o mundo precisar de nós, isso nunca acaba. O Força Heroica não acaba. Mas realmente, vocês precisam de um tempo.

- E quanto à Nova?

- Ela sabe se cuidar, Tiago. Precisa confiar nela. Ela volta.
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Sísmico

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 3:01 pm

Pedro se preparava para mais uma missão, sem tempo para se recuperar emocionalmente da última em que havia participado. Apesar da sua timidez não o permitir, era evidente sua pretensão em conversar com os companheiros, especialmente: Fernanda, Miguel e Davi. No entanto, não sabia como começar o diálogo e esperava que eles tomassem a iniciativa, por enquanto.

“Davi... Sinto muito... Se eu pudesse controlar aquele golem sozinho, você não... Preciso ficar mais forte, eu preciso!”, estava compenetrado em seus pensamentos, tanto que quase perdeu a explicação de Luminos. Após analisar a planta, enquanto os grupos se dividiam e preparavam-se para entrar nos Fhurões, Pedro usou seus poderes para recriar a planta no solo e divagou sobre: - Hmm, se esse realmente é um esconderijo da Fuerza Baja, sem dúvida eles implementaram defesas em tdas as entradas, incluindo o esgoto... – pensou alto desta vez, algo que não tinha costume de fazer. Por vergonha de presumir que alguém notou seu comportamento esquisito (em especial, Fernanda. De todos, a opinião dela era a que mais mexia com o rapaz), ele parou de falar e desfez o desenho.

Dentro do veículo, Luminos conversava com Davi, Sísmico também notou as tatuagens e as marcas. “É verdade, mesmo os veteranos se ferem, as vezes. Estar com ele em campo vai ser bom para o Davi. E para mim também, preciso aprender com ele.”, pensava, desviando o olhar para que Espectro não notasse sua preocupação.

Ao caminharem pelo subsolo, Luminos e Impacto eram os mais faladores, já que estavam em uma posição de liderança da equipe. Davi ignorava, ou pelo menos tentava, Pedro via em seu rosto a dificuldade de se concentrar. Um pequeno choque em seu ombro lhe fez virar, notando o jovem Alexandre copiando seus poderes. “Nem para pedir um ‘por favor’?”, pensava, enquanto estalava o ombro afetado.

- Muito bem, escutem. Se não quisermos ser pegos de surpresa, nossa melhor aposta é Espectro, então deixem que o garoto se concentre e veja o que nos espera lá na frente. Enquanto avançarmos, mantemos a formação: Eu e Impacto na dianteira, Réplica e Luminos na retaguarda. – falou, tentando dar um plano definitivo à equipe, sem nenhum traço de timidez ou medo. – E não saiam da formação até que Espectro volte do transe ou algo dê muito errado, o que vier primeiro. – terminou, esperando que seus companheiros cessassem as falas para que Davi pudesse meditar em paz.

“Nada mais de me esconder atrás deles e ficar de suporte. Dessa vez, vou ficar na frente deles, vou proteger todos.”, pensou, com um olhar resoluto e sisudo que refletia a determinação que o jovem sentia para encarar a missão.

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Umbra

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 4:22 pm

Fiquei dias no quarto sem conseguir sair ou encarar ninguem apos o resgate de Garuda. Eu sentia que todas as coisas ruins tenham acontecido pelo fato de eu não conseguir agir. Eu sentia eu era parte do motivo do Rad perder todos os amigos e eu nao conseguia nem pensar em encará-lo.

Deixei meus companheiros na mao, nao consegui dar suporte pra Fernanda, que acabou matando um cara por acidente, e eu so deixei tudo pior nao conseguindo agir. Eu nunca tinha me sentindo tao inútil.

Ao longo do mes, e de forma devagar, fui retomando meu desafio de meditar no telhado do Instituto nas madrugadas, e fui conseguindo sair do quarto, mas tudo aquilo tinha me afetado muito, principalmente no temperamento e no humor.

Chamados pra uma nova missao, me reuni com os demais companheiros, mas ainda desviando os olhares de toda forma possivel. Ninguem parecia muito pronto pra aquela missao. Certamente eu nao sabia se ja tava pronto.

Vamos arrasar meninas!  - disse Morfo, o lider do nosso esquadrao, tentando se enturmar comigo, Estatica e Centelha.

- Olha, pode nao parecer mas eu nao sou uma garota. - cortei, de forma fria. - Nos nao temos essa intimidade - finalizei, causando certo desconforto. Era muito diferente receber determinado tratamento de Agnes e Fernanda e outras pessoas, especialmente macho hetero.

Apesar disso de sem graca, Morfo nao recuou e prosseguiu

Vamos estar todos juntos amigo. - disse o garoto, com um sorriso simpatico no rosto. Sua empatia era muito bem vinda, mas claramente eu so conseguia estragar todo momento agradavel. Respondi com um sorriso de canto de boca, sem graca.

Dado o plano, invadiriamos o local pela frente, de forma furtiva. Usando minhas sombras, me assegurarei de dar back up para o time tanto na infiltracao com as sombras quanto na protecao caso seja necessario. Nao vou deixa-los na mao dessa vez.

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Estática

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 5:36 pm

Enquanto Luminos falava suas baboseiras de sempre, Fernanda parecia fixada em olhar para seu uniforme, especialmente nas mangas e luvas. Na última missão, elas haviam sido queimadas e grudadas na sua pele, tendo que ser retiradas aos pedaços da mesma pelo Doutor, seus braceletes foram a única coisa que impediu queimaduras mais severas. 1 mês depois, manchas em seus antebraços são o únicos restos daquelas queimaduras, e lá estava ela novamente em um uniforme novinho, mais uma vez como Estática.

Desde os eventos da última missão, a eletrocinética vinha sendo assim: mais quieta, e principalmente avoada. Ela não havia falado com ninguém do Força Heróica além de alguns mais próximos sobre o ocorrido, e parecia não querer falar. Em dado momento, no qual o grupo parecia conversar sobre algo a caminho da missão, Agnes parece sugerir que o grupo deles deveria o trio de amigos feito por elas e Miguel. Morfo toma a dianteira.

– Vamos arrasar meninas! – Tiago se vira sorrindo para o grupo, com o punho em frente. Miguel dá uma resposta seca para o rapaz, passando por ele. Estática fica parada, olhando para o rapaz por alguns instantes, de expressão indiferente. Vendo que Tiago queria animar o grupo, a jovem parece comprar a brincadeira do veterano e estende o punho, fazendo  o toque, mas dando um pequeno choque no rapaz e fingindo um pulo de susto logo em seguida.

- Opa! Cuidado que eu acho que você tá muito energético... - Estática diz forçando um sorriso simpático, olhando pro próprio punho e voltando a seguir atrás de Umbra, retornando ao seu semblante indiferente.

No caminho até o local, a jovem eletrocinética fica calada, trocando olhares de vez em quando com Miguel e Agnes, dando apenas um pequeno sorriso de canto de boca para os mesmos. Morfo, tentando descontrair o grupo, falava sobre como iríamos seguir pela frente e seguir furtivamente. Fernanda não tinha prestado nenhuma atenção no debriefing, então era uma coisa boa que o veterano repassava as informações antes do começo da missão.

- ... Ou só iremos embora pra casa no fim da missão. - Fernanda pensa alto consigo mesma, em resposta às últimas palavras de Morfo. Ela se vira para Umbra e Centelha de expressão gentil, e por fim para Morfo, com uma cara séria. - Eu estarei logo atrás de vocês.

Assim que entrassem em ação, Estática iria se teleportar furtivamente, evitando ser vista por indivíduos no local, e se moveria junto com o grupo, esperando por mais ordens à frente. Se algum combate se iniciasse, iria tentar derrubar os oponentes com seus golpes carregados eletricamente, como de praxe nos treinos.

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Antares

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 8:50 pm

Instituto Victoria Cardoso, 9 de Abril de 2017 - Madrugada/Manhã



Acorda, Jean… ta na hora terminar o que começamos

- Argh! - Uma forte dor de cabeça acorda Jean de seu sono. Ele abre os olhos assustado e tenta levar suas mãos até a têmpora por reflexo, mas seus braços não lhe obedece, e logo o desespero toma conta de seu corpo.

Que foi, meu irmão? Não consegue se mover?” - Dizia thomas com um tom de diversão em sua voz.

Jean tenta abrir sua boca e dizer algo, mas nem um ruído sai de sua boca, nem mesmo um simples ar de seus pulmões.  

Thomas, o que esta acontecendo?” - Outra falha tentativa desesperada de se mover.

Vamos, você vai gostar.” - Continuava Thomas, movendo o corpo de Jean para fora da cama.

Jean olha para a escrivaninha ao lado de sua cama e tenta alcança-la, se esforça ao máximo mas consegue apenas mexer os dedos em direção as gavetas .

Você quer me dopar de novo, Jean? Você não tem coração? Hahahaha.” Seu tom de deboche logo se transforma em algo ameaçador - “VAI CONTINUAR ME APRISIONANDO NESSA SUA CABEÇA DE MERDA? Hein? Vai continuar me forçando a assistir você brincando de herói pra se redimir de todas as merdas que você fez, Jean? Vou ter que aceitar você jogando o potencial do meu corpo no lixo só pra você se sentir melhor consigo mesmo? Seu desgraçado inútil.”  - Nesse momento o corpo de Antares começa a se mover de forma cansada e pesada, trupicando nos próprios passos em direção a porta do quarto.

Como você… Por que... eu não consigo me mover, Thomas?!

Por que eu to tomando o que é meu por direito, irmão.” Dizia com determinação na voz “Ou você, o dito herói, não acha justo esse corpo ser meu após você destruir o meu como se fosse nada?”  

Eu não quis fazer aquilo, Thomas, eu não quis fazer nada disso, você sabe disso!

Eu sei? Hahahaha. Eu sei que você me trata como um nada desde que eu comecei a existir. Você é o que mais causa sofrimento as pessoas, Jean, você causou a morte da nossa mãe, a morte do meu corpo, quase matou o nosso pai… quero dizer, como sabemos que você não o matou mesmo? Só você estava consciente no final, aberração.” - Continuava internamente enquanto o corpo de Jean atravessava os corredores do instituto se arrastando pelas paredes com grande dificuldade de locomoção.

Eu… eu não… Eu não matei ele!” Continuava perturbado

Você matou Estela! Ela só queria ajudar!

Continue negando sua culpa, Jean, continue com suas atitudes patéticas. Eu só acabei com o sofrimento dela de não precisar mais se preocupar com você, eu fui misericordioso. Mas eu só fiz meio trabalho, e nesse momento nós vamos terminar isso.”  

Jean sente um frio subir sua espinha, ele corre o olho pelo corredor e identifica aquele caminho, ele fazia ele muitas vezes para visitar a irmã. Seus olhos enchem de lágrima enquanto tentava lutar em vão.

Não chore, Jean… Me corta o coração ver você chorando, sabe?” - Dizia enquanto o cinismo tomava conta do seu tom.  

Mas calma, olha só, já chegamos. Logo você vai estar tão destruído que nem ao menos conseguira raciocinar. Nem mesmo entendera o que é dor.”  

O corpo de Jean abre a porta da enfermaria, no último leito se encontrava Estela, calma e serena.

NÃO THOMAS, POR FAVOR EU TE IMPLORO, PARE!” - Gritava em sua própria mente enquanto seu coração disparava.

A mão de Jean então começa a emanar um brilho vermelho e logo envolve o pescoço de Estela.

THOMAS! PELO AMOR DE DEUS, NÃO!

Esse é só o começo, Jean…” Dizia com um tom calmo “Eu ainda tenho 11 vidas para ceifar, e você não poderá fazer nada…

- NÃO! - Gritava Jean enquanto se levantava brutalmente, jogando a cadeira que estava sentado para longe, ela bate na parede e ecoa pela enfermaria vazia.

Ele então respira e olha em volta, seu coração palpitava enquanto suas mãos tremiam, ele procura por Thomas em sua mente, mas a única coisa que tinha ali era uma grande dor de cabeça. Ele levanta a cadeira, se senta e respira fundo… Seu suspiro foi longo, e após alguns segundos o silêncio é preenchido com um choro tímido e sincero.


Local da Missão



Sua respiração rápida e funda, junto de seus pés inquietos mostravam que Antares estava completamente estressado, sua pele também estava pouco avermelhada, junto de seus olhos, algo que não era comum de se ver antes da ação começar. Sua cabeça ainda latejava, ele não sabia se aquilo tudo que aconteceu na noite fora um sonho ou se foi obra do Thomas e graças a isso não conseguiu comer mais do que uma maçã durante o dia, a máscara escondia os olhos fundos e inchados pela falta de sono e os choros, e seu estômago roncava feito um porco.

Tudo que ele queria era que todos ali calassem a boca e começassem logo a missão, seu sangue fervia e ele torcia para que ninguém tentasse puxar assunto durante a viagem, até mesmo o mais simples dos “boa sorte” poderia gerar um desconforto ainda maior na missão.

Seu estresse era tão grande que ele apenas disse que iria se juntar ao primeiro grupo que deu uma brecha para isso.

Que seja, só vamos logo…

Naquele momento ele até mesmo agradeceu pelo desastre na missão envolvendo Rad, pelo menos o clima tenso não dava espaço para qualquer interação desnecessária.

Antares só queria bater em alguém para extravasar sua raiva, e nada melhor que uma invasão surpresa.

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Impacto

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Ontem à(s) 11:22 pm

Instituto Victória Cardoso

Enquanto o briefing é passado, Impacto observa seus companheiros, principalmente os envolvidos na trágica última missão. Todos pareciam estar com a confiança abalada, mesmo os mais experientes. Até mesmo os que não participaram pareciam abalados com o que ocorrera com seus colegas. Diego, por sua vez, começava a se questionar sobre a liderança de Arsenal, assim como uma vez fez com Arco. Se perguntava como teriam sido as coisas se estivesse na liderança daquela missão. Porém, independente de qualquer pensamento, não deixaria isso abalar sua relação com Carlos, apenas temia que seu velho amigo acabasse tendo o mesmo fim que o antigo líder da Força Heróica.

“Será esse o peso da liderança? Primeiro a Dra Amanda, depois o Beto… Nós deveríamos estar escrevendo uma história nova para o Instituto, em vez de seguir os passos falhos de quem já passou por ele.”

O rapaz deixa seus pensamentos de lado por um momento, se concentrando em dividir os times.

— Pessoal, eu sei que um mês não foi o suficiente pra alguns de vocês se recuperarem por completo. Mas podem ter certeza de que nenhum de nós deixará aquilo se repetir. Nunca percam a confiança em seus companheiros de equipe, pois se vocês estão aqui, é porque são extremamente competentes e capazes de derrubar muito mais que um cartelzinho de merda. Certo? — Finaliza, com o peito estufado e esboçando um sorriso confiante para os demais membros.



Local da Missão

Ao lado de Luminos, Impacto caminha à frente do resto do time, com seu uniforme no modo furtivo e atento aos arredores com a visão noturna de sua máscara. Ao sinal de Espectro, todos pausam, esperando o garoto finalizar sua tarefa.

No momento em que o líder da equipe Bravo ia começar a ditar seu plano óbvio, é cortado por Sísmico, que logo começa a delegar funções. Diego empina sua sobrancelha direita ao ver o rapaz se impondo daquela maneira. Se espantou um pouco com a evolução de seu companheiro, apenas acenando com a cabeça e olhando para Lucas logo que o geocinético finaliza sua fala.

— Estamos com você, Davi. Pegue o máximo de informação que você conseguir, mas tente ser rápido. Se atacarmos junto dos outros grupos, será melhor.

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Centelha

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Hoje à(s) 12:35 am

No vestiário, de frente ao espelho, me preparava para mais uma missão, trajando apenas um shorts e uma regata, após um mês desde aquele pesadelo. Começava a vestir o macacão cinza, colocando uma perna de cada vez, ajeitando as mangas e a gola, fechando o zíper por fim – um símbolo de fogo se completa em meu peito.
--

Segurando o celular à minha frente, início uma chamada de vídeo:

– Ei, Ag! Como anda, filha? Faz tempo que não conversa com o seu velho.

– Oi, pai. É, faz tempo...

– Aconteceu alguma coisa? É claro que aconteceu... Eu conheço bem essa carinha.

– Sim... aconteceu...


--
Do armário, pego um par de luvas e botas. Sentando numa bancada na parede, calço uma, depois a outra. De pé, ando até o espelho, ajeitando-as com o caminhar. Visto então as luvas, abrindo e fechando os punhos – os ossos se estalam com os movimentos.
--

– E você ta bem? Aconteceu alguma coisa contigo, filha?!

– Não! Não, pai... Eu to bem...  O problema foi com uns amigos... e eu não sei como... não sei se posso ajudá-los... é complicado explicar, pai... Não quero preocupá-lo...

– Entendo... – ele pausa por um instante, pensativo – Eu não sei exatamente o que você tem feito no Instituto, e quanto menos souber, menos mal eu durmo – ele sorri, amigavelmente, tentando disfarçar sua preocupação – mas como capitão da corporação, e amante de heróis desde pequeno, sei bem o que os seus amigos já fizeram pela cidade... e confesso que não saberia o que seria de Nova Capital sem eles – Ele faz outra pausa. Seu olhar se perde, como se olhasse o passado – Eu me tornei um bombeiro por conta disso, sabe, contrariando a vontade do meu velho. Depois casei com uma heroína e agora to pagando o preço vendo minha filha se aventurando por aí – Ele sorri, porém, era visível sua preocupação – Então sei bem que não posso impedi-la de seguir o seu destino, Agnes, mas eu adoraria poder ajudá-la a trilha-lo.

--
Pego uma faixa laranja e amarro-a na cintura, observando no espelho seu caimento. Pego então um cinto, prendendo-o sobre a faixa e à perna esquerda. Do armário, saco algumas granadas, prendendo-as nos fechos da cinta.
--

Ainda hesitante, decido falar. Me sentia sozinha e perdida, e no fundo, sabia que ele, melhor que ninguém, me entenderia – Numa missão... Coisas ruins aconteceram com meus amigos e... algumas pessoas vieram a... a... – Respiro fundo, tentando segurar as lágrimas – Como lidar com tanto sofrimento, pai? Como a mamãe conseguia voltar a vestir o uniforme todas os dias? Por que você continua indo para o trabalho depois de ver tanta dor?

Com um sorriso compreensivo, ele responde – Por todas as pessoas que já salvei; por todas as histórias que consegui impedir de terem um final prematuro... Por amor a vida, filha... Eu continuo lutando pelas pessoas que amo.


--
Coloco uma meia máscara cinza, prendendo meus cabelos para cima e em seguida, meu visor, ajeitando-o sobre a testa. Por fim, pego o colar sobre pia e coloco-o no pescoço e em seguida, para dentro do traje, fechando o zíper até a goela – Fitando meu reflexo uma última vez, me encorajo a seguir em frente, relembrando minha última conversa com papai. Respirando fundo, saio do vestiário, indo me reunir com meus amigos, com o restante da equipe.

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Local da Missão.

Durante a distribuição das equipes, tomo a frente, juntando Miguel, Fernanda e eu no mesmo grupo. Tendo em vista os eventos da última, queria criar um ambiente mais confortável para nossa volta, nessa missão.

Morfo, como líder do Charlie, o nosso grupo, por sua vez, parecia querer amenizar as coisas com a gente, mas era notável sua falta de jeito praquilo. Com um sorriso amigável, retribuo seus gestos, não querendo ser grosseira ou desdenhosa, sabia que tinha um bom coração e fazia aquilo com a melhor das intenções, mas Miguel estava claramente incomodado. Com um afagado no ombro, sorrio para ele, entendo seu desconforto:

– Com tanto gelo, tu vai acabar virando um criocinético
– brinco, sorrindo e me virando para Estática – Ta certo, loira, só não vai se distrair com meu rebolado – repondo a colocação de Fernanda, sorrindo. Me transformando então em fumaça, sigo em frente, pronta para o que der e vier – "Por amor a vida, filha... Eu continuo lutando pelas pessoas que amo.”

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Fonte:
 

"Tá pegando fogo, bicho!"
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Solar

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MensagemAssunto: Re: T04E07 - Ascensão   Hoje à(s) 1:52 am

Os grupos rapidamente se formam, se tornando três. Alfa, formado por Arsenal, Garuda, Olímpica e Antares se dirige ao telhado, enquanto Bravo, constituído por Impacto, Espectro, Sísmico e Réplica, com a adição de Luminos, vão pela entrada principal. Já o grupo Charlie, de Morfo, Umbra, Centelha e Estática, ia pelo subsolo.

Vigiando o perímetro estava Rainer e sua unidade. Eles não usavam uniformes táticos da Pegasus, mas sim uniformes especiais direcionados apenas a eles. Pareciam não estar à serviço da equipe naquele momento. O clima havia ficado ruim para ele desde que fora levantada a hipótese de haver traidores na Pegasus. Exceto por sua equipe, o rapaz não confiava mais em ninguém.

Supremo:
- Aqui é Rainer. O perímetro foi cercado. Se alguém estiver aí e tentar fugir, vai se fuder bonito com a gente. Boa sorte, Força Heroica!

As palavras chegam aos comunicadores das equipes. Matriz também coordenava as ações, só que de um veículo operador móvel. A moça usava drones com sensores de calor, para checar se haviam pessoas ali dentro, sem sucesso. Luminos checava seus companheiros a todo momento, conversando pelo comunicador. Chegava a ser chato por tamanho zelo. O rapaz esquecera como era trabalhar em equipe, tratando os garotos como seus alunos.

No topo do telhado, Garuda deixava seus amigos. O rapaz aparentava estar em sua paz de espírito novamente, como seus companheiros sempre o viam. Mas alguma coisa dava a sensação de estar errada. O grupo, por muito pouco, parecia disfuncional. Arsenal estava pensativo, muita coisa acontecera com ele e seus parceiros em um curto período de tempo. Havia um certo desgaste entre o rapaz e o mentor da equipe, Granizo, além do fato do jovem começar a questionar o comportamento do mesmo perante a equipe.

Antares estava inquieto. Normalmente só ficava deste jeito durante as batalhas, mas seu sangue naquele momento parecia ferver. Queria logo que a calmaria passasse para ele descarregar sua nítida raiva. Olímpica apenas observava os demais. Naquele momento, a menina era a mais sóbria dali, sem pensamentos turvos ou tentativa de controlar algum impulso.

Os garotos, ao notar que nada mais existe por ali, abrem uma porta que leva a uma escadaria. Eles descem, com bastante cautela, por mais que alguns de seus membros estejam inquietos demais naquele momento. Os garotos completam o percurso, chegando ao último andar do prédio, o que parece ser um grande laboratório abandonado. Neste momento, uma voz toma conta dos alto-falantes do lugar. Era uma gravação:

- Diário do Doutor Hoffmann, 18 de novembro de 1996: A doença avançou mais um estágio. Não sei quanto tempo viverei até que meus planos estejam concluídos e ele possa ser declarado como bzzzkzzztzzz...

A gravação é parada no meio, com uma grande interferência. Os heróis percebem que o laboratório fica quente. O calor aumenta, começando a incomodar de verdade o grupo. O suor cai do rosto de alguns, enquanto a visão começa a embaçar. De longe eles veem um homem de pé. O calor parece emanar dele. Ele dá um sorriso e soca a parede a seu lado com as costas das mãos. Com os dois dedos da mão direita, indicador e dedo médio, o homem chama os heróis para a briga, com um sorriso maquiavélico na boca.

Davi permanece meditando, em posição de lótus. O rapaz possuía alguma dificuldade em interagir com seus poderes de percepção naquele momento. Sua mente era um turbilhão de sentimentos, o que não era lá muito bom para sua concentração. Entretanto, suas habilidades mostram ao rapaz que haviam sim pessoas dentro daquele prédio. O rapaz retorna a sua posição inicial, indicando ao grupo que existiam inimigos por ali.

Réplica e Luminos se mantinham na retaguarda enquanto o rapaz utilizava seus poderes, enquanto um contrariado, porém contente, Impacto ficava de frente para o possível perigo, junto de Sísmico. O segundo havia delegado as funções ao grupo, o que deixara Impacto e Luminos bastante felizes, vendo que seu companheiro começava a se soltar e ter voz frente aos demais.

Os cinco continuavam em frente, até que descobrem uma escadinha que dava para uma espécie de escotilha, que deveria se ligar ao térreo do lugar. Luminos toma a frente, sendo o primeiro que subiria a escada, já que o subsolo quase chegara ao fim da linha. No momento em que sua mão toca a escada, uma gravação começa a tocar, bem baixa, parecendo estar longe, mas bastante nítida:

- Diário do Doutor Hoffmann, 24 de agosto de 1986: O garoto fora entregue à nova família. Espero que seu crescimento seja bastante nutritivo. Ele precisará passar por alguns traumas para ter tudo que o futbzzzzkzzztzzk...

A gravação parece ser interrompida por algum problema técnico. Os cinco ficam sem entender o que acontecera. Neste momento, o teto do subsolo começa a se desfazer, como se virasse uma espécie de líquido. Os rapazes saltam para trás, se colocando em posição de combate. De repente, uma mulher vestida de negro cai, pousando com o joelho direito no chão e a outra perna dobrada. Sua mão brilha sutilmente, enquanto uma linha começa a se fazerem direção aos demais. Parte do chão começa a se liquefazer, enquanto Luminos ativa uma redoma ao redor dos demais. A mulher se levanta, cruzando seus braços, olhando de forma ameaçadora para os heróis.

O clima entre os heróis não era pesado, mas não passava tão perto de ser leve. Morfo tentava levantar o astral de Umbra, sem sucesso. O rapaz havia ficado muito abalado após sua última missão, ficando até sem sair do quarto por dias. Centelha fizera com que os três amigos ficassem unidos, a fim de um dar força ao outro. Os três estavam naquela missão.

Os garotos andam com cautela, com Umbra os protegendo com suas sombras. Estática se mantinha em modo furtivo, se teleportando de um canto a outro. Morfo, em forma de água, se infiltrava pelo espaço. Centelha ia em forma de fumaça. Os quatro entravam de forma furtiva, a fim de não serem surpreendidos.

Os jovens adentram um uma espécie de sala cheia de baias. Ali pareciam ficar várias estações de trabalho. Marcas de pernas de mesas estavam espalhadas pelo chão, misturadas à poeira e sujeita. Algumas janelas trincadas, outras quebradas. No teto, alguns ventiladores enferrujados. O local parecia abandonado a algum tempo. Uma voz começa a ecoar pelo local. Uma gravação:

- Diário do Doutor Hoffmann, 9 de maio de 2004: O primeiro passo para a criação de um novo mundo está aqui. A Fuerza Baja tem me servido muito bem quanto a isso. Esse é o primeiro passo para a criação do meu tão sonhado Enzzzzkzztzzk...

A gravação é cortada abruptamente, deixando os heróis confusos. Neste momento aplausos são ouvidos e uma figura surge por detrás de uma das baias. Os heróis se armam, até que outra pessoa surge de outra baia. Por detrás dos heróis aparece mais uma pessoa, pela porta de entrada da sala. Os três se revelam, com o mesmo uniforme, um branco com detalhes verdes, além de mesmo rosto. Um quarto membro, idêntico aos outros três, aparece pela outra porta, que dá para um corredor. Os quatro se põem a cercar seus oponentes, incitando a batalha.

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