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 T04E00 - Alvorada Voraz

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Solar

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MensagemAssunto: T04E00 - Alvorada Voraz   Sex Maio 04, 2018 8:31 pm

A aeronave se aproxima do destino. A comporta traseira começa a se abrir devagar, mostrando 4 pessoas, perfiladas, olhando diretamente para baixo. Eles se seguravam em alças de metal, fundidas ao teto do transporte, para que a pressão do ar não os jogasse para fora. Os quatro, dois homens e duas mulheres, se entreolham. O mais novo, trajando um uniforme preto, furtivo, com pequenos detalhes em roxo, solta um sorrisinho. Era o mais impetuoso. O mais velho, talvez líder nesta missão, trajava o mesmo tipo de uniforme, apenas mudando a coloração dos detalhes para vermelho. As duas usavam detalhes em amarelo e verde.

Magnético:
- Tá na hora de descer?
Vulcão:
- Acalme-se, Mags. Acabamos de passar por Ciudad Barrios. Mais alguns quilômetros e podemos descer.
Gêmea:
- Essa prisão me dá arrepios.
Alquimista:
- Nem me fale.
- Dois minutos! – Dizia o piloto da nave.

Vulcão:
- Ótimo. Vamos repassar o plano.
Magnético:
- Que plano? É descer, baixar a porrada em quem se intrometer, e pegar o que viemos pegar
- Um minuto!

Alquimista:
- Não é assim que fazemos, Mags!
[td width="5%"[/td]
Gêmea:
- Mari está certa.
Magnético:
- E como fazemos!?
Vulcão:
- Como treinamos. Temos que nos ater ao modo que treinamos. 203 simulações para esta missão. Não podemos falhar.
- Hora de ejetar, galera! – Diz o piloto, dando um último adeus, com um gesto com as mãos.

Primeiro Léo, depois Mari, Angie e Rapha. Quando se aproximam do chão, tocam em um pequeno botão um pouco abaixo de seus ombros direitos, acionando os paraquedas. Ao descerem em segurança, apertam o botão no lado de seu ombro esquerdo. Os paraquedas são sugados para dentro do compartimento atrás do uniforme novamente. Léo faz alguns sinais e os quatro se separam. Mags acha a entrada da grande instalação que pretendem invadir.

Magnético:
- Aqui é o Mags! Achei a entrada.
Os demais se reúnem. Mags utiliza seu poder, causando uma onda magnética que abre o portão devagar. Os quatro estão prontos para entrar, até que Léo liga o comunicador.

Vulcão:
- Águia Real, aqui é o Vulcão. Estamos prontos para iniciar a missão Anel de Saturno, câmbio.
- Líder Vulcão, aqui é Águia Real. Transporte entrando em posição ao seu sinal. Boa sorte, câmbio desligo.

Os quatro adentram o lugar. Um grupo de soldados armados passam em um corredor em frente ao que os quatro estavam. Léo e Mari se escondem atrás de duas colunas mais à frente, enquanto Rapha e Angie estão mais atrás, fora do campo de visão dos inimigos.

Vulcão:
- Mags, Gêmea, chegou a hora.
Com seus poderes, Mags retira do cinto duas granadas, arrancando o pino das mesmas apenas com seu magnetismo. Ele as joga contra o grupo mais a frente. Os soldados se distraem e as granadas começam a soltar fumaça. Os inimigos começam a tossir, não notando a aproximação de alguém, ou melhor, alguéns. Algo parecido com um exército começa a se formar, atacando os homens dentro da fumaça. Um destes ainda consegue acionar o alarme de seu comunicador, a fim de atrair reforços.
Mais dois esquadrões chegam, atirando primeiro e perguntando depois. As balas ricocheteiam nas paredes ao tentar acertas as várias Angies. A verdadeira, no entanto, está atrás do escudo de metal criado por Rapha.

Vulcão:
- Sua vez, Mari.
Mari aparece. Seus olhos brilham em dourado. A mulher coloca uma das mãos no chão, liquefazendo o solo metálico, prendendo as pernas de diversos soldados. Mags cria manoplas de metal em suas mãos, feitas a partir das armas dos inimigos. Ele soca ferozmente alguns inimigos.

Magnético:
- Mais alguém?
Angie toma a dianteira, criando mais dois clones a partir de si mesma. Elas se dividem pelos dois caminhos, a fim de achar o local correto do objetivo. Um grupo, formado por Vulcão e Alquimista, segue a direita, enquanto a Gêmea original e Mags seguem o caminho da esquerda.

Vulcão:
- Mantenham sempre contato.
Gêmea:
- Afirmativo, Vulcão.
Léo e Mari chegam à uma sala, com diversas câmaras de animação suspensa. Algumas estavam ocupadas, enquanto uma estava aberta. Em uma mesa próxima à câmara aberta estavam mapas e livros. Blocos de anotações e folhas destacadas. Vulcão pega uma delas e começa a ler. O homem arregala os olhos, incrédulo.

Vulcão:
- Temos que avisar à central.
Alquimista:
- Tarde demais, temos companhia. E muita, por sinal.
Vários soldados começam a cercar as saídas que ali existem, não dando alternativas para os dois.

Vulcão:
- VAI, AGORA!
Com o grito de Vulcão, Alquimista faz seus olhos brilharem novamente. Desta vez a moça toca no chão com suas duas mãos, criando uma grande barreira metálica entre eles es os soldados. Os tiros começam a ser disparados. Vulcão se concentra. Ele junta as duas mãos, entrelaçando os dedos. Seus punhos se fecham entre si. O homem, com toda sua força, soca o chão. A onda de choque faz com que os soldados sejam erguidos e caiam no chão logo em seguida.

Mari desfaz a barreira, enquanto os soldados começam a se levantar. Alguns pareciam tontos, enquanto outros haviam se machucado. Mari dá um pisão no chão, utilizando seus poderes de manipulação material. Várias estacas emergem do chão, atingindo os inimigos, incapacitando-os.

Vulcão:
- Precisamos pegar tudo que pudermos antes de mais soldados chegarem.
Quando Vulcão termina sua frase, eles ouvem um estrondo. Logo depois, outro. Depois do terceiro, um raio de energia azul transpassa a parede ao lado deles, deixando um rombo gigantesco à sua frente. Olhos azuis incandescentes surgem no meio da escuridão. As luzes internas começam a piscar incessantemente.

Vulcão:
- Quem é você?
A pergunta de Léo é completamente ignorada. De repente, um urro distorcido e amedrontador no meio do breu e uma luz de fogo azul é lançada por aqueles olhos em direção aos dois.

Mags e Angie chagam à outra sala, do outro lado do complexo. O rapaz encontra um local cheio de computadores. Angie começa a mexer em um deles.

Gêmea:
- São ligados por uma rede interna. Não têm nenhuma ligação com a internet.
[td width="5%"[/td]
Magnético:
- Certo, se são ligados por rede não vamos ter tanto trabalho pra copiar todos os dados que queremos aqui.
Gêmea:
- Mags...
Angie olha em volta, encontrando alguns cadáveres do que pareciam ser cientistas que trabalhavam por ali. Mags coloca o pen drive no computador e começa a copiar os arquivos, até que Gêmea chama sua atenção.

Gêmea:
- Temos problemas...
Mags liga o comunicador. Apesar de muito chiado, ele consegue o sinal dos companheiros.

Magnético:
- Líder Vulcão, aqui é Magnético, responda. Líder Vulcão!
Vulcão:
- UUUUUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRRGGH!
Mags só ouvia os gritos de dor de Vulcão, mais e mais, até não ouvir mais nada. De repente, ele ouve um som estridente, de metal se rompendo. As paredes davam a impressão de que iriam cair não tão tarde. Os sons começam a aumentar, junto dos tremores.

Magnético:
- O que tá acontecendo?
Neste momento, a parede da sala dos computadores é arrancada. Aqueles olhos azuis surgem novamente, desta vez carregando Vulcão e Alquimista. O primeiro tinha metade de sua cabeça arrancada, enquanto seu corpo parecia parcialmente queimado. A mulher tivera seus braços arrancados, enquanto não mais possuía seu olho esquerdo. Gêmea grita de desespero, enquanto lágrimas de horror caem de seus olhos. Mags começa a tremer, mas logo volta a si e, cerrando os punhos, corre em direção ao inimigo, recobrindo totalmente seu corpo de metal.

Gêmea dá dois passos para trás, tropeçando em um dos corpos inertes de um dos cientistas, enquanto segue observando a luta de Mags e aquela figura aterradora.

O rapaz começa aplicando dois diretos no monstro, que se mantém imóvel. O metal na altura das mãos do rapaz parece derreter um pouco. A temperatura do corpo do inimigo era alta. Tão alta que, ainda segurando os corpos imóveis dos companheiros de Mags, consegue deformá-las um pouco mais. O jovem aplica mais golpes na face do monstro, que não revida. Ao contrário, permanece parado olhando à sua volta.

Ele dá um passo à frente. Seus olhos começam a brilhar mais forte, como se a temperatura dos mesmos aumentasse. Uma rajada de fogo azul é disparada contra Rapha, que grita de dor. A rajada atinge a altura de sua omoplata direita, fazendo um risco que segue alguns centímetros a mais para o centro. Mags começa a chorar e tremer, gritar e esbugalhar os olhos. O monstro larga os dois que segurava e dá um passo à frente, enquanto Rapha se ajoelhava em frente ao monstro, completamente horrorizado. De repente, uma joelhada na barriga, seguida de um chute no queixo.

O rapaz, caído, pede ajuda à Gêmea com os olhos, que nada consegue fazer. Neste instante, o barulho de osso quebrando e um grito agudo de dor. A figura da escuridão pisara com violência o braço direito do rapaz. Gêmea cerra os olhos e as mãos e, dando um soquinho na palma da mão direita, começa a criar dezenas de clones que avançam contra o inimigo.

A verdadeira pega Mags e o ajuda a levantar, o tirando dali. O monstro, logo atrás deles, é atrapalhado pelo grande número de cópias de Angie. Logo, rajadas oculares são disparadas, fazendo com que as cópias sumam gradativamente.

Gêmea:
- Consegue andar?
Magnético:
- Sim.
Gêmea:
- Então vai logo! Toma!
Angie entrega o pen drive com parte dos arquivos copiados e volta para a luta, enquanto Mags, com os olhos cheios d’água, vai para completar a missão. O rapaz toca o comunicador em seu ouvido, o ligando.

Magnético:
- Comando central da P.E.G.A.S.U.S., aqui é o Agente Raphael Silva, codinome Magnético. Preciso de apoio aéreo agora!
O grito de Angie é ouvido, o que deixa Mags ainda mais aterrorizado. Suas lágrimas não secam.

Magnético:
- Meu grupo foi abatido, preciso de resgate agora!
- Entendido.

Mags começa a correr, encontrando a porta por onde entraram, entreaberta. Ofegante, o rapaz está quase chegando à saída, até que uma rajada de energia é disparada contra ele, acertando suas costas. O disparo não o pega em cheio, talvez devido ao uniforme, ou até mesmo à distância. No entanto, ele faz um risco de baixo para cima de suas costas, o fazendo desabar no chão, próximo à saída. Rapha se rasteja até a porta, enquanto seu algoz vai em direção à este. Ele chora desesperado, pois quase não possui mais forças.

Neste momento, Gêmea pega o inimigo pelas costas. Outras mãos, de suas cópias, agarram o monstro, que tenta se desvencilhar. Duas mãos começam a arranhar sua face, atingindo seus olhos. Os dedos queimam, ficando em carne viva. O monstro solta um gemido distorcido, começando a atirar seus raios em direções aleatórias. De repente, uma explosão.

Mags é jogado para fora do complexo, em chamas. Ele cai de costas pro chão. Seus olhos marejados expressam toda a dor, mesmo que não consiga mais gritar pela mesma. Ele apenas olha para o céu, enquanto vê uma aeronave descendo devagar. Ele fecha os olhos devagar, com o pen drive em sua mão esquerda. O grupo médico desce da aeronave, carregando um módulo de vida. Mags fecha os olhos lentamente. Uma última lágrima escorre. Seu dever foi cumprido. Mas a que preço?
O Sol começa a nascer.

Que os jogos comecem...

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