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 T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2

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Flor do Luar

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MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Sab Maio 28, 2016 4:26 am

Eu amo os meus amigos, isso nao posso negar. Sei que posso contar com eles pra qualquer coisa, principalmente nos piores momentos. Nada tava sendo facil, mas nosso elo era forte o suficiente pra eu ter certeza que nada fosse grande o suficiente pra gente nao dar conta.

- Eu sei que nao, mas eh muito bom escutar. Obrigada. - disse a Nova, feliz, num tom que traduzia toda a minha gratidao. - Mas vamos deixar a conversa pra daqui a pouco, porque tem um palhaco me atrasando pro meu banho relaxante. - continuei, encarando o Conde, num tom completamente diferente, que exibia claramente minha falta de humor pra aquele babaca.

- Pessoal, ao ataque! Nao deixem esse idiota enganar vocês com esses truques baratos mais falsos que a peruca que ele usa. - Coordenei. - Enquanto a gente achar que ele eh poderoso, ele realmente vai ser, mas acreditem em mim quando eu digo que a gente vai arrastar a cara dele no chapisco.

Por mias que fisicamente eu possa infligir dano ao Conde, meu campo eh a magia, e eh com ela que vou ataca-lo. Pretendo desarma-lo com minha transmutacao, atordoa-lo com rajadas de energia e tentar ataca-lo mentalmente em ultimo caso, se nada disso funcionar.

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- Não sou bonitinha. Sou linda de morrer.

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Espectro

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MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Sab Maio 28, 2016 5:10 am

Davi se levanta e vê seus amigos correndo na direção de Ana. O garoto é o último a se aproximar da garota, dando apenas um sorriso tímido para a mesma, mas em seu interior ainda estava preocupado. Não com Flor do Luar, que o garoto sentia sua energia e apenas sua energia dentro daquele corpo. Mas a energia de Nasgaroth ainda rondava aquele local. Não demorou muito para que descobrissem onde ele estava.

O garoto deu um sorriso com a fala do demônio. Ele estava num corpo mais fraco, não tão poderoso quanto de Ana, se não o Conde seria sua primeira e mais óbvia escolha. Mas ainda assim era poderoso, e o ataque deveria ser bem coordenado para que obtivessem sucesso. Davi fechou os olhos, se concentrando como fazia em suas primeiras missões. Respirou fundo uma, duas, três vezes.

"Só há uma coisa que pode enfraquece-lo... Luz." - A voz de Bartholomeu voltou em sua cabeça, o fazendo abrir os olhos novamente.

- Será que... - Disse sozinho, em voz baixa. Ele não acreditava no que estava pensando, mas algumas lembranças começaram aparecer em sua mente. Ele derrotando a vilã Talha. Nasgaroth incomodado com sua presença na mente de Ana. O brilho que surgiu ao redor do seu corpo quando o atacou. - Não é possível. - Disse dando um leve sorriso enquanto olhava seu bastão, ainda sem acreditar em seus pensamentos.

O garoto fechou os olhos novamente, e abriu serrando o semblante. Olhou para o demônio e começou a caminhar na direção do mesmo. A cada passo que dava, começava a ficar intangível, até o ponto que não mais dava passos, e sim flutuava a poucos centímetros do chão, com seus pés imóveis, e segurando firme seu bastão.

Ele não sabia ao certo como, mas uma confiança enchia seu peito a ponto de não temer mais Nasgaroth. O garoto pretendia se aproximar o máximo possível do demônio de forma intangível, e quando fosse o momento certo, se tornar tangível novamente e começar uma sequência de golpes usando o bastão esperando que acontecesse os mesmos efeitos de antes e seu corpo começasse a brilhar.
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Arsenal

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Criador

MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Sab Maio 28, 2016 2:51 pm

Desde que s  conheceram, a relação entre Carlos e Anna não era o que poderia ser chamado de amizade, estavam mais para colegas de trabalho que tinham que aturar um ao outro, mas ao vê-la livre do domínio do demônio, o rapaz quase não podia conter sua felicidade, e assim como Nova, ele faz o que nunca imaginou fazer, da um forte abraço em Anna, e sussurra em seu ouvido.

-É bom ter você de volta... mas não se acostuma com abraços não.

O alívio do rapaz dura pouco, com a mudança de cor do céu e a chegada de uma chuva cor de sangue, surge um Conde possuído por Nasgaroth, cada palavra dele fazia um leve calafrio subir na espinha do rapaz.

Ele olha ao redor e vê todos seus companheiros, alguns deles ainda chegavam, o calafrio que que sentia era substituído por uma enorme confiança, estar cercado por seus amigos, afastava qualquer tipo de medo que poderia sentir nesse momento, pois era por eles e com eles que lutaria nesta noite.

-É agora pessoal, a nossa chance de acabar com o Conde e esse Nasgaroth de uma vez só, vamos atacar com tudo que temos!


Uma enorme armadura com um brilho azul intenso surge ao redor do rapaz, munida com metralhadoras acopladas no braço e mísseis saindo de seus ombros, ele parecia mais um tanque com pernas, levando seu nome Arsenal, ao pé da letra.

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Impacto

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MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Sab Maio 28, 2016 3:48 pm

Diego estufa o peito. Mesmo que fosse realmente o demônio no corpo do Conde, ele estava em uma forma mais fraca, sem grande parte da fonte de poder que Ana lhe trazia. Isso dava uma certa confiança à Força Heroica. Eles haviam acabado de derrotar Nasgaroth na mente de sua amiga, não seria impossível derrotá-lo agora, enfraquecido.

- Você é um merdinha de feiticeiro fajuto. Você trouxe o fim do mundo a nós e falhou. Você já foi derrotado uma vez, e derrotaremos de novo. Você... não é... NADA!

Naquele momento, não havia estratégia. Todos iriam com tudo para cima do inimigo, sem economizar no dano que poderiam causar.

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Mikka

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MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Sab Maio 28, 2016 7:07 pm

Por um segundo Tiago pensa ter perdido Nova em suas mãos, ele enxuga suas lágrimas após acordar e se levanta disfarçando o choro, enquanto recebia de volta. - Nasgaroth.. Pff... Fala sério! - ele ri aliviado desfazendo sua carcaça metálica. - Ufa... Achei que não sobreviveríamos a mais essa temporada... - ele desaba no chão, cansado e bufando. - Hoje a catuaba é por minha conta no Instituto.. E não chamem aquele novato geocinético sem minha permissão de novo... - ele ajeita seus visores.

- Então... Bora pra casa? - ele se levanta num salto repentino após ouvir a voz do Conde. - Caraca.. Esse maluco é o Bruce Willys! - ele leva sua mão até um dos recipientes em seu cinto, retirando um frasco com uma caveira estampada. - Tenho que resolver o problema do uniforme.. Virar líquido é foda.. - ele abre o frasco virando duas gotas do líquido verde na ponta de seu indicador, o esfregando com o polegar.

- Nada que um veneno não resolva.. Ideia da Sara.. "Só use em último caso" ela disse... - ele dá uma piscadinha para o time enquanto se desfaz numa poça ambulante, consciente ele tentanse reerguer como um corpo d'água e avançaria contra o Conde pelas suas entranhas de forma letal.

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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Seg Maio 30, 2016 10:57 am

Um milhão de coisas haviam passado pela mente do híbrido des do começo daquela missão até o atual momento. Ed havia se questinado sobre quem eram seus amigos, sobre o quanto importante eles eram para ele e o pior qual seria o peso de mais uma perda. Estar na mente de Ana foi uma experiência estranha, mas de alguna forma foi importante para reafirmar os laços daqueles jovens, ele sentia que eles mais do que nunca fariam a diferença na vida uns dos outros,fariam a diferença no mundo enfrentando o mal, enfrentando Nasgaroth.

Tubarão ja em seu corpo pega seu tridente encarando o inimigo a frente, se ele havia se incomodado com o "tridente mental", um real incomodaria muito mais, e mais ainda se estivesse cravado no peito do maldito demonio.

Ed encara seu alvo, olha os amigos e acena com a cabeça, não precisava dizer nada, era como se todos soubessem o que fazer.

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Solar

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MensagemAssunto: Re: T03E20 – Dia do Juízo Final, Parte 2   Dom Jun 05, 2016 1:37 pm

Um raio atravessa o campo de batalha. Os heróis se distanciam momentaneamente. Os seis que haviam retornado da viagem espiritual junto de Ana se reúnem à frente do Conde, enquanto os demais, capitaneados por Granizo, ficam um pouco mais pra trás.

Ana começa a utilizar seus poderes. Seus olhos brilham intensamente. Tubarão empunha seu tridente e, logo ao seu lado, Morfo utiliza seus poderes, a fim de constituir sua pele com a mesma matéria do objeto de Ed. Davi segura seu bastão com força, enquanto Nova se põe em posição de ataque. Impacto se carrega e Arsenal cria uma poderosa armadura ao redor de si. Os sete. Lado a lado.

O Conde, ou apenas a casca dominada por Nasgaroth, sorri. Ele faz mais raios caírem, em direção aos heróis. Granizo, Kaede e Iceberg criam uma barreira, impedindo que os raios acertem os jovens. Solar surge, criando uma espécie de turbilhão de fogo, fazendo com que os pedaços de gelo serem derretidos antes que atinjam as cabeças de seus companheiros.

Tubarão é o primeiro a atacar. Tenta usar seu tridente contra a redoma de energia criada por seu inimigo. Uma forte faísca cega o híbrido por alguns momentos, o que faz o rapaz recuar alguns passos, largando seu tridente. Morfo vem logo em seguida, acompanhado por Nova. Os dois socam a proteção inimiga, sem efeito aparente. Nova continua, enquanto Morfo sente seus dedos. A moça parece descontrolada, até ver Impacto, totalmente carregado, explodir em frente ao local.

A poeira começa a assentar gradativamente, até que eles notam que o Conde em nada sofreu, nem sua barreira de energia. O homem estava lá dentro, se concentrando, enquanto sua “casca” começava a apresentar algumas fissuras. Arsenal surge e, de sua armadura, vários construtos são disparados. Davi, logo em seguida, surge atacando com seu bastão. Ele é rechaçado quase que instantaneamente. Ana continua tentando atacar a mente do vilão. Todos em vão.

Maya e Gustaff atingem o inimigo com suas rajadas mágicas, sem fazer efeito. O campo de força ao redor do vilão era forte demais. Bartholomeu e os demais membros da Ordem tentam ataca-lo de forma física, mas esbarram. Stephen é o próximo, em vão novamente.

- A gente tenta atacar o cara, mas é impossível.

- E se a gente não tentasse ataca-lo diretamente?

- Como assim? Se a gente não atacar, não tem como derrota-lo.

- Só que ele tem uma barreira impedindo pra gente chegar nele.

- Então a gente derruba a barreira. E depois pega o colar.

- Qual colar?

Os trovões ficam mais fortes e agressivos. O grupo de sete começa seu ataque contra o Conde novamente, enquanto os demais usam de seus poderes para criar formas de impedir que os raios e os demais poderes do inimigo atinjam o grupo principal. Neste momento, a barreira começa a ceder. Um puxão trás os sete de encontro à Nasgaroth. Ele sorri.

- Não quero a intromissão de mais ninguém. – Diz, com pequenas partes de sua essência tentando pular para fora de sua atual casca. – Como vocês veem, meu receptáculo está me rejeitando e, com isso, se desfazendo. Mas ainda tenho força pra derrota-los.

- É, você é o máximo mesmo. Quero seu autógrafo.

O inimigo sorri brevemente e, logo em seguida, muda totalmente seu semblante para um ar macabro, enquanto de suas mãos saem rajadas de energia. Tubarão toma a frente, rechaçando com seu tridente. Nova voa em direção ao inimigo, lutando contra o mesmo corpo a corpo. Por mais que o vilão estivesse fraco, ainda possuía forças suficientes para lutar contra sua adversária de igual para igual.

No entanto, as investidas contra o inimigo eram em vão. Ana começava a se concentrar, enquanto Davi pula em direção ao inimigo. Por mais que seu bastão fizesse algum efeito contra Nasgaroth, não era tão eficaz como dentro da mente de sua companheira. Morfo vem logo em seguida, enquanto Impacto e Arsenal protegem Flor do Luar. Nova reaparece, tentando golpear o adversário, que consegue se esquivar. O homem lança algumas rajadas de energia contra Ana, mas esbarra em uma barreira criada por Arsenal. Entretanto, o rapaz não consegue segurar por muito tempo, tendo sua proteção rompida. Diego aparece, recebendo todo o impacto do golpe. O rapaz se carrega por completo, se atirando novamente contra seu inimigo. Nasgasroth cria uma espécie de bolha ao redor de Impacto, que explode lá dentro. O rapaz cai no chão, se contorcendo de dor.

- Uma bomba humana que não consegue explodir. Deve ser doloroso.

Neste momento, o inimigo abaixa a guarda, dando oportunidade para que Morfo, Nova e Tubarão o ataquem. Nova o acerta, fazendo-o recuar alguns passos. Tubarão o atinge com seu tridente, na perna. Morfo chega logo em seguida com um chute no peitoral. O homem tropeça, mas seus poderes o impedem de cair. Ele, logo em seguida, dispara contra todos. Os jovens se chocam contra uma barreira. Ana se levanta, tentando atingir a mente inimiga.

- Você ainda não se deu conta? Meu corpo pode ser fraco, mas minha mente continua com a mesma potência. Vocês não vão escapar. Podem tentar o que quiserem, mas não vão me derrubar. Eu sou mais poderoso que todos aqui. EU VOU MATAR CADA UM DE VOCÊS!


Do lado de fora, Solar e Kaede continuam a derrubar os pequenos demônios que apareciam no local. Stephen coordenava o grupo aéreo. Rainer e Granizo davam cobertura um para o outro, enquanto os demais membros do Força Heroica ajudavam Erick. Maya, Gustaff e a Ordem tentavam perfurar a barreira criada por Nasgaroth, sem sucesso. Os céus começam a mudar de cor novamente. Isso estava acontecendo mais frequentemente do que antes. Mais trovoes são ouvidos, mais relâmpagos são vistos.

- Sara... sobre aquela bomba que você mencionou...

- O que tem?

- Acho que você deve soltá-la.

- Do que você tá falando, imbecil?

- Senhor Rodrigues, que bom que está na conversa. Precisamos de você pra ativar essa merda.

- Não! Nunca! Não vou matar todos aí.

- Escuta aqui, imbecil. Você pode escolher entre matar só os que estão aqui e matar todo o resto do mundo. Não vai adiantar, estamos em um caminho sem volta.

- Perdeu a esperança.

- Estou quase nesse ponto. Depois de tudo que a gente passou, de tudo que a gente perdeu... Se não o pararmos aqui e agora, vai ter sido tudo em vão. Por favor, Bernardo.

O silêncio toma conta da conversa, até que Bernardo fica de acordo, entrando em uma espécie de compartimento.

- 15 minutos pra carregar as torres.

- Agora me explica essa porra. Como vai funcionar?

- Hackeei um satélite. Vou fazer ele cair, recalibrando as coordenadas, fazendo passar por duas torres das empresas Joule. Elas vão estar completamente carregadas com a energia criada por Bernardo. Assim que o satélite passar inteiramente pelo arco energético criado, vai se abastecer de energia e, quando cair em cima do lugar onde vocês estão, vão criar um micro big bang na área. O suficiente pra dizimar o que está por perto.

- Certo... Bom, foi bom trabalhar com vocês.

- Erick... diga a todos que...

- Sentimos o mesmo Sara, não se desculpe. Todos estão dando o melhor. As vezes o melhor não é suficiente.


Pequenos raios, mas poderosos, atingem o chão, parecendo cortá-lo. Eles saíam das mãos do Conde. Os heróis, sempre que tentam se aproximar, são rechaçados pelos raios. Ana, com o nariz sangrando, ainda tenta impedi-lo. A mente inimiga era muito poderosa.

- Você... Garota inútil... Nunca vai conseguir penetrar na minha mente. Nunca vai me dominar. Eu vou dobrá-la à minha vontade e, quando estiver fraca demais pra conseguir me deter, eu vou violentar sua mente até que não sobre uma mísera migalha pra você se recompor. Então usarei seu corpo como uma casca, apenas pra depois me livrar dele.

- CALA A BOCA!

Morfo ataca Nasgaroth, mas o homem se desvia. Logo em seguida, ele dá uma joelhada na barriga e uma cotovelada nas costas do rapaz, que cai com as mãos no estômago, sentindo muita dor.

- NÃO!

Arsenal o ataca com construtos em formas de garras. O rapaz tenta atingir o rosto e o abdômen do inimigo, mas não consegue. Quando Nasgaroth investe contra o rapaz, Tubarão surge, protegendo-o do golpe. Entretanto, ninguém protege Ed da investida do inimigo, que é jogado contra a barreira invisível. Davi atinge o tórax do oponente, fazendo-o sentir como se seu peito queimasse. Mais uma ranhura surge em sua “casca”, seguida de mais duas logo em seguida.

- Seu moleque desgraçado.

Nasgaroth o pega pela cabeça, tentando esmagar seu crânio com as duas mãos, tanto física, quanto magicamente. Davi grita. Seus ouvidos começam a sangra.

- Está gostando, garoto?

Davi abre um sorriso. Nasgaroth não entende de início, até perceber que o rapaz retira o colar de seu pescoço com seu bastão, o jogando longe. Nova ataca o inimigo por trás, com um soco nas costas. O vilão a ataca, com total ira. Os dois começam a se golpear. Os ataques de Nasgaroth parecem mais pesados, causam mais dor à Nova, que parece descontrolada no momento. Ela desfere socos direto no ar, sem objetividade. Seu olhar parece transmitir apenas raiva, ódio. Não possuía nenhum traço de ternura que havia antes. Entretanto, nem todo seu poder pode impedir os golpes inimigos, que a derruba. Quando vai finalizar sua oponente, Davi grita.

- Ei Nasgaroth!

O rapaz empunha o colar de Luminos. Ele começa a brilhar na cor dourada. Espectro sente a luz invadir seu corpo, o tornando uma espécie de catalisador mágico. O colar começa a emitir um brilho um tanto turvo. Uma espécie de vórtice começa a se abrir de dentro do amuleto, sugando boa parte das coisas próximas. Arsenal cria construtos para seus companheiros, a fim de impedir os caídos de serem puxados para dentro do buraco. Nasgaroth começa a vomitar sua essência.

- Vocês não podem. Não vão...

- Já estamos fazendo, idiota!

Ana segura a mão de Davi, ajudando-o a estabilizar o amuleto. Tubarão e Impacto os protegem, ao lado de seus companheiros. Arsenal cuida de Nova e Morfo. O corpo de Nasgaroth começa a ser puxado pelo vótice, mas o inimigo tenta resistir.

- Eu não vou ser derrotado por um bando de crianças que ainda não tiraram as fraldas.

- Você já perdeu, meu chapa. Só não caiu a ficha ainda.

- Vai Davi, você consegue!

- Vamos Davi...

A essência de Nasgaroth começa a ser expelida pelos olhos, nariz e boca do Conde. A alma do vilão começa a ser puxada pelo vórtice criado pelo colar. As mãos de Davi e Ana começam a tremer. Os demais os ajudam, segurando seus braços e ombros. Uma forte luz emana do colar, seguida de uma explosão.

Do lado de fora, os heróis continuam a derrubar os mais diversos tipos de demônios, enquanto os magos tentavam obstruir a barreira. Erick salva Kaede de um inimigo, enquanto Yuri salvava sua pele também. Densidade e Óleo atacavam com seus poderes combinados, enquanto Fuga auxiliava Rainer contra os demais. Granizo ajudava Stephen do chão, enquanto o Gárgula jogava inimigos para baixo. Neste momento, eles percebem um estrondo dentro da redoma. Uma grande nuvem de poeira sobe. Quando a visão dos que ali estavam se tornava mais clara, Erick vê o corpo do Conde caído, ensanguentado, enquanto os demais heróis estão caídos.

- Maya...

- Não sinto nada... Se foi...

Erick então percebe quanto tempo havia passado e, desesperado, entra em contato com Sara.

- Sara! Para o ataque! Agora! Sara!

- Calma, seu enjoado! Eu nunca liguei a máquina... Não consegui...

- Obrigado...

Os que estavam de pé avançam em direção aos caídos. Bartholomeu segura Davi nos braços, caído. Ana é pega por Granizo, enquanto Morfo é resgatado por Stephen. Erick e Yuri ajudam Ed e Kaede faz o mesmo com Arsenal. Densidade ampara Impacto. Nova era a única que não havia aparecido. Maya e Gustaff ficam de frente para o Conde. O homem acorda, sentindo muitas dores. Entretanto, o vilão se levanta, invocando seus poderes.

- Seus miseráveis, eu...

O homem sente seu abdômen ser transpassado. Uma mão havia perfurado o inimigo. Nova aparece por detrás do inimigo, jogando seu corpo inerte no chão. Seus olhos pareciam não transparecer nenhum sentimento, até que ela olha para o corpo inimigo no chão. Seu semblante muda rapidamente para uma espécie de confusão misturada com constrangimento e pavor. Suas mãos tremem. Quando olha o rosto de seus companheiros, também assustados, a moça salta, fugindo. Ela desaparece no horizonte.

- NOVA!

Os gritos de seus companheiros são em vão. A moça percebe, enquanto salta em direção ao desconhecido, que não poderia ficar mais ali. Era perigosa demais. Precisaria entender o que se passava em seu subconsciente.

- Pelo menos ganhamos.

- Mas a que custo? Não importa o que sacrificamos aqui hoje? Ou ontem?

- O caminho é tortuoso, crianças. Mas às vezes é necessário passar por obstáculos pra seguir em frente.

- Diz isso pro Roberto. Ou pra Nova!

- Roberto era um bom soldado. Não mediu as consequências dos atos dele, mas sempre pensou em nós. Morreu por nós.

- Vamos ter que conviver com isso...

- Até quando?

Os heróis se entreolham. O momento era de vitória, mas parecia não haver espaço para comemoração.


Instituto Victoria Cardoso, alguns dias depois:

Ana permanece agachada. Ela olha o tumulo de Roberto. Solta um pequeno suspiro. A moça coloca uma flor no túmulo do rapaz. Uma sombra se faz no túmulo.

- É estranho sentir o luto por um tumulo cheio de pedras?

- Você não está triste por isso. Não é pelo tumulo, é pela pessoa.

- Quantas vezes já passou por isso?

- Muitas... Mais do que eu gostaria...

- E como a gente supera?

- Você precisa parar de fazer perguntas inteligentes, garota...

Davi conversa com Maya e Bartholomeu. O rapaz dá suas condolências pela morte do irmão deste último.

- Sinto muito pelo Malachias. Ele era um bom homem.

- Meu irmão fora um grande guerreiro. E um grande homem. Mas sabia os riscos dessa batalha. É claro que eu sinto sua morte, mas sei que ele deu tudo de si.

O silêncio se faz durante a conversa. Os três se encaram, até que Maya toma a palavra.

- Pelo menos a morte dele não foi em vão. Nasgaroth foi derrotado e preso novamente no colar.

- Mas como vamos saber se ele não voltará?

- Bom, não há mais nenhum Conde à espreita pra fazer aquela loucura. Eu espero, na verdade...

Carlos desliga o telefone. Erick e Diego se aproximam do rapaz. Diego coloca a mão sobre o ombro do amigo.

- O que foi, amigo?

- Era do... - O rapaz limpa os olhos antes de continuar. – Era do hospital da minha mãe. Eles disseram que não podem continuar com o tratamento contra o câncer.

- O que houve?

- Bom, a Dr. Amanda pagava os custos do tratamento, mas parece que, desde que ela morreu, o tratamento parou de ser pago. O sistema público não consegue suprir isso.

- Cara, eu sinto muito. Não sei o que...

- Eu pago.

Diego e Carlos olham para Erick, que continua.

- Eu continuo custeando o tratamento da sua mãe. Quer dizer, a empresa. Colocamos ela na folha de pagamento da empresa e assim podemos custear o tratamento.

- Obrigado Erick.

O rapaz sorri timidamente. Carlos o cumprimenta, enquanto Diego dá um tapinha nas costas de cada um.

- E você vai voltar pro mar?

- Eu preciso fazer isso.

- Por quê? Sua casa é aqui.

- Muito foi dito nos últimos tempos. Muitas verdades, pra falar a verdade. Não sei se tem lugar pra mim por aqui, por enquanto.

- Então é isso? Acabou o Força Heroica?

- Nunca acaba. – Granizo entra na sala. – Enquanto o mundo precisar de nós, isso nunca acaba. O Força Heroica não acaba. Mas realmente, vocês precisam de um tempo.

Os garotos se reúnem do lado de fora, nos jardins. Eles se cumprimentam, ficando em silêncio por alguns segundos, até que alguém rompe o silêncio.

- Mesmo que tenha sido pequeno... O tempo que passei com vocês foi incrível. Mas agora acho que é hora de me retirar. Bartholomeu vai me levar para um treinamento que permite que eu explore o máximo das minhas habilidades.

- Isso é bom. Provavelmente eu vá ficar longe por um tempo. Maya disse que ainda podem haver alguns vestígios de Nasgaroth no meu subconsciente. Então eu vou passar por uma espécie de desintoxicação mágica na minha mente.

- Galera, a conversa tá boa, mas tenho uma empresa pra tocar.

- E eu uma bagunça pra limpar.

- E quanto à Nova?

- Ela sabe se cuidar, Tiago. Precisa confiar nela. Ela volta.

- Assim esperamos.

- Então é aqui que a gente se despede, né?

- Um ano!

Todos olham para Granizo.

- Quero vocês de volta aqui em um ano. Seja pra fazerem parte do novo corpo docente, ou apenas pra socializar, mas quero todos vocês aqui nesse prazo. Inclusive a Nova. Achem ela em qualquer canto dessa birosca de planeta e a tragam nesse prazo.

- Por que isso agora, velho? Tá doidão?

- Meu antigo grupo não teve essa oportunidade. Nos foi negada quando vários de nós perderam a vida.

- Então você tá querendo...

- Que sigam em frente. Tenham uma vida, deem um sentido além das paredes desse lugar. Mas que continuem a lembrar de suas raízes, de quem vocês são. De como isso formou o caráter de vocês. Mas sem esquecer de curtir a melhor parte da vida de vocês: a juventude.

- Valeu velho.

- Disponha...




“Parece que foi ontem que eu comecei essa vida. Vi bastante coisas ruins, mas vi bastante coisas boas. Vi vilões se transformarem em heróis e com muito pesar vi heróis se tornarem vilões. Mas a vida seguiu seu curso.”

Davi segue Bartholomeu, enquanto é seguido por Adina e Balthazar. Eles adentram o grande portão que se abre à frente deles.

Morfo caminha apressado pelos corredores da faculdade, esbarra em uma garota, pra quem solta um breve sorriso. Guilherme o encontra mais à frente, seguido de Rafael. Os três amigos continuam sua cruzada pelos extensos corredores.

Yuri acena para as pessoas da sacada do apartamento. O olha algumas garotas levantando um cartaz com sua foto. Ele manda um beijo. O rapaz entra novamente no ap, olhando os produtos com sua marca.

“Aí encontrei esses garotos. Tão maravilhosos, incríveis em qualquer aspecto que vocês possam imaginar. Uma geração tão, não, mais brilhante que a minha. Uma geração que pode fazer as coisas darem certo de verdade.”

Erick, sentado em sua cadeira, na sala da presidência, mexe em alguns papeis, assinando uns, descartando outros. O rapaz para por um momento, olhando para fora, pela grande janela. Logo, ele percebe que Kaede chega na sala e os dois se beijam.

Nova caminha por uma estranha, em uma pequena cidade porto riquinha. Ela dá sinal para um caminhão que carregava algumas verduras. Ela arranha um espanhol, subindo no veículo, que toma seu rumo.

Stephen, em uma espécie de cerimônia, é condecorado o novo líder dos gárgulas. Ele faz um tipo de juramento, enquanto os demais seguem os procedimentos.

“Mesmo que ainda existam obstáculos a serem superados, eu acredito nesses garotos. Em sua força, juventude, sua moral. Todo e qualquer aspecto positivo dessa caminhada deles pode facilmente superar qualquer pedra que já tiveram no caminho. ”

Adrian Zimmer surge sendo eleito novo prefeito de Nova Capital. O homem ergue seu braço, na sacada da varanda de sua casa, acenando para o povo que comemorava sua vitória ali.

Bernardo apresenta aos seus investidores e sócios seu novo empreendimento: Uma fonte de energia completamente sustentável, que poderia gerar energia elétrica para toda a cidade sem gerar custos aos habitantes ou ao próprio governo. Ele é aplaudido de pé pelos que ali estavam.

Sara, Rainer e Perseu, junto de seus comandados, são condecorados no palácio. Eles também são apresentados como membros essenciais ao novo grupo de inteligência do governo. São condecorados e aplaudidos pelos presentes.

“Mas eu acredito que ainda vivemos em um tempo que pessoas como nós, mesmo sendo vistas como heróis para uma boa parte da população, seja vista com desconfiança para com o resto. Mas o mais importante é não recuar. Não ceder ao medo, à desconfiança, ao ódio. ”

Diego se levanta do banco, junto do treinador. O rapaz passa instruções à beira do gramado. Seu time perde por dois pontos, mas ele aplaude as jogadas, passa confiança. O rapaz retira o boné, coçando a cabeça, colocando-o novamente. Ele aplaude mais uma jogada.

Carlos segura firme a mão da sua mãe, no leito. O rapaz beija a testa dela. A mulher declara seu amor ao filho, que é correspondido. Os dois se abraçam. Carlos diz que vai ficar tudo bem, enquanto a mulher balança a cabeça positivamente.

Ed se curva. Ele recebe uma espécie de medalha. Os guardas fazem um tipo de reverência, enquanto o rapaz recebe novamente o tridente. O jovem utilizava uma armadura, mas diferente das dos guardas. Era uma armadura da guarda de elite atlante. Ele sorri, mesmo que por poucos segundos. Finalmente se sentia em casa.

Ana andava pelos corredores da sede do Conselho Primordial. Ao seu lado estava Maya. As duas chegam ao salão principal, onde Gustaff as estava esperando. Ana se depara com uma espécie de bancada, com sete grandes feiticeiros. O do meio, o mais velho, era o Grão-Mestre, que lhe dá boas-vindas com toda a cordialidade. Ana sorri, acenando com a cabeça ao mesmo tempo. Os presentes começam a conversar.

“ Não podemos nos sujeitar aos caprichos mesquinhos de pessoas que não compreendem a magnitude de nossos atos. Se possuímos tais habilidades, deveríamos usá-las para o bem geral. Deveríamos ter essa escolha. Porque é isso que nos define. ”

Uma audiência ocorre para se saber qual o próximo passo na lei de registro de super-humanos. Advogados falam, a comissão dá seu parecer, testemunhas são ouvidas. No fim, é decidido que o processo continua.

Alguns alunos do Instituto jogam flores para os túmulos de Arco, Destro e Veloz. Alguns emocionados, outros apenas sentidos. Em frente ao túmulo vazio de Amanda, Bruno, Lucas e Rogério apenas olham os dizeres na lápide. O velho criocinético devolve o colar para Luminos, que o agradece com um cumprimento. Os três continuam ali parados, contemplando a última morada de Amanda.

“Ajudar os outros é o que nos faz deitar a cabeça no travesseiro à noite. Nos dá paz pra continuar seguindo em frente. Nos faz querer continuar, mesmo que todo o resto indique para nós não continuarmos. ”

Granizo ajeita o grande quadro, no hall principal do Instituto. A grande imagem de todos os membros do Força Heroica. Ele a olha, derramando uma fina gota de lágrima em seu olho direito, sorrindo.

“E é por isso que continuamos. Pra dar esperança à quem já não possui mais. Porque somos heróis... E é isso que fazemos. ”



Epílogo:

O homem, de terno vermelho escuro começa a andar pelo corredor do local. Seu andar parece leve, porém um tanto apressado. Ele olha para as portas, algumas trancadas, outras abertas, mas sem pessoas dentro dos cômodos. Ele chega à porta que interessa para si. Sua secretária abre a porta.

- Meus parabéns, senhor Zimmer.

- Obrigado, Stephanie.

O homem se senta, pegando uma pasta preta de papel. Ele a abre cuidadosamente, lendo as primeiras linhas de um documento. “Relatório de 11 de fevereiro de 1997. ” O homem fecha a pasta, mostrando, em letras brancas e garrafais, o que estava escrito de título do documento:

PROTOCOLO 351825182119.

FIM.

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