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 T03E13 - Sirenes

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Nova

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MensagemAssunto: T03E13 - Sirenes   Seg Abr 04, 2016 3:12 am

Instituto Victoria Cardoso.
10:23 am.


Em plena manhã ensolarada, uma moça de cabelos castanhos se aproxima dos portões do Instituto. Ela toca a campainha, e resguarda os seus braços sobre o torso, esperando pacientemente, olhando para os lados.


- Oi! Tudo bom? Prazer te conhecer. - Sara, em vestes civis, recebe a moça com um abraço, já dentro da mansão do Instituto.

- Você também! Prazer!


As duas caminham pelos corredores do Instituto conversando, até encontrarem-se com Roberto Ferreira, que estava em vestes mais formais, devido a sua posição como Diretor.


- Melissa, esse é o Roberto Ferreira, atual Diretor do Instituto.


– Prazer. - O rapaz recebe a moça com um aperto de mão. – E você é...?

- Melissa! Melissa Prado. - Ela retruca, sorridente, seguido de um breve silêncio. - Sou uma ativista e cientista botânica; mas sou mais conhecida como uma blogueira e youtuber, na internet. Lindaflora88. Também é um prazer enorme conhecer um dos maiores defensores dos super-humanos, e opositores da Lei do registro.


Arco acena com a cabeça, olhando então para Matriz, ainda parecendo incerto. A moça percebe a troca de olhares e arruma a alça da sua bolsa no ombro, ainda tentando manter um sorriso.


- ... Estou aqui por causa do ataque das amazonas que aconteceu meses atrás, em Nova Capital.

===========

A Távola.
12:48 pm.



Sentados na sala de conferência estavam Arsenal, Impacto, Morfo e Espectro, além de Arco, Matriz e uma jovem moça de cabelos castanhos ao qual o time do Força Heroica não parecia reconhecer, talvez tendo até visto o rosto dela em algum lugar.
Matriz vira sua cadeira em direção à moça, a apresentando para o grupo tático.


- Pessoal, esta é Melissa Prado. Melissa, quando você quiser. - Ela fala, a medida que a blogueira de quase a mesma idade deles se levanta, com um pequeno controle em mãos.


- Prazer em conhecer vocês. Vocês salvaram a Presidenta; duas vezes já. Mas enfim: Vocês provavelmente se lembram dos ataques das amazonas em Nova Capital, a algum tempo atrás. - Ela aperta um botão de um controle, e aparecem imagens de notícias sobre o ataque. - A mídia disse que os ataques foram uma retaliação dessa tribo da Amazônia em relação ao desastre ambiental da UNARCO, aonde eles - Vocês, combateram um grupo de guerreiras amazonas lideradas por uma mulher ruiva, a qual eles concluíram ser a líder e arquitetora do ataque. Pronto. Caso resolvido.

- Eu estou aqui hoje porque eu acredito que isso não é verdade; na verdade, isso tudo não seria nem metade dessa história.


– Você está dizendo que outra figura arquitetou tudo isso?

- Porra, o Conde tá envolvido até nisso?! - Tiago já suspeita, um curativo ainda na lateral do seu pescoço.

- Deixa ela falar.

- ... Sim, outra pessoa. Mas não essa que você disse. - Prado retruca, olhando para Tiago.

- O nome da arquitetora de tudo isso, acredito eu, seja Beatriz Orellana.



Aparecem então imagens de uma mulher madura, de cabelos ruivos, ondulosos e cheios, em roupas simples. Haviam fotos e videos dela em diversas reportagens e notícias diferentes, não só recentes, mas antigas também. Ela parecia ter feito aparições até mesmo em vários programas de televisão diversos.


- Caso vocês não saibam quem ela é, Beatriz Orellana é uma famosa ativista ambiental, defensora dos direitos humanos e principalmente das mulheres. Para muitas ativistas, feministas, e todo tipo de pessoa que luta pelos direitos entre as minorias como eu, ela é uma lenda, e muito bem respeitada. Ela vem lutando pelos direitos das mulheres desde os tempos da Ditadura; chegou até mesmo a se encontrar com Amanda Andrade, que eu sei que fundou esse Instituto, anos atrás. Ela também era uma figura incrível. - A moça fala com grande respeito e educação, quase olhando baixo.

- Mas no caso de Beatriz, pra mim, ela foi mais do que uma inspiração. Ela na verdade foi minha professora de Botânica, na Universidade de Nova Capital, e eu acabei me tornando nessa época muito próxima dela; ela era a minha mentora, e eu fui a sua pupila.

- Por causa disso, eu sou umas das poucas que sabe que Beatriz na verdade chegou a fazer estudos sobre as Icamiabas, as tribos de mulheres guerreiras da Amazônia, no final da década de 80. Ela me disse que chegou até mesmo a viver entre elas por um tempo, para estudá-las melhor.


– Então a UNARCO causa o desastre, e ela decide ajudá-las a se vingar?


- Não. Aquilo não foi vingança. - Melissa diz, preocupada. - Após nos aproximarmos bastante, Beatriz então... Mudou. Ela começou a revelar todas essas idéias agressivas com relação aos homens que eu não sabia que ela tinha antes, e ela queria que eu entrasse para algum tipo de irmandade, literalmente só de mulheres, onde poderiam "realmente expressar todo o poder e gênio feminino, fora das imposições da sociedade machista". Pra mim, só soava como um clube de ódio ao sexo masculino. Foi ai então que começamos a nos separar.

- Depois da faculdade, eu nunca a vi denovo. Apesar dela não ser a pessoa quem eu achava que era, isso não me impediu de querer me tornar o que ela representava para todos, inclusive pra mim. Mas então, quando o ataque aconteceu, e eu vi quem a mídia disse que liderava as guerreiras, todas essas memórias voltaram, e eu tive essa idéia, essa teoria... Que eu temia ser a verdade.

- Então eu comecei a investigar a fundo.


- ... Que eventualmente chegou até a gente, e até a mim. Eu e a Melissa começamos a trocar mensagens, e ajudar uma a outra, até que chegamos no que acreditamos é a verdade mais provável sobre tudo isso.


As duas se entreolham, e então Melissa aperta um botão, aparecendo então diversas imagens e reportagens diferentes, as mais nítidas sendo a imagem de alguns anéis, todos com um símbolo parecido neles, as vezes sendo o de uma figura humana meio peixe, outras vezes meio ave.


- O ataque das amazonas não foi um ato de vingança contra o desastre da UNARCO. O ataque foi um ato coordenado e direcionado por Orellana com a intenção de eliminar pessoas-chave de certas empresas, para se colocar outras no lugar. Foi uma tomada de poder disfarçada de ataque terrorista. - A blogueira revela, cruzando os braços. - Beatriz seria a líder de uma irmandade de mulheres chamado "As Sirenes", onde elas secretamente estariam tentando... Bem, eliminar ou subjugar todos os homens. Nesse caso, tomando o poder da mão deles.


Há um breve momento de silêncio, onde tanto Melissa quanto Sara deixam a Força Heroica engolirem o que parecia muito bem ser uma teoria da conspiração maluca; mas após tudo pelo qual o grupo havia passado, aquilo não parecia ser tão inverossímil.


- Analisando a identidade de todas as vitimas do ataque em Nova Capital, a maioria delas eram executivos diversos não só da UNARCO, mas de várias outras empresas. O engraçado é que, coincidentemente, todas as cargos preenchidos depois disso devido à mortes dos atentados eram mulheres. E isso inclui várias posições bem altas dentro dessas empresas.

- Outra coisa que eu imagino que vocês já perceberam é que Beatriz é pálida e ruiva. A Amazona de armadura que parecia liderar as guerreiras, contra a qual vocês lutaram, também era branca e ruiva, ao contrário do resto. Com isso, não parece ser difícil chegar a conclusão de que essa Amazona ruiva seria na verdade filha de Beatriz. Acho até que ela chegou a mencionar para mim que ela realmente tinha uma filha, uma vez.

- Isso também explicaria a "mulher enorme" o qual Edson e as reféns chegaram a mencionar que estavam na sede da UNARCO aquele dia.


– Certo. - Arco se pronuncia, juntando as mãos em cima das coxas. – ... Me desculpe pela pergunta, senhorita Prado, mas porque vir a nós com tudo isso então? Eu imagino que economizaria bastante tempo se a Polícia Federal fosse a força tática que prendesse Orellana logo de uma vez, ao invés de passar pelas nossas mãos primeiro. Além do mais, nós já temos bastante problemas nas nossas mãos nesse exato momento.


- ... Sim. O problema com tudo isso é que simplesmente não temos provas suficientes disso tudo. Não podemos falar com a Amazona, ela está trancafiada sobre sete chaves em uma prisão de segurança máxima, não temos prova da cumplicidade de nenhuma das funcionárias, e nem do paradeiro de Beatriz. Não temos nenhuma prova concreta.

- A não ser que a gente consiga um flagrante gravado que pelo menos corrobore com tudo isso. - Matriz interrompe. - A questão é que achamos que as Sirenes não pararam de agir depois dos ataques. Elas ainda estão derrubando sutilmente, sem necessariamente matá-los, funcionário por funcionário, executivo por executivo, abrindo o espaço para que as mulheres infiltradas nessas empresas possam subir até o topo.


- Olha... Roberto, Força Heróica... - Ela olha para todos, parando com toda a explicação e falando em um nivel quase informal. - Eu imagino que vocês estejam realmente com as mãos cheias no momento, mas eu não tenho mais ninguém a quem recorrer sobre isso. Eu não preciso de toda a força que vocês têm, só alguns de vocês.

- Isso daria a justiça que Nova Capital merece depois dos ataques, e obviamente evitaria todo o problema que viria caso Beatriz consiga realmente o poder que ela almeja. Só pela reputação dela, EU SEI que ela já tem poder o suficiente para ser um problema preocupante para todos nós.


Todos os presentes ali na sala de conferência trocam olhares, em silêncio. Arco se pronuncia.


– Pode contar com a gente.

========

Bairro Barão da Conquista, Nova Capital.
00:40 am.



No meio da noite, em meio ao silêncio e escuridão noturna das ruas do bairro de clásse média-alta, um carro preto aparentemente comum confortava o grupo do Força Heroica, Impacto, Morfo e Arsenal, o último estando no volante, todos olhando para o prédio logo a frente, do outro lado da rua. Eles não usavam o Fhurão dessa vez, já que o furgão poderia chamar mais a atenção.

Tiago boceja, lutando para não cair no sono de vez em quando, enquanto Impacto ao seu lado permanecia de braços cruzados, olhando o tempo inteiro para o prédio.


"Eu analisei os registros das empresas envolvidas nisso tudo. Procurei por todos os funcionários que pediram conta ou foram demitidos recentemente, e eu tenho um padrão o qual suspeito ser ação das Sirenes. Devido ao desastre da UNARCO e supostos rumores de corrupção nela e na Chimera Corp., já havia uma grande comoção e mudanças que colocaram em cheque o emprego de muita gente, fazendo deles alvos fáceis. Esse homem, Jorge Alvenas, um executivo da sede da Chimera Corp. em NC, é o mais provável de ser o próximo alvo."


- Será que se eu ligar o rádio, vai passar algo de bom? - Arsenal pergunta em voz alta, com os dois braços repousando em cima do volante, e o assento do passageiro ao seu lado vazio.

- Alguém pode ouvir o som ligado, principalmente nesse silêncio. - Impacto fala, um pouco mais baixo.

- Ahhh, mas nem tem ninguém na rua...

- Tem sim porra, olha lá.


Os dois veem uma moça de saia bem justa e salto alto caminhar até a entrada do apartamento luxuoso, tocando o interfone para falar com alguém.


"Se conseguirmos pegar pelos menos fotos das Sirenes agindo, teremos pelo menos alguma prova de que elas existem, pra começar."


Após algum tempo, na entrada da frente do prédio, sem a mulher que estava ali nem mesmo perceber, Espectro aparece momentaneamente correndo, desaparecendo novamente como um vulto. De repente, Davi aparecendo atravessando o banco e se sentando, ficando tangível mais uma vez. Ele fala com os colegas de time:


– Ele tá saindo de casa.


- Finalmente...! - Carlos se prepara, colocando as mãos no volante.


Diego dá uma cotovelada em Tiago que o anima, tirando o sono que espreitava sobre o rapaz.


- Lembre-se, pessoal: Nossa missão é filmar as Sirenes em ação. Esse carro tem uma câmera instalada no painel, e nos seus cintos. Não ataquem ou ajam até que algo ocorra, entenderam? Precisamos das filmagens primeiro, acima de tudo.


Uma luxuosa BMW sai da garagem do prédio, parando logo em seguida, em frente a moça loira que estava ali esperando. Ela rapidamente adentra o carro, e logo o veículo volta a se mover, começando a desaparecer dali, e noite adentro.

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Espectro

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Seg Abr 04, 2016 8:34 pm

Davi estava apreensivo. Não havia lutado com esse grupo de amazonas com os outros, e na verdade o pouco sabia sobre o grupo antes do briefing da missão. Sem contar os constantes pesadelos que o tirava o sono.

Mas agora tentava focar na atual missão. Um grupo de mulheres que tentavam de alguma maneira um golpe para assumirem o comando. Talvez esse era o tal empoderamento que tanto ouvia seus amigos comentaram quando entravam nas redes sociais, algo que o garoto nunca chegou sequer a ter contato.

Agora ele estava ali, no banco  do passageiro, ao lado de Arsenal, informando que os alvos estavam em movimento. Sabia que o motorista iria pegar a direção e segui-los de longe, mas tinha a leve impressão de que não eram alvos comum, fáceis de serem seguidos. Se ainda não perceberam a equipe de tocaia, logo perceberiam.

Pensado nisso, Espectro tinha como objetivo não perder seus alvos de vista. Ficara próximo o suficiente da mulher e de Jorge Alvenas para saber identificar o traço de energia que cada um emitia, então, usaria seus poderes de percepção, focando nos dois, para não perdê-los de vista.
Qualquer outro plano que os membros mais antigos do grupo desenvolvessem, Davi também iria acatar.
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Arsenal

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Seg Abr 04, 2016 11:57 pm

-Caras... ta muito maneiro ficar de tocaia, passa essas batatinhas ai Tiago.

De repente Davi entra no carro como um fantasma usando sua forma intangível se sentando do lado de Carlos.

-Eita porra, avisa antes pra não me matar de susto.

O menino avisa que a mulher estava saindo da casa e entrando em uma BMW que parou na frente dela.

Assim que a BMW volta a se movimentar,  Carlos, o motorista da vez, joga o pacote de batatinhas no banco de trás, da a arrancada, e acelera o carro aos poucos, o objetivo era perseguir o filmar toda a ação do outro veículo sem serem notados, parecia ser simples para o rapaz e Davi pelo jeito já sabia o que fazer, Carlos então fala com os parceiros no banco de trás.

-Usem a câmera dos seus cintos pra pegar todos os detalhes, principalmente daquele Jorge,quero voltar pra casa com aproveitamento de 100% hoje.

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Última edição por Arsenal em Ter Abr 05, 2016 11:15 am, editado 1 vez(es)
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Mikka

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Ter Abr 05, 2016 2:03 am

Tiago não sabia se dormia ou se comia, quase pegando no sono, sua mão escorregava pra dentro do saquinho de Elza Chips, quando Davi surge repentinamente no carro e Diego o cutuca para reanimá-lo.

- Quando for pra gente sentar a cinta me acorda de novo. - passou a batatinha para Carlos se escorando no canto do carro novamente, se atentando quando vê a moça de saia justa. - A gente podia prender elas e levar pros alojamentos do Instituto para uma festinha, não? - tampou por algum segundos o comunicador fazendo uma piada entre os colegas. - Fala aí, Diego, tu não tá furando "ozóio" do Beto não né? Deve tá mais na seca do que o Davi - cutucou Carlos rindo, quando Espectro pareceu não entender o termo.

- Opa! - reagiu ao avistar o carro esportivo sair e apanhar a loira. - Esse aí é esperto... - laceou o saco de batatinhas o fechando para mais tarde e tratou de ajeitar sua câmera para capturar as melhores imagens. - Pisa fundo Carlos!

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Impacto

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Ter Abr 05, 2016 5:23 am

Diego encara, pensativo, a BMW que entra em movimento. Ele repousa sua mão esquerda sobre seu ombro, lembrando-se do último combate que tivera contra as amazonas, que lhe rendera uma cicatriz no local.

- Agora não, Tiago. Não quero outra dessas aqui hoje. - Disse, apertando o local onde houvera o ferimento. - Gente, não vamos vacilar. Arsenal, Spec, não percam o sinal deles. Em algum momento, eles vão fazer alguma merda, sabemos bem disso. E quando isso acontecer, nós gravaremos a merda, e logo em seguida nós entramos em ação. Ouçam bem, nós provavelmente vamos aparecer nas gravações, então não abram brecha pro povo falar mal da gente mais que o usual, certo?
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Nova

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Ter Abr 05, 2016 3:31 pm

Os quatro membros da Força Heroica observam atentamente a BMW sair em movimento, Arsenal logo pondo as mãos no volante.

- Pisa fundo Carlos!


As luzes de farol do veículo escuro se acendem, e ele logo sai da sua posição estacionada, seguindo a uma certa distância o carro onde estava Jorge Alvenas.

Tiago pega o equipamento de filmagem e vai filmando tudo, enquanto Impacto ao seu lado apenas observava tudo através da janela do carro, ainda se lembrando da ferida que tinha do seu último encontro com as amazonas. Espectro podia sentir através dos seus poderes o traço de energia dos dois indivíduos dentro do carro, Jorge e a mulher, e mantinha aquilo em foco na sua mente ao mesmo tempo em que Arsenal se mantinha atento as luzes traseiras da BMW, seguindo-as.


Os dois veículos então passam a atravessar pela cidade noturna. Luzes das mais diversas fontes e cores refletem nos vidros fechados e faces do time inteiro da Força Heroica a medida que eles cortam pelas ruas da capital. Eles provavelmente não faziam algo mais calmo e "investigativo" daquele tipo a muito tempo; talvez nunca fizeram, ou provavelmente só em treinamentos sob tutela da Dra. Amanda ou do novo treinador, Fantasma.


- Pra onde eles estão indo? - Impacto pergunta em dado momento, observando as ruas pelas quais passavam.


Eles seguem no encalço de Alvenas por algum tempo, sem nenhum movimento ou ação estranha que qualquer um deles pudesse notar. Porém, eventualmente, a BMW parece diminuir sua velocidade, parando e estacionando em uma rua mais vazia, no que parecia ser as extremidades do bairro Marechal de Andrade. O time tático do Instituto se entreolha dentro do carro de vidros fechados e se prepara, a medida que Carlos passa pelo veículo esportivo e estaciona no final da rua, desligando o motor. Ele observa a BMW pelo retrovisor, enquanto o resto do time se vira em seus bancos, tentando ver o que estava acontecendo lá atrás.

- Por que eles pararam?

- Peraí que eu acho que eles vão sair do carro. - Tiago se estica e limpa os farelos de salgado do seu uniforme rapidamente, retirando novamente sua câmera e mirando-a através do vidro traseiro em direção ao veículo.


O grupo observa o carro esportivo, mas ninguém sai do carro. Porém, eles conseguem perceber o veículo levemente balançar sobre sua suspensão.

- Eita, eles resolveram nem esperar pra chegar nem no motel primeiro... - Arsenal comenta sorrindo, olhando por um momento para Espectro ao seu lado. O garoto não tem nenhuma reação, enquanto Morfo atrás dá um risada, e Impacto quase deixa escapar um sorriso, tentando se manter sério.

- Porra! Parece que eu tô filmando é um pornozão agora viu, altas putaria rolando lá dentro! Que isso! - Tiago fala animado, ainda olhando através da câmera.

- Sério mermo?!

- Não, to zuando. - Tiago se vira momentaneamente, sorrindo. - Não dá pra ver nada lá dentro, o vidro do carro deles é escuro igual ao nosso.


Após as piadas e alguns minutos, a porta do motorista se abre, e Jorge sai do veículo, arrumando e alisando suas roupas. Ele parece procurar algo nos bolsos do seu terno, arruma o seu cabelo, e após dar uma olhada na rua, olhando em dado momento diretamente para a câmera de Morfo - apesar de não saber disso -, ele volta pra dentro do carro, o liga e logo sai com ele novamente.

A BMW passa pelo veículo popular escuro do time do Força Heróica, ainda desligado, e Espectro ainda sente ambos os traços de energia passarem por ele, como antes. Ela vira a rua logo a frente, e desaparece da vista do grupo, a medida que Arsenal volta a ligar o carro e os faróis.

- Beleza então, vamos continuar.



Os dois carros voltam a cortar pelas ruas de Nova Capital, deixando agora o bairro de Marechal Andrade e rumando não em direção ao Centro comercial ou de volta para a região nobre, mas agora para a região industrial da cidade. A medida que eles adentravam madrugada adentro, e em uma região onde haviam muitas poucas residências, ficava cada vez mais difícil manter o encalço em Jorge sem suspeitas, sendo que a maioria dos veículos agora que passavam no local, se algum, eram caminhões e carretas.

A BMW segue até aparentemente entrar no pátio de um galpão, aparentemente de uma empresa pequena, provavelmente uma das subsidiárias da Chimera Corp. O time do Força Heroica para perto do lugar, observando o local: O lugar era cercado por grades, e parecia ter segurança andando pelo perímetro do local, cerca de meia dúzia deles do lado de fora, além dos que estavam na guarita da entrada, pelo que podiam ver, e Davi podia sentir. Não pareciam ser homens suspeitos, nem ter nenhum tipo de armamento ou equipamento incomum; apenas seguranças comuns guardando o lugar.

O veículo some da vista de todos pra dentro do galpão. O time então se entreolha; eles estavam todos já de uniforme, as máscaras e capacetes de estavam sem elas entre os bancos, prontos para a hora que precisassem entrar em ação. Espectro decide informar toda a situação para Matriz pelo comunicador, enquanto todos decidem o que fazer agora.

- Muito bem, Força Heroica. A decisão de como proceder é suas agora. Só se lembrem do que eu e Impacto ressaltamos: Não queremos arrumar mais problemas, especialmente com a Chimera Corp. Vocês podem desativar a câmera nos seus cintos, mas essas são pessoas comuns até onde a gente saiba, então tomem cuidado com o que fizerem. Boa sorte.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qua Abr 06, 2016 12:31 am

- Pegamos vocês.. - murmurou no banco de trás enquanto o veículo seguia no encalço da BMW. - Galera, acho que tá meio na cara que a gente tá seguindo eles. - Vira aqui mano. - cutucou Carlos apontando para a lateral do galpão. Morfo fica desconfiado com o jeito que as coisas seguiam. - Podia ser bem uma festinha com Sirenes, eu até ia curtir. - suspirou, cessando a brincadeira, ele apanha uma latinha de refrigerante que já estava sem gelo e sem gás, de horas atrás no carro.

- Se entrarmos e for encrenca, a coisa pode ficar feia... - ele molha a ponta do dedo no líquido, o lambendo depois. - Hm, isso deve servir. - ele se ajeita no banco vestindo sua máscara. - Seguinte, acho que eu e o Davi podemos entrar sorrateiramente e ver o que que tá pegando lá dentro, qualquer problema a gente sinaliza vocês dois pelo comunicador. - olha para Impacto e Arsenal. - Vamos lá, isso tá bem suspeito. - caso concordassem ele tomaria a forma líquida de refrigerante para entrar escondido no galpão junto de Espectro.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qua Abr 06, 2016 10:33 am

- Ai, ai. Chimera, Chimera... Você tem razão, Morfo. Vocês dois podem se infiltrar lá sem nem a necessidade de desligarmos as câmeras. Então eles não vão suspeitar de nada... espero.

Diego ativa o modo stealth de seu  uniforme, apenas para o caso de algum imprevisto. Ele, então, es escora nas costas do banco do carona e dá dois tapas no ombro de Davi.

- Bom, conto com vocês. Descubram que lugar é esse, e o que esses dois vieram fazer aqui. Se precisarem, estaremos aqui fora prontos pra entrar derrubando a porra toda, ouviram? Boa sorte.

Se confortando mais uma vez no banco de trás, Impacto volta ao comunicador.

- Matriz, consegue acessar as câmeras de lá de dentro? Assim podemos acompanhar os dois e ainda nos assegurarmos que as provas estarão devidamente gravadas.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qua Abr 06, 2016 3:05 pm

Davi olha pela janela comprenetrado, buscando rastrear todas as energias vivas que estavam ali, mas algo dizia que não conseguia enxergar o todo.

Por um momento suspeitou de uma armadilha, que logo aquele local se encheria de Sirenes os cercando. Normal esse tipo de pensamento já que nos últimos tempos acontecia com certa frequência.

Seu companheiro Morfo bola um plano rápido e lógico, Espectro dá um sorriso pro amigo. Já não sabia mais quantas vezes eles fizeram aquilo, tanto em missões quanto em treinamento.

- E lá vamos nós outra vez. - Brincou, coisa rara de se ver pela parte do garoto.

Espectro iria ficar na sua forma intangível e invisível, e seguiria para dentro do galpão flutuando, buscando uma melhor visão do todo, enquanto também ficava de olho em Morfo em sua forma líquida.
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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qua Abr 06, 2016 10:26 pm

Quando Carlos vê o carro se dirigindo para um galpão ele desliga os faróis pra se aproximar mais, Tiago da um toque para ele de um lugar na lateral do galpão para estacionar, ele rapidamente vai para o lugar e desliga o carro, Tiago também rapidamente bola um plano de infiltração pra pegar mais informações.

-Muito bom esse plano hein Tiago, aquele bongue que vc tá usando ta abrindo sua mente mesmo!

Diego aciona o modo stealth de seu uniforme, então Carlos também aciona, deixando seu uniforme inteiro negro e as lentes de seu visor sem transparência para quem vê de fora, e se prepara para o que poderia acontecer.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qua Abr 06, 2016 10:30 pm

O time do Força Heroica conversa dentro do veículo, e logo formula um plano de entrada no galpão onde o BMW que seguiam estava. Morfo e Espectro usariam seus poderes para adentrar o lugar sem nem mesmo ser percebidos, e ver o que estava dentro daquele local, e se principalmente não era uma armadilha.

Sem demorar demais, eles botam o plano para funcionar, Espectro já tomando forma intangível e invisível novamente, desaparecendo pra fora do carro, enquanto morfo toca o refrigerante que tinha no carro e abre levemente a porta de trás do carro, transformando o seu corpo no xarope e "derramando" para fora do carro, onde segue para o galpão.


- Matriz, consegue acessar as câmeras de lá de dentro? Assim podemos acompanhar os dois e ainda nos assegurarmos que as provas estarão devidamente gravadas.

- Eu já estava tentando isso. - Todos ouvem a voz dela pelo comunicador. - - Mas acontece que eu não consigo. Provavelmente o sistema de segurança desse lugar deve ser da época da minha vó, então eu não posso acessá-lo remotamente porque... Bem, tecnologia velha não tinha acesso remoto à nada. É tecnologia velha.


A poça de xarope, como se já não fosse discreta o suficiente se movendo pelo chão, devido à sua cor escura se camuflava ainda mais contra o asfalto, passando sem problemas nenhum pelo grupo de seguranças que andavam pelo perímetro do galpão, enquanto Espectro, flutuando com mais velocidade como um fantasma, já atravessava os muros do galpão, saindo do outro lado. De lá do alto, ele vê todo o galpão abaixo.


O armazém tinha um grande espaço vazio no seu centro, com a BMW parada lá, perto de um longo caminhão de carga e algumas pessoas. Não havia nenhuma prateleira de estoque no lugar, apesar de ser possível ver pallets e caixas de madeira nos cantos do local. Além disso, havia apenas um conjunto de salas fechadas em um dos cantos, provavelmente onde se matinha a papelada do lugar e do controle de estoque. Em pouco tempo Morfo passa por baixo de uma das portas de enrolar do lugar, rumando até um canto com as caixas e voltando a sua forma normal, vendo também o que se passava no centro do local.


Os dois membros do Força Heroica podiam ver uma mulher enorme, de mais de dois metros de altura e extremamente forte, de cabelo curto militar pintado de vermelho e roupas táticas em frente a BMW, além de uma mulher de roupas executivas, e o que pareciam ser mais quatro outras mulheres, também de roupas táticas, espalhadas pelo lugar. Morfo imediatamente usa sua câmera do cinto para tentar gravar tudo, apesar de sua posição e distância desfavoráveis para isso; Espectro também até tenta, mas se lembra de que estava em sua forma intangível, então nada físico nele podia funcionar ou ser interagido. Ele poderia até voltar ao normal, mas ele teria que voltar ao chão, e perder a visão privilegiada de cima que ele atualmente tinha do lugar.

Eles veem Jorge Alvenas sair do carro esportivo, andando até a mulher gigante. Os dois parecem conversar calmamente, apesar de não conseguirem escutar nada.


Sirenus. - A musculosa mulher fala, de cara fechada, para o homem executivo à sua frente. Jorge lambe os lábios e manda um beijinho para a mesma, começando a andar. Ela parece ficar tensa, pronta para agir. – Sirenus!

– Aff, Leucosia...! - Jorge responde sem olhar pra trás, afrouxando a gravata do pescoço.

– Você tem que responder, 'Morfa. Como vou saber que é você mesmo?

– Ai, tá na cara que sou eu, Bruta.


Bruta vai até o veículo e abre a porta de trás, tirando o que parecia ser um homem despido de lá e o carregando com facilidade tremenda no seu ombro. Morfo presta bastante atenção no homem sendo carregado e nota que ele era Jorge Alvenas, o mesmo que viu sair do carro a momentos atrás. Ela o leva até o caminhão de carga, sumindo para dentro do mesmo por alguns momentos. Espectro também vê a mesma coisa lá de cima, e finalmente desce até outro canto do galpão, voltando ao normal e usando o seu comunicador, enquanto espia por de trás de uma pilha de caixas.

- Pessoal, estamos aqui dentro do armazém. Parece que achamos o que estávamos procurando: As sirenes estão aqui.


Arsenal e Impacto escutam o membro novato do time repassar toda a situação lá dentro do local, enquanto ainda permaneciam dentro do carro. Enquanto escutava tudo com atenção, Diego vê um segurança olhando para o veículo, já no passeio do lado de fora do pátio e andando até lá.

- ... Carlos. Carlos. Carlos, dirige, tem alguém vindo. - Diego começa a dar tapas no braço de Arsenal, no banco da frente, sem tirar os olhos do segurança.

- Ahn? O quê? - Ele se vira.

- A gente tem que sair daqui, porra, o segurança tá vindo.

- Calma, pô, calma...

- Nós temos que fazer alguma coisa! A gente vai ter que nocautear ele, ele vai ver a gente...

- Só fica quieto, e ele não vai saber que a gente tá aqui! As janelas são escuras!


Os dois entram em silêncio e se abaixam, a medida que o segurança para em frente ao carro. Arsenal usa seus poderes e faz "outras camadas" energia azulada nos vidros, os escurecendo ainda mais. O guarda tenta olhar pelas janelas, mas não consegue ver muita coisa. Ele então começa a caminhar em volta do veículo, tentando ver se havia alguma coisa fora do normal, pegando sua lanterna e tentando olhar nos vidros denovo.

- Pessoal? Impacto, Arsenal, vocês estão me ouvindo? - O garoto espectral tenta no comunicador.

Morfo, em outro canto, observa Bruta andar para fora do caminhão de carga novamente, e parece parar de repente, colocando a mão no ouvido, como se também estivesse conversando com alguém por um comunicador. Ela fala algumas coisas, e logo volta a fazer o que fazia. A "ruiva" musculosa então se volta para a mulher de roupas executivas ali.


– ... Conseguimos, irmã. E não seria sem a sua ajuda.

- Sempre unidas. - A mulher diz, fazendo um gesto de saudação.

– Sempre unidas. - Ela responde, sorrindo, logo antes de gritar, para todo mundo no lugar ouvir. - – MUITO BEM, HORA DE IRMOS!


As mulheres então começam a se mover. Bruta vai até Jorge - ou a versão que estava de roupas -, e diz algumas coisas, fazendo-o então voltar para a BMW, a dirigindo para dentro do caminhão de carga, enquanto as outras também se preparam para partir do lugar. Morfo, que havia filmado tudo e ainda filmava, logo fala pelo comunicador.

- Pessoal, elas estão se movendo. Elas estão com o Jorge Alvenas, e elas vão sair do galpão.

- Vocês estão livres para agir, então. Resgatem ele, antes que elas façam algo a ele.



O guarda que olhava para o carro, logo ouve algo no seu rádio e deixa-o para lá, voltando rapidamente em direção ao galpão. Arsenal e Impacto respiram tranquilos, voltando ao normal e se entreolhando por um momento.


- Eu te falei que ia dar certo. - Arsenal comenta.

Impacto o olha por alguns segundos, sem responder nada. Ele logo volta-se para o comunicador.


- Entendido, pessoal. Voltem para o veículo, vamos atrás dess--


A voz de Impacto é cortada por um tiro que atravessa o para-brisas do carro, atingindo o banco do motorista. O choque do tiro mal deixa Diego sem reação, até que outro tiro atinge um dos pneus de trás, o estourando.

- Puta merda... - O jogador de rúgbi sai instintivamente do veículo, tentando ver quem era o atirador. Ele olha ao redor, sem ver ninguém, até que toma um tiro no peito como um coice de cavalo, o jogando contra o carro e caindo no chão.

É só então que Arsenal nota que havia tomado um tiro no braço. Havia varado pela carne, não acertando nada demais, mas ainda sangrava um pouco e doía como o inferno, principalmente por causa do impacto. Ele consegue ver a atiradora no telhado do galpão, que se levantava agora e saia correndo pelo mesmo. Espectro, que sai para fora do lugar intangível, e havia escutado os tiros, vê Impacto caido fora do carro na rua, e consegue enxergar por um momento uma mulher de roupas semi-táticas e botas de couro correr pelo telhado do galpão, saltando pra fora dele e fora de sua visão. Alguns segundos depois, é possível ver a carreta saindo de trás do galpão e andando pela rua, com a mesma mulher no topo dele.

A mulher usava uma espécie de macacão e jaqueta de couro sem mangas, e um boné na cabeça, em cima do cabelo curto. Ela gira o boné para trás e se deita no topo da carreta, mirando seu rifle mais uma vez contra o grupo que se reunia. A atiradora quase acerta um tiro contra Morfo, que corre através do pátio em direção ao carro.

O caminhão começava a ir embora, enquanto eles ficavam para trás.

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Última edição por Nova em Qui Abr 07, 2016 1:10 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qui Abr 07, 2016 2:35 am

Davi ainda flutuando vê tudo acontecendo muito rápido. Os tiros, seus amigos caídos. Ele se assusta, e por um momento fica sem saber o que fazer. Se pergunta se deveria ajudar os amigos ou se deveria prosseguir com a missão, até que vê seu companheiro correndo na direção do veículo do grupo.

- Morfo, assume o volante. Eu vou seguindo o caminhão. - Ele fala rapidamente pelo rádio, ficando tangível novamente só o tempo suficiente para dizer as palavras.

Ele novamente fica intangível, invisível e então alça voo, tentando seguir o caminhão pelas ruas. Até mesmo elevou sua altitude para não perder de vista. Ficaria de olho até que o veículo parasse em seu destino, para só então, avisar sua equipe do local, logicamente, procurando um ponto estratégico em que pudesse se esconder e esperar pelo time.

De forma tangível, usaria seus poderes de percepção para tentar identificar todas as possíveis ameaças, para que pudesse também avisar ao grupo e evitar surpresas desagradáveis como a ultima, e principalmente, certificar de que o verdadeiro Jorge Alvenas estava vivo e saber sua exata localização.

Torcia para que a equipe estivesse bem, para que pudessem entrar em confronto com as Sirenes. Sua ideia era usar da distração para, novamente intangível e invisível, conseguir resgatar o homem sequestrado. Por fim, assim que conseguisse resgatá-lo e deixá-lo num local seguro, voltaria para ajudar seus companheiros. Por mais que evitasse bater em mulheres, usaria seus poderes de transformação etérea e sua habilidades de luta para combater o grupo.
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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qui Abr 07, 2016 1:37 pm

O som da bala atravessando o para-brisa do carro havia assustado Carlos, então ele começa a sentir um leve incomodo em seu braço esquerdo, e ao verificar ele vê seu braço sangrando com o tiro que levou, instantaneamente começa a sentir uma forte dor.

-CARALHOOOOOOO... ME AJUDA AQUI DIEGOOOO, EU TOMEI UM TIRO!

Apesar do ferimento não ser tão grave, o desespero consumia o rapaz, então ele rapidamente começa a bater em seus bolsos e passar a mão e bater em seus bolsos e cinto como se procurasse algo procurando algo, até que acha, uma injeção de andropelamina, item básico das missões, rapidamente injeta em seu braço próximo ao ferimento, o que faz a dor aliviar um pouco, mas não cessa.

Davi pede para Tiago assumi o volante pelo comunicador, Carlos então desce do carro para ir para o banco de trás e nota um dos pneus do carro furado por um tiro, rapidamente suspende o carro e o substitui por um construto pra poder seguir com a perseguição.

-Vamo fazer um teto solar nesse carro.

O rapaz cria uma motosserra, e a liga fazendo um enorme barulho dentro do carro e levantando ela para cortar um quadrado que coubesse através, assim, gerando uma metralhadora browning fixada no teto do carro, sua intenção é parar o caminhão tentando acertar os pneus do mesmo.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qui Abr 07, 2016 6:37 pm

Após presenciar toda a ação dentro do galpão, o caminhão deixava a grande área enquanto as Sirenes atacavam sem dó os membros da Força Heroica.

- Sujou! - Morfo corre para fora do pátio enquanto o time sofria ataque.
- Aguenta aí moçada! - ele salta usando molas de aço nas pernas, caindo bem perto do carro, após quase ser acertado por Bruta. - Deixa com o pai! - Tiago liga o carro e dá partida bruscamente - TODOS NO CARRO! - ele dispara atrás do caminhão que fugia da batalha.

- COVARDEEESS! - ele transforma seu braço esquerdo em uma espécie de metralhadora, ainda um pouco deformada. - Funciona porra! - ele bate o braço no batente do carro algumas vezes, quando algo no mecanismo que havia projetado parecia ter emperrado ou não funcionar. - ESQUECE! Não vai ser dessa vez! - ele desiste da metralhadora e forma uma grande lâmina que usaria pra passar do lado do carro.

- Se segura aí em cima Carlos! Vou passar pelo lado! - ele grita para o amigo, e pisaria fundo para alcançar o caminhão e passar pelo lado para que Arsenal atirasse e ele pudesse passar pela lateral furando os pneus do caminhão com a lâmina de aço.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Qui Abr 07, 2016 8:35 pm

- VAGABUNDAS! - Grita, desferindo um forte soco na lataria traseira do carro, amassando-a. Diego se levanta, a tempo de procurar cobertura caso viessem mais tiros, conforme sentia todo o seu corpo queimando com a energia que absorvera. Toda a adrenalina do momento se convertia em raiva, enquanto tentava bolar algo para resolver a situação.

Então, ele senta no banco do carona, ao tempo que Morfo dá partida no carro e Arsenal tenta resolver o problema com o pneu.

- Carlos, no meio da rua não! Vão comer o nosso cu se isso acertar alguém! Só cria alguma parede ou uma trava pro pneu quando alcançarmos eles! - Berra para seu companheiro de equipe, na esperança de não piorar as coisas para a Força Heroica.

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Nova

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Sex Abr 08, 2016 2:40 am

A carreta deixa o bloco, avançando pela rua enquanto ganha velocidade. Espectro segue voando atrás do veículo, intangível e invisível, enquanto o resto do time se reorganiza. Arsenal sai do carro às ordens de Morfo, enquanto Impacto se levanta, dando um murro na parte de trás do carro que deixa um amassado. O transformador chega em velocidade, aterrissando de um pulo do outro lado do carro e entrando no lado do motorista, enquanto Carlos faz um macaco hidráulico com seus poderes e logo refaz o pneu, ouvindo outro tiro que arranca um dos retrovisores.

- TODOS NO CARRO! - Tiago grita, ligando o carro e pisando no acelerador. Impacto empurra Arsenal pra dentro do banco do motorista, adentrando também com velocidade antes que o carro fugisse dele.


O veículo popular escuro avança com rapidez, tentando seguir atrás do caminhão de carga. Na parte de trás, Arsenal cria uma motosserra que começa a serrar o teto do carro, em forma de retângulo.

- MAS O QUE CARALHO-- Impacto se surpreende com a situação, mais por conta do barulho alto feito pelo motosserra.


A atiradora, deitada em cima da parte da carga, tenta outro tiro, passando pelo teto e vazando no vidro de trás do carro, quase acertando Arsenal e Impacto. O jogador de futsal sai para fora pelo "teto solar" do carro, fazendo então um construto azul de uma metralhadora .50. O rapaz imediatamente começa a disparar, com o coice primeiramente fazendo-o errar, arrancando lascas do asfalto enquanto longas rajadas de tiro azuis atingiam perto dos pneus da carreta. Ele logo conserta a mira, atingindo e estourando uma das rodas do lado direito do caminhão antes de ser bruscamente puxado pra baixo, sentindo um tiro varar por cima da sua cabeça.

- Carlos, no meio da rua não! Vão comer o nosso cu se isso acertar alguém! Só cria alguma parede ou uma trava pro pneu quando alcançarmos eles! - Diego, que ainda segurava-o pelo uniforme, berra para o rapaz.


O caminhão, que perde o controle por alguns instantes devido aos pneus estourados, faz a atiradora de boné e botas de couro deslizar pra fora do teto da carga, caindo pela lateral. Ela rapidamente usa uma faca pra cravar-se contra a parede da carga, se pendurando de lá agora.
Morfo consegue ir se aproximando cada vez mais da carreta, com um braço de lâmina pronto para furar outro pneu. Ele põe o braço para fora, acertando e arrancando faíscas do eixo da roda já estourada, mas antes que pudesse acertar a roda da frente o caminhão o fecha contra a calçada, fazendo-o frear e recuar para trás antes que batesse.

- TSC, QUASE! - Morfo reclama, retomando a direção do carro.


Eles veem então a parte de trás do caminhão se abrir, revelando então as mulheres de vestes táticas armadas que estavam no galpão e Bruta, no meio delas, todas portando fuzis. Todas miram no veículo, prontas para atirar. De repente, o classic escuro do time do Força Heroica começa a se revestir em um grupo plaquetas azuladas, se blindando a medida que é saraivado por uma chuva de tiros, os três membros escutando os tiros abafados e vendo a chuva de ricocheteio do lado de dentro.


– SENTINELA! - A mulher bruta grita, tentando olhar pra fora. Logo, a atiradora que se pendurava na lateral pula e se agarra á porta aberta da carga, voltando pra dentro da carga quando a porta se fecha e se encontra com as outras sirenes.


Espectro observava todo o conflito lá do alto. Seu plano original era o de apenas seguir o caminhão até o seu destino e agir então, porém ele via que isso não seria mais possível. Ele pensava no que fazer - agora já visível, apesar de ainda intangível, pois se manter invisível o desgastava bastante -, sobre como se aproximar daquela situação agora diante dele. Ele permanece pensativo por algum tempo, e após se auto convencer, ele desce em direção ao teto da carga, voltando ao normal quando chega lá.

- Impacto, eu vou precisar que você atinja elas aqui dentro com uma de suas rajadas pra mim. - Ele fala pelo comunicador, mas os três membros da Força Heroica podiam vê-lo lá em cima.

- Eu já tava começando a ficar cansado dessas piranhas mesmo...


Impacto sobe nervoso em direção ao "teto solar" do classic, aparecendo para fora e para a mira das sirenes. Elas começa a atirar no rapaz, que não perde tempo e larga o braço, lançando uma rajada tão forte que freia momentaneamente o seu carro, e lança as cinco mulheres na beirada, incluindo Bruta, pra dentro do compartimento de carga e fechando uma das portas. Espectro, que sentia a presença dos seres vivos abaixo dele, imediatamente se torna intangível e cai pra dentro do compartimento.

Ele se vê dentro do espaço confinado, ao lado da BMW guardada lá dentro e agora diante de um monte de sirenes caídas. Ele retira o seus bastões e clica no botão da câmera do cinto rapidamente, imediatamente entrando em combate com a atiradora do telhado, Sentinela, que usava soqueiras. Ele se desvia de vários socos, atingindo três golpes consecutivos nas coxas e estômago da moça, antes de chutá-la para um canto e tentar avançar mais pro fundo do compartimento, deslizando por cima da BMW. Lá, ele encontra um amontoado de caixas de madeira e Jorge Alvenas, quase nu, acorrentado a uma cadeira. Ao seu lado, estavam o seu "clone" com as roupas dele - só que agora, não tinha mais a aparência de Jorge Alvenas, e sim de uma mulher de aparentemente traços orientais -, e a mulher de roupas executivas.

A "mulher oriental" tenta avançar pra cima do jovem Davi, mas ela não parecia ter nenhum treinamento de combate muito sério, e ele consegue desvencilhá-la de perto dele com uma esquiva e dois chutes nas costas. A executiva permanece grudada à parede do compartimento, com medo. O garoto espectral então corre até o executivo da Chimera Corp., vendo que não havia como ele soltá-lo daquelas correntes. Ele olha para trás, e vê Sentinela e a morfadora se levantarem, junto com as outras sirenes.

- Tomara que isso dê certo. - O garoto respira fundo, e dá um abraço em Alvenas.


Um soco de Sentinela vem contra a parte de trás do crânio de Espectro, mas quando ela vê, seu braço passa por ele. Ele e Jorge parecem se mover em direção à saída do compartimento de carga, quando na verdade, ambos se tornaram intangíveis e o caminhão continuou se movendo, enquanto ambos ficaram pra trás. O "fantasma" dos dois logo é atravessado pelo veículo do Força Heróica, onde Davi volta ao normal, aparecendo de repente com Jorge Alvenas ainda amarrado à cadeira dentro do veículo, caindo entre todo mundo.

- AI AI CARAIO!

- PUTA MERDA, QUE PORRA É ESSA...!


Morfo, que agora tinha uma perna da cadeira na sua frente e em cima do seu ombro, freia o carro imediatamente, deixando a carreta acelerar embora. Davi, embaixo de Jorge, estava absolutamente exausto, apenas respirando forte com os olho fechados, sem fazer nada. Impacto e Arsenal logo tratam de dar um jeito no executivo e na cadeira, serrando as correntes para eliminar o móvel dali de dentro.

- Pronto, consegui. - O jogador de futsal pega a cadeira como pode ali dentro pra jogar pra fora do carro.

- Conseguimos resgatar o alvo. Repito, resgatamos o alvo. - Impacto avisa, com uma mão no ouvido e o outro braço segurando Jorge. - - Morfo, dá a meia-volta aí e vamos dar o fora desse lugar antes que alguém apareça.

- Beleza, saiam dai pessoal. O nosso trabalhou já acabou aí.


Bruta e as sirenes, dentro do compartimento, vendo que haviam perdido Jorge e se moviam pra longe, parecem não desistir.

– Vocês não escaparam da gente ainda...


Bruta adentra a BMW junto com Sentinela e mais algumas mulheres armadas, tirando as travas que seguravam-no no lugar. O carro logo acelera de ré, saindo pra fora da carreta em movimento e caindo na rua, dando uma espécie de "cavalo-de-pau" invertido que as coloca no sentindo certo para acelerar atrás do time do Força Heroica, em perseguição.

Morfo, que tentava levar o grupo embora, logo nota pelo retrovisor o veículo de Jorge que seguiam a noite toda voltando a toda velocidade na direção deles.


- Não acabou ainda, pessoal...! - Tiago avisa, a medida que todo o grupo olha pra trás, vendo a BMW e a atiradora aparecer novamente pelo teto solar do veículo, com Bruta e as outras dentro...

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Sex Abr 08, 2016 7:06 pm

Agora relaxado com o fim da missão, Carlos se recosta no estofado do carro, ele da uma alongada no braço que levou o tiro, ainda sentia dor, mas ao erguer a manga de seu uniforme vê que a ferida já havia parado de sangrar, e surpreendentemente estava a cicatrizar.

-Orra... essa injeçãozinha é milagrosa mesmo hein...

- Não acabou ainda, pessoal...!

Assim como os outros no carro, Carlos olha para trás, e vê a única coisa que não queria ver pelo resto da noite, as Sirenes com a sua líder com cara de psicopata, e a atiradora mirando o rifle para o carro dos garotos, Carlos imediatamente cria uma barreira protetora por fora do carro, tentando garantir a integridade do carro, que no momento era tudo que as mantinha afastadas.

-Galera, eu poderia fazer do jeito que vai matar todas elas, poderia fazer do jeito que vai deixar elas bem machucadas, mas eu vou fazer do jeito que só vai parar elas, pisa fundo ai Tiaguinho...

Carlos sai pelo buraco no teto e começa a esfregar suas mãos, as esticando para trás, gerando centenas de estrepes azulados e jogando no asfalto, torcendo pra parar a BMW.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Sex Abr 08, 2016 8:21 pm

O alívio do grupo durou pouco. O grupo de mulheres atacava novamente, dessa vez a perseguição era o contrário. Davi olha para Jorge, adormecido, pensando o que ele tinha de tão especial para aquelas mulheres. Espectro escuta Arsenal bolando um plano para atrasá-las, mas duvidava que elas iriam parar.

- Morfo, pisa fundo, eu vou te guiar. Impacto, ajuda o Arsenal. - Davi dita ordens para os veteranos, coisa q nunca se imaginou fazendo. - E você, depois vai me contar tudo o que eu quero saber. - Disse em voz baixa, olhando para Alvenas.

Espectro encosta no parabrisa, fecha os olhos e se concentra. Ele queria levar o grupo para um local ermo, que não tivesse risco de encontrar com civis no meio daquela perseguição. Se algo acontecesse de pior, como um acidente ou coisa do tipo, que fosse num local pouco ou nada habitado. E se houvesse confronto direto, que fosse numa região ao ar livre.

Por fim, assim que estivessem livres do grupo de Sirenes, Davi planejava descobrir tudo o que Jorge havia presenciado, mesmo desacordado.  Se alguém ali tinha respostas para o plano daquele grupo, esse alguém estava com eles.
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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Sex Abr 08, 2016 10:16 pm

- É hora do ato final, pessoal. Vamos atacar com tudo. Abre esse lado pra mim, Carlos. E Spec, é... Continue assim, precisamos de atitudes como essa com todo esse lance do instituto. Bom, vamos lá!

Impacto abre a janela do carro e lança seu braço - que começa a brilhar - para fora, preparando-se para o combate. Seu plano era criar esferas explosivas com tamanho o suficiente para atordoá-las, sem causar estragos maiores, e calcular uma trajetória perfeita para acertá-las no teto solar do carro, atingindo todas lá dentro.

- É... Talvez eu tenha ido pela que vai deixar elas bem machucadas. Espero que você pare o carro antes que elas apaguem, Arsenal. - Finalizou, com um certo riso de preocupação.

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MensagemAssunto: Re: T03E13 - Sirenes   Sab Abr 09, 2016 4:48 am

Correndo através da madrugada pelo setor industrial de Nova Capital, o time do Força Heroica agora se via em outra perseguição. Eles agora eram os perseguidos, Bruta e as Sirenes os seguindo na BMW que pertencia à Jorge Alvenas. O veículo esportivo se aproxima com velocidade, Sentinela do lado de fora do teto solar do mesmo, mirando para o classic à frente com o seu poderoso rifle.

Arsenal, que nota como o resto do grupo o carro atrás deles, tem como primeira reação criar uma barreira para proteger o seu próprio veículo, mas a bala da atiradora de boné é mais rápido que o seu pensamento, e estoura o outro pneu de trás antes que ele pudesse formar o construto. O classic começa a derrapar por alguns momentos, arrancando faíscas do asfalto, logo antes de uma nova roda de energia sólida azulada surgir no lugar, devolvendo controle ao carro.

- Essas minas não desistem mesmo, puta que pariu...! - Tiago reclama, tentando controlar o carro.

- Morfo, pisa fundo, eu vou te guiar. Impacto, ajuda o Arsenal.


Espectro mesmo cansado delega ordens rápidas, enquanto ele pensava na segurança das pessoas de bem que pudessem estar na região. Ele se concentra fechando os olhos, sentindo a presença das pessoas na região, e tenta achar a direção espacial mais afastada de todas elas, para evitar casualidades pelo que viesse a acontecer ali.


- ... À direita! - Davi fala, com os olhos ainda fechados, e Morfo obedece.


O classic vira de repente em uma rua em alta velocidade, com a BMW seguindo logo atrás na curva. Por razões obvias, o carro esportivo parecia se aproximar aos poucos, mais rápido do que o carro popular.

- Galera, eu poderia fazer do jeito que vai matar todas elas, poderia fazer do jeito que vai deixar elas bem machucadas, mas eu vou fazer do jeito que só vai parar elas, pisa fundo ai Tiaguinho...


Arsenal então se levanta para sair para fora do buraco no teto do carro, se mostrando para as sirenes e a mira de Sentinela. Ele forma uma plaqueta na sua frente, vendo um tiro da moça ser parado pelo mesmo, trincando como um vidro blindado. Ele então lança uma chuva de estrepes por cima da sua plaqueta que caem na rua em frente, para estourar os pneus do carro perseguidor. Porém, apesar da surpresa das estrepes, algum "ataque" vindo do jogador de futsal pra fora do carro já era esperada, e por pouco as sirenes se safam, jogando o carro para o asfalto e voltando.

Carlos então vê uma das portas de trás da BMW começar a ser arrancada à força, revelando Bruta, que joga a porta traseira pra longe. As outras sirenes dentro do carro saem pelos vidros e, em conjunto, começam a atirar praticamente em toda a traseira do classic, protegida pela barreira do jovem. Outro tiro quebra e atravessa a plaqueta de proteção de Arsenal, que se retrai pra dentro do carro, já sentindo o desgaste de tentar manter uma barreira no carro inteiro e duas rodas sólidas sofrendo atrito ao mesmo tempo. Também, a parte de trás da proteção começava a ceder aos diversos tiros.

- É hora do ato final, pessoal. Vamos atacar com tudo. Abre esse lado pra mim, Carlos.


Impacto observa a distância e a posição do carro atrás deles antentamente, enquanto abaixa o vidro da janela ao seu lado. Ele coloca só o braço para fora, e formando esferas nas suas mãos, ele as lança como só ele sabe, fazendo uma curva que voa em direção ao espaço sem porta da parte de trás da BMW onde estava Bruta.

- É... Talvez eu tenha ido pela que vai deixar elas bem machucadas. Espero que você pare o carro antes que elas apaguem, Arsenal.


Algumas bolinhas erram e quicam da lataria, mas a maioria adentra o veículo de Jorge. Dois segundos depois, um flash acontece dentro do carro, afetando a todas lá dentro e fazendo Sentinela cair pra dentro do teto solar. É possível ver quase todas as sirenes cairem desacordadas, mas Bruta resiste, enfiando seus braços por cima da poltrona do motorista para segurar o volante, a motorista desacordada agora. No desespero, a sirene colossal não nota os estrepes que Arsenal joga mais uma vez pelo teto solar, poucos agora, mas o suficiente para furar as duas rodas da frente e uma da detrás, ouvindo-se o estouro das três.


Com os pneus murchos, a BMW vai desacelerando e ficando pra trás na perseguição em alta velocidade. A sensação que aquela cena dava era de vitória; mas era uma sensação curta. Eles veem, em um piscar de olhos, um tiro atravessar o para-brisas da BMW, atravessar a barreira de Arsenal pela parte de trás do veículo e varar por dentro do carro. O grupo se entreolha tentando ver o que o tiro acertou e então notam Morfo cair de peito no volante, acionando a buzina e revelando um buraco de tiro na suas costas que vazava sangue, mesmo transformado em metal. Os três jovens até tentam segurar o volante, mas o veículo estava a centenas de quilômetros por hora, e acabam acertando diagonalmente um poste a toda velocidade, lançando todos pra frente - Espectro em especial se tornando intangível com o impacto e sendo lançado como um fantasma pra fora do carro.


Tudo imediatamente se torna preto.



Diego acorda de repente, ainda dentro do veículo. Demora alguns segundos até ele perceber que o veículo estava tombado de lado, e ele estava contra a janela quebrada do seu lado, sentindo os cacos de vidro e asfalto nas suas costas. Carlos estava desacordado em cima dele, e Tiago ainda estava no banco da frente, sangrando, mas não havia sinal de Jorge ou Davi. O jogador de rúgbi escuta sons de caminhão e de vozes do lado de fora do carro, e arregalando os olhos, ele imediatamente se levanta, subindo pra fora do carro.

Impacto sai pra fora do carro, sentindo cortes incomodarem por todo o corpo. Ele vê então a mesma carreta de antes se aproximando mais atrás da rua, parando ao lado da BMW, não muito longe dali. As Sirenes pareciam ajudar umas às outras, enquanto ele vê a atiradora, Sentinela, arrastar Jorge Alvenas dali em direção ao caminhão.


- Jorge! - O rapaz exclama, descendo do carro tombado e rumando atrás de Sentinela.


De repente, ele é atropelado por Bruta, que o pega pelo pescoço e o levanta do chão, o jogando contra o asfalto com força logo em seguida. Impacto ainda estava meio grogue do acidente, mas rapidamente se levanta, carregando os seus poderes e passando a trocar murros então com a sirene gigante. Bruta leva a pior, mas imediatamente agarra a cabeça do jovem e a enterra duas vezes contra a lataria do veículo tombado, no que Diego devolve um gancho carregado na boca do estômago musculoso da mulher enorme, que urra e dá alguns passos pra trás.
Usando o carro para se escorar, o membro do Força Heroica lança algumas esferas explosivas, mas a mulher dá um tapa que as desvia pra longe, desprendendo algo de suas costas e imeditamente seguindo com um ataque de cima pra baixo. Impacto apenas se afasta com o braço na frente do corpo, recebendo um corte no antebraço até perceber que Bruta agora se usava de um machado para atacá-lo. Ele se desvia de mais dois outros golpes, mas leva um chute que abre brecha para o terceiro golpe de machado que o corta no ombro, o irritando.

- ...VAI SE FODEEER! - Diego larga o braço em uma rajada que apenas arrasta Bruta pra trás, seguido de outra que dessa vez quase a tira do chão.

O rapaz então toma outro tiro do rifle de Sentinela, o quicando contra o carro e caindo de joelhos no chão.


- Bruta, já chega! Vamos embora! - Sentinela grita, abaixando o rifle.

– Eu vou decepar a cabeça desse moleque...! - Retruca Bruta, pisando forte em direção a Impacto.

- O almofadinha aqui está ferido, e "os homem" podem aparecer a qualquer momento! Nós VAMOS deixar você pra trás!


Bruta tenta outro golpe de machado mas erra, cravando-o no carro. Impacto tenta mais socos carregados, a medida que a giganta devolve-os, tentando jogá-lo contra o veículo denovo mas Diego consegue impedi-la de agarrá-lo, ambos se desvencilhando um do outro.

- DIEGO! - O jogador de rúgbi ouve a voz do garoto espectral, que aparece de repente de trás do classic acidentado, cansado e cambaleante. - O TIAGO!


Impacto se lembra de Morfo, que sangrava profusamente dentro do carro. Quando ele volta sua atenção a Bruta, ela já havia arrancado seu machado do carro, agora indo embora.

– Vamos deixar como "empate" por enquanto...! - A brutamontes diz com seus olhos assassinos arregalados, apontando o machado para o rapaz antes de se afastar.


Impacto vê as sirenes irem embora com Jorge Alvenas, tratando então dele e de Espectro ajudarem Arsenal e, acima de tudo, Morfo...


================

Instituto Victoria Cardoso.
07:14 am.



Dentro de uma sala com as cortinas fechadas, Matriz e Melissa Prado estão sentadas em frente a um enorme painel repleto de monitores por toda a parede, observando as imagens capturadas pelo grupo do Força Heroica. Elas observam caladas as imagens sem som, passando diferente trechos de diferentes momentos em telas diferentes.


- ... Era isso que vocês queriam? - Diego quebra o silêncio, parado logo atrás das duas em roupas civis junto de Davi e Carlos, repleto de curativos.

- Sim. Com certeza. - A blogueira feminista responde, respirando fundo e voltando-se para o grupo. - Temos imagens convincentes de que elas sequestraram Jorge Alvenas e de boa parte da luta delas contra vocês. Vocês fizeram um trabalho excelente. Obrigada.

- Eu... Ouvi toda a história da perseguição que aconteceu. O companheiro de vocês... Como ele está? - Prado indaga, respeitosamente.


Os três se entreolham de braços cruzados e caras sérias, até que Davi resolve se pronunciar.


- ... Ele-- O Morfo, tomou um tiro no tórax e a bala ficou alojada nele. Quando ele... Se transformou de volta ao normal, a bala ficou dentro de um dos pulmões dele. Ele está sendo operado nesse exato momento.

- Entendi... Vai dar tudo certo, espero. - A jovem de cabelos castanhos retruca, fazendo uma breve pausa. - Eu gostaria de dizer a vocês que vocês não falharam essa missão, ao deixar Jorge ser levado. Não há nada que vocês podiam fazer; e além do mais, se elas estavam preocupadas com os ferimentos dele após o acidente de carro, é porque elas o querem vivo. Então ainda há a chance de resgatá-lo.

- O que eu quero saber é se vamos poder pegar essas vagabundas ou não agora que temos essas filmagens. - Carlos fala, irritado após tudo que aconteceu.

- Carlos! - Matriz chama a atenção do rapaz.

- Está tudo bem, Sara. Pra responder a sua pergunta, Carlos: Sim e não. - Melissa fala. - Infelizmente, nada disso comprova a existência da irmandade das Sirenes, da relação delas com a Beatriz Orellana, ou de todo o plano maquiavélico delas ou muito menos quem está envolvido nisso tudo. Porém, essas imagens provam sem dúvida nenhuma de que há um grupo paramilitar nesse exato momento mantendo um executivo da Chimera Corp. cativo, e nós temos o rosto de todas elas.

Matriz começa a congelar as imagens, mostrando uma por uma as Sirenes que o time do Força Heroica enfrentou.


- E isso é mais do que um começo pra começar uma investigação séria. Se seguirmos a trilha dessas mulheres, eventualmente chegaremos à Beatriz, a cabeça de tudo isso. Então teremos a justiça que Nova Capital e o amigo de vocês merece.


A blogueira se vira em direção às telas novamente, olhando atentamente para elas.


- Eu vou achar você, Beatriz...



Fim de Episódio.

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