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 [Bairro] - Vila Novo Acre

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Atieno

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Data de inscrição : 15/01/2013
Aluno Iniciante

MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Ter Jul 28, 2015 6:44 pm

Corro na direção do centro da cidade, assustado. Atrás de mim, um grupo de cerca de 15 pessoas, todos segurando pedaços de madeira. Não estava com meu sobretudo, pois este havia sido rasgado momentos antes.

Como cheguei a este ponto? Foi complicado... Era mais uma vigilância noturna, dessa vez estava fazendo-a no Bairro Vertical. Próximo ao Estádio Nacional, vi um bandido arrancando a bolsa das mãos de uma mulher, uniformizada inclusive, que parecia caminhar rumo ao seu lar.

Parti em disparada na direção do bandido, e ele entrou num beco. Quando entrei lá, me deparei com um grupo grande, de quase 15 pessoas, todos armados com pedaços de madeira, punhais e outros objetos.

- Olha só... Um dos mutunas heroizinhos da cidade... - o maior deles dizia, se aproximando devagar e sendo seguido por seus colegas.

- Pois é, Neto. Olha só, é o gatinho... Acho que ele entrou no beco dos cães. Vâmo dar uma lição nele.

Entrei num breve confronto, mas estava levando a pior. Consegui causar cortes em três ou quatro deles, mas fui atingido por uma pedrada na cabeça, perdendo um pouco meu equilíbrio e caindo de costas no chão. Posso ser três vezes mais forte e ágil, mas eles eram muitos. Sem opção, me viro rapidamente e começo a correr, mas vários deles seguraram meu sobretudo. Fui forçado a usar minhas garras para rasgar a peça e poder voltar a correr.

A perseguição foi intensa, passando por várias pessoas. Eu as evitava, e elas evitavam os bandidos. Pude ouvir um deles sacando um revólver da cintura, o que fez as pessoas que andavam na rua correrem desesperadas. E um espaço entre dois prédios me foi a salvação.

Agilmente, entrei neste espaço e me escondi dentro de uma caçamba vazia. Dali, pude ouvir que o grupo havia parado naquele ponto exatamente, e estavam prestes a me procurar no beco. Até que as sirenes começaram a ser ouvidas de longe, causando a dispersão deles. Naquela hora, senti o celular vibrar, e nele havia uma mensagem, um chamado do Sindicato: Um incêndio no Novo Acre, possivelmente com vítimas.

- E mais essa agora... Não deveria ter saído da cama hoje - murmuro, vendo a mensagem.

Saindo da caçamba, bato um pouco nas pernas para tirar um pouco da poeira delas e já começo a correr na direção do Novo Acre.


Chegando lá, a cena que vejo é assustadora: uma casa, já velha e mórbida, tendo todo seu primeiro andar em chamas. O jardim, mal cuidado, provavelmente estaria em chamas também. Eu preciso ser rápido se quiser ajudar. Os bombeiros devem chegar logo, talvez sejam os donos das sirenes que ouvi no caminho.

Pretendo, adentrando a casa com minha super agilidade, escalar até ao segundo andar e, lá, usar meus sentidos aguçados para encontrar a senhora e seu cão, usando minhas garras para remover eventuais obstáculos. Para não assustá-la, pretendo ser o mais furtivo possível. Encontrando-a, pedirei para que ela suba nas minhas costas e se segure em mim, ao passo que pegarei o cãozinho - odeio cães - e tentarei levar os dois para fora da residência pelo mesmo caminho que entrei. Meus sentidos estarão atentos o tempo todo para, além de procurá-los, me ajudar a perceber as chamas.

Objetivo: Salvar a idosa e seu cãozinho (ND6)

Vantagens usadas:
- Furtividade: 1
- Garras & Presas: 1
- Sentidos Aguçados: 1
- Super Agilidade: 2

Zona de atuação: -1

Soma: 4

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Sonar.

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Aluno Intermediário

MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qua Jul 29, 2015 12:54 am

Mais cedo, no prédio do Sindicato...

A porta do laboratório se abre e por ela passa Dr. Incrível, que entra em passos largos e com semblante de seriedade, se aproximando do doutor Herman Kronski, o poderoso Inventor do Sindicato.

- Dr. Kronski, como estamos com o projeto? Já conseguiu mapear o dispositivo?

- Dr. Incrível! Chegou cedo. Esperava sua presença no final da tarde.

- Consegui uma licença da Universidade. Parece que o pessoal vai usar minha sala por uns dias. E o projeto?

- Está pronto. Encerrei pela manhã. – Trazendo uma prancheta virtual – Aqui estão os dados técnicos. A pistola laser está em cima daquela bancada no canto. Ao lado dela estão alguns componentes que dupliquei do projeto da pistola de gelo do Frio* capturada no Simpósio de Tecnologias Farmacêuticas. O R.A.T.O. irá acompanha-lo no processo de montagem. Qualquer componente que queira utilizar que não esteja nas bancadas próximas, ele lhe dirá em que lugar das prateleiras estará.


- Isso mesmo! – Confirma R.A.T.O.

- Ok, os dados me parecem bastante claros. – Analisando os dados na prancheta virtual - Minha única dúvida é algo que não consta em seus relatórios: qual a chance do dispositivo explodir caso não suporte fazer a conversão de temperaturas da pistola laser para o dispositivo?

- Existe uma pequena probabilidade...

- 6,78%.

- Obrigado R.A.T.O.! Existem 6,78% de chances do dispositivo se aquecer demais, porém você pode adaptar um anulador para evitar uma não tão provável explosão. Você não poderá utilizar ela pra criar rampas para se locomover como o Ártico faz, mas poderá combater incêndios e talvez bater de frente com aquele insano do Incendiário.

- É exatamente isso que quero Dr. Kronski. Essa onda de incêndios em Nova Capital está me preocupando e ter alguma arma pra combater o fogo diretamente é uma grande vantagem. Obrigado! – Estendendo a mão e cumprimentando o Dr. Kronski.

- Só estou fazendo meu trabalho! Cumprimentando-o de volta.

Incrível se direciona então a bancada apontada pelo Inventor acompanhado de R.A.T.O. e passa algumas horas desenvolvendo o dispositivo. Tratava-se de um equipamento que se acoplava a sua pistola e alimentada pela energia do raio laser, ele convertia a temperatura gerada, disparando poderosos raios congelantes. Caio também aproveitou para instalar o anulador citado por Herman, onde arma se desativaria automaticamente ao sobrecarregar-se.

Ele realizou alguns testes em uma área específica pra isso no próprio laboratório, congelando alguns bonecos, apagando chamas e fazendo algumas torres. O aparelho ficou funcional, porém limitado. Ele não era capaz de soltar grandes cargas, mas os disparos eram poderosos e parecia atender a sua necessidade de momento.

O professor deixa o laboratório carregando consigo o novo dispositivo em uma maleta de alumínio. Já tarde da noite, descendo o elevador sentido à garagem, ele não pretendia patrulhar naquela noite. Mesmo sem sono, não estava totalmente disposto a combater o crime. Ao se aproximar de seu carro, seu comunicador toca e insatisfeito ele atende o chamado.

- Atenção Dr. Incrível! Interceptamos um chamado na linha do corpo de bombeiros e da polícia. Temos um incêndio no Novo Acre. Você foi designado para combater as chamas e salvar a moradora que está presa no segundo andar com seu cachorro. Você deve também acalmar a população, assim você melhora um pouco da sua moral com o povo depois de atirar com sua pistola laser no policial na manifestação. Se apresse!


Ele pestaneja por dois segundos, porém, já vestido com seu traje, pois testara seu novo dispositivo com ele por questões de segurança, o herói entra em seu carro e vai até o endereço enviado pelo agente do Sindicato, chegando lá rapidamente. O herói desce de seu potente veículo e já é abordado por três civis que assistiam ao desastre.

- Assassino!!! Nós vimos na TV você tentando matar o policial na manifestação!!! –A mulher mais velha gritava a todo pulmão.

- Em qual de nós você vai atirar hoje? – Um jovem mais afastado gritava.

- Saia daqui! Ninguém precisa da sua ajuda mascarado! – Gritava um homem encarando o herói cientista olho no olho, que fitava a expressão daquelas pessoas com desgosto.

Novamente outro grito de socorro de Dona Maria, a Bruxa do 13, é ouvido e Dr. Incrível se apressa pegando em seu carro a maleta e acoplando o dispositivo recém-criado a sua pistola laser e voltando-se para o homem que o impedira a passagem ele fala:

- Com licença, senhor. Preciso que saia de minha frente. Admiro sua coragem em enfrentar um mascarado e defender aquilo que acredita ser verdade, porém sua coragem está me impedindo de salvar aquela senhora; A menos que o senhor queira ir no meu lugar e enfrentar o incêndio você mesmo, podemos discutir a respeito do que aconteceu naquela manifestação no Centro assim que ela estiver a salvo e o fogo esteja contido.

Objetivo:
Objetivo: Salvar a idosa e seu cãozinho ND: 6

Ação:
O herói utilizará o novo dispositivo energizado pela pistola laser para combater as chamas do caminho no primeiro andar, liberando espaço para buscar Dona Maria e seu cãozinho e com segurança confiando que sua velocidade de atleta o ajudará a realizar o resgate rapidamente.

Vantagens:
Inventor: 1
Ciências: 1
Pistola Laser: 2
Atlético: 1
Zona: -1
Soma: 4

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Druida

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qua Jul 29, 2015 8:01 pm

Quando os fazendeiros finalmente se desvencilharam do matagal que os retardou e se aproximaram da clareira onde se encontrava o suposto chupa-cabras naquela tortuosa noite de lua cheia Fabio não teve outra escolha. Cansado, ferido e ainda sob a pele de uma árvore ambulante o herói ficou impossibilitado de fugir sem antes levar uma saraivada de tiros haja vista as inúmeras espingardas apontadas em sua direção. Sem escolha, Druida foi obrigado a revelar sua identidade para seus vizinhos que recuaram ao contemplar o rosto jovem e o corpo franzino do filho dos ativistas protetores da Reserva Florestal tão comumente conhecidos na região de Vila Novo Acre.

Após explicar sua versão comprovada pelos inúmeros pedaços de carne fétida espalhados na plantação e a palavra das gêmeas heroínas que o auxiliaram na empreitada da caça a criatura devoradora de animais Fabio se tornou ainda mais querido entre os moradores que já conheciam sua milagrosa história e agora o intitulavam o “Salvador de Novo Acre”. As hortas e plantações das fazendas agora produziam mais graças aos poderes da entidade florestal que habitava o corpo do jovem. Os pastos estavam mais verdes e os frutos das árvores maiores e mais saborosos. O auxílio do herói foi bom para as finanças do bairro rural melhorando a qualidade de vida de algumas famílias, mas não ainda de todas. Contudo, quanto mais usava seus poderes, mais estranho Fabio se sentia e automaticamente menos humano. Ele precisava de respostas rapidamente.

Druida caminhava em sua forma Ent em meio a estrada de terra, aclamado pelos cidadãos e assediado pelas crianças.

- Ei moço verde aonde o senhor vai?! Perguntava uma inocente garotinha de nove anos. Sua roupa suja de terra e suas pequenas mãos calejadas denunciavam as marcas da exploração do trabalho infantil. Ele dá atenção a menina a presenteando com uma flor gerada na palma de suas mãos amadeiradas respondendo à pergunta: - Vou visitar uma antiga amiga da minha família. Ela mora naquela casa ali... Druida aponta para uma casa velha de tom avermelhado aparentemente abandonada.

- Não! Não! Você não pode ir lá tio! Diz um menino que o acompanhava. A garotinha tenta sem forças puxá-lo para trás caindo de bunda no chão empoeirado de barro seco. Outra criança tenta bloquear sua passagem, sem êxito. Logo, todos começam a gritar desesperados.

- Não vá lá! A bruxa vai te pegar! Ela vai te comer vivo! Vai cortar seus dedos e cozinhá-los no caldeirão!

O compêndio de frases chama a atenção de Fabio. – Acalmem-se crianças! Nada disso é verdade eu a conheço desde pequeno. Ela é só uma velha, um pouco mal-humorada talvez, mas uma boa pessoa. Não precisam ter medo.

Sem dar-lhe ouvidos as crianças apressam-se em fugir na direção oposta. O horroroso jardim sem vida do quintal se renova quando Druida caminha por ele em direção a porta da frente. Apreensivo, Fabio chama pela idosa. Quando criança a já velha Dona Maria notara que ele era especial após um presságio seguido de uma profecia: “Do verde seu corpo se reerguerá” disse ela a sua mãe. Obviamente, ela previu sua transformação. Logo, poderia ajudar-lhe a entender o que estava acontecendo. Porém, o cheiro forte de fumaça, os latidos desenfreados do cachorro juntamente com os gritos de socorro da idosa em meio a um clarão de labaredas dançantes chamam a atenção do jovem que novamente dá lugar a entidade que o guardava aflorando seus poderes.

Percebendo que os gritos vêm do segundo andar da casa Druida decide não arriscar uma invasão de baixo para cima. Sua pele de madeira coberta por folhas não resistiria as queimaduras.

- Pera aí! O Rio Candião! Ele nasce bem pertinho daqui! Pensa o herói iniciando sua ação de resgate.

Ação: Do lado de fora da casa o herói pretende fincar suas raízes usando-as para cavar profundamente a terra abaixo até que elas encontrem o Rio que corta a região rural. Sua intenção é "drenar" a maior quantidade de água que puder para que através do seu corpo caule consiga abafar/amenizar as chamas no resgate. Ele pretende quebrar a janela atentando a idosa ao barulho: - Dona Maria! Dona Maria sou eu Fabio. Não se assuste. Sou eu mesmo, irei ajudá-la!

A partir daí pretende esticar suas raízes (que agora são seus pés) até a altura do segundo andar acelerando seu crescimento com a Fitocinese firmando-as e fazendo de seu corpo uma espécie de “escada de incêndio” conduzindo a idosa e seu cachorro para fora do local. Samambaias auxiliarão a descida de Dona Maria dando suporte para que ela não se machuque.

Vantagens: Fitocinese (3), Transformação corpórea: Plantas (2), Corpo Resistente (1) Desvantagem: Zona Rural (+1)

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"Salve a natureza, salve o mundo!" geek Exeggutor used Solar Beam  geek

Código do diálogo:[color=#009933]


Última edição por Druida em Qui Jul 30, 2015 5:32 pm, editado 3 vez(es)
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Padroeira

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Aluno Iniciante

MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Jul 30, 2015 12:56 am

A tela do computador exibia um fantasma branco cartunesco em fundo preto. Abaixo da figura, haviam as inscrições “Nova Capital by night” em uma fonte de filmes de terror trash. A imagem tremulou um pouco, com o fantasma e a frase se afastando vagarosamente, revelando ser a camiseta de um jovem com seus vinte anos. Um pouco acima do peso, ele vestia bermudas, usava óculos e tinha dreadlocks loiros na altura dos ombros. Segurava um microfone e era iluminado apenas pela luz do poste da rua.


- Bem vindos, creeps! Meu nome é Ronaldo e hoje estou em um dos bairros mais bizarros de Nova Capital: Vila Novo Acre! E nada aqui é mais bizarro do que essa casa em que estou, a famosa núúúúmero treze… - Ronaldo sai correndo do campo de visão da câmera, mostrando uma casa vermelha de dois andares com pintura descascada. Após alguns segundos, ele volta a aparecer na tela. - A moradora dessa casa é uma feiticeira poderosa, famosa por curar cânceres e predizer a morte de vários vizinhos e até mesmo pessoas famosas. Me acompanhem nessa jornada pelo desconhecido!


Ronaldo então pega a câmera de seu tripé e a segura a sua frente, caminhando na direção da casa. Ele sobe dois degraus e bate na porta.


- Estou muito empolgado com isso, quem sabe ela não nos mostra um de seus rituais pagãos?! - ele diz, colocando a lente da câmera em seu rosto, bagunçando toda a exposição de luz. Logo volta a câmera em sua posição original.


Após mais duas batidas, é possível ouvir alguns passos vindo do interior da casa, rangendo o chão de madeira. Em um movimento rápido, a porta é aberta. Ronaldo dá alguns passos para trás, assustado. Uma mulher com mais de setenta anos está com metade do corpo para fora da casa, ela ergue os braços resmungando e…


*buffering*


- Eu falei que era pra você assinar uma internet melhor! - Valac, o garoto demônio presidente infernal grita, seus olhos enchendo-se de fogo verde. - Não basta ter que esperar meia hora pro vídeo carregar um pouquinho, agora a gente tem que esperar mais meia hora! Cê é tão tiazona que precisa ver o vídeo em tela cheia, já te falei que demora mais. Vai se fo…


O tapa que Maria dá na boca do garoto causou nele mais susto do que dor. Enfurecido, Valac cria uma labareda em sua mão e a encara, o ódio tomando conta de seu corpo. Ameaçando ligar para Azarahkiel a moça consegue controlá-lo.


-  Já combinamos isso, mas parece que vou ter que reiterar: sem palavrões na minha casa. Se Satanás não te deu educação, eu vou dar.


- Falou, vou lá fumar um gudang. Quando essa bosta carregar cê me chama.


-  Eu tava pensando em ir lá na Casa 13 agora, na verdade - Maria diz, arrancando uma expressão de surpresa misturada com felicidade do rosto do demônio. - Eu duvido que uma benzedeira de bairro saiba de alguma forma de te mandar pro Inferno, mas se você quer tanto conhecê-la, acho mais fácil acabar com isso logo.


- Obrigaduuuu - Valac diz, voando até Maria e a abraçando energicamente. - Liga seus poderes de mahou shoujo aí e vambora!


Padroeira e Valac voaram lado a lado até o bairro vizinho. A viagem não foi longa, logo os dois já estavam caminhando pelas ruas de Vila Novo Acre. Maria com seus trajes civis e Valac invisível aos olhos humanos. Eles pensaram que encontrar a casa certa levaria mais tempo, mas ao vivo ela era inconfundível. Grande, velha e vermelha. Seu gramado deixava claro que quem quer que morasse ali não se importava com a manutenção do terreno. Mas não era para reparar na casa da benzedeira que Maria estava ali. Decidia em terminar de uma vez esse trabalho de mandar Valac de volta para casa, ela bate três vezes na porta, ignorando o bom senso de não perturbar desconhecidos durante a noite.

Sem resposta.

Valac levanta voo resmungando algumas coisas em enoquiano. Ele dá algumas voltas pela casa, espiando as janelas e verificando se havia alguma forma de ele entrar. Por algum motivo, sua entrada era barrada, como se a casa estivesse protegida. O demônio estava prestes a voltar ao chão, estalando a língua, quando ouviu alguns gritos e um cheiro de fumaça.

- PADOCA! SOBE AQUI - ele grita, rindo.

Ação:
Maria ativa seus poderes rapidamente, voando até o local em que o demônio está. Ela tentará identificar a origem dos gritos, projetando um campo de força ao seu redor e voando contra a janela do quarto em que a idosa está. Caso tudo der certo, abrirá seu campo de força, oferecendo ajuda a ela, segurando-a em um abraço e o cachorro em outro. Depois, projetará o campo de força novamente para evitar que o fogo os atinja, voando rapidamente pelo mesmo lugar que entrou, deixando os dois em segurança.

ND: 08
Voo: 2, Campo de Força: 2, ZR 1

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Garota Mental

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Dom Ago 09, 2015 8:39 pm

Ao chegar no bairro para uma visita a fazenda de seus pais, vou até o armazém para comprar algumas coisas para levar pra Constelação.

- Os legumes daqui nem se comparam as do Armazém de lá... – Comenta a si mesmo, pois as pessoas do local o evitam como ele fazia quando criança.

Quando sai no meio da rua, Minotauro encontra um de seus primos que estava passeando com seu filho e foi um encontro bem divertido. Conversaram muito e seu filho o fez pensar se um dia teria filhos também. E se sim, como seriam.

Lucas o filho de seu primo teve medo no inicio, mas no final já eram amigos. Isso fez muito bem para ele. Combinaram de um ia irem visita-lo no bairro Consteação e de assistir uma luta profissional. O Guri curtiu muito.

A visita durou o dia todo e Dominik resolve ir embora somente depois da meia noite para evitar o trânsito. Ao sair de casa, resolve antes de pegar a rodovia fazer de carro uma ronda por onde ele costumava ir. Passou por alguns lugares e antes de sair pensou “Só falta a bruxa da casa 13” e deu uma risadinha dentro do carro. Quando vira a esquina observa uma luz anormal e um cheiro de fumaça e segundos depois percebeu que a casa daquela senhora que tantos evitavam estava em chamas. Provavelmente vai queimar sozinha, e ninguém vai notar. Isso o deixou desesperado. Ele freia o carro na frente da casa da senhora e corre pra ajuda-la.

Ação: Usando sua força e resistência, pretende não se preocupar com o imóvel e derrubar a parede com tudo para entrar na casa da senhora. Depois vai chama-la e ao encontra-la agarrar a senhora e seu cão com alguma técnica de agarrão para continuar e passar pela parede do outro lado sem machucar nem ela nem o cachorro. Ao sair do outro lado pretende leva-la para o hospital do bairro.

- Liga pra casa não vovó... Depois eu faço outra pra senhora...

Objetivo: Salvar a idosa e seu cãozinho (ND6)

Vantagens usadas:
- Super Resistência: 1 + Lutas: 2 + Super Força: 2 + Zona de atuação: -1 = Soma: 4

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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Ter Ago 25, 2015 11:49 pm

Resolução


Antes de se deitar a velha esbarra em seu criado mudo derrubando algumas cartas de seu baralho de tarot no chão. Com dificuldade a idosa abaixa as recolhe, e as bota no bolso do casaco porém deixando passar despercebido um detalhe: Três cartas  haviam caído viradas para cima, revelando algo a  cartomante. Talvez pelo sono e por não estar com seus óculos aquele momento, ela acaba nem percebendo aquela revelação, mas se tivesse por um segundo olhado aquelas três cartas, e as compreendido saberia do perigo que estava prestes a correr.

Não demora muito até que as chamas se alastram e consomem toda a parte de baixo da casa.
O calor e a fumaça eram insuportáveis. Dona Maria agarrava seu cachorro com força, clamando a todas as entidades presentes que a ajudassem nesse momento tão desesperador.

Destino ou não, de alguma forma uma entidade parecia ter ouvido as preces da mulher.
Druida caminhava entre as ruas do bairro, com um pensamento em sua mente, quando criança, ele e sua mãe visitavam a já velha Dona Maria com certa frequência, e  em uma dessas visitas a idosa, solta uma frase da qual Fabio nunca conseguiu se esquecer. “Do verde seu corpo se reerguerá”.
 Na época a frase não fazia sentido, mas hoje ele sabia que aquilo havia sido um presságio e que talvez a benzedeira pudesse ajuda-lo a se entender e entender aquilo tudo melhor.

Conforme o rapaz vai se aproximando do casarão da velha, o horroroso jardim sem vida de seu quintal se renova quando Druida caminha por ele em direção a porta da frente. Apreensivo, ele chama pela idosa porém, o cheiro forte de fumaça, os latidos do cachorro juntamente com os gritos de socorro da idosa em meio a um incêndio que já havia tomado boa parte da casa chamam a atenção do jovem que rapidamente se transforma na entidade  guardiã da natureza.

Prevendo que seu corpo de madeira seria apenas mais combustível para aquele fogaréu, o rapaz rapidamente tem a ideia de usar um pequeno riacho da região como forma de expandir suas capacidades.

Do lado de fora da casa o herói  rapidamente finca suas raízes usando-as para cavar profundamente a terra abaixo até que finalmente encontra água do riacho. Com bastante esforço ele consegue drenar litros e mais litros, que ele distribui entre ramos e cipós e raizes que começam a brotar em volta da residência.

Os cipós encharcados  e os ramos verdes começam a dominar o ambiente e a abafar as chamas cada vez mais e mais, logo o fogo acabaria por completo.

Exausto, ele observa todo aquele andar da casa, já praticamente tomado por sua vegetação que continuava a se alastrar.
Ele respira aliviado, até se assustar ao lembrar da vítima.

- Dona Maria! Dona Maria, fica calma, sou eu Fabio... Não se assuste. Sou eu mesmo, irei ajudá-la!
Esticando seu corpo, Druida consegue chegar ao andar de cima.  A idosa se assusta com o que vê  e recua diante da criatura , ao contrario de seu cachorro, que pula para os braços do “homem planta”. Ele estende o braço, e finalmente a idosa vai com ele.

Todos salvos, e o incêndio totalmente apagado, Druida volta a sua forma normal perante a benzedeira.

- Meu pai, eu sempre soube que você era especial garoto.. “Do verde seu corpo se reerguerá”. Minhas preces foram ouvidas, então você que é o salvador da nossa vila, meu salvador! Que você tenha minhas eternas bênçãos!
Diz a velha eufórica pegando no rosto do rapaz como se não acreditasse que um garoto franzino de anos atrás pudesse se transformar num espirito da natureza.

- Eu err…só fiz meu dever... Ele para por alguns segundos e respira fundo até retomar a fala.

- Eu preciso de ajuda, não sei mais o que eu sou, quem eu sou, preciso saber qual é o propósito disso tudo?

- Calma, eu vou te ajudar meu filho, é o mínimo que eu posso fazer. Só vou precisar de um lugar pra eu e Pretinho ficarmos por enquanto...
Diz a velha olhando para sua casa.

Ela retira de seu casaco seu baralho de tarot, embaralha as cartas e as estende ao rapaz esboçando um sorriso no rosto.

- Vai! Pega três, e vamos falar sobre seu destino...





-----------------------------
Vantagens: Fitocinese (3), Transformação corpórea: Plantas (2), Zona Rural (1) + dado(4) = 10. Sucesso!

Druida ganha 6pts de XP.  
E graças a benção da benzedeira, ganha (+1 de sorte) para ser usado na rolagem da próxima missão que for escolhido.

(Pode fazer um epílogo se quiser)

Fim de Missão


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