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 [Bairro] - Vila Novo Acre

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MensagemAssunto: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sab Mar 21, 2015 1:14 pm

Vila Novo Acre


Este bairro nasceu de um pequeno vilarejo rural, antes da fundação de Nova Capital. Na época, o temido coronel João Laerte era dono de centenas de hectares de terra e controlava a política local, aliado ao corrupto prefeito. Ele explorava o trabalho dos agricultores da região e cedia uma pequena propriedade.

Todos se submetiam à autoridade de Laerte. Seu maior rival era o coronel Inácio Macieira, dono do único pedaço de terra que não o pertencia. A boa índole de Macieira e a amizade com o governador o tornava uma pedra no sapato de Laerte, que cobiçava suas terras.

Macieira lutava contra a opressão e pela justiça dos crimes de Laerte, mas a batalha política era ferrenha. Ele sofreu vários atentados contra sua vida, mas nunca provou que Laerte era o mandante. Até que um dia foi derrotado, assassinado por capangas de Laerte. Com apoio político e métodos excusos, Laerte tomou as terras de Macieira e as deu como dote ao seu filho recém casado.

Logo, estranhos eventos começaram a acontecer na fazenda Novo Acre. Os animais eram mortos durante à noite, estraçalhados sem que a carne fosse devorada ou encontrados com mordidas e nenhuma gota de sangue. Lendas sobre lobisomen atormentavam os empregados.

As plantações também eram destruídas estranhamente, com corredores abertos por fogo, sem que o fogo se espalhasse. O povo dizia que o diabo caminhava por aquelas bandas. Em pouco tempo, corria um boato sobre a maldição de Macieira. Receoso, Fabrício Laerte e sua esposa se mudaram e mais tarde Laerte morreu de infarto fulminante, mas os estranhos acontecimentos em Novo Acre persistem até os dias de hoje.

Mesmo com a fundação de Nova Capital, Vila Novo Acre continua sendo uma área rural, onde a maioria dos moradores é analfabeta e sobrevive da agricultura e pecuária. Hoje as fazendas são maiores e usam tecnologia de ponta e o bairro torna NC um pólo exportador agropecuário.

Entretanto, os mais velhos e até os jovens contam causos e lendas urbanas que povoam o bairro e estampam manchetes de jornais.

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"Isso é apenas uma máscara. Um símbolo. Quem está por trás dela é que realmente importa."

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Espectro

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Abr 30, 2015 1:28 am

Segura Peão

Uma manhã ensolarada, quente e agradável. Era o dia perfeito para um passeio de escola. As turma de 1º ao 5º ano - crianças entre 6 e 10 anos - da Escola Futuro Novo aproveitaram a oportunidade do passeio para se soltarem. O local exato desse passeio era o Parque Ecológico Arara Azul, que durante aquela semana estaria expondo o precioso gado de fazendeiros da própria Vila Novo Acre, além de expositores de outros estados e até mesmo internacionais.

Para as crianças aquele era um passeio que não sairia da memória. Bois, cavalos, cabras e ovelhas eram expostos em galpões grandiosos e bem arejados, tudo para o conforto dos animais. A exposição ainda contava com apresentação de técnicas de platio, mostra do maquinário agropecuário e até mesmo um teatro infantil, explicando a importancia da agricultura no Brasil.

Mas a sensação da exposição estava para o final daquela exposição, na qual Tião da Silva, o mais premiado peão boiadeiro do Brasil iria enfrentar o Boi Bandido, o mais temdio dentre os peões. Tudo logicamente dentro dos limites legais, sem prejuízo para o animal.

As crianças mal podiam conter a euforia de ver o temido boi bandido, e a experiência de ver um rodeio assim de perto era nova para a maioria deles. Durante o lanche da tarde, esse era o assunto predominante entre as mesas lotadas de toddynho e misto frio espalhadas pelo espaço aberto.

Estranho foi quando uma nuvem escura tampou o sol, e um vento frio passou pelas crianças, professoras e alguns funcionários que estavam ali. Algumas gotas começaram a cair, para o desespero das professoras e tristeza das crianças, por provavelmente cancelarem o maior evento do dia.

O que poucos repararam, é que a nuvem escura pairava somente naquele local, e não estava muito distante. Repentinamente, gritos das crianças começaram a ser ouvidos quando algumas galinhas fugiram no galinheiro que estava mais próximos. Foi então que os adultos repararam, todos os portões que prendiam os animais estavam abertos.

Do lado norte, o galpão das cabras foi aberto. Algumas delas ao saírem se depararam com um grupo de crianças mais velhas, e já se preparavam para atacar algumas delas. No lado oeste, o galpão dos cavalos foi aberto. Alguns dos animais partiram em retirada em direção à outro grupo de crianças, que assustadas permaneceram no local, chorando.

O pior de tudo não era nem isso. Algumas das crianças menores correram sozinhas em disparada ao lado sul, onde estava o galpão do Boi Bandido, que também estava aberto. Elas deram de cara com o boi, que furioso, já se preparava para correr.

Ninguém percebeu uma risada baixa no meio da confusão, vinda de lugar nenhum.

Objetivos:
-Salvar as crianças:
ND1 cada
-Parar/conduzir os cavalos e cabras: ND2 cada
-Parar/conduzir o boi bandido: ND5

Podem tentar mais de um objetivo ao mesmo tempo.
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Zadrak

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sab Maio 02, 2015 5:40 pm

Os campeonatos de videogame costumam render uma boa grana para os primeiros colocados e em todos torneios que participava, Cybernética ocupava o primeiro lugar na colocação. Mas o dinheiro nunca foi o foco de Mariana, que se preocupava muito mais em vencer e se divertir, do que com a grana, pegando apenas uma pequena parcela para pagar as despesas e doando a maior parte para instituições.

A Escola Futuro Novo foi a ultima a ser beneficiada e Cybernética foi convidada para participar de um dos passeios da escola, como forma de agradecimento, dessa vez ao Parque Ecológico Arara Azul. Mariana acompanhava um grupo de crianças junto aos professores e apesar de não sentir o menor interesse pelas coisas que estavam sendo apresentadas, procurou abstrair o tédio com seu nintendo 3ds, enquanto jogava pokemon e respondia as perguntas meneando a cabeça, “aham”, não muito diferente da maioria das crianças que estavam ali.

Entretanto o clima começou a ficar mais animado a medida que a exposição chegava ao fim, e a hora do destemido Tião da Silva enfrentar o Boi bandido se aproximava.

-Tia cybler, tia cybler, tia cybler – Repetia, Caio o menino de 7 anos que durante toda a exposição acompanhou Cybernética, fazendo perguntas do tipo “como você faz isso?”, “por que você não grava vídeos de minecraft?”, “você conhece a Atômica?”.

“OOOooo Saco... paciência, você escolheu estar ai”.

-Fala Alex Kidd, e é “Cyber” não “Cybler”, você tinha falado certo da ultima vez –
Disse Mariana enquanto completava seus 3 estágios de paciência, manter a calma, manter a simpatia e manter a postura.

-Minha professora ensinou que quando o céu fica escuro assim, é porque os raios de sol não conseguem p... – As demais palavras soaram apenas como ruído na cabeça de Mariana que apenas repetia “sei sei..”, mas não pode evitar olhar para o céu que escurecia rapidamente, enquanto as primeiras gotas caiam e o frio arrepiava os pelos de seu corpo. Estranhamente a nuvem negra pairava apenas naquele local.

Logo os gritos começaram a ser ouvidos e os animais a escapar de seus currais, alguns até atacando as pessoas. Cybernética estava pronta para agir, a pedido dos professores e para a alegria da criançada, havia levado seu uniforme de herói. Deixou Caio com um responsável e partiu para o lado oeste, perto do galpão dos cavalos, onde avistou 4 crianças acuadas e chorando.

-Gotta catch em all...

Objetivos:
Salvar 4 crianças ND4, Conduzir um cavalo ND2 = ND6

Cybernética pretende criar um muro de tijolos pixelados para manter os cavalos a uma distância segura, em seguida vai chamar a atenção das crianças, usando de sua fama para acalmá-las e pedindo para que elas a sigam de mãos dadas sem se separar nenhum segundo. Caso outro cavalo se aproxime, irá projetar uma cerca (alta) em volta do animal, construindo um caminho que o conduza de volta para o curral, do contrario irá deixar as crianças com um responsável ou local seguro, e voltar para repetir a ação.

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Laeriene LaCroix

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sab Maio 02, 2015 5:59 pm

Nascido e criado em uma fazenda no Novo Acre, Dom o sabe bem que faz esse ar do campo. Mas a vida dá voltas e agora mora do outro lado de Nova Capital e para visitar seus pais tem que fazer uma viagem longa até lá.

Não gosto de voltar em casa. Apesar de o que aconteceu comigo ter passado em vários jornais e revistas cientificas de todo mundo, pelas bandas de Novo Acre eu serei sempre tratado como mais uma vítima da maldição de Macieira. Os funcionários mais antigos da fazendo do meu pai olha torto para mim e os anciões se benzem ou tentam me benzer. É complicado.

Depois de estacionar minha Pick Up, vou até a casa grande e Jeronimo, um dos funcionários mais antigos da fazenda, me cumprimenta. É um dos poucos que me aceita normalmente depois do que ocorreu. Algumas pessoas dizem que ele também é vítima da mesma maldição porque incêndios espontâneos ocorrem com frequência por onde ele anda. Logo, ele me vê como um deles.

Bom Dia meu filho. É uma pena que venha de tão longe para dar uma viagem perdida. Seus pais não se encontram.

Bom Dia Jeronimo, e por onde meus pais estão?

Foram até o Parque Arara Azul, está tendo uma pequena exposição de animais por lá e alguns estarão à venda depois da feira.

Sem problemas, vou lá encontrar eles.

E com isso mudo meu rumo ao parque que era até próximo. Ia lá quando criança, mas era apenas uma grande área verde. Hoje está urbanizada.

Quando chego no local, não consegui nem encontrar meus pais no meio daquela confusão. Animais correndo para todo lado e crianças correndo pelo meio dos animais. Vejo que os portões estavam abertos e parecia que tinha sido intencional.

Tento ver o que posso fazer para ajudar e minha atenção volta-se para uma menina e um menino que estão na linha de frente de um Touro muito louco que avança para elas. As crianças parecem estar em pânico pois nem consegue correr e apenas se abraçam. Corro para acudi-las.

AÇÃO: Correr para ficar entre o Touro e as crianças e com uma técnica de imobilização levar o Touro para o chão. (Vant: Força, Luta e Resistencia = 05)

OBJETIVO: Parar o Touro e Salvar duas crianças. ND 07

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Samaritana

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sab Maio 02, 2015 9:25 pm

...

Antes de entrar no Sindicato tive que aprender a ser uma heroína por conta própria. Lutar por pessoas esquecidas pela sociedade, contra um criminoso que era aplaudido e intocável. Isso parece clichê, mas é real. Pelo menos pude conter sua área de atuação. Se não bastasse, após isso, perdi meu emprego. Já deve saber o porque. Procurei curar todas as pessoas que eu achava. Minha fama foi aumentando e eu ganhei o título de "Samaritana", alusão a história bíblica. Alguns realmente achavam que eu era uma santa. Reflexo Dele tenho certeza que sim.

Para conseguir sobreviver fui atrás de laboratórios para poder contribuir com maior proporção para o mundo e me sustentar também. Uma companhia internacional que trabalhava com super-humanos. Visava utilizar suas pesquisas para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Pelo menos era isso que queria que pensássemos. Eles utilizavam seus experimentos para objetivos militares. Logo que descobri tentei impedir a corporação. Ela não desmoronou, mas ficou estagnada até hoje.

Desde que ingressei o Sindicato eu sabia que não poderia confiar em ninguém. Iniciei uma investigação sobre as bases da corporação. Ainda estou no começo. Decidi analisar primeiro os recém-chegados para que assim passasse desapercebida. Muitos perfis estranhos. Era esperado. Mas um me interessou, o Minotauro. Sua origem é bem incomum, mas o risco de ameaça é muito grande. Uma fera gigantesca que foi transformada por DNA bovino pode perder seu lado racional, e quando isso acontecer quero estar preparada.

Estou agora no Parque Ecológico Arara Azul, em uma exposição de gado, algo que detesto por sinal, falando na minha mente por que é muito chata ficar andando sozinha nesses lugares. Animais por todos os lados, crianças em um passeio escolar e uma nuvem estranha que causa um contraste com o dia claro e sem nuvens. Estou atrás do tal "famoso" Boi Bandido. Não contarei minhas razões. Talvez haja um telepata aqui agora, e se tiver, EU VOU TE ENCONTRAR.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH

Todas as grades estão abertas. Calma. Eu sou contra violência de animais mas por favor cabritinhos, façam sua parte.
---------------------------------------------------------------

Samaritana pegará sua bolsa de sangue e procurará fazer movimentos aversivos com sua Hemocinese para afastar as cabras, preocupando-se em levar o pequeno grupo de crianças para um lugar seguro.

Objetivo:
Salvar crianças: 05; ND 05

Vantagens:
Hemocinese (+2); ZR (+1) = 3

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O mal não é algo que corre no sangue

 Samaritana - Samaritana
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Jasper

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Dom Maio 03, 2015 10:56 am

Há um certo tempo, soube de uma exposição que aconteceria nesta semana, no Arara Azul. Uma exposição sobre animais de fazenda, com o foco no gado. Acho interessante ver diversidades de animais, sobretudo quando são potenciais presas e... Não, tenho que manter esse lado predador meu guardado.

Enfim, faço uma longa viagem, muito pouco cansativa - correr faz bem - e atravesso a cidade, indo para o Arara Azul conferir a exposição. Enquanto corria, vi um ônibus cheio de crianças indo na mesma direção que eu corria, até dei um "tchauzinho" para ele, e o vendo ir embora. Se eu me esforçar, talvez consigo correr a quase 90 km/h - pelo menos é o que dizem na internet, mas não tinha pressa de chegar na exposição.

- Legal, crianças indo para o mesmo lugar... Muito legal - penso, enquanto subo numa árvore para evitar trombar com uma velhinha que passava na rua.

Assim que a velhinha se afasta, volto a correr na direção do Novo Acre. O bom de ser furtivo é que dificilmente atraio atenções desnecessárias, isso pelo menos não me impediria de chegar na exposição. Heróis em tempo integral também querem se divertir com algo e, por mais que bater em bandidos seja divertido, e ver a reação feliz das pessoas ao saberem que estão sendo protegidas seja tão divertido quanto, às vezes é bom se recrear sem ter que fechar os punhos ou fazer arranhões com garras.

Chego na exposição e vejo, num estacionamento próximo, o ônibus para o qual acenei. Na hora, sinto bater um pequeno arrependimento ao sentir o cheiro daquele lugar... Meu, eles não limpam o gado? Esse cheiro é insuportável! Até minha caixa de areia fede menos. Não que eu use uma... Ah, deu pra entender. Sinto meus pelos molharem um pouco e olho para cima, percebendo uma estranha formação de nuvens, apenas sobre a área de exposição e os estábulos, muito estranhamente perto dali.

Indo na direção da entrada, percebo a confusão se iniciando ao ouvir muitos gritos. Salto as catracas de entrada, e corro adentrando o local. O caos ali estava plantado, e vejo algumas cabras ameaçando duas crianças. Emito um rosnado rápido e vou pra cima, para salvá-las e evitar que essas cabras avançassem em outras.

Objetivo: Salvar 2 crianças e conduzir 2 cabras - ND6 total

Ação: Usando minha super agilidade, pretendo me colocar rapidamente entre as crianças e as cabras, para pegar as crianças e as levar para longe. Furtivamente, para evitar chamar a atenção de outros animais, pretendo retornar ao local onde as cabras estavam e conduzi-las de volta ao galpão delas, fazendo isso mediante rugidos e rosnados. Se caso as cabras me atacassem, seria fácil evitá-las com minha super agilidade e me defender com garras. Estou decidido a colocar elas de volta pra dentro, nem que pra isso eu tenha que pegá-las com minhas próprias mãos e colocá-las dentro do estábulo.
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Padroeira

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Dom Maio 03, 2015 10:10 pm

A heroína costumava trabalhar no seu próprio bairro, Jardim da Redenção. Eram raros os dias em que sua ajuda não era necessária, e aquele acabou tornando-se um deles. Maria aproveitou, então, para fazer rondas por outros bairros. Primeiro, iria até Vila Novo Acre,  passando pelo Setor Industrial e subindo até a Favela do Cabrião.

Voando pelo bairro rural a baixa altitude, ela sentia o Sol queimando agradavelmente sua pele. Hoje, seu expediente começaria apenas as 18h45, então aproveitaria ao máximo o tempo que tinha para ajudar as pessoas da cidade. A sensação boa que os raios solares lhe proporcionaram logo foi embora, quando sentiu um vento frio e algumas gotinhas de chuva caindo em sua pele. Aquela mudança repentina de clima era estranha, e acabou ficando ainda mais estranha quando Maria percebeu que apenas uma pequena área estava sendo afetada pela nuvem que causou tal mudança.  Padroeira provavelmente teria esquecido do ocorrido em poucos minutos, não fossem os gritos de crianças vindo daquele lugar.

Maria aproximou-se mais do chão, procurando entender o que estava acontecendo. Ela viu crianças correndo e diversos animais descontrolados pelo campo. Padroeira vê duas cabras preparando-se para atacar um pequeno grupo de crianças. Ela decide ajudá-las, pois corriam perigo de se machucarem.

Padroeira se colocaria na frente das cabras projetando um campo de força, como uma cúpula, para proteger as crianças em seus pontos cegos, depois lançaria sua rede contra as cabras, para imobilizá-las. Se tudo desse certo, guiaria as crianças até um  lugar seguro, voltando depois para buscar sua rede.

Salvar as crianças: ND3
Para/conduzir cabras: ND4
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Canário

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Seg Maio 04, 2015 7:50 pm

-- Sério isso Zélão? Tô meio ocupado hoje.. -- disse ao celular olhando para uma pilha de papéis e seu traje de herói.

-- Não é todo dia que você vê Tião da Silva montando o Boi Bandido, é?

Apanhou o visor na mão, e logo em seguida uma cópia de arquivo sobre o Parque Ecológico Arara Azul.

-- Tudo bem, eu vou.
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Era bom para Ricardo abandonar o terno e gravata de vez em quando, sair daquelas roupas "engomadinhas", ainda mais naquele e sol que fazia na Vila Novo Acre. Próximo da área em que atuava, o Setor Industrial, não demorou muito para chegar e encontrar com seu amigo, José Augusto, Zé Augusto, ou Zélão.

-- Que bundão, sô! -- exclamou Zélão olhando para as moças quase nuas que faziam propaganda de um trator top de linha à venda junto de um casal de bovinos.

-- Nesses tempos de hoje, assim tá bom pra limpar as vistas né, Zé? -- riu.

-- Nem fale Ricardo! E falando em tempo, a coisa por aqui tá boa não.. -- olhou pra cima observando uma nuvem negra que parecia cobrir grande parte do Parque.

Antes que Ricardo pudesse notar qualquer mudança no tempo, uma gritaria começou na exposição e quando se deu conta os portões que prendiam todos os tipos de animais haviam sido aberto, e o clima de festa foi tomado por pânico e correria.

Zélão já havia metido o pé e se perdido na multidão, do jeito que era medroso já devia estar em disparada com seu trator para fora do parque.

-- ALGUÉM SEGURA O BOI BANDIDO! -- exclamou o narrador do evento.

-- Só porque eu tava afim de ver o Tião tomando uma surra hoje! -- correu pra dentro de um banheiro químico da exposição e trajou seu uniforme.

Uma espécie de aura brilhou o biocampo envolta de Sentinela, ele abaixou seus visores para se proteger da poeira e partiu em direção ao animal.

-- SEGUURA PEÃÃO!

Sentinela vai usar seu campo de energia cinética e avançará pela lateral do boi com impacto para o derrubar ou ao menos atordoar. Se funcionar, irá usar um cabo de aço reforçado de seus gadgets para laçar o boi e prendê-lo em um lugar seguro.

OBJETIVO: -Parar/conduzir o boi bandido: ND5

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-  Justiça? Que bela palavra.

"O patriotismo é o ovo das guerras."  
 
(Guy de Maupassant)
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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Maio 07, 2015 11:35 pm

A vila Novo Acre se tornou um lugar conhecido ao longo dos anos por ser palco de diversos acontecimentos inexplicáveis, coisas misteriosas e sobre humanas chegam a ser corriqueiras neste bairro de Nova Capital.

Porém nem tudo o que acontece por lá é considerado apenas lenda e deixado de lado, atualmente o Sindicato vem observando o local e prestando atenção nos acontecimentos considerados “fora do normal”.

No meio de  algumas formações circulares em um milharal, Atômica e uma pequena equipe de cientistas do Sindicato fazem uma varredura pela área buscando algum sinal de radiação, traços de energia ou qualquer coisa que pudesse ajudar a concluir o caso.

- Não consigo captar sinal algum de energia aqui, seja lá o que ou quem fez isso, não deixou rastros.. Diz Atômica para a equipe de pesquisas a sua volta.
- Quando a mídia souber disso vai fazer um sensacionalismo enorme e inventar um monte de asneiras...- comenta um dos pesquisadores.
- Tô dizendo pra vocês que isso é obra de disco voador, é coisa de marciano. Retruca o dono do milharal.
- Ou talvez alguém fez isso só pra trollar todo mundo.-
- Trololó? Que diabos é isso?  Olha, pois fique sabendo que meu cumpadi Gildo jura de pé junto que já viu um marciano abobado nas terra dele, e num era verde como falam não, era roxo! E olha que o Gildo não bebe moço...
Katya corta o assunto apontando para o céu.
- Pessoal, vocês notaram aquelas nuvens?
- É só ali. Até agora o céu tava limpo... esse lugar é bizarro.
- Cruzes, vem vindo coisa  feia lá pros lado do Arara Azul.

Atômica fica observando em silencio por alguns segundos, ela sabia que esse tipo de formação de nuvens e tempestade em um só ponto não era normal, nem mesmo em Novo Acre.

- Eu vou verificar isso de perto, espero voltar logo. Diz Atômica alçando vôo como um foguete  fazendo o chapéu do dono do milharal voar enquanto o mesmo faz um sinal da cruz assustado olhando a heroína subir aos céus.

O tempo estava feio, o vento era frio e forte. No Parque Ecológico Arara Azul o caos acontecia, animais soltos correndo sem rumo, crianças e adultos tentando se abrigar ou escapar dos bichos. Alguém precisava resolver isso antes que uma tragédia acontecesse ali.

Rapidamente, Atômica percebe um grupo de crianças indefesas no meio de todo o tumulto, elas choravam muito, estavam desorientadas, assustadas, não sabiam o que fazer. Logo iriam se machucar ou serem pisoteadas pelos animais. Rapidamente ela desce até o chão, chamando a atenção dos pequenos, tentando botar algum tipo de ordem entre eles, para facilitar seu resgate.

- Crianças! prestem atenção em mim, vai ficar tudo bem. Vou tira-las daqui, mas pra isso preciso que vocês me ajudem. Vocês quatro, os maiores, fiquem em baixo das mesas, eu volto para pegar vocês num instante, o restante venha comigo .
Ela então se abaixa, deixando as crianças se aproximarem, Atômica pretende voar com quatro delas até uma parte segura e rapidamente pegar as outras quatro. Se houver necessidade ela usará suas rajadas energéticas atirando no chão para assustar ou desviar a rota dos animais.

Salvar 8 crianças ND8

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qua Maio 13, 2015 11:03 pm

Resolução:


-Todas as grades estão abertas. Calma. Eu sou contra violência de animais mas por favor cabritinhos, façam sua parte.

Samaritana é a primeira a agir. A heróina da zona suburbana conversava sozinha em pensamentos, procurando se distrair naquele parque ecológico. Ela havia avistado um grupo de crianças pequenas, e instintivamente correu na direção deles. Retirou sua bolsa de sangue e começou a controlá-lo na direção dos cabritos.

A heróina conseguiu fazer uma espécie de chicote se sangue no ar, que se contorcia a frente dos caprinos, fazendo com que eles seguissem em outra direção. O que ela não viu, porém, foram outros dois cabritos, esses mais velhos que os outros, vindos de outra direção.

Nesse mesmo momento, uma rede cai por cima dos dois animais, e os prende com uma força divina. Padroeira chegava dos céus nesse momento, fazia uma ronda justamente pelos céus do bairro, no momento que começava a confusão. Se não fosse um aviso de Nossa Senhora Aparecida, era muita coincidência.

A heróina com poderes divinos ajudava agora Samaritana lado a lado. De um lado, Samaritana afastava as cabras com fracos chicotes de sangue enquanto padroeira projetava um campo de força ao redor do grupo de crianças, fazendo as cabras baterem nele e seguirem em outra direção. Ao total, as duas agruparam um grupo de 8 crianças, que conseguiram deixar a salvo perto de outras professoras.

Enquanto isso ocorria, Cybernética, entendiada ao acompanhar aquele passeio, correu ao socorro de 4 das crianças que estavam na direção dos cavalos.

-–Corre aqui Alex Kidd! E trás seus amiguinhos catarrentos, trás! – Falou bem firme a heroína, que teve o pedido atendido de imadiato. As crianças correram na direção, algumas gritando “Tia Cybler! Tia Cybler!” apavoradas, e outras chorando. Uma delas até mesmo agarrou a perna de Mariana por trás, que por mais que não admitisse, havia comovido a jovem.

Com o grupo de crianças atrás dela, Cybernética apenas estendeu as mãos para frente e começaram as surgir construtos pixelizados na frente dela. Aos poucos as pessoas começavam a perceber que nada mais eram que tijolos vermelhos com um leve brilho, semelhantes ao do jogo Mario Bros.

A maioria das crianças já não corriam perigo algum. Cybernética contruía muros e corredores guiando os animais, enquanto Samaritana e Padroeira controlavam e guiavam as crianças. Elas não sabiam era que os irmãos gêmeos Pedrinho e Huguinho, as crianças mais amáveis daquela turma, estavam longe naquele momento.

Eles corriam desesperados, porque haviam avistado o Boi Bandido solto. O grito dos meninos chamou a atenção do animal, que se preparou e começou a persegui-los no mesmo instante. Huguinho, o mais fraco dos irmãos, tropeçou e caiu, e o Boi estava a pouco de alcançá-lo e arremesá-lo para o alto, se não fosse por uma força bruta e veio de lado e jogou o boi a alguns metros para o lado. Quando viram o que surgiu, os irmãos gritaram novamente e correram.

Calmaí crianças, eu tô aqui pra ajudar. – Disse o herói Minotauro, um dos mais fortes de Nova Capital. Ainda assim, seu pedido não foi atendido e as crianças correram assustadas.

O ex-lutador apenas deixou as crianças irem embora. Sua preocupação agora era outra, o Boi Bandido, que já se recompunha do ataque sofrido. Ao levantar e fitar o que havia o derrubado, o animal desmontrou susto, mas logo depois, parecia até mesmo que ele estava rindo, aceitando o desafio, o que definitivamente não era normal.

As lendas da região logo vieram na cabeça de Dominik, que crescera naquele mesmo bairro, ouvindo as mesmas histórias. Ele nunca acreditou muito nas histórias, mas sabia que aquele boi estava sob domínio de alguma força sobrenatural.

Boi Bandido avançou, levantando poeira por onde passava. Minotauro se posicionou, pronto para pegar o boi pelos chifres. Porém, para a surpresa do herói híbrido, o animal esquivou, se livrou de ser pego pelos chifres, e cravou um de seus chifres na barriga de Dominik.

O herói se assutou com sua falha, e não percebeu que já estava no ar. Caiu pouco depois a metros dali, encima de alguma coisa que não sabia identificar. O boi deu uma corrida fraca ao lado do herói ferido, como forma de escárnio, e então fugiu da vista de todos ali.

Se enganava Minotauro se ele achava que acabou por ali. Muitos que assistiam à luta, entre eles jornalistas que imediatamente começaram a gravar o embate, estavam ao redor, assustados. Minotauro se levantou com dificuldade e então viu onde havia caído. Os corpos de Pedrinho e Huguinho estavam estirados no chão, sujos, e já sem vida.

Cybernética e Padroeira, que estavam contente por ter conduzido as crianças, agora seguravam muitas delas que choravam assustadas, juntamente com algumas professoras que não acreditavam na cena que viam.

Samaritana, mesmo com receio do herói híbrico, correu para tentar curar Minotauro, que havia se afastado dali, assustado por ter matado aquelas crianças, mesmo que não intencionalmente.

As câmeras registraram aquele momento.

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Rolagem de Dados:

Samaritana ND5

Hemocinese(2) + ZR (1) + Dado(5) = 8. Sucesso.

Cybernética ND6
Materializar construtos(2) + Manipular construtos(1) + Fama(1) + ZL(-1) + Dado(4) = 7. Sucesso.

Padroeira ND7
Campo de Força(2) + Rede Abençoada(1) + ZN(1) + Dado(4) = 8. Sucesso.

Minotauro ND7
Artes Marciais(2) + Super Força: (2) + Super Resistência(1) + ZL(-1) + Dado(1) = 5. Falha.

Samaritana, Cybernética e Padroeira recebem 5xp, 6xp e 7xp e experiência. Minotauro não recebe nada. Se os jogadores quiserem, podem postar um epílogo na ficha dos personagens.
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Capitólia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sex Maio 29, 2015 11:09 am

O Boi e o Cavalo


Vila Novo Acre
04:00 da manhã


O a amanhecer numa fazenda de Novo Acre trazia consigo uma figura enigmática, um mago chinês recitava um canto e isso concluía sua magia, devorando o corpo de dois outros homens e libertando espíritos malignos. Os dois espectros malignos saíram das cinzas do sobrou da carcaça carbonizada do sacrifício e avançaram para o curral da fazenda. O gado que dormia nas últimas horas da madrugada agitou-se, espantando as reses que começaram a andar em círculos.

O barulho dos animais chamou a atenção de Bruno Fagundes, o feitor responsável pela fazenda de um rico empreendedor que morava em Constelação e deixava sua propriedade aos cuidados do peão. Ele despertou de súbito e vestiu uma calça rapidamente, saindo da casa dos empregados para verificar o que acontecia.

Armado com uma espingarda, esperando encontrar algum animal selvagem ou alguma das loucuras criadas na cidade e que costumava assolar a pacata Vila Novo Acre, ele não acreditou no que viu: duas figuras fantasmagóricas sobrevoavam os animais, causando uma espécie de hipnose nos bois e um agito incontrolável no cavalo Trabuco que Bruno usava para guiar o gado.

O espectro deu um rasante, penetrando na cabeça de Chifrão, o maior touro do curral e responsável pela reprodução de novilhos, consumindo sua alma animal e transformando-a. Os olhos de Chifrão viraram orbes de um azul doentio e seu corpo começou a crescer exponencialmente, até chegar ao tamanho do celeiro vizinho ao curral. Seu couro assumiu uma tonalidade metálica e rachou, exibindo um fogo azulado por dentro e produzindo vapores nas rachaduras maiores. Seu mugido aterrorizante foi produzido junto de uma potente baforada de vapor, encharcando e queimando o feno que o celeiro guardava.

Dentro do celeiro, o segundo espectro procurou o pobre cavalo Trabuco. O equino estribuchou, suas costas arquearam e seus olhos foram tomados por um fogo alaranjado sobrenatural. O cavalo desandou a correr e rinchava de dor. Quando mais corria, mais rápido ficava, chegando a produzir fogo nos seus cascos. Sua crina inflamou-se, assim como sua cauda. Sua velocidade era tamanha que o rastro de fogo que deixava era enorme, por sorte, a vegetação não estava seca e o incêndio não se propagava. O animal estava tão veloz que estava quase voando, seus cascos quase não tocavam mais o chão. A dor de Trabuco era visível e ele atropelava o que estivesse na frente, já tendo matado três cabeças de gado.

Chifrão também estava indomável, os passos que dava estremecia as frágeis estruturas ao redor e, aos poucos, ele se aproximava da fazenda.

Objetivos:

- Deter o Cavalo: ND 6
- Deter o Boi: ND 10
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Arco

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Ter Jun 02, 2015 1:29 am

O treinamento com os preto velhos havia sido um sucesso e Xamã já controlava relativamente bem seus novos poderes, que se mostravam úteis em várias situações, principalmente para a movimentação pela cidade – que havia se tornado muito mais rápida e fluída. Criou mais algumas plataformas espirituais no ar, saltou de uma para a outra com seu passo espiritual e se impulsionou para a frente com a telecinese – repetidas vezes. Em menos de dez minutos havia atravessado uma distância que demoraria uma hora para atravessar antigamente.

Quando estava se lançando para baixo, para pousar em um telhado, sentiu algo muito estranho – como nunca havia sentido no mundo material. Um arrepio percorreu lhe o corpo e quando chegou ao pescoço, foi como se ele tivesse tomado uma descarga elétrica na nuca. Seus sentidos fraquejaram e por alguns segundos ele apagou, caindo contra o telhado. Quando se recuperou, saltou para o mundo espiritual e pode ver no ar os traços da magia negra que havia sido invocada em Nova Capital.

Por onde os espíritos das trevas passaram, eles deixaram um rastro no mundo espiritual e através deles Xamã poderia seguir as criaturas. Não poderia deter todas ao mesmo tempo e então decidiu buscar o traço mais intenso, que demonstrava maior poder. Atravessou a cidade rapidamente, em direção a Vila Novo Acre. “Preciso ser rápido e dar o melhor de mim, ou muitos inocentes podem morrer... não posso nem contar com a ajuda dos espíritos hoje, sou só eu... ”.

Chegando lá, observou a criatura inacreditável que cuspia seu vapor e queimava o feno do celeiro. Uma espécie touro demoníaco. Só de olhar para a criatura, Xamã sentia-se mal. A sua sensibilidade espiritual lhe permitia sentir um medo especial, impossível de ser sentido pelos humanos normais. Precisava fazer algo urgente. Concentrou-se e começou a invocar todo o seu poder.

Invocou rapidamente diversas lâminas de matéria espiritual, que voavam ao seu redor, controladas por sua telecinese. Novamente colocou as plataformas espirituais e se colocou a correr sobre elas, saltando do mundo material para o espiritual e usando sua telecinese para atirar seu corpo para cima – cada vez mais rápido.

Primeiro darei um jeito de devolver você ao mundo dos espíritos, para depois caçar os responsáveis pela sua invocação.

O objetivo de Xamã usar sua telecinese para atirar as lâminas – girando em grande velocidade – contra as fissuras na pele da criatura. Se conseguisse colocar as lâminas dentro do corpo do touro, as faria girar para todos os lados, possivelmente destruindo o monstro por dentro. Em seguida, quando já tivesse conseguido alcançar uma altura considerável, usaria seu próprio corpo como guia do seu ataque. Usando sua materialização espiritual cobriria seu corpo com uma enorme espada espiritual. Em seguida se atiraria para baixo, também girando, controlando-se com a telecinese. Seu objetivo era fazer uma lâmina rápida e poderosa o suficiente para decaptar o touro, independente do que seu corpo fosse feito.

Objetivos:
- Deter o Boi.
- ND Total: 10.

Habilidades:
- Materialização Espiritual (2)
- Manto Espiritual (1)
- Passo Espiritual (2)
- Sentidos Aguçados (2)
- Super Agilidade: (1)
- Telecinese (2)
- Zona (-1)
- Soma: 9.
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Samaritana

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Jun 04, 2015 11:52 pm

...

- Esse "heróis" que matam criancinhas, eles merecem ser caçados, isso sim!... bfip... E se você ligar agora vai receber inteiramente grátis... bfip... Tinha a loirinha, a do cabelo prateado e a do cabelo azul. Ela são uns anjos. Anjos de Nova Capital.

Canal após canal, nada interessava aquela moça. O brilho da TV era a única coisa que iluminava o apartamento simples e organizado. As sombras externavam o sentimento da jovem, que estava em seu momento de solidão. Logo o som do aparelho cessa e ela se joga na cama, tentando dormir. Fazia dias que não conseguia descansar devido as oscilações dos seus poderes. Ela se joga no móvel, abraçando o travesseiro e entrando no sono, finalmente.

O sonho levou Sara para um lugar incomum, embaçado ao seu ver. Era como se tudo ao redor fosse vasos sanguíneos, modificando em paredes que direcionavam a algo parecido com um objeto azul no final do corredor. Cada passo efetuado fazia com que os supostos desenhos nas paredes mudassem, como se estivesse contando alguma história. Nada que ela compreende-se.

Sara chega ao fim do corredor. O cenário muda, de um corredor sufocante para um lago cercado por cachoeiras. Aquilo não parecia ser água, mas era puro como tal. Estava naquele momento na frente de uma mulher que flutuava, cabelos brancos, apresentava sinais azuis por todo o corpo. Tudo era ofuscado. As palavras daquela mulher eram como batimentos, não compreensível. De repente aquele mundo começa a desmoronar. Trevas dominavam o mundo, e ao cair no imenso abismo formado, desperta de forma repentina do sono.

- O que está acontecendo? Onde estou? Ahn... que dor de cabeça... Mas o que é isso? - Samaritana acorda vestida em seu uniforme na Vila Novo Acre, na frente de uma besta, sem compreender o que estava acontecendo. Ela passa a mão na testa e percebe algo como uma tatuagem nela. Confusa, procurava se situar, mas só tinha uma necessidade naquele momento: salvar vidas!


-----------------------------------------------------------------

Procuraria chamar a atenção do cavalo com um chicote de sangue, perto de um lago ou caixa d'água. Caso ele avançasse em sua direção desviaria, com base em sua defesa pessoal e o aumento de agilidade que o uniforme propõe. Depois de conduzi-lo ao determinado ambiente e diminuir sua atividade pegará um sedativo de sua bolsa de primeiros socorros(medicina), aplicará em sua cabeça conduzindo uma seringa com sua hemocinese, para tranquilizá-lo. Se ocorrer tudo bem usará a cura nela, em algum civil se necessário e no animal.

Objetivos:
- Deter o cavalo: ND7


Vantagens:
- Hemocinese (+2); Medicina (+1); Defesa Pessoal (+1); Cura (+1); Uniforme (+1); ZR (+1) = 7


OBS:
 

________________________________________________________________________
O mal não é algo que corre no sangue

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Camir

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sex Jun 05, 2015 4:44 pm

Azarahkiel caminhava pelos corredores da Central do Sindicato, conhecendo melhor o lugar em que ele trabalha. Ele não frequenta muito o local, pois está ocupado resolvendo crimes de baixo nível e mantendo o apartamento em que vive. Ele já teve notícia de algumas ocorrências mais sérias, como a posseção em uma festividade na Favela do Cabrião, o Incêndio na Casa do Pecado no Jardim da Redenção e a ameaça de explosão em um mini-shopping no Centro. Todas resolvidas pelos seus companheiros. Ele tambem teve seu mérito como herói no Barão da Conquista, ajudando a salvar um farmacêutico em um estabelecimento em chamas. mas seu sentimento sobre o caso, ainda que seja o primeiro, é de rotina. Não estaria fazendo mais que o seu dever angélico de proteger.

Observando Vortex praticando suas magias arcanas, Azarahkiel conclui que o mago não necessita tanto do sono pra repor as energias. A magia arcana do Vortex não incomodava o celestial, pois as intenções de quem as praticas são boas, disso ele não tinha dúvidas.

Azarahkiel estava a caminho da Ponte, receber informações de incidentes em que ele poderia ser útil, mas de repente, como um raio, ele percebe algo errado. Algo horroroso e errado. Azarahkiel não aguenta o impacto do sentimento e cai de joelhos, com a cabeça doendo e sua visão ficando turva. Gritos de agonia tomam a audição do anjo, envolvendo-o com a mesma dor de quem as sentia. Era terrível o que sentia, era desumano até mesmo para alguem como Azarahkiel. Em toda sua vida nunca foi afetado daquela maneira. A dor durou alguns minutos e depois o celeste se recuperou do choque, mas ele ainda podia sentir o "errado" acontecendo em toda a cidade. Azarahkiel corre em direção da saida da Central alçar voo, com os olhos marejados de lágrimas e sentindo o que um guerreiro angelical nunca deve sentir: Desespero.
-------------------------------------------------------------------------------------
Voando por toda a Vila Novo Acre, Azarahkiel avista um longo caminho de fogo indo direto a algumas fazendas. O anjo avista o foco: Um ser de trevas com o corpo em chamas, se movimentando em uma velocidade assustadora, deixando um rastro de fogo por onde pisa. Uma besta. Azarahkiel mergulha rapidamente para confornta-lo. O monstro está descontrolado, destruindo tudo que está em seu caminho. O celeste podia ver claramente que uma entidade maligna estava em posse de muita energia e controlando aquele ser. Azarahkiel tinha tudo o que precisava para solucionar este caso: Fé, força de vontade e sua missão. O suficiente para tentar salvar todos, inclusive a criatura.

- Criador, me agracie com sua benção. -Murmura para si mesmo. enquanto descia de encontro com a criatura.
-------------------------------------------------------------------------------------
- Deter o cavalo: ND 6

Azarahkiel pretende acabar com isso rápido. Ele usará sua luminoscinese para cegar o monstro para fazer ele se chocar em uma rocha, uma grande árvore ou simplesmente tropeçar. Caso tenha sucesso, Azarahkiel irá atrair a atenção do monstro e combater a besta usando sua habilidades em combates, voo e o punho da espada na cabeça do animal. Se o monstro estiver suficientemente atordoado, Azarahkiel irá tentar exorcisar o espírito maligno do corpo da criatura usando seu poder de cura.

VANTAGENS USADAS:
- Arma Especial (O Toque do Milagre): 1
- Combate: 1
- Luminocinese: 1
- Voo: 1
- Cura: 1
- ZN: -1
RESULTADO: 4

________________________________________________________________________
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Características Raciais: Meio-orc:
 

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Padroeira

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Ter Jun 09, 2015 10:56 am

Por maior que fosse sua fama de bairro perigoso, não era sempre que Jardim da Redenção apresentava perigos reais. Pelo menos, não na vigia de Padroeira. A heroína tinha iniciado sua ronda mais cedo naquela noite, conseguindo completar sua rota muito antes de o dia clarear. Decidiu, então, extender sua patrulha para o bairro vizinho, Vila Novo Acre, onde talvez pudesse ajudar alguém que precisasse.

Da última vez que esteve lá, Padroeira presenciou a morte dos gêmeos Pedro e Hugo, causada acidentalmente por seu colega do Sindicato, Minotauro. O evento acabou ajudando a reforçar uma imagem errada que uma parcela da população tinha sobre os vigilantes: loucos egocêntricos que não se preocupam com as consequências de seus atos. Ela precisaria lutar ainda mais para que os heróis voltassem a ser vistos com bons olhos.

Passando próximo a uma fazenda, Maria viu dois espíritos voando alto no céu. Por mais diferentes menos ameaçadores que pudessem parecer, ela só conseguia lembrar de Legião consumindo o Pastor da Igreja da Fé Global. A imagem do demônio deixando o corpo do homem ainda a aterrorizava. Ela deicidiu aproximar-se deles, para averiguar a situação. Não conseguiu chegar muito perto porque um dos espectros já diminuira sua altitude, entrando em um curral. Os acontecimentos seguintes foram rápidos demais, Padroeira apenas ouviu um mugido altíssimo produzido por um enorme touro que passava correndo pelas cercas. De suas narinas saia fumaça e ele exalava raiva. Quando a besta partiu em direção a Fazenda, ela sabia que deveria agir.

- Atire, mas mantenha-se distante dele! - ela gritou ao homem com espingarda, voando em sua direção.

Ação:

Padroeira usará seu campo de força para se proteger de possíveis investidas da besta, seja de ataques frontais ou do líquido quente que ele espirra. Lançará sua rede em seus chifres para desequilibrá-lo quando tiver oportunidade, tentando também guiá-lo aos projéteis, caso o homem com a espingarda decida atirar. Quando puder, passará voando por entre as pernas do animal, usando a rede para amarrá-las e derrubá-lo.

Parar o Boi: ND10
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Capitólia

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Ter Jun 09, 2015 1:34 pm

RESOLUÇÃO


Um boi e um cavalo haviam sido possuídos por estranhos esoíritos malignos, invocados por um enigmático mago chinês. Os corpos dos pobres animais foram modificados, transformados em verdadeiras monstruosidades.

O cavalo assumiu uma forma ígnea e veloz, voando com a velocidade de suas passadas com fogo. O boi multiplicou de tamanho e vapor saía de suas narinas, ao mesmo tempo que revelava uma combustão interna.

As duas criaturas arrasavam os demais animais. Bruno Fagundes, o fazendeiro, via sua propriedade ser destruída e mantinha-se de pé, com a espingarda apontada para o boi Chifrão. Daria sua vida para que ele não se aproximasse mais da casa, onde sua família ainda dormia.

- Atire, mas mantenha-se distante dele! - gritou uma voz do alto. Padroeira voava em sua direção.

Envolta em seu manto sagrado, a heroína estava revertida de seu campo de força. Com seu manto, chamou a atenção da fera, como um toureiro faria. O boi demoníaco, vendo a capa esvoaçante à sua frente, deixou de seguir seu caminho em direção à fazenda, ignorando Bruno, por hora.

Suas preocupações voltaram-se ao cavalo, que deixava um rastro de incêndio por onde passava. Se o monstro chegasse ao celeiro, onde palha seca e inflamável era guardada, ele perderia toda a sua produção.

Porém, ele ouviu outra voz do alto, como se respondesse à sua prece.

- Criador, me agracie com sua benção. - disse o anjo Azarahkiel, enquanto descia de encontro com a criatura.

O anjo perseguia a mosntruosidade velozmente, ambos voando baixo, mas o cavalo era bem mais rápido que o emissário divino. Azarahkiel percebeu que apenas persegui-lo não o deteria e invocou sua luz interior, projetando-a imediatamente à frente da criatura. Um facho de luz cegante cruzou o céu noturno da fazendo de Novo Acre, cegando momentaneamente o cavalo demoníaco.

A criatura, cega, perdeu o controle e correu em direção a uma grande árvore, batendo sua cabeça e tropeçando. A fera rolou alguns metros e Azarahkiel voou até sua caça abatida.

Enquanto isso, Padroeira, protegida por seu campo de força, chamava a atenção do boi com seu manto, ao mesmo tempo em que se armava com sua rede. Assim que o monstro aproximou-se o suficiente, a heroína ganhou altura, deixando, estrategicamente, uma ponta de sua rede para enroscar-se nos chifres da criatura. A fera ficou presa à rede, levando Padroeira junto. A heroína, mesmo sentindo o calor insuportável emanado do corpo bovino, fincou seus pés às costas do animal, tentando levá-lo ao chão. Inútil. O monstro era forte demais para Padroeira.

- Vamos, homem! Atire enquanto eu contenho a criatura - ela berrou para Bruno.

- Mas posso acertar você!

- Tenha fé!

Bruno mirou, não deveria errar, afinal, a criatura era enorme. Atirou. A bala trespassou o corpulento boi, abrindo um pequeno furo no seu dorso, de um lado, e um grande rombo no lugar em que a bala saiu. A couraça ressecada do boi estava quebradiça e o vapor quente saía como uma grande erupção de seu flanco.

No pasto, Azarahkiel aproximava-se do animal e sentia pena. Sentia que poderia salvá-lo. Ajoelhou-se próximo e invocou seu poder de cura para exorcizar o demônio que ali habitava. O cavalo começou a estribuchar, suas vísceras começaram a se remexer no ventre equino, sua boca abriu-se tanto que quebrou a mandíbula, quase virando do avesso, apenas para revelar olhos sinistros em meio a uma grande chama que havia se tornado a cabeça.

O anjo então percebeu que o animal estava além da salvação. Tornou a ficar de pé, enquanto o cavalo levantava-se em suas quatro patas. Armado com seu Toque do Milagre, Azarahkiel avançou, ao mesmo tempo em que o cavalo mirava sua cabeça flamejante para o anjo.

Um duelo teve início. O cavalo usa seu fogo para queimar as penas das asas do anjo, impossibilitando que voasse, ao mesmo tempo que usava as mandíbulas do animal, agora duas lâminas cheias de dentes. Mas a espada divina do anjo era a arma perfeita para liquidar o demônio e, reunindo forças para encarar as chamas, Azarahkiel enfiou a espada no seria a garganta do cavalo, penetrando até que seu antebraço entrasse no corpo do monstro. Com um movimento de esgrima, a espada cortou todo o lado esquerdo do tórax e do pescoço do animal, extinguindo a chama que lhe dava vida e transformando o corpo em apenas cinzas.

Padroeira percebeu que o boi estava se autodestruindo. O tiro do fazendeiro e sua fé na heroína haviam iniciado a destruição do demônio. Embora o monstro fosse muito forte fisicamente para ela derrubar de lado, a heroína voou até a sua frente, com a rede ainda presa a seus chifres, passando por entre suas patas e ziguezagueando. Assim que a rede abençoada tocou a carcaça do demônio, penetrou a couraça como faca quente em manteiga. Com apenas um puxavante, Padroeira reduziu a grande criatura em diversos cubos menores, resultado da rede cortando o corpo do monstro. Os pedaços começaram a ficarem cinza e foram levadas pelo vento.

Ambas as carcaças ainda agitaram-se. As sombras que possuíram os animais ergueram voo e rumaram para a área urbana da cidade.

Padroeira agradeceu a ajuda de Azarahkiel e ambos sabiam que deveriam seguir os espectros, a fim de terem alguma pista do que estava por vir.


Rolagem de Dados:

Azarahkiel - ND 6.
Habilidades 4 + Dado 4 = 8.
Sucesso! Azarahkiel ganha 6XP.

Padroeira - ND 10.
Habilidades 6 + Dado 6 = 12.
Sucesso! Padroeira ganha 10XP.

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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sex Jul 03, 2015 2:45 pm

O Chupa Cabras






A vila Novo Acre se tornou um lugar conhecido ao longo dos anos por ser palco de diversos acontecimentos inexplicáveis, Coisas misteriosas e sobre humanas chegam a ser corriqueiras neste bairro de Nova Capital.
E desta vez não seria diferente, uma série de acontecimentos bizarros sem uma explicação plausível passavam a assustar os moradores do bairro interiorano.

Começou em algumas granjas locais. Os fazendeiros encontravam pela manhã dezenas de frangos largados no chão, mortos, sem uma gota de sangue no corpo. Em todos eles sempre havia algo em comum: Um grande furo na região do pescoço por onde o sangue supostamente havia sido drenado.

A princípio, eram casos pequenos, poucos animais mortos, os fazendeiros até pensavam ser somente raposas ou furões fazendo esse estrago, mas as coisas começaram a aumentar e mais e mais casos surgiram.
Dessa vez a criatura deixou de se alimentar do sangue das aves, e passou para uma presa maior. Bodes e Cabras eram o alvo agora.

As notícias dos animais mortos se alastravam a medida que os ataques aos animais ocorriam.
Testemunhas oculares chegaram a descrever a tal criatura, mas nunca houve uma conclusão do que poderia ser.
Não se falava em outra coisa em Novo Acre, o “Chupa Cabras” era o assunto do momento.

A mídia passou a reportar os incidentes pelas rádios e TV. Numa forma geral a população de NC achava aquilo tudo uma farsa, na internet  as notícias eram motivos de piada.
Para o Sindicato era um fato que deveria ser averiguado, farsa ou verdade precisavam ter certeza do que realmente era aquilo tudo.
Dois vigilantes são selecionados para fazer uma ronda em Novo Acre.

Mas para os fazendeiros era um dever descobrir o que estava acontecendo e definitivamente por um fim nisso tudo. Ainda mais depois do último ataque ocorrido, onde uma vaca foi encontrada morta, seca, largada no meio do pasto. Eles temiam que se uma criatura tinha a capacidade de fazer isso com um bovino o que seria de um humano contra a tal fera?

Vila Novo Acre
- 23H e 50 Min


Um grupo com cerca de dez fazendeiros se junta durante a noite para caçar a criatura e botar um fim nisso. Armados com espingardas, facões e tochas os homens entram em uma área de mata do local. Depois de algumas horas, parte do grupo se separa na tentativa de fazer uma varredura maior pela área.
Não demorou muito até que tiros e gritos são ouvidos. Os fazendeiros partem na direção de onde vinham os barulhos. Tudo levava a crer que o  Chupa Cabras atacava novamente, e dessa vez seus amigos eram as vítimas.


Objetivo: Encontrar e deter o “Chupa Cabras”  ND 12 Ação pode ser individual ou em dupla, mas de qualquer forma escolherei dois jogadores.

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Jul 09, 2015 3:54 am

Já fazia quase meia hora que Terremoto esperava do lado de fora do carro, seus olhos alternavam constantemente entre o chão de terra batido, o céu estrelado e os ponteiros do relógio. Qual era o problema das pessoas em chegar na hora¿

O silêncio da noite foi quebrado por um som de motor, ao longe os faróis começavam a partir o véu da azulado.

-Já era hora. Então você é o Sentinela, certo?
- Ao vivo e em cores. Já nos conhecemos, não?
-Creio que não, Terremoto em todo caso. Parece que alguém no Sindicato achou que éramos bons o suficiente pra lidar com isso e eu planejo cumprir as expectativas.
-Hummm, ok....Das duas vezes que passei aqui na semana os fazendeiros estavam planejando caçar a criatura. Já entraram na mata?
-Alguns poucos, no máximo 20 com tochas e facões.- Ele encarou o barranco a frente- Esse foi o ponto que eles entraram, seguir por aqui de carro é basicamente impossível então temos que ir rápido. Se tiver algo por ai mesmo eles podem estar em perigo.
-Então pega aí– O herói mais novo jogou uma lanterna na direção do Geocinético enquanto acendia a sua própria - Eu vou na frente.

Ambos entraram na mata com cautela, a noite era fria e os cercava com uma escuridão que as lanternas quase não eram capaz de cortar. 10 minutos de caminhada em silêncio então foram cortados pela voz de Sentinela.

-Tava pensando aqui..Eu e você tamo de olho aqui há pouco menos de uma semana e não vimos ninguém do Sindicato. Fomos os únicos chamados ou todo mundo cagou pra esses caras aqui no Novo Acre.
-Na minha época os heróis se metiam em qualquer lugar e eram criativos o suficiente pra trabalhar em qualquer situação. Floresta ou cidade sempre tinha alguém disposto a salvar o dia e sem ficar reclamando
-Falando em outros heróis, não te vejo muito lá na base. Algum motivo especial pra isso?
-Na realidade não, tirando as salas de treino não tem muito que eu fazer la.

A conversa dos dois foi interrompida por um estouro, Terremoto conhecia bem o som de uma arma e pelo rosto de Sentinela ele também, ambos correram na direção e puderem ver as chamas se agitando a medida que os fazendeiros iam atacando.

-Algum plano de ação?
-Tira algo do seu cinto que possa atordoar eles, vou isolar os fazendeiros e vamos daí vamos ter que nos preocupar só com seja lá o que ta atacando eles.

Ação: Terremoto vai usar seu Sensor Sísmico para que após o Flashbang de Sentinela poder identificar os fazendeiros e com a Geocinese protege-los em "casulos" de terra. Uma vez que os homens já estejam seguros ele atacará com sua Geocinese e a habilidade de Combate.
Vantagens: Geocinese (4) + Combate (2) + Sensor Sísmico (1) + Zona (-1) = 6[/b]
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Canário

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Jul 09, 2015 9:14 pm

Pontualidade não era mesmo uma das qualidades associadas ao nome de Ricardo desde os tempos de agente na P.E.G.A.S.U.S., vestia o uniforme de heróis às pressas aproveitando para comer qualquer besteira antes de deixar seu apartamento. Seus visores e cinto eram sempre as últimas coisas que apanhava antes de sair como Sentinela. Deixou o apartamento direto para a Vila Novo Acre.

Quase na beira da mata, havia chego em seu destino, topando com um herói pouco encontrado nos corredores do Sindicato, o que era um ponto a se questionar na investigação de Sentinela dentro do grupo de heróis.

-Já era hora. Então você é o Sentinela, certo?

- Ao vivo e em cores. Já nos conhecemos, não?

-Creio que não, Terremoto em todo caso. Parece que alguém no Sindicato achou que éramos bons o suficiente pra lidar com isso e eu planejo cumprir as expectativas.

-Hummm, ok....Das duas vezes que passei aqui na semana os fazendeiros estavam planejando caçar a criatura. Já entraram na mata? -- diz apanhando duas lanternas de seu cinto.

-Alguns poucos, no máximo 20 com tochas e facões.-

- Esse foi o ponto que eles entraram, seguir por aqui de carro é basicamente impossível então temos que ir rápido. Se tiver algo por ai mesmo eles podem estar em perigo.

-Então pega aí– Sentinela lança a lanterna para o herói mais velho. - Eu vou na frente.

Os dois entram na mata onde haviam ocorrido as aparições do Chupa Cabras, o cenário calmo, escuro, frio e com o céu lotado de estrelas.

-Tava pensando aqui... Eu e você tamo de olho aqui há pouco menos de uma semana e não vimos ninguém do Sindicato. Fomos os únicos chamados ou todo mundo cagou pra esses caras aqui no Novo Acre.

-Na minha época os heróis se metiam em qualquer lugar e eram criativos o suficiente pra trabalhar em qualquer situação. Floresta ou cidade sempre tinha alguém disposto a salvar o dia e sem ficar reclamando

"Na sua época, blá, blá, blá. Quem é esse cara... Talvez a galera da P.E.G.A.S.U.S. deva ter alguns arquivos desse velho.."

-Falando em outros heróis, não te vejo muito lá na base. Algum motivo especial pra isso?

-Na realidade não, tirando as salas de treino não tem muito que eu fazer lá.

A conversa dos dois foi interrompida por um estouro, Terremoto conhecia bem o som de uma arma e pelo rosto de Sentinela ele também, ambos correram na direção e puderem ver as chamas se agitando a medida que os fazendeiros iam atacando.

-Algum plano de ação?

-Tira algo do seu cinto que possa atordoar eles, vou isolar os fazendeiros e vamos daí vamos ter que nos preocupar só com seja lá o que ta atacando eles.

Sentinela irá chegar até os fazendeiros jogando uma granada do tipo flash, para atordoar o que quer que estivesse ali, esperando que Terremoto proteja os outros fazendeiros. Em seguida, contando com a criatura atordoada, ira ativar seu biocampo cinético para entrar em combate com a força cinética recém adquirida.

________________________________________________________________________

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-  Justiça? Que bela palavra.

"O patriotismo é o ovo das guerras."  
 
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Druida

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sex Jul 10, 2015 8:38 pm

Obs: Ação em dupla com a Lótus e Lince

Minha família sempre acreditou no impossível. Lendas folclóricas, aberrações escondidas em lugares obscuros, guerreiros lendários e guardiões/guias de outros planos designados a nos proteger, enfim crenças sob crenças que nos levaram a uma devoção tão fervorosa que fizeram de mim hoje aquilo em que sempre acreditamos, o impossível. Posso dizer que eu vivi uma experiência sobrenatural. Não lembro de muita coisa, só sei que há meses eu “morri e ressuscitei”, fato curioso que faz de mim hoje algo que a ciência não pode explicar, muito menos eu! Tudo que sei é que hoje uma entidade florestal divide o corpo e mente comigo e unindo nossas energias eu me torno o que os cidadãos de Nova Capital chamam de super heróis, eu sou Druida, o guerreiro da floresta.

Para indivíduos sem muito estudo, em especial os daqui do meu pequeno bairro de Vila Novo Acre, adota-se o termo “impossível” para situações estranhas – e por muitas vezes macabras - que de fato não podem ser explicadas pelos cientistas e seus jalecos brancos arrumadinhos. É isso que está me fazendo investigar este caso. Começou com pequenos aves estripados nas fazendas. Achei estranho, mas nada passava de fofoca de fazendeiros. Depois médios quadrúpedes se tornaram o alvo. Desconfiei, porém ainda com um pé atrás, afinal muitas culturas religiosas sacrificam esse tipo de animal em suas reuniões. Agora, os alvos estão cada vez maiores e o que era boato tornou-se de fato provável. De hoje não passava. Os fazendeiros enfurecidos iriam trazer tudo à tona esta noite. Suas espingardas apostas para ferir e revelar a prova real do impossível.

Sem que saibam, eu vou à frente do grupo para assegurar a proteção dos cidadãos, mas é nesse momento que o caçador se torna a caça. - AHHHH! MAS QUE PORRA? Grita uma voz de mulher vinda da mata escura seguida de um golpe em minha cabeça. Fico um tanto atordoado, mas por instinto convoco minhas raízes para me auxiliar no contra-golpe. Ao contrário do que imagino meus cipós capturam dois corpos que ao serem arrastados ao meu encontro se revelam como as heroínas gêmeas Lótus e Lince que também estão afiliadas ao Sindicato.

- Olá meninas! Não me digam que o Sindicato as mandou atrás da fera?

A resposta dada me revela o real motivo das heroínas estarem ali. Seguiam pistas de um mafioso traficante de mulheres que supostamente coordenaria um leilão de jovens recém-sequestradas em um velho celeiro de uma fazenda próxima. Distante da cidade, lugar perfeito para realizar esse tipo de transação.

Nesse meio tempo os fazendeiros se aproximam. Posso ver suas tochas flamejando em nossas direções. Não tenho muito tempo. Preciso continuar minha missão e achar o tal “chupa-cabras” antes que pessoas inocentes se firam ou mesmo que nós nos tornemos o alvo dos fazendeiros.

– Lótus, Lince, não há tempo para explicações, preciso da ajuda de vocês! Não estamos sozinhos aqui! Minhas longas raízes espalhadas pelo caminho detectaram uma outra presença. Segundo os boatos há uma fera bem próxima de nós e homens tão próximos quanto vindo atrás dela, mas eles não sabem disso. Se não a capturarmos primeiro nós seremos a caça!

Ação: Druida pretende contar com seu corpo transformado em planta viva para gerar variados tipos de sementes e assim contar com várias espécies de plantas para serem usadas em seu propósito: Capturar o chupa-cabras. Sua Fitocinese irá acelerar o crescimento e controlar a plantação de cana-de-açúcar, vegetal comum ali naquela região, colocando-os no caminho dos fazendeiros bloqueando a passagem ou mesmo retardando-os. Isso os porá em segurança impedindo que cheguem ao local e sejam atacados pelo chupa-cabras. Quanto a fera Druida contará com seu Corpo Resistente para aguentar os possíveis danos em um ataque corpo a corpo enquanto continuará a usar raízes de cipó para que assim que identificar a localização do chupa-cabras imobilizá-lo com eles. Também usará o seu poder para armar as gêmeas com lanças de bambus contando com o auxílio das heroínas em sua investida. A intenção do herói é de atordoar e prender a fera, não de matá-la. Salvo em caso extremo.

Vantagens: Fitocinese (2), Transformação corpórea: Plantas (2), Corpo Resistente (1) Desvantagem: Zona Rural (+1)

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Última edição por Druida em Dom Jul 12, 2015 12:53 pm, editado 2 vez(es)
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Lótus e Lince

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Sab Jul 11, 2015 1:17 am

Centro - QG das Gêmeas (também conhecido como apartamento 23 do prédio Residencial Tulipa e casa do Diego)

- Laura! Sofia! - Gritou Diego para a porta, impulsionando sua voz vários decibéis acima do barulho dos fones de ouvido - Vem cá!

Esperou alguns segundos enquanto contia o riso para a tela do computador. Nela corria em vídeo um vine de um cachorro tocando bumbo, acompanhando seu dono que tocava uma bela melodia no violão. O óculos na cara do canino o deixava com uma aparência tão engraçada que Diego desatou em riso. Riu até perder o fôlego, parou, franziu o cenho para a porta e foi até ela, abrindo-a e indo direto para a sala.

- Ô bando de vaca surda, não tão me escutando gritar os seus nomes? - Elas não responderam e ele se calou.

Elas estavam sentadas lado a lado no sofá, observando a televisão com olhos fixos na tela. Nas mãos paradas de Laura estava uma tigela com cereais, banana cortada e mel. Sofia era um pouco menos light e empurrava boca adentro salgadinhos sortidos de queijo como se não visse comida há dias. Não piscavam nem pronunciavam uma palavra, permaneciam escutando a reportagem da televisão.

- Na madrugada de ontem vários fazendeiros da Vila Novo Acre partiram munidos de tochas e forquilhas para capturar o que eles acreditam ser o legítimo Chupa Cabras. Estou conversando aqui com o senhor Manoel da Costa Figueira que irá nos explicar um pouco mais sobre o caso. Manoel, o que aconteceu com os animais e quais as evidências que apontam ser mesmo o Chupa Cabras?

- Óia, vô fala procê que esses animar aí tudo aparecero com um buracão no pescoço desse tamanho assim ó - Disse ele enquanto fazia um círculo com o polegar e o indicador para a câmera - Aí cê ia examiná o bicho e via que quase num tinha mais sangue. Aí pensei comigo "ué mas esse tar de chupa cabra deve tá cuma lumbriga gigantona pra bebê tanto assim e num pará". Agora ta cumeno os bode e as cabra tamém. Tu qué mai evidencia? Vai oiá os pasto aí que tu encontra.

- Obrigado pelo depoimento, seu Manoel. Tenha um bom dia. Isso é tudo por enquanto. Voltamos com mais informações a qualquer minuto. Aqui é Lívia Fagundes para o Jornal Matinal.

A TV desligou com um ruído quando Laura apertou o botão power do controle remoto. Ela conseguiu prever o movimento da irmã e fechou os olhos antes do impacto da almofada acertar sua cara. Olhou para o lado com o cenho franzido e tornou a fechar as pálpebras novamente quando viu Sofia mostrando os dois dedos médios pra ela. Um único pensamento passou em sua cabeça: "Ela sujou de novo a almofada com farelo de salgadinho. Ai ai...".

- SUA TROUXA! Te falei que ele existe, haha! - Ela começou a lamber um dedo atrás do outro - Chupa Cabras é real. Lendas do Brasil, minha cara irmã. Há muito mais coisas nesse mundão brabo do que a tua ciência pode explicar.

- Tipo a sua burrice? Esse aí eu tento até hoje. - Disse, batendo o pó de salgadinho da almofada - Isso deve ter alguma explicação plausível para estar acontecendo. Algum doido varrido pode estar querendo chamar a atenção.

- Aceita logo! Só falta ela, né Diego? - Virou-se para o amigo em busca de auxílio mas tudo que encontrou foi o eco de sua risada que vinha do quarto dele.

Remexeu os bolsos do pijama atrás do celular e começou a tateá-lo. Passou pelas notificações e uma em especial lhe chamou a atenção. Era uma mensagem do Sindicato para ela e a irmã (Laura recebeu a mesma mensagem mas ainda não havia visto) que explicava o caso do Chupa Cabras e pediam a averiguação do Local. Ela abriu um sorriso de triunfo e tornou a jogar outra almofada na sua gêmea.

- Até o Sindicato tá reconhecendo ele como uma ameaça! HAHAHAHA! Se fode aí, otária!

- Dá pra parar com essa infantilidade, sua retardada? Deixa eu avaliar o briefing. - Ela também pegou o celular e leu a mensagem com um suspiro, fazendo um facepalm logo em seguida - Tudo bem, você venceu. Vamos averiguar essa bosta durante a noite. Mas já vá tendo em mente que o que encontraremos lá não é nada mais nada menos do que algo perfeitamente explicável.

Levantou com a tigela na mão e foi até a pia da cozinha, onde bateu descuidadamente a cabeça no armário e passou a praguejar por vários minutos seguidos enquanto lavava a louça.

Vila Novo Acre
- 23H e 40 Min

A grama do pasto rangia e se partia sob os pés das heroínas enquanto se moviam na calada da noite. Trocavam palavras constantemente pelo Elo Mental enquanto analisavam de longe as pequenas chamas trêmulas das tochas dos fazendeiros. Andaram até mais perto do grupo e passaram a vigiar o local.

"Se esses caras tão atrás do Chupa Cabra é muito óbvio que não vão encontrar ele dando sopa. O bicho é esperto, não os atacaria de modo tão repentino. A besta sempre espera o momento certeiro, vai por mim." - Explicou Sofia enquanto corria os olhos pelo vastos campos verdes - "Fica atenta a qualquer movimento."

"Estou atenta a esses carrapichos desgraçados que tão se apossando de meu corpo. Essa merda tá conseguindo penetrar no tecido do uniforme pra me cutucar, que inferno!"

"Isso tu tira depois, presta atenção na caça--" - Um vulto se aproximou dela e seu coração quase parou - AHHHH! MAS QUE PORRA?

O movimento que fez com o braço foi tão rápido que quando se deu conta do que era já estava socando. Seu punho afundou em madeira macia e lascada pela força do golpe de reflexo, mas antes de analisar o que era foi jogada ao chão por uma raiz que lhe puxou pelos pés. As duas foram arrastadas por cerca de um metro até se depararem com um homem de aparência vegetal, tendo chifres de madeira e pequenas folhas contrastando com o céu noturno.

- Olá meninas! Não me digam que o Sindicato as mandou atrás da fera?

"Que que a gente fala?" - Perguntou Sofia para Laura utilizando o Elo Mental

"Diz que sim, uai. É a verdade."

- É... Então, teve um n-negócio osso ai que tava... er... - Estava sendo difícil para ela formular a frase com clareza após o susto - trancafiou umas mulheres... é... não, isso era outra notícia. Meio que envolve um leitão e uma veia sugada no velho celeiro. Ali, próximo. Ah, não era um leitão, pera! ~~ "Laura, era um leitão?"

Laura já estava levantada e estendeu o braço para ajudar a irmã. Fez um shhh com a boca e apontou na direção dos fazendeiros. As pequenas chamas agora estavam se tornando maiores e mais brilhantes, denunciando sua aproximação. Antes de dizer qualquer coisa, Druida interveio:

– Lótus, Lince não há tempo para explicações, preciso da ajuda de vocês! Não estamos sozinhos aqui! Minhas longas raízes espalhadas pelo caminho detectaram uma outra presença. Segundo os boatos há uma fera bem próxima de nós e homens tão próximos quanto vindo atrás dela, mas eles não sabem disso. Se não a capturarmos primeiro nós seremos a caça!

Ela concordou enfaticamente com a cabeça enquanto o rapaz hebáceo se transformava ainda mais em uma espécia ainda mais selvagem de planta. Chegou perto dele e disse alto tentando fazê-lo ouvir durante a transformação:

- Defende os fazendeiros e atrai a besta que nós damos um jeito. - Não obteve resposta e concluiu que aquilo deveria ser um "entendido".

"Eu espero que ele não tenha me entendido errado quando falei agora há pouco." - Sofia irrompeu novamente no meio dos pensamentos de Laura para este pronunciamento tão importante.

"Eu só espero que ele tenha me escutado." - Disse, posicionando as duas mãos nas costas do jovem herói enquanto franzia preocupadamente as sobrancelhas.

Ação:
Objetivo: Encontrar e deter o “Chupa Cabras”  

Assim que Druida terminar o cercado de bambus, Lince (Sofia) irá aproveitar a quantidade "infinita" e manipulará as moléculas de alguns bambus, cortando-os e transformando eles em pequenas lanças pontiagudas que serão arremessadas no Chupa Cabras. Enquanto isso, Lótus (Laura) irá regenerar qualquer dano que o inimigo fizer em Druida durante suas investidas. Assim que o monstro estiver atordoado o suficiente, ordenará pelo elo mental que o ataque de sua irmã seja iniciado. Ela irá arremessar as lanças em vários pontos não vitais, tomando cuidado para que a fera não morra de imediato. Se encontrar muita resistência ou o plano falhar, irá usar sua aceleração molecular para que as lanças explodam ao contato, dando um fim na vida do Chupa Cabras.

Vantagens:
Manipulação de Matéria (+3) + Regeneração Molecular (+1) + Aceleração Molecular (+1) + (Elo Mental (+1) - Zona Central (-1) = 5

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Laeriene LaCroix

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Dom Jul 12, 2015 5:38 pm

Bairro Constelação – 22hs

Era um dia de faxina no apartamento e depois de tudo pronto e arrumado, Dominik SS finalmente poderia sentar e descansar. Depois da salada pronta, Minotauro poderia finalmente assistir as diversas lutas que ele tinha gravada em sua TV do canal Combate. Quando senta no sofá e vai pegar no controle, seu celular começa a vibrar sobre a mesa.

- Mas que droga... Estava bom demais pra ser verdade...

Lendo a mensagem que estava na tela, ao ler que o trabalho será na Vila Novo Acre, ele lembra de tudo que passou no dia que acidentalmente matou duas crianças e trava. Outra criatura pra derrotar. Mas dessa vez, será diferente. O ainda sindicato pergunta  um provável parceiro e Dominik antes de sair digita: Missão Aceita. Tigre.

Dominik desce para o estacionamento e pega seu carro. Ir para a Vila Novo Acre era uma rota costumeira, tendo em vista que sua família mora numa fazenda no local. Seguindo uma rota com menos trânsito ele parte para o local combinado.

Vila Novo Acre - 23:30

Após deixar o carro na fazenda de seus pais, Minotauro caminha até o ponto de encontro e aguarda a chegada do parceiro. Ele não sabia que poderia ser, apenas deu uma sugestão. Mais alguns minutos se passam até que uma criatura hibrida como eu chega vestindo um sobretudo. Provavelmente para disfarçar enquanto vinha para cá.

- Minotauro? – Ele pergunta ao se aproximar. - E aí, cara? Foi chamado também pra missão?

- Pois é Tigre. Fui sim. – Respondo cordialmente. – Depois da minha missão desastrosa aqui, achei até estranho ser chamado para ela.

Quando eu estava saindo, ele arfando olha para mim e grita:

- Espera... *uff* Deixa eu descansar um pouco... Correr a cidade inteira e quase tropeçar diversas vezes por causa dessa roupa comprida é ruim.. – E começa a lamber o braço. Quando percebe que eu vi, ele fica sem jeito e comenta: - Foi mal, lambi por instinto. Então, cê viu o monstro?

- Nem vi... Mas fiquei sabendo que os fazendeiros estão se organizando pra ir caçar o monstro.  Respondi.  

- Sério? Que ótimo... E mandam dois "monstros" averiguarem. Sem ofensas... – diz Tigre logo em seguida.  - Bom, então teremos um monte de caçadores por aqui e, enquanto você é meio-touro, que é um animal que eles costumam ver por aqui, eu sou meio-tigre. Isso vai ser ótimo... Espera - E então percebemos que os fazendeiros estão entrando na mata.

Sinto que  o Tigre esta querendo conversar. O que é legal. Sei como é ser visto pelas pessoas como uma aberração, como ele pensa. Logo ele deve me ver como um igual. Vai ser bom ter ele como amigo. Depois de um tempo andando, eu me pergunto se as pessoas que também estão caçando a criatura tem alguma chance contra ela. De repente ele olha pra mim e diz:

- E aí, tá pronto? Eu vou na frente, consigo enxergar no escuro. Vou tentar farejar para ver se consigo encontrar algo. Quando encontrarmos o monstro, vai ser a hora de arregaçá-lo. Vem comigo?

- Esta tranquilo amigo. Pode ir que vou te dando suporte aqui. - Ele continuava falando...

- Então cara, o que você acha de ser um híbrido? – pergunta Tigre.

- Cara, no começo eu odiava. Todos me criticaram e muitos me odiaram, mas hoje eu aceito bem e me conformei. E quanto a se lamber, fica tranquilo cara. Eu adorava um churrasco e hoje só de pensar me da embrulho. Depois de virar boi, virei vegetariano. Acontece. Mas não tenha vergonha. As pessoas um dia aceitarão. - Nem sei se realmente acredito nisso, penso, mas ajuda a dar esperança e pode dar um pouco dela pra ele também.

Pouco depois, escuto os tiros e gritos. Tigre também percebe, vira pra mim e diz:

- Ouviu isso? Veio de lá, vamos! – E ele corre para lá. Estalo os ossos das mãos e vou atrás.

- Hora de papocar uns monstrengos... - E corro atrás dele.

Ação: Ao chegar no local, vou correndo em direção a criatura e com um golpe de Luta Livre, pretendo acertar uma chifrada nela e jogá-lo para trás onde Tigre vem em seguida para atacá-la e desnorteá-la. Após o Tigre atacar a criatura, pretendo desferir um soco bem dado para nocauteá-lo.

Vant: Super força (2) + Super Resistência (1) + Lutas (2) - Zona (1) = 4

Objetivo: Encontrar e deter o chupa-cabras (ND12)

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Jasper

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Seg Jul 13, 2015 12:32 am

Barão da Conquista - 22:15

"Meu gravador... Há quanto tempo não o vejo..." - penso, pegando meu gravador debaixo da cama.

Há algum tempo, na última vez que gravei algo, acabei por destruir a última fita cassete que eu tinha. Tinha gravado mais como uma espécie de mensagem, contar tudo o que passei por todos esses anos. O aparelho, por si só, era algo muito antigo, que encontrei no apartamento - que teimo em chamar de casa - logo que me mudei, depois que saí do circo.

- Isso aqui tá ligado? - digo, no microfone, enquanto me sento no chão de frente para o gravador - Bom, voltei a gravar depois do "acidente" que tive com a última fita cassete. Encontrei essa aqui numa lata de lixo, em um dos corredores do meu prédio. Pois bem, vamos começar o registro novo... - pauso a gravação e respiro fundo, olhando para a janela e lambendo um pouco a área do pulso - Ok. Hoje eu estou completando o meu terceiro mês de liberdade. As coisas, no entanto, não estão mais dando tão certo como no começo. O preconceito das pessoas cresceu muito ultimamente. Posso ter feito amigos novos, mas tenho muitas dificuldades para sair na rua. E, na minha última vigilância no Setor Industrial, Vicente me encontrou. Estou correndo o risco de ser caçado pelo meu tio... De novo. E recebi dois telegramas esses dias, com ameaças de despejo. Aparentemente, o síndico não gosta da presença de um mutante metamorfo por aqui. As condições para eu não ser despejado são absurdas, são coisas que eu provavelmente não conseguirei cumprir, pelo menos não sozinho - respiro fundo, indo até a janela e levando o gravador comigo.

- Provavelmente eu terei que sair de minha casa. E não tenho pra onde ir. Não consigo emprego, pois o que eu faria? Ser segurança de balada? Ser substituto do tigre branco no zoológico? Não sei. Voltar ao circo não é uma opção. Nova Capital precisa de mim e eu não estou disposto a ficar viajando o país inteiro para todos verem o quão aberração sou. Ah... Não sei bem o que... Espera - pauso a gravação ao escutar o celular tocar. A música "Live to Rise" era o toque que eu havia conseguido programar. Pedi para instalarem no meu celular essa música. O quê? Eu gosto de rock, ué.

Pegando o celular, percebi que o chamado era no Novo Acre, o bairro rural da capital. Segundo o textinho pequeno, possivelmente havia uma criatura aterrorizando o bairro, e que uma vigilância e investigação era necessária. Cheguei a ver as notícias na TV, era meio tenso mesmo. Mandei uma resposta rápida, um "aceito" simples, e me preparei para ir ao bairro. Guardei o gravador, peguei o sobretudo e saí do prédio. Usei a saída de emergência, para evitar contato com alguém, enquanto vestia o sobretudo por cima de meu uniforme normal. No chamado também dizia que o Minotauro iria agir comigo. Certo... Vamos ver o que me espera.


Vila Novo Acre - 23:45

A correria até o Novo Acre era difícil, eu tive que, quase que literalmente, atravessar a cidade inteira. Chegando lá, vi o matagal próximo, vi várias outras coisas, até que me deparei com uma outra pessoa. Era um pouco mais alto que eu - considerando que sou bem alto - e muito mais robusto. Já havia o visto uma vez nos corredores do Sindicato, me perguntava como ele conseguia andar com aqueles cascos... Embora eu tenha patas, o que não é tão diferente assim. Quem vê também acha estranho. Vida de híbrido é essa mesmo.

- Minotauro? - perguntei, me aproximando dele - E aí, cara? Foi chamado também pra missão?

Depois que ele me respondeu, comentando inclusive sobre o fracasso na última missão dele por aqui, olhei para os lados. Estava tudo escuro, ótimo. Minha Visão Noturna seria útil. Mas eu precisava descansar um pouco, atravessar a cidade correndo era cansativo até pra mim. Tirei meu sobretudo, para poder agir melhor, revelando meu uniforme e minha aparência felina. Vi que ele já começava a caminhar na direção do matagal próximo,

- Espera... *uff* Deixa eu descansar um pouco... Correr a cidade inteira e quase tropeçar diversas vezes por causa dessa roupa comprida é ruim... - digo, lambendo um pouco o braço, mas parando logo em sequência - Foi mal, lambi por instinto. Então, cê viu o monstro?

- Nem vi... Mas fiquei sabendo que os fazendeiros estão se organizando pra ir caçar o monstro

- Sério? Que ótimo... E mandam dois "monstros" averiguarem. Sem ofensas... - digo, ainda descansando, sem esperar ele me responder - Bom, então teremos um monte de caçadores por aqui e, enquanto você é meio-touro, que é um animal que eles costumam ver por aqui, eu sou meio-tigre. Isso vai ser ótimo... Espera - começo a sentir cheiro de fogo próximo. Ao olhar para o lado, percebo os fazendeiros entrando na mata.

"Eu sei que querem fazer o bem, mas será mesmo que vale a pena para eles se arriscarem tanto assim? Nós estamos aqui" - penso, olhando para a mata.

- E aí, tá pronto? Eu vou na frente, consigo enxergar no escuro. Vou tentar farejar para ver se consigo encontrar algo. Quando encontrarmos o monstro, vai ser a hora de arregaçá-lo. Vem comigo? - pergunto. Ao ouvir a positiva, adentro na mata, o aguardando.

Enquanto realizávamos a busca, tentei puxar algum assunto, para não ficarmos sem fazer nada.

- Então cara, o que você acha de ser um híbrido? - pergunto.

- Cara, no começo eu odiava. Todos me criticaram e muitos me odiaram, mas hoje eu aceito bem e me conformei. E quanto a se lamber, fica tranquilo cara. Eu adorava um churrasco e hoje só de pensar me da embrulho. Depois de virar boi, virei vegetariano. Acontece. Mas não tenha vergonha. As pessoas um dia aceitarão - ouvir essa resposta dele me fez refletir um pouco...

- Hum... Até me deu fome ao falar sobre churrasco. Mas realmente, é difícil a aceitação. Eu nasci assim, aí por isso eu...

Eescuto os tiros e os gritos vindos de um lugar não muito longe, parando de falar na hora. Olho para Minotauro e falo com ele:

- Ouviu isso? Veio de lá, vamos! - digo, apontando para um lado e correndo na direção do som.

Chegando no local do confronto, espero Minotauro atacar primeiro, enquanto eu ficarei à espreita. Todo aquele tamanho dele deve valer de algo. Com ele atacando, partirei furtivamente na direção da criatura, para realizar ataques alternados. Combinando a furtividade com a superagilidade, pretendo realizar alguns ataques com garras para fraquejá-la, permitindo com isso que os golpes de Minotauro fossem mais efetivos.

Objetivo: Encontrar e deter o chupa-cabras (ND12)

Vantagens: Furtividade (1), Garras & Presas (1), Sentidos Aguçados (1), Super Agilidade (2), Visão Noturna (1), Zona de Atuação (-1) = 5
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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Dom Jul 19, 2015 11:09 pm

RESOLUÇÃO
Um grupo com cerca de dez fazendeiros se junta durante a noite para caçar a criatura que estava acabando com suas criações de animais. Armados com espingardas, facões e tochas os homens entram em uma área de mata do local. Mesmo amedrontados eles seguiam com o intuito de por um fim nisso.  As horas passam e nada acontece. Então, na intenção de cobrir uma área maior os fazendeiros se separam em grupos menores.

Outro grupo que se encontrava naquela área de vegetação a fim de descobrir sobre o mistério do “chupa cabra” era uma dupla de heroínas enviadas pelo Sindicato.
Caminhando de forma discreta as irmãs Lótus e Lince, discutiam usando seu elo mental enquanto faziam uma varredura pelo local. A vegetação atrapalhava as irmãs que não tinham costume de trabalhar nesse tipo de ambiente. Missões urbanas eram “mais fáceis” na visão delas

"Se esses caras tão atrás do Chupa Cabra é muito óbvio que não vão encontrar ele dando sopa. O bicho é esperto, não os atacaria de modo tão repentino. A besta sempre espera o momento certeiro, vai por mim." - Explicou Sofia enquanto corria os olhos pelo vastos campos verdes - "Fica atenta a qualquer movimento."

"Estou atenta a esses carrapichos desgraçados que tão se apossando de meu corpo. Essa merda tá conseguindo penetrar no tecido do uniforme pra me cutucar, que inferno!"

"Isso tu tira depois, presta atenção na caça--" - Um vulto se aproximou dela e seu coração quase parou - AHHHH! MAS QUE PORRA?

O movimento que fez com o braço foi tão rápido que quando se deu conta do que era já estava socando. Seu punho afundou em madeira macia e lascada pela força do golpe de reflexo, mas antes de analisar o que era foi jogada ao chão por uma raiz que lhe puxou pelos pés. As duas foram arrastadas por cerca de um metro até se depararem com um homem de aparência vegetal, tendo chifres de madeira e pequenas folhas contrastando com o céu noturno. Era Druida, um herói ainda pouco conhecido entre os membros do Sindicato.

- Olá meninas! Não me digam que o Sindicato as mandou atrás da fera?

"Que que a gente fala?" - Perguntou Sofia para Laura utilizando o Elo Mental

"Diz que sim, uai. É a verdade."

As duas ainda sem jeito e um pouco apavoradas com a situação pensam no que dizer em quanto se levantam.
- Eles me convocaram por eu conhecer bem essas matas, e bom... é meu habitat. Sabia que eles enviariam apoio, só não pensei que seria vocês...

As garotas se entreolham, mas antes que pudessem responder ao ser misto entre homem e planta ele volta a falar.
- Lótus, Lince não há tempo para explicações, preciso da ajuda de vocês! Não estamos sozinhos aqui! Minhas longas raízes espalhadas pelo caminho detectaram uma outra presença. Segundo os boatos há uma fera bem próxima de nós e homens tão próximos quanto, vindo atrás dela, mas eles não sabem disso. Se não a capturarmos primeiro nós seremos a caça!

- Ah claro, e o senhor fada da floresta sabe onde essa coisa tá? Por que a gente tá aqui a um tempão e não rolou nada - Perguntou Sofia se mostrando irritada com a situação.

Tiros e gritos são ouvidos não muito longe dali, chamando a atenção dos três heróis presentes.
-Acho que isso responde... Certo, defende os fazendeiros e atrai a besta que nós damos um jeito

O trio então parte em direção de onde vinham os sons, enquanto corriam pela mata, Druida se concentrava criando uma vegetação forte e densa cercando os demais fazendeiros para que estes não se aproximassem, pois sabia que quanto mais pessoas houvessem ali, mas difícil seria controlar a situação. Isso sem falar no provável aumento no numero de vítimas.

Os três finalmente chegam ao local de onde veio a gritaria. Havia um homem caído no chão, com ferimentos por todo o corpo, provavelmente havia acabado de ser morto.
Os heróis ali, tentam assimilar aquilo tudo, até que Druida percebe uma movimentação em uma moita.  Das sombras uma criatura horrenda aparece e começa a encara-los.

O ser era do tamanho de um cachorro de grande porte, não havia pelagem, apenas um couro enrugado de cor avermelhada, possuía dentes enormes e garras nas 4 patas. Seus olhos emitiam um brilho vermelho forte, e rosnava de uma forma assustadora. A fera começa a correr na direção do trio com suas enormes presas ensanguentadas a mostra, quando é atingida por uma série de bambus em forma de lança, arremessados pelas gêmeas Lotus e Lince.

Druida faz brotar mais dezenas de bambus do solo enquanto parte para atacar a criatura já controlando raízes e cipós para prender e domar o animal misterioso. Porém o herói hebáceo não contava com a agilidade e destreza do ser que consegue se esquivar e cortar alguns cipós com suas garras. O monstro parte para cima de Druida cravando as garras em seu tórax. Lascas de madeira eram vistas saindo do corpo do rapaz.  Lótus fazia esforço para “curar” o dano que Fábio recebia, enquanto Lince preparava mais lanças para atacar o monstrengo.

Rapidamente a fera sente que não iria conseguir se alimentar do ser hibrido tão facilmente, é então que ela troca de alvo: A moça de sangue quente com poderes regenerativos. Mesmo ferido graças a alguns tiros que levou e as lascas de bambu cravadas em seu corpo , o “chupa cabras” salta para cima de Lótus, a garota é pega desprevenida, não imaginava que fosse ser atacada de forma tão repentina. Ela mal consegue gritar , apenas sente as enormes presas cravando em seu trapézio. Seu sangue fluía facilmente para  a fera que o drenava com volúpia.

Lince se desespera com a cena que vê, era como se ela que estivesse sendo atacada, o elo mental das duas era muito forte. A garota aos poucos parava de sentir a irmã, era como se uma parte sua estivesse sumindo. Desesperada, com as pernas tremulas e os olhos cheios de lágrimas Lince estende as mãos na direção da besta e concentra todo seu poder de aceleração molecular naquele monstro.

O “chupa cabras” sente seu corpo entrando em reação. Ele larga a garota e começa a se contorcer, era como se cada célula de seu corpo estivesse entrando em colapso. Ele da um grito, e mesmo com as poucas forças que ainda tinha e com a dor, parte para cima de Lince, porem antes que chegasse até a garota, seu corpo entra em colapso total se explodindo. Pedaços de carne e muito sangue esse espalham pelo local, naquela amostra do poder de  Sofia misturado com fúria e desespero.

Mesmo já sem forças a garota vai até a irmã e tenta estancar o sangue de sua ferida. Druida também, bastante machucado se aproxima lentamente e usa algumas de suas ervas cobrindo o ferimento da garota, aquilo a manteria por um tempo.  Os demais fazendeiros finalmente chegam até o local. Não havia sobrado nada da criatura a não ser pedaços irreconhecíveis espalhados por toda a vegetação.

Com a ajuda dos fazendeiros, os três são retirados do local e minutos depois se encontram com uma equipe do Sindicato que acabará de chegar na região. Lótus é levada imediatamente até Samaritana para fazer os primeiros socorros. Druida e Lince dispensam o apoio médico.
Uma forte chuva começa a cair. Druida estende os braços deixando a água cair sobre seu corpo enquanto apenas observa o helicóptero do Sindicato partir com as gêmeas e toda a equipe de apoio.


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No dia seguinte alguns poucos jornais falavam sobre o corrido na noite anterior, mas sem grande ênfase, já que não haviam provas do ser.
As únicas testemunhas eram um fazendeiro que havia morrido, e um trio de heróis que a mídia não conseguiu contatar. No final das contas tudo continuou como só mais um boato de Novo Acre.

Em um laboratório moderno, uma mulher de aparência elegante, usando jaleco e óculos lia a notícia sobre o fim do monstro que atormentou os fazendeiros em Novo Acre.
Ela desliga seu tablet com um leve sorriso no rosto enquanto passa seu crachá em um aparelho próximo a uma porta de aço.   A grande porta abre, e rapidamente a mulher entra no local.  Ela passa por um corredor com diversos tubos de vidro, dentro deles criaturas bizarras pareciam estar sendo “cultivadas”.  Ela senta em um dos computadores e se loga na máquina.

[Login: EQUIDNA]
[Senha: *******]


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Lótus/Lince: Manipulação de Matéria (+3) + Regeneração Molecular (+1) + Aceleração Molecular (+1) + (Elo Mental (+1) - Zona Central (-1) = 5

Druida: Fitocinese (2), Transformação corpórea: Plantas (2), Corpo Resistente (1) Desvantagem: Zona Rural (+1)=6

5+6+2=13 sucesso! (Podem fazer um prólogo se quiserem)

FIM DE MISSÃO

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Vila Novo Acre   Qui Jul 23, 2015 11:34 pm

A Bruxa da casa 13


Maria da Conceição, uma senhora já com seus setenta e poucos anos, mora sozinha há muito tempo na vila Novo Acre onde e é conhecida por ser uma ótima parteira, benzedeira e muitos dizem até que a idosa tem presságios de vez em quando.
Haviam boatos de que ela conseguiu predizer a morte de 3 pessoas do bairro e a morte prematura de um cantor famoso através de cartas e búzios . Dizem que ela pode amaldiçoar o destino das pessoas também e muitos cidadãos supersticiosos temiam a "Bruxa da casa 13" por isso. Principalmente as crianças, que evitavam até de brincar na rua da misteriosa parteira.

Seu lar é uma velha casa de 2 andares, muito castigada pelo tempo, com a pintura vermelha descascada e muitas infiltrações. Seu jardim, praticamente abandonado, tomado pelo matagal e plantas mortas, deixava a velha casa, com uma aparência ainda pior. Mais parecia uma casa mal assombrada ou algo do tipo segundo os moradores dali.

Por volta das nova horas da noite, ela acaba de alimentar seu vira-lata "Pretinho" e senta-se no sofá de molas, todo rasgado, pra assistir sua novela. A TV se recusa à ligar com o controle remoto.

- Malditas porcarias eletrônicas! - Resmunga enquanto se levanta até a TV.

O problema persiste e ela decide desplugar e replugar o fio na tomada, se abaixa com dificuldade e uma das mãos nos quartos, por causa de problemas na coluna. Quando ela repluga o fio, faíscas saltam da tomada e ela recua a mão instintivamente, a TV parece quebrada.

- Ah porcaria! Amanhã eu vou chamar aquele moleque eletricista filho da Dolores pra ver esse troço...E ai dele se me cobrar algo! Eu que fiz o parto daquele infeliz...

A velha sobe as escadas resmungando, sem perceber que uma das faíscas iniciou uma pequena chama na ponta do carpete velho e empoeirado da sala, chama que começa a se alastrar pelos móveis velhos da casa e, em minutos, todo o cômodo está sendo consumido pelo fogo. O cachorro sobe latindo desesperado e a senhora acorda, sente o cheiro da fumaça e vê todo o primeiro andar em chamas.
Ela agarra o pobre animal em seus braços, mas ao perceber a intensidade do fogo, Vê que nada poderia fazer, a não ser esperar por algum tipo de ajuda.

-Socooorro! Alguém me acuda, aqui, ó meu pai!

Objetivo: Salvar a idosa e seu cãozinho ND: 6

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