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 [Bairro] - Barão da Conquista

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Flor do Luar

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Aluno Iniciante

MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Dom Jun 07, 2015 5:51 pm

E la estava eu, em todos os outdoors e revistas. E olha que eu nem sabia que essa rede de Parques Aquáticos "Lagoa Azul" era tao famosa. Eu acho que tinha tirado a sorte grande, porque alem do job, que tinha uma remuneração otima, ainda tinha fisgado o renato, H-E-R-D-E-I-R-O, que, como bônus, ainda era gatinho.

O foda eh que com essa polemica de perfume da boticário rolando, ninguém tava me dando muita ideia, apesar de estar lindissima de biquini. Eu arrasando e nem trending topics no twitter eu era. Fala serio, pra mim a única coisa errada no comercial é viado usando perfume nacional - os que eu conheço usam tudo perfume importado. Esse povo ta fazendo boicote na empresa errada. Deviam fazer eh na Apple pra ver se o preço do Iphone cai pra eu poder trocar o meu.

No Sindicato, meu treinamento com a Sombria tava progredindo. Eu ja conseguia acertar a defesa dela ao inves de simplesmente ser lenta o bastante pra ela se esquivar de absolutamente tudo.

A Sombria era muito focada e tava sempre com a cabeca no trabalho. Ultimamente, porem, ela tava sumida do Sindicato. Era com ela que eu mais tinha contato no Sindicato, porque a gente tava sempre treinando, e por isso ela sabia da minha vida inteira porque eu nao consigo nao falar dos meus problemas. Sera que ela tava com algum problema? Ela nao parecia ter muitos amigos e nem parecia ser do tipo que desabafa, mas vai ver ela precisava de alguem insistente no pe dela e, convenhamos, nao tem ninguem mais insistente que eu. Decidi mandar uma mensagem e esperar pra ver se ela aparecia:

- Ok, hoje as 20h45 no Muzik la na Barao da Conquista. Voce precisa relaxar, se divertir. Eu nao te vejo ha dias. Prometo que nao vou te infernizar com os meus problemas. Noite das garotas. E nao, voce nao tem opcao e nem direito a negativa.] Te vejo la. XX

20h50

Ja no local combinado, Muzik, um famoso Pub de frente pra praia, nao demorou muito e Sombria finalmente deu as caras, em seus trajes civis.

Onde voce se enfiou? Nao te vejo ha dias. Trabalhando, aposto, sua workaholic masoquista. - questionou Lux, em tom de deboche.

Oi, Lux. – Responde a mulher loira que se aproxima, abrindo um sorriso. Ela retira a mochila cheia das costas, e se senta na mesa aonde estava sua aluna. — ... Me desculpe pelo sumiço. Eu deveria ter te ligado. E não, não foi por causa do trabalho. – Carol garante, assentindo com a cabeça.

Eu... Foi por causa do trabalho sim, na verdade. Eu decidi tirar uma folga. Por isso estou aqui. Noite das garotas! Haha! – Ela ri brevemente, dando três palmadas rápidas com as mãos.

Eu nao esperava te ver assim tao animada pra isso, pra ser sincera. Haha - respondeu Lux, um pouco incredula.

Mas e você, Lux? Como você está? Não está fazendo os exercícios físicos que pedi, tenho certeza. Não tem ninguém pra puxar o seu pé agora... – Comenta Carol, com um olhar reprovador.

Ah, eu tento, mas eh dificil manter a disciplina sem alguem puxando meu pe. Pra completar o renato descobriu que doce eh meu ponto fraco, e todo dia aparece com alguma coisa quando a gente encontra. - respondi, com peso na consciência mas feliz por ele se importar.

Ha algumas quadras dali, um grupo de pessoas se aglomerava em frente a um lugar onde ocorria uma festa pra Terceira Idade. Luzes intensas atravessavam as janelas do local, iluminando toda a rua. Tudo bem esquisito.

De repente, um senhor pegando fogo pula pra fora do lugar, enquanto um maluco saia do local portando um par de manoplas incandescentes, atirando chamas pra todos os lados. Sombria e eu nos levantamos depressa e nos olhamos no mesmo instante, de forma sincronizada, sabendo o que deveria ser feito.

Você tá com o seu uniforme?! – Pergunta a vigilante sombria, recebendo um positivo. – A praia tá ali na frente. Você tem o mar inteiro pra você. Mantenha ele ocupado pra mim, ok? Não precisa ser ousada e tentar algo arriscado contra ele, só se proteja e mantenha as rajadas de fogo dele longe das pessoas. Aquilo é uma espécie de lança-chamas, e eu vou inutilizar ela, mas eu preciso me aproximar por trás. Isso não é mais um treino. Eu confio em você, Lucena. Agora vai.

Objetivo: Deter Incendiário [ND10]

Vantagens: Hidrocinese + Combate + Carisma = 4

Conforme o plano que a Sombria bolou, seguirei pela praia pra canalizar o maior volume de agua possivel e manter o Incendiario ocupado, com o meu carisma, enquanto me protejo de seus ataques com minha hidrocinese. Moldando a agua em tentaculos, atacarei-o de frente, o distraindo e tirando o foco dele dos civis inocentes, para Sombria ataca-lo por tras e destruir seu equipamento.

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- Não sou bonitinha. Sou linda de morrer.

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Sombria

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Ter Jun 09, 2015 5:27 am

O céu estava completamente límpido acima da Universidade de Nova Capital aquele dia. Em um banquinho qualquer do campus, estava sentada Carol, sua mochila recostada ao seu lado. Um pouco distante das áreas de movimento, e cercada por verde, havia a leve ilusão de que ela era a única pessoa presente em toda a instituição, tão calmo era o cenário ali.
É então que um homem de roupas sociais e pasta de couro, se assemelhando a o que um imaginaria ser um professor da faculdade, se aproxima do local, parando então de frente para o banquinho aonde a moça loira se encontrava. Ele acerta os óculos na sua face barbada, antes de se agachar em frente à moça, que até então parecia indiferente à presença do mesmo ali.

— Minha Rainha. — O homem faz sua reverência.

— ... Levante-se. — Após alguns segundos de silêncio ela responde, ainda sem nem mesmo olhar para o homem de cabelos grisalhos à sua frente.

Ele arruma a bainha da sua calça e suas meias pretas, antes de levantar e sentar-se no banco de pedra, no outro canto do mesmo.

— É um lindo dia, não acha? – Diz o homem, fazendo o mesmo que ela e não olhando para a mesma quando fala, fitando ao invés disso o céu. — Uma pena que há algo lhe atormentando.

— Como sabe disso? – Ela pergunta, se detendo de olhar pro lado.

— Sou seu Conselheiro Real, Carolina. É meu dever saber prontamente quando há algo de errado com você. – Ele retruca, com um sorriso de canto de boca.

— Eu precisava falar com você, Carlos. – A estudante de olhos azuis diz, cabisbaixa. —Sobre algo que fiz, e que vou fazer.

— Sou todo a ouvidos, Sua Majestade.

— Você já deve ter ouvido falar do caso do garoto Dudinha na mídia, certo? O menino morto em uma invasão da polícia no Cabrião. Eles também mencionaram que havia a suspeita de um vigilante envolvido no incidente.

— E eu imagino que esse suposto vigilante, se estivesse mesmo envolvido, teria falhado em salvar o garoto?

O silêncio sereno retorna por alguns momentos. O homem olha disfarçadamente para o lado, vendo a ex-monarca manter sua cabeça baixa, contemplando o nada.

— ... Entendo.

— E se esse vigilante resolvesse desaparecer depois disso, Carlos? Tivesse percebido que tentar ser um herói foi um erro desde o começo?

— ... Eu o apresentaria pra você, Kinjäne. – O historiador responde, agora olhando firmemente para Carol . —Você tem um dom especial, além de todas as suas habilidades físicas e capacidades mentais. Você tem uma chama dentro de si, capaz de dar esperança às pessoas. A inspirá-las a algo maior, mais importante que elas mesmas, e principalmente, dos erros e fraquezas que as limitam. É por isso que você é Nossa Rainha--

— Não, Carlos... Eu não consigo... Ser aquela mulher. Eu não sou mais ela. – Ela diz, passando as duas mãos no rosto, frustrada. —É como se esse outro mundo tivesse dissolvido aquela persona de mim. Eu não me... Sinto mais como nenhum desses nomes, ou títulos! É como se você falasse de outra pessoa, entende? E eu sou apenas a sombra dela...

— Então acho que chegamos à raíz do problema aqui, Carolina. – Ele faz uma pequena pausa, voltando a olhar pros estudantes apressados do campus, ao longe. —A morte desse garoto, Dudinha, trouxe à tona esse conflito que já existia em você. Talvez você se sinta como outra pessoa porque ninguém mais a conhece por quem você era de verdade. Não estamos mais em Casa; você não é mais conhecida como Leona, a Leoa Dourada. Ou Avi-Parii, a Ave-Mãe. E dado o nosso “acordo” com a PEGASUS, talvez nunca a conhecerão como tal.

— Você precisa achar seu novo nome. Vá atrás de quem a conheça de verdade aqui, nesse mundo, e descubra quem você é. Por mais que eu queira ajudar minha Rainha, infelizmente, eu sou apenas um fantasma do seu passado. Não vou servir de ajuda na sua empreitada.

Carol concorda com a cabeça, abrindo então um sorriso tímido. Ela fecha a distância entre eles e dá um abraço no historiador.

— Obrigada, Carlos. – Ela diz, ainda abraçada com ele.

— Estarei sempre aqui, Minha Rainha. – Ele responde, sorrindo. —Agora devemos ir, antes que os agentes da PEGASUS cheguem aqui.

A ex-monarca concorda e então ela se levanta, pegando sua bagagem e indo embora, enquanto ele permanece no local. Com as palavras de Carlos ainda ecoando em sua mente, a moça loira retira o celular do seu bolso, que estava desligado, e o liga novamente.
Como já esperava, inúmeras ligações perdidas, mas então notou uma mensagem de alguém:

”Ok, hoje as 20h45 no Muzik la na Barao da Conquista. Voce precisa relaxar, se divertir. Eu nao te vejo ha dias. Prometo que nao vou te infernizar com os meus problemas. Noite das garotas. E nao, voce nao tem opcao e nem direito a negativa. Te vejo la. XX”

Carol termina de ler a mensagem pensativa, e então abre um sorriso de canto de boca.

====
Barão da Conquista
20h50


“Carlos estava certo. Eu estou perdida.”

Carol se aproxima do Muzik Pub, em Barão da Conquista, trajando roupas casuais, nada elegante demais. Ela procura com os olhos por Lux, o alter-ego da heroína e sua aluna Maresia, até que acha a moça já sentada em uma mesa.

Onde voce se enfiou? Nao te vejo ha dias. Trabalhando, aposto, sua workaholic masoquista. - questionou Lux, em tom de deboche.

“Ninguém sabe quem eu sou. Nem mesmo eu mesma.”

Oi, Lux. – Responde Carol, se aproximando com um sorriso. Ela retira a mochila cheia das costas, e se senta na mesa aonde estava sua aluna. — ... Me desculpe pelo sumiço. Eu deveria ter te ligado. E não, não foi por causa do trabalho. – Carol garante, assentindo com a cabeça.

“Estou sozinha.”

Eu... Foi por causa do trabalho sim, na verdade. Eu decidi tirar uma folga. Por isso estou aqui. Noite das garotas! Haha! – Ela ri brevemente, dando três palmadas rápidas com as mãos.

Eu nao esperava te ver assim tao animada pra isso, pra ser sincera. Haha - respondeu Lux, um pouco incredula.

Mas e você, Lux? Como você está? Não está fazendo os exercícios físicos que pedi, tenho certeza. Não tem ninguém pra puxar o seu pé agora... – Comenta Carol, com um olhar reprovador.

Ah, eu tento, mas eh dificil manter a disciplina sem alguem puxando meu pe. Pra completar o renato descobriu que doce eh meu ponto fraco, e todo dia aparece com alguma coisa quando a gente encontra.

Há algumas quadras dali, um grupo de pessoas se aglomerava em frente a um lugar onde ocorria uma festa pra Terceira Idade. Luzes intensas atravessavam as janelas do local, iluminando toda a rua. Não demora até que, de repente, um senhor pegando fogo pula pra fora do lugar. De lá, sai um homem portando equipamento incendiário moderno.

“Lança-chamas. Poderia reconhecer um de longe. Reze para nunca reconhecer um de perto.”

Carol se levanta em sincronia com sua aluna, e acabam por se entreolharem ao mesmo tempo.

Você tá com o seu uniforme?! – Pergunta a vigilante sombria, recebendo um positivo. – A praia tá ali na frente. Você tem o mar inteiro pra você. Mantenha ele ocupado pra mim, ok? Não precisa ser ousada e tentar algo arriscado contra ele, só se proteja e mantenha as rajadas de fogo dele longe das pessoas. Aquilo é uma espécie de lança-chamas, e eu vou inutilizar ela, mas eu preciso me aproximar por trás. Isso não é mais um treino. Eu confio em você, Lucena. Agora vai.

“Eu conhecia como lança-chamas funcionavam. Ainda me lembrava do calor que elas emitiam quando as usava. Nada mais agressivo e aterrador do que ver uma floresta inteira coberta em chamas.

Gás ou combustível líquido, lança-chamas não têm tanto segredo assim. Vou cortar o barato daquele maníaco o mais rápido possível.”


Sombria seguiria o plano, sairia do local vestida com seu uniforme, e tentaria se aproximar de Incendiário sem ser notada. Ainda mantendo uma distância, ela jogaria o seu Yakan para enrolar em cada um dos tubos que bombeavam o liquido ou gás inflamável para as manoplas, e com um puxão tentaria arrancá-las, inutilizando a arma. Caso ele se virasse contra ela, usaria sua agilidade e acrobacias para se esquivar das chamas, e usaria suas bombas de fumaça para conseguir sumir da vista dele. Caso conseguisse arrancar os tubos, pediria imediatamente para Maresia jogar água contra ele – e evitar uma explosão de chamas por causa do vazamento dos tubos – e terminaria o serviço com um golpe para desacordá-lo.

Acrobacia: 1 + Agilidade: 2 + Arma (Yakan-Boleadeira): 2 + Bombas de Fumaça: 1 + Ciências: 1 + Combate: 2 + Traje de Combate: 1 + ZN 0
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Jogo de Cartas

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Ter Jun 09, 2015 5:49 pm

Atuando como vigilante em nova capital, Cybernética não perdeu a oportunidade de manter contato com os heróis que a ajudaram neste caminho, sempre que possível gravando entrevistas e tirando algumas fotos para sua página no facebook. Entre os heróis dessa lista, sua rival de internet, Vital. Ambas mantiveram contato após o incidente do ônibus em chamas no Setor Industrial, do qual Mariana ainda relutava em admitir que foi superada por Samanta. Entretanto quando não estavam discutindo sobre popularidade e atos heroicos, ambas concordavam em investigar os incêndios criminosos que vinham surgindo em Nova Capital, atribuindo os incidentes a “Incendiário”.

Barão da Conquista.
21 horas.

Ao entrar em barão da Conquista, no cruzamento da Avenida Cometa, passa-se por faixa dizendo “5º Baile da Terceira Idade do Salão de Dança Mimulos”. Nesse momento Cybernética se dirigia a um Outback próximo a orla da praia, local do encontro marcado com Vital, ambas pretendiam agir juntas essa noite, realizando uma vigia no bairro, provável local onde incendiário foi avistado pela última vez, além do mais, isso iria selar a amizade entre ambas.

~Cybernética
Já to chegando Vital, já conheço o lugar, fechei uma parceria para usarem minha imagem num estúdio de publicidade ai perto, mas no final eu não achei que eles conseguiram representar bem minha personalidade 21:01
– Mentiu Mariana apenas buscando impressionar a rival.

~Vital
Conheço uma agência de publicidade que trabalha com ração animal, era essa? 21:01

~Cybernética ╭∩╮( ͡⚆ ͜ʖ ͡⚆)╭∩╮ 21:02

~Vital
Então, cheguei aqui porque uso um meio de transporte alternativo, não demore muito Gata, sabe como é, demorou para o encontro é menos pontos na hora de ir para cama! HAHAHAHAHAHAHA 21:02

~Cybernética
No final o que vale é a soma da conta bancária :* 21:03

Respondeu Mariana pouco antes de avistar Vital e acenar para ela. E Não demorou para as suspeitas de Cybernética se provarem verdadeiras, logo começou a receber noticias sobre o incêndio e o provável local do ataque de Incendiário.

-Há sabia, é ele, e próximo daqui, provavelmente você deve estar se perguntando “como ela fica sabendo das coisas tão rápido?” , programei meu feed de noticias para palavras-chave, incêndio,homem estranho, barba óculos, etc

-Bora lá – Disse Mariana enquanto materializava seus patins, antes que Vital sequer cogitasse leva-la.

Ambas chegaram facilmente ao local, Incendiário parecia estar querendo chamar a atenção de todos heróis da cidade, apontando poderosos jatos de fogo para os céus, além de ser visível o estrago que já havia causado. Cybernética já começava a formular uma estratégia e esboçar o que tinha em mente para Vital. Sacando seu smartphone e baixando uma planta esquemática do lança-chamas que Incendiário usava para espalhar o caos.

A vlogueira pretendia atrair a atenção de incendiário usando de seus construtos para se defender de possíveis rajadas, além de projetar uma armadura leve em torno dos braços e pernas. Aguardando para que Vital use de suas rajadas para atordoar Incendiário, o suficiente para que Cybernética tenha oportunidade de desabilitar o lança-chamas, sem que haja risco de explosão.

Materializar construtos (+2) + Manipular construtos (+1) + Computação (+1) + ZN (0)

Imagem Incendiário:
Spoiler:
 

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Vital

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Ter Jun 09, 2015 8:51 pm

Barão da Conquista.
21 horas.

- Porque a Gaby entrou em Rage depois que disse que ia sair com uma amiga? Fazia uma cara de pensativa até cair a ficha e dar com a palma da mão na testa.

- Sou muito idiota, to falando, ainda vou me foder com essa minha vida dupla de combatente do crime...

Esboçava uma cara meio triste enquanto pensava em como iria encontrar rastros do "incendiário" com Cyber, estava voando perto do litoral, dessa vez usava um óculos de proteção e um jaqueta de couro toda surrada. Então logo recebia uma mensagem no celular.

~Cybernética
Já to chegando Vital, já conheço o lugar, fechei uma parceria para usarem minha imagem num estúdio de publicidade ai perto, mas no final eu não achei que eles conseguiram representar bem minha personalidade 21:01

~Vital
Conheço uma agência de publicidade que trabalha com ração animal, era essa? 21:01
Ria olhando para o celular tirando com a cara de Cybernética.

~Cybernética ╭∩╮( ͡⚆ ͜ʖ ͡⚆)╭∩╮ 21:02

~Vital
Então, cheguei aqui porque uso um meio de transporte alternativo, não demore muito Gata, sabe como é, demorou para o encontro é menos pontos na hora de ir para cama! HAHAHAHAHAHAHA 21:02
Dava mais umas risadas com o trocadilho.

~Cybernética
No final o que vale é a soma da conta bancária :* 21:03

Logo olhava a frente e via Mariana acenando, então acelerava até chegar na garota que vinha com o smatphone na mão com noticias do incendiário:

-Há sabia, é ele, e próximo daqui, provavelmente você deve estar se perguntando “como ela fica sabendo das coisas tão rápido?” , programei meu feed de noticias para palavras-chave, incêndio,homem estranho, barba óculos, etc

-Bora lá – Dizia a garota correndo logo formando patins de pixeis e indo na frente, ficava por um tempo com uma cara de tacho a olhando partir e logo ia voando atrás até encontra-lo.

O plano das duas era o de distrair e atrasar o incendiário o atacando com rajadas leves da cabeça para confundi-lo e atordoa-lo, voando em zig zag para não ser atingida até que Cybernética consiga se defender e preparar o momento que tentaria desligar os lança chamas, sempre com o cuidado para não ser acertado pelas chamas, e se possível o seu desarme iria o acertar vários golpes até que ele caia desacordado.

Objetivo:
Deter Incendiário.
Proteger e ajudar Cybernética a todo custo.


Voo (1) Rajadas de Energia (2) Combate (1) Luvas (1)

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Sanguessuga Abalo Sísmico      Rato          Vital

-

Fala: #999999

Ficha:
 
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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Ter Jun 16, 2015 2:11 pm

Resolução

A badalada região litoranea de Barão da Conquista sofria agora com as ações de Incendiário, que como uma criança, ria e se divertia ateando fogo em carros e estabelecimentos, sem se preocupar com as consequências. A música de Tom Jones tocava num loop infernal, mas Lucas não se cansava de cantar e improvisar uns passos de dança, lançando suas chamas no ritmo da canção.

Mais um carro explodia com as chamas, seguida de uma alta gargalhada. Porém, um grande jato de água surgiu por cima de sua cabeça raspada e apagou as chamas do veículo. E outras em seguida, apagando parte do fogo nos estabelecimentos mais próximos.

- Olha aqui carequinha, esse lance de fogo e água, você sabe como acaba, né? – Lucena “Lux” Mayer, conhecida também como Maresia, gritava da beira do mar, chamando a atenção do pinomaníaco.

- Ahh, Maresia... – Ele disse, cessando as chamas por um momento e andando lentamente até a beirada do calçadão, onde parou. – Minha nemesis... você não sabe como eu era louco pra te conhecer. – Apontou suas manoplas na direção da garota e duas poderosas chamas foram disparadas, forçando a garota a se esquivar para o lado numa cambalhota pela areia molhada, graças aos treinamentos com Sombria.

- Ai, que saco, agora to cheia de areia no cabelo. Olha o que você me fez fazer. – Nervosa, Maresia, fez um movimento com as mãos e um tentáculo de água subiu pelo céu noturno na direção de Incendiário, que mira suas manoplas para o chão lançando suas chamas e desvia com um desastrado voo para trás.

- Me desculpe lindeza, não queria isso, é que eu realmente to muito empolgado de encontrar a garota propaganda da “Lagoa Azul” – O tentáculo de água para por um momento no ar, Incendiário tinha a atenção de Maresia. – Achei ridículo como mal comentaram sobre você de biquíni, só deram atenção para uma propaganda besta.

- EU SEI! – Lux gritou animada. – Aff, esse maldito é esperto – Disse em seus pensamentos, deixando soltar um sorriso de canto. – Aí, carequinha, até que você me surpreendeu nessa.

Incendiário aproveitava a deixa para atacar a heroína novamente. Mais duas chamas saem com uma potência maior ainda, e são impedidas de atingir a hidrocinética graças a um escudo de água que se formou ao redor dela. O vilão, entretido com a rivalidade mal percebeu quando algo puxou sua manopla para trás.

Quando ele olhou para trás, outra heroína se colocava contra ele.

- Hmmm.. você.. eu também te conheço.. – Incendiário continuava lançando chamas em Maresia com uma das mãos, mas com a atenção voltada para a outra heroína. – Já sei!! Sombria não é mesmo? Sabe, eu queria dizer que...

Um forte jato d’água interrompe o Incendiário e o joga longe dali. Sombria olha séria para a jovem Lucena.

- O que foi? – Maresia pergunta, se sentindo repreendia.

As duas heroínas correram lado a lado na direção que Incendiário fora jogado, mas não o encontraram. Era difícil ver com tantos focos de incêndio ao redor. Repentinamente duas chamas crescem aos céus, e mais duas correm pelo ar na direção de Maresia, que ficava em desvantagem longe da água.

Num ato instintivo, Sombria empurra a garota para o lado e é atingida pelas chamas. Quando Incendiário surge por cima de um carro ele vê a figura de Sombria agachada, protegida pela capa que já a salvara de chamas em outra ocasião.

Ela se levanta rapidamente atacando Incediário com sua yakan-boleadeira, dessa vez com sucesso. Em sua primeira tentativa, ela não esperava que os tubos que ligavam fossem tão resistêntes, mas foi o bastante para idenficar a fraqueza daquela tecnologia. Então, em seu segundo ataque, mirou exatamente no ponto de ligação de um dos tubos com a manopla e conseguiu desvencilhá-los.

Irritado, o piromaníaco lançou uma única e constante chama contra Sombria, forçando a heroína a se desviar pulando por cima de carro e dando cambalhotas no ar.

- Sabe Sombria. – Começou a falar novamente. – Pelo visto você não conhece tanto essas novas tecnologias. – Mirou sua manopla afetada e atirou uma chama nem de perto tão potenta quanto a outra, mas ainda assim surpreendeu a ex-monarca.

Continuou caminhando, seguindo Sombria enquanto atirava suas chamas.

- Eu realmente fico impressionado, você conseguiu salvar aquela stripper vagabunda mas... – Cessou as chamas por um instante. - ...deixou o garotinho na favela ser baleado?

- Como você.. – A heroína novamente surpresa começou a frase.

- Como eu sei? – Interrompeu. – Tenho meus contatos. – E voltou a lançar outra chama numa Sombria que aparentemente estava vulnerável.

Quando as chamas estavam prestes a atingir a heroína, outro escudo d’água surge do chão.

- De nada viu? – Maresia gritou.

Incendiário não havia percebido que Sombria o conduzira até a areia novamente numa jogada bastante esperta. Longe do mar e cercado em chamas, sua parceira, Maresia, não teria tanta vantagem quanto ali, como todo o mar a sua disposição.

- Hahaha.. vocês loirinhas estão bem espertas. – Incendiário então atacou novamente, lançou suas chamas mais poderosas contra Maresia, que se protegia com escudos d’água que saíam do mar, e uma chama cada vez mais fraca contra Sombria, que sumira no meio da fumaça de suas bombas. – Mas senhoras, sinto muito em lhes dizer que esse jogo está prestes a acabar. – Disse enquanto atacava.

Porém, agora ele estava entre as duas heroínas novamente, e sua atenção dividida o fadaria ao fracasso. Numa jogada sincronizada, Maresia atacou Incendiário com vários tentáculos cheio da água do mar, apenas distraindo o vilão para que Sombria atacasse com sua yakan-boleadeira novamente, desvencilhando o segundo tubo da segunda manopla.

De qualquer maneira, aquela espécie de mochila tecnológica em suas costas ainda era essencial para o lança-chamas, e de fato alargou a vantagem das vigilantes contra o Incendiário, que agora lançava fracas chamas contra as duas.

Sombria avançou, começando uma sequência de socos e chutes que eram recebidos por um homem que já não tentava mais atacar, como se tivesse desistido. Um último chute, na altura do peito, foi o necessário para derrubar o homem na areia, mas não desacordá-lo.

O homem retirou sua máscara, revelando um rosto jovem porém cansado, com uma grande barba precocemente grisalha. Ele se levantou com dificuldade, e com um profundo olhar para as heroínas, fez o último ato daquela noite.

Apertou um botão da manopla e um líquido inflamável espirrou por elas espalhando por todo seu corpo, e em menos de um segundo uma fagulha cobriu seu corpo em chamas. Gritos de agonia puderam ser ouvidos, enquanto vários curiosos voltavam para assistir. Sombria e Maresia ficaram paralisadas, assustadas com o ato surpreendente do homem.

- MARESIA!! – Sombria gritou para a jovem, que permaneceu estática. – MARESIA!!! – Somente após o segundo grito a jovem hidrocinética reagiu, e movimentando suas mãos fez uma enorme bolha d’água saltar do mar e apagar o corpo em chamas, revelando a pele completamente queimada.

- Eu te avisei, carequinha. - Disse, com pesar.

____________________

Em algum lugar da cidade
Alguns dias depois


A sala branca revelava um quarto de hospital, mas a aparelhagem avançada não podia ser encontrada em nenhum dos hospitais de Nova Capital. Na maca estava o homem que aterrorizara Barão da Conquista dias antes, com o corpo completamente queimado, e ainda inconsciente. Do lado de fora, observando por uma parede de vidro, estavam um homem de jaleco branco e um homem de terno cinza de óculos.

- Conseguimos trazer o jovem Lucas Fernandes para nossas instalações, senhor, como foi requisitado. – Relatava o homem de jaleco. – E creio que nossos aparelhos daram conta de recuperá-lo, mas devo dizer ao senhor, nunca, na minha carreira, vi algo parecido. Nesse estado qualquer outro já teria morrido, mas esse jovem tem uma enorme vontade de viver, uma chama viva dentro dele.

O homem de terno cinza e óculos deu um sorriso diabólico assustador e saiu andando pelo corredor.

____________________

Rolagem de Dados:
Sombria:

Acrobacia(1) + Agilidade(2) + Yakan-Boleadeira(2) + Bombas de Fumaça(1) + Ciências(1) + Combate(2) + Traje de Combate(1) + ZN(0) = 10

Maresia:
Hidrocinese(2) + Combate(1) + Carisma(1) + ZC(1) = 5

Sombria(10) + Maresia(5) = 15. Sucesso Automático

Sombria e Maresia ganham 5xp cada. Podem postar um epílogo na ficha relacionado à missão.
Cybernética ganha 2xp pela imagem do Incendiário.

Incendiário:
 
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Sombria

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Ter Jun 16, 2015 8:48 pm

Brincadeira de Herói



Era fim de tarde em Nova Capital. Do lado de fora de um shopping, um homem forte de roupas sociais, com sacolas na mão, permanecia parado perto da entrada para o estacionamento, em meio às pessoas que trafegavam o local. João olhava para os prédios altos da região, e o horizonte alaranjado, indicando o fim do dia e o começo da noite. Um sentimento de ansiedade e excitação o consume, pois aquela noite seria a noite.
Ele iria finalmente vestir o seu uniforme de vigilante mais uma vez, e se tornar o herói Metálico. Só de pensar naquelas coisas, seu corpo já implorava por ação, por movimento, e principalmente, de tomar sua forma mais poderosa, reluzente.

– Amor! – Uma mulher se aproxima do vigilante secreto, com uma garotinha de poucos anos nos braços e outra já adolescente, andando de braços cruzados logo atrás dela. – A Dara já tá morrendo porque ela não consegue passar dois minutos fora de casa, então vam’bora.

Com vocês eu nem aguento nem um minuto mesmo não... – A menina responde, rolando os olhos em seguida e suspirando.

– Ótimo, agora que sabemos que somos todos uma família unida e feliz, vamos embora. – O pai responde, desinteressado no “drama” todo.


O homem então lidera a sua família na direção do estacionamento e tira as chaves do seu carro da sua bermuda, destravando o veículo utilitário esportivo entre as vagas vazias e permitindo a entrada de todos. Os quatro adentram o carro, os filhos colocados atrás e os pais se sentando na frente, se ajeitando para sair dali. O pai liga o rádio.




– Coloca o cinto, Dara.

– Tá bom, mãe, eu vou colocar...

– Não é depois não, é agora.


Enquanto João arrumava seu assento, ele percebe a aproximação de um homem de calça jeans escura e jaqueta até a sua janela, a do motorista.


– Dá licença amigão.

– Eu tô com pressa amigo... – Responde o pai de família, olhando para o homem e então parecendo reconhecê-lo.


– Isso é pra você não sair por aí brincando de herói, filho da puta.


Rapidamente, o homem tira as mãos dos bolsos da jaqueta, portando uma pistola numa delas. De repente, a pele de João fica completamente metálica, milésimos de segundo antes de tomar um tiro no ombro, que ricocheteia e sai imediatamente pelo pára-brisa. A mulher do vigilante dá um grito, à medida que ele consegue agarrar a pistola e desviá-la antes que o homem desse mais tiros, mas logo, outros dois homens de vestes iguais e capacetes de moto aparecem se aproximando em frente ao carro, preparando seus fuzis de assalto e atirando logo em seguida.

João apenas vê dois tiros acertarem a cabeça da sua esposa, antes dele mesmo ser alvejado com diversos tiros por todo o corpo. Mesmo com sua pele metálica, os tiros de alto calibre faziam os mesmos furos no seu corpo de metal que eram feitos na lataria do veículo. Sangue se espirra por toda as janelas do carro, numa cena brutal de uma execução de uma família inteira. Em dado momento, os tiros param, e os dois homens recarregam seus fuzis. Não havia mais música, o rádio destruído pelos tiros.
O primeiro homem, o único sem capacete, guarda sua pistola novamente, se virando para os comparsas.


– Me dá a arma! Manda ela! – Grita o rapaz, que recebe a arma depois de trocarem seu clipe. Ele então observa a família executada dentro do carro, e então mirando em suas cabeças, volta a atirar em cada um, garantindo suas mortes.


Quando chega a vez de João, porém, ele reage de repente. Ele abre a porta do carro com toda força, acertando e derrubando o assassino. Ele então sai correndo por trás do carro, em direção à entrada do shopping, em meio à multidão que ou fugia ou assistia tudo chocada. Os outros dois homens ainda tentam atirar contra o homem, mas erram a maioria e têm o resto dos seus tiros ricocheteados, por pegarem em ângulos ruins do corpo metálico do vigilante meta-humano.

O alvo dos três homens ainda não estava morto, então eles recarregam suas armas novamente e vão atrás, indiferentes com a multidão de pessoas ou seguranças do shopping. Já dentro do shopping, Metálico corria como podia, chorando muito e gemendo de dor, enquanto deixava um rastro inevitável de sangue para trás. Com o celular em suas mãos trêmulas, ele liga para um número, mas que não era o 190.


Era o número de emergência do Sindicato.



Objetivos:

- Deter os três assassinos: ND6, cada.
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Druida

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Sex Jun 19, 2015 8:24 pm

Por tantas e tantas vezes Fabio perguntava-se se estava preparado para lidar com todos os eventos que outrora ocorriam em sua vida, porém em meio a tantos questionamentos o menos claro e ainda sem resposta era: Porque ele? Diante da lista de nomes de todos os ecologistas mortos (ou desaparecidos) na cidade - parte deles seus amigos pessoais da universidade - por que as forças da natureza escolheram justamente a ele para defender não só o verde, mas também os fracos e oprimidos que vivem em meio a metrópole devastada pelas batalhas épicas dos super seres. Será que as preces de seus pais por ele foram tão fervorosas assim? Se perguntava o jovem. A fé deles teria sido mais forte do que a dos entes queridos daqueles que perderam suas vidas injustamente depois da última manifestação pró-floresta?

Já haviam se passado uns três meses desde que Fabio fundira seu corpo e mente ao do espírito guardião das florestas e algumas semanas que o convite de se unir ao sindicato dos vigilantes da cidade havia sido dado. Juntamente com o convite, recebeu também um celular que constantemente recebia mensagens anônimas indicando locais e descrições de chamadas solicitando auxílio do herói mais próximo da área em questão. Mesmo diante disso, o garoto ainda tentava levar sua vida normal, para falar a verdade era o que ele mais queria, mas lidar com as mudanças repentinas de seu corpo e dividir a mente com uma entidade sobrenatural enquanto ajudava a proteger os pobres inocentes moradores de Nova Capital não era uma tarefa fácil. O celular lotado de chamadas do sindicato tocava mais uma vez sobre a mesa da biblioteca da UNC onde o garoto tentava estudar. Fabio ignora, reluta, mas por fim vê a mensagem: Um dos vigilantes locais acabou de pedir por socorro no shopping de Barão da Conquista bairro próximo a UNC. Não há muitos detalhes na mensagem, por fim ela só menciona que é um caso para ser tratado em caráter de URGÊNCIA.

Com o livro em mãos fingindo que o lia Fabio ainda buscava resolver os questionamentos que lhe martelavam a cabeça. Ali perdido em meio as reflexões sobre a “aberração” que havia se tornado Fabio lê novamente a mensagem. O visor do celular parecia que o desafiava. Estava ali, bem à sua frente, a razão pelo que havia sido escolhido para receber seus poderes. Ajudar as pessoas. Salvar a cidade. Levar á justiça aqueles que um dia feriram seus amigos e saíram em pune. Essa era a razão. Seu coração sempre esteve inclinado a ajudar os seres desse planeta, não só o verde, mas todos que nele habitam. Por isso ele havia sido escolhido. Ele só não queria aceitar essa verdade. Não se sentia capaz. Porém, mesmo com as mãos trêmulas Fabio aceita seu chamado e no caminho ao transformar-se no herói Druida se dirige ao destino. Agora, na forma de uma planta viva seu corpo formado por galhos e folhas cortava os ares dos prédios deixando cipós para trás. O rosto do herói agora focado só pensava em uma única coisa: Deter aqueles criminosos.

- Quer saber, eu poderia estar morto, mas esse cara...essa coisa que está dentro de mim... me escolheu!  Me escolheu para mudar a vida das pessoas, fazer coisas que como Fabio Castro eu nunca conseguiria. Eu não vou mais ter medo. Agora eu posso ir mais além!  EU VOU PEGAR ESSES CARAS!

Objetivos:  Deter um dos três assassinos: ND6

Ação: De longe Fabio avista o último dos criminosos correndo em meio à multidão. Druida adentra o shopping e pretende se por á frente do indivíduo alertando-o: - Parado! Largue agora sua arma. Você está colocando outras vidas em risco. Pare agora ou terei que tomar uma atitude mais drástica!

Imaginando que o criminoso não se entregaria fácil Druida em sua forma de planta pretende contar com sua carapaça amadeirada para resistir a possíveis disparos do meliante enquanto prepara com sua Fitocinese plantas rasteiras para enviá-las pra cima dele na intenção de imobilizá-lo por completo envolvendo-o em seu emaranhado ninho da natureza. Caso obtenha sucesso aguardará que as autoridades policiais tomem a providência.

Vantagens: Fitocinese (2), Transformação corpórea: Plantas (2), Corpo Resistente (1) Desvantagem: Zona Metropolitana (-1)
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Atieno

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Seg Jun 22, 2015 11:59 am

Barão da Conquista, aprox. 17:00

Caminhava pelas ruas do Barão da Conquista, na região próxima à minha casa, perto da Biblioteca Nacional. Após um dia quente e ensolarado, dia este que tirei para fazer uma caminhada - ao mesmo tempo que fazia uma vigilância "a paisana", já retornava para minha residência.

No caminho, dei de frente com uma vizinha minha, a Dona Esmeralda. Ela, já uma senhora de idade, era uma das poucas pessoas que queriam se aproximar de mim. A senhora, baixinha até para os padrões humanos, de cabelos brancos e pele enrugada, muito carinhosa, vinha carregando uma cesta com algumas roupas. Uma farejada rápida me fez sentir cheiro de naftalina, mas apenas isso, sem contar outros cheiros dos arredores. Ela me diz sempre para eu a chamar de vó Esmeralda, por que, segundo ela, eu era parecido com um neto seu... Por mais estranho que isso pareça. Só que todos a chamam de vó, então não serei eu que serei diferente.

- Tigre! - gritou Esmeralda, acenando para mim.

- Oi, vó Esmeralda. - respondi, me abaixando para olha-la nos olhos.

Ela me abraçou forte... Muito forte mesmo! Pra uma idosa, ela é bem fortinha, hein? Me forçou até a me desvencilhar dela.

- Então, tá passeando? - perguntei, com a plena certeza de que me arrependeria de escutar a resposta.

- Que nada, meu filho. Acredita que a menina que passa minhas roupas ficou sem carro? Aí, dá pra acreditar que eu tive que ir até o Bairro Vertical pra pegar essas roupas? Meeeu Deus do céu, eu não aguento mais andar tanto assim, eu já tenho 75 anos! Por que aquela menina não se tocou de que eu precisava das roupas por que tenho um sobrinho que mora lá em São Paulo que vai se casar aí precisava das roupas por que meu vestido está dentro dele e eu quero ver se acho algo fofinho que nem você pra dar para meu sobrinho querido. Ah, Tigre, você não faz ideia de como meu sobrinho é danado, lembro que quando ele tinha uns 4 anos ele quase me de um banho de água fervente nossa ele foi lá e pegou...

Podem acreditar ou não, mas esse papo levou quase uma hora. Eu fiquei apenas escutando, imaginando as mais diversas formas de sair dessa conversa, doido para ir para casa. Foi aí que meu celular tocou. Ainda estava aprendendo a mexer nesse treco, mas ia me virando. Quando vi, era um número bloqueado. "Sindicato", pensei na hora.

- Vó Esmeralda, desculpa eu estar te interrompendo, mas eu preciso atender. - disse, com o celular na mão. A reação dela, no entanto, era inesperada para mim. Ainda que eu a conheça, esse sentimento era algo que eu nunca tinha visto ela demonstrar.

- Ah, meu filho, me desculpa, viu? Achei que a conversa tava boa, eu não queria tomar seu tempo, mil perdões meu filho - ela me respondeu, empunhando a cesta de roupas.

O telefone continuava a tocar, eu já ficava desesperado, e não queria decepcionar a vovó.

- Vó Esmeralda, vamos fazer assim: Hora que eu voltar pra casa, dou uma passada na sua. Até caço aqueles ratos que a senhora reclamou. Eu gostei muito de falar com você, mas eu preciso ir agora. Até mais tarde

Mal me despedi direito e saí caminhando, atendendo ao telefone. Acabei até arranhando a tela, pra aprender a guardar as garras antes de usar o celular. Uma voz respondeu, já dizendo sobre um caso de um ataque a um vigilante no shopping do Barão da Conquista. Bom, eu estou muito perto do shopping, então não vai ser difícil chegar. Usando minha super agilidade, chego no local em pouco tempo.

Chegando lá, havia uma série de pessoas correndo para fora da área. Adentrando o shopping, corri pelo estacionamento, passando ao lado de um carro destruído. O cheiro exalado daquele carro era horrível, e por isso nem parei para averiguar, continuei a correr para dentro do shopping.

- Deus do céu, o que fizeram aqui?

Lá dentro, passei a usar minha furtividade, para ir me esgueirando pelos pontos de esconderijo mais fácil. As pessoas correndo me indicavam o caminho pelo qual eu deveria seguir. Olhei para baixo, e vi o sangue no chão. Sentindo seu cheiro - o que me incomodou um pouco - e vendo a trilha vermelha deixada, apertei mais o passo, pois poderia estar com pouco tempo.

Após muito correr, vejo alguns homens perseguindo outro metálico e atirando. Os gemidos eram bem audíveis por mim, e atiçavam meu instinto heroico. Furtivamente, então, fui seguindo um dos atiradores, me guiando pelos sentidos aguçados. Meu movimento precisava ser rápido, então pretendo usar minha agilidade para ficar no mesmo passo do atirador - ainda estando furtivo - e saltar contra a lateral de seu corpo, para tentar derrubá-lo e, depois, tentar desarmá-lo, usando minhas garras para lhe fazer cortes e arranhões nos braços. Por fim, pretendo atacar-lhe utilizando meus recursos de garras e presas, além de socos e chutes, para derrotá-lo.

Objetivo: Deter um dos assassinos (ND6)

Vantagens: Furtividade (1), Garras & Presas (1), Sentidos Aguçados (1), Super Agilidade (2), Área: Barão da Conquista (1) = 6
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Tubarão

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Ter Jun 23, 2015 9:34 pm

Base secreta do Sindicato. Duas semanas atrás.

Sentados em uma das mesas do refeitório do Sindicato Katya e João conversavam sobre uma fuga que impediram juntos horas atrás.

....Hahaha fala sério, você viu a cara daquele assaltante depois que você capotou o carro deles na fuga? O mané parecia ter visto o capeta! Nunca vi ninguém correr daquele jeito, nem o Neon.      
- Uma corrida curta, diga-se de passagem. Acredita que fiquei com dó dele depois de tudo?  
Como alguém corre daquele jeito e nem olha pra frente? Doeu até em mim aquela trombada que ele deu em você. Eu vi os dentes dele caírem no chão hahaha

- É serio? Hahaha  eu sou um cara durão! Pelo menos minha esposa acha....  
- E como ela está?
- Chata como sempre! Brincadeira, eu amo aquela mulher, não sei o que faria sem ela e minhas meninas.
- Sei como é, também sou assim. As vezes tô na rua correndo perigo, mas minha preocupação está em casa.
- As vezes concordo com o que dizem por ai: Pessoas como nós deveriam viver sozinhas, entes queridos são um ponto fraco.
- São, mas nada disso faria sentido sem eles. Família é tudo!
- Sábias palavras! Meu maior medo é acontecer algo com a minha...

-------------

Barão da Conquista. Agora

- Já tô no bairro, qual a posição dele? Dizia Atômica em seu comunicador a base do Sindicato, enquanto voava como um foguete rumo ao local indicado.
- Ok, tô perto. Mais alguém vindo? ... Certo, aguardando os dois! Mandem Ambulâncias pro local.

Ainda nos céus, a primeira a se juntar a Katya, foi Imã, heroína com quem já havia trabalhado anteriormente.

- Parece que vamos trabalhar juntas novamente... Diz Atômica a jovem colega.
- Uma pena ser sempre em situações assim...Responde a jovem, num tom sério. Era possível notar o semblante preocupado das duas.
- Er... Você sabe o que aconteceu lá? Fui chamada com urgência, mas não entendi muito bem...
- Três caras armados atacaram o Metálico com a família e... eu não sei ao certo... Precisamos pensar num plano de ação Com lágrimas nos olhos Katya mal conseguia falar sobre o ataque, queria ela acreditar que aquilo não era verdade. Mas precisava deixar a emoção de lado e se focar na missão.
- Eu posso entrar primeiro, sem chamar muita atenção, retiro as armas dos três e posso usa-las contra eles...
- Certo, então eu entro em seguida com um ataque direto e... Um assovio corta a conversa das duas.

Uma moto corria em alta velocidade abaixo da dupla como se as seguisse. Era Fera. Elas abaixam um pouco e deixando o vigilante as alcançar.
- Olha dava pra ouvir o tititi das comadres aqui de baixo, alias esse plano tá meia boca e tem uma falha enorme: Vocês esqueceram do bonitão aqui! Diz Fera apontando para si mesmo.
Com um semblante sério Katya apenas da continuidade ao plano, não havia tempo para perder com brincadeiras ou discussões desnecessárias.
- Ok. Eu entro depois da Imã, com uma explosão de energia, isso vai  tira-los do foco e de perto do Metálico. Em seguida nós partimos para uma ação direta...
- Tá ai um bom plano, e eu ainda entro depois de um show de luzes hahah

Ao chegarem no local, os três se posicionam.
Ímã seria a primeira a entrar em ação, usando as armas destes contra os mesmos, como o combinado. Atômica entraria logo em seguida, causando uma pequena explosão energética, a fim de afastar os inimigos de Metálico. Enquanto Ímã tentasse ajudar o herói ferido, Fera e Atômica utilizariam a força bruta num ataque físico para derrubar dois dos vilões. O último ficaria para Imã finalizar.

Deter 1 assassino: ND 6

Vantagens: ZC: 1, Controle de Energia: 2, Super Força: 2, Super Resistência: 2, Vôo: 2

________________________________________________________________________
FICHA Força Heroica:
 


Última edição por Atômica em Sex Jun 26, 2015 12:14 am, editado 2 vez(es)
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Ímã

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Qua Jun 24, 2015 12:10 am

Dani estava tirando um dia de folga de sua vida habitual. Resolveu encontrar alguns amigos no shopping, em Barão da Conquista. Desativara o chip de seu celular, desligou sua mente da rotina faculdade/heroísmo, pelo menos por um dia. A cidade possuía diversas pessoas para cuidarem daquelas situações, no mínimo, “incomuns”.

Entrara em uma loja de CDs. Era uma loja antiga, uma das primeiras daquele shopping, e uma das poucas lojas de CD que ela ainda tinha conhecimento. Passa os dedos pelas capas, procurando por algo em específico, ou apenas passando o tempo. O som era alto em seus fones de ouvido. Conseguia até sentir a vibração das cordas do baixo naquela melodia, por mais escondida que estivesse. De repente, o som para. Ela acorda de seu semi-transe e pega o celular de dentro de seu bolso.

- Eu pensei que tinha desligado o celular... – Fala, em voz baixa. - Mas espera... Eu desliguei sim.

Ela atende à ligação. Era do Sindicato. Algo acontecia próximo ao shopping onde estava. Na realidade, acontecia na esquina do shopping. Metálico, um dos heróis veiculados à instituição, parecia estar em sérios problemas. Foi dito que outros heróis também haviam sido chamados para o local. Dani, ao saber disso, mesmo tentando esquecer sua vida de heroína pelo menos por um dia, corre para fora do local. Ela vê a multidão correndo, então vai na direção contrária. Encontra um local seguro e se veste.

Ao alçar voo, a moça encontra com a heroína Atômica, com quem já trabalhara em outrora. As duas seguiam para o mesmo destino, e começavam a discutir sobre qual seria o melhor plano de ataque contra os três assassinos. Logo, encontram-se com Fera, que as seguia. Ambos os três traçam a estratégia. Ao chegarem ao local, os três se posicionam.

Ímã seria a primeira a entrar em ação, usando as armas destes contra os mesmos, usando das balas para atingir as mãos, a fim de “desabilitá-las”, causando dor aos bandidos, fazendo-os se desconcentrarem. Atômica chegaria logo em seguida, causando uma pequena explosão, a fim de afastarem os inimigos de Metálico. Enquanto Ímã tentasse “reconstituir” a pele metálica do homem ferido, Fera e Atômica utilizariam a força bruta para derrubar dois dos vilões. O último seria acertado por Metálico, que seria “controlado” pela heroína com poderes magnéticos, como uma bala de canhão.

Objetivo:
Deter um assassino: ND6

Vantagens:
Magnetocinese 2
Voo 2
Percepção extra-sensorial 1
ZC 0

________________________________________________________________________
Ficha FHverso:
 


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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Qua Jun 24, 2015 1:50 am

Domingo de sol, dia em que a maioria da população aproveita para o descanso e lazer, mas não Carlos da Silva, que preferia pensar como mais um dia para ganhar um dinheiro extra vendendo os famosos “picolé kai-bem”.

- Picolé kai-bem, picolé kai-bem! Vem ni mim meu bem! - Com seu largo sorriso no rosto, gritava sua frase de efeito, chamando atenção dos banhistas.

Já no fim da tarde, Carlos vendera todo o seu estoque e aproveitava o resto de praia jogando futevolei tentando chamar atenção das mulheres que passavam por ali, até que uma música familiar começou a tocar, e só significava uma coisa.

- Piririn, piririn, piririn, alguém ligou pra mim, piririn, piririn, piririn, alguém ligou pra mim, quem é? Sou e…

- Alou? … Sim, sim … Tô, até que tô … ih carai.. belê! Falou.

Sem nem mesmo se despedir de ninguém, Fera saiu correndo com sua mochila nas costas, vestiu seu uniforme por cima da sunga azul florida, montou em sua motocicleta e partiu para o local combinado, não muito longe dali. Ele sabia que outros heróis foram chamados, só não sabia quem apareceria.

Foi quando percebeu duas figuras nos céus, indo para a mesma direção. Não foi difícil reconhecer as heroínas Atômica, com quem Carlos tinha mais contato devido o conselho e Ímã, que, na cabeça do herói, o odiava. Sem nem pensar duas vezes, soltou uma mão do guidom, levou até a boca e deu um alto e agudo assobio.

- Ó.. dava pra ouvir o tititi das comadres daqui de baixo, alias esse plano tá meia boca.. tem uma puta falha enorme… - Fera esperou alguma resposta das duas, em vão. - - Vocês esqueceram do ferinha aqui! - E então aponta para si mesmo, concluindo sua piadinha sem graça. - Essas mulé tá séria pá disgreta.

- Ok. Eu entro depois da Imã, com uma explosão de energia, isso vai  tira-los do foco e de perto do Metálico. Em seguida nós partimos para uma ação direta…

- Demorô, e ai eu entro depois de um show de luzes! HAHAHA!!

Chegando no local, Fera se posicionaria conforme o combinado e esperaria sua hora de brilhar.

Assim que Imã e Atômica entrassem, o herói animalesco partiria na direção de um dos atiradores, fazendo o que sabe fazer de melhor: bater. Aproveitaria de sua super-agilidade e super-força para deferir golpes rápidos e fortes aliados a sua nova habilidade de combate, além da super-resistência para suportar qualquer golpes sofrido.

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Sombria

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MensagemAssunto: Re: [Bairro] - Barão da Conquista   Qua Jul 08, 2015 2:11 am


RESOLUÇÃO










Em certos cantos daquele shopping de Barão da Conquista, parecia como uma tarde de domingo comum. Mas, aos poucos, uma onda de comoção, como uma fila de dominós caindo em sucessão, atravessava o lugar rapidamente. Famílias, casais e pessoas diversas logo viam e abriam alas, paralisados em surpresa, para o homem de roupas casuais, camisa polo e bermuda, que corria desajeitadamente por entre todos.

Sua pele era metálica, reluzente com as luzes do local; mas não era isso que chamava a atenção de todos. Em lamúrias de dor, o homem andava com uma das mãos no estômago, de onde sangrava muito, e a outra em um celular, também sujo de sangue, o qual ele tentava contatar alguém. Os seguranças, nos cantos do shopping, logo começam a trocar informações sobre a situação, e um deles rapidamente aborda o sujeito.

– Senhor com licença, você está bem? Você está sangr--

– SAI DAQUI! SAIAM DAQUI!!

– Senhor, se acalme, eu vou ter que te pedir pra parar...

– N...NÃO, SAII DAQU-arggh...! –  O alter ego do vigilante Metálico continuava a correr como podia, se desvencilhando fisicamente do segurança tentava pará-lo.


“Atenção: foram avistados três homens fortemente armados adentrando o shopping. Repito, temos três homens fortemente armados vindo pela entrada sul. Não tentem abordá-los.”


O segurança escuta o seu rádio na mão, e sabendo a sua própria localização, ele logo avista os três homens ao longe, portando fuzis de assalto. A multidão foge e se dispersa, abrindo caminho e mira livre para os assassinos.

– Caralho, atirem nesse filha da puta logo antes que os vigilantes cheguem!


Eles então abrem fogo, os estalos dos tiros ecoando por todo o lugar. O segurança que estava próximo de Metálico logo corre pro mais longe possível dali, recebendo um tiro no braço antes mesmo de sair do lugar. Mais alguns tiros batem contra as costas do “vigilante à paisana”, não o penetrando, mas claramente causando muita dor ao mesmo, que cai pra frente. Os outros tiros consecutivos varam por cima e ao redor do chão, levantando poeira intensa da cerâmica destruída com os poderosos tiros.

João se mantém no chão, se virando de barriga para cima, enquanto ainda era alvejado por alguns dos incessantes tiros, que resvalam e fazem mais estragos à sua epiderme de metal. Olhando para o teto de vidro acima dele, ele chorava intensamente, completamente devastado pelo que acontecera à sua família. O céu azul estava manchado de vermelho, indicando a morte do Sol, da luz àquele dia. As trevas estavam prestes a tomar conta.

O pai de família não parava de sangrar. Ele não conseguia ouvir mais os tiros ensurdecedores; o único rastro deles agora era a destruição à sua volta, enquanto seu corpo começava a perder a força. Com a sua experiência como vigilante, ele sabia, no fundo da sua mente, que se não se mantivesse ativo, ele poderia perder a consciência. Mas ele já havia parado de lutar.

Tudo que queria agora era ver o Sol se pôr.

Os homens se aproximavam, ainda descarregando seus pentes de balas contra o herói. Logo, eles veem suas miras, até então controladas, começarem a subir incessantemente. Era mais do que a força do recuo de cada bala lançada; parecia ter algo levantando as suas armas, fazendo com que a trajetória dos tiros subisse também, tirando a chuva de balas de cima do vigilante à paisana.

De repente, algo empurra com toda força os fuzis contra os próprios atiradores, dando uma coronhada contra o peito de cada um, que os joga pra trás e fazem soltarem as mesmas. O terceiro homem, que estavam com uma pistola, feita na maior parte de plástico, parece conseguir segurar o “empurrão”.

– PORRA! Eles chegaram! – Anuncia o homem com a pistola, vendo a heroína de vestes azuis conhecida como Ímã ao longe, mais atrás de Metálico.

Um resplendor surge no meio do céu vermelho, como uma estrela que começava a brilhar mais cedo. Após um ou dois segundos, ele começar a aumentar de tamanho exponencialmente, até de repente quebrar a grande vidraça no teto e cair como um cometa no primeiro piso do shopping, causando um clarão que cega os três bandidos.

Quando o efeito passa, eles veem já caminhando pra fora da poeira da área de impacto Atômica, que avançava com passos firmes, agressivos, na direção dos três.

Os assassinos se entreolham, surpresos, até que um deles recebe um murro por trás, caindo no chão imediatamente desacordado. Tudo que eles veem é o enorme braço ainda esticado de Fera, que logo dá mais dois passos e revela seu corpanzão por completo para os dois bandidos restantes, com um sorriso largo no rosto.

Com os dois bandidos ocupados, Ímã corre para o socorro de Metálico. Ela aterrissa ao seu lado e vê os ferimentos de bala que tinha no peito, além dos diversos amassados e rasgos em outras partes do seu corpo. Ele ainda estava com os olhos abertos, mas parecia estar praticamente desacordado, sem demonstrar nenhuma reação.

Metálico? Metálico, olha pra mim. – A vigilante magnetocinética vira o rosto dele pro seu lado, ainda sem reação. – Qualé... Metálico, por favor. Se mantenha acordado. Eu vou fechar as suas feridas, ok?... Ok. Eu consigo fazer isso.

Ímã paira as duas mãos em cima do peito do vigilante à paisana, sentindo com os seus poderes as balas alojadas no seu corpo. Ela remove a primeira bala devagar, literalmente de maneira cirúrgica, em seguida “amassando” com cuidado o buraco na pele de metal dele de volta pro lugar. Nesse processo, ela consegue ouvir um de gemido fraco vindo do homem, alegrando brevemente a heroína.

Isso, isso. Metálico, fique acordado. Não desista ainda.

Os dois assassinos restantes estavam cercados. Atrás deles estava Fera, enquanto Atômica se aproximava pela frente, com os punhos cerrados. Um deles ainda estava com uma pistola na mão, mas a heroína parecia não se preocupar em nada com isso. No primeiro movimento que fizesse, ela iria machucá-lo com todo o prazer do mundo.

É então que, quando ela já estava a menos de 10 metros do mesmo, é que um deles resolver fazer algo. Fera já dobrava os joelhos, pronto pra dar um giro no ar e acertá-lo com um chute no ouvido, e Atômica já havia tirado os pés do chão e o punho nivelado com o rosto, pronta pra investir voando contra o rapaz, mas é aí que eles percebem o que ele estava fazendo: ele joga a sua pistola no chão, e quase ao mesmo tempo que o seu comparsa, ambos botam as mãos na cabeça, se ajoelhando no chão.

Nesse momento, Atômica e Fera se entreolham, surpresos.



O Sol havia ido embora. Do lado de fora do Shopping, no estacionamento, as luzes vermelhas das sirenes iluminavam o local, repleto de viaturas policiais, ambulâncias e um único veículo civil, cercado de peritos, que analisavam tudo e tiravam fotos daquela cena chocante, brutal.

Ímã conversava com os médicos. João havia sido levado às pressas para um hospital, tendo “voltado ao normal” ao ter desmaiado, permitindo os cuidados apropriados; mas ainda tinha sangramento interno, mesmo com tudo feito pela heroína magnetocinética. Fera por sua vez entregava os três homens para os policiais, todos algemados com algemas de nylon, que os heróis tinham consigo. A única que permanecia parada em meio àquilo todo, como alguém que estava perdida, era Atômica.

Com os olhos lacrimejados, ela observava o trabalho da perícia de longe, com a boca coberta com uma das mãos, e a outra cruzada no seu diafragma.

Quando um dos peritos se afasta do veículo e se aproxima da cientista, ela agarra o braço dele, o puxando pra perto.


Quem estava no carro?!

– Ahn... Não confirmamos a identidade de ninguém ainda, mas temos três corpos: uma mulher de aproximadamente 30 anos, uma jovem de aproximadamente 16 e uma criança de 3 ou 4 anos. É como eu falei, vamos confirmar tudo ainda...

Antes mesmo de terminar de falar, Katya se afasta do homem, com a mão acima dos olhos. Ela respira ofegante, tentando controlar suas emoções, mas era um pouco demais pra ela. Seu corpo se encandeia, e ela alça voo, desaparecendo do local, deixando Ímã e Fera pra trás.



Algum terraço do Centro
Mais tarde



Um homem de meia idade observava a bela visão de Nova Capital à noite, a fumaça de seu cigarro sendo levado pelo vento. Vestia roupas sociais baratas, e tinha um coldre pendurado no ombro por alças. Ele sente o calor da bituca acesa alcançar o seu bigode grisalho e logo joga-o fora, olhando em seguida para o relógio de ouro no seu pulso. É então que ele ouve um barulho atrás dele, e logo nota a presença dos três heróis: Atômica, Ímã e Fera.

Eu estava prestes a ir embora. – Ele bate as mãos nos bolsos. – Algum de vocês têm um cigarro aí?

Atômica cruza os braços, enquanto Fera retira do bolso da jaqueta um maço de cigarro, jogando-o para o Chefe de Polícia.


Dé’real. – Comenta Fera, logo em seguida.

Então. Você disse que conseguiu algo sobre o que aconteceu com o Metálico. – Questiona a loira.

... Eu consegui. – Ele retruca, suspirando e expirando a fumaça ao mesmo tempo. – Os três elementos em questão são conhecidos da polícia. Eles são assassinos, capatazes de peixe grande. Provavelmente o Metálico estava pisando em alguns calos bem grandes.

Só isso? Nenhum nome, nada? A gente poderia ter tirado essa informação deles!

No mundo real, fora do idealismo de herói versus bandido, não é tão fácil assim. Esse tipo de gente é usada exatamente pra fazerem o que fizeram: executar pessoas, e então se entregar sem resistência. Eles nunca vão dizer nada pra gente, porque a cadeia não é nada pra eles. E eles irão se safar dela, de um jeito ou de outro.


O silêncio então se instaura naquele terraço, nenhum dos três vigilantes realmente sabendo o que responder.


Às vezes, eu acho que estamos perdidos. Essa cidade. O mundo. A Humanidade como um todo. Eu me lembro dos meus tempos de criança, quando os primeiros mascarados que nem vocês apareciam por aí. Voando, defletindo balas, soltando raios coloridos pelas mãos. Ainda era novidade, então ninguém realmente sabia como lidar com isso, especialmente os bandidos. Não é só saudosismo não; nessa época, os bandidos realmente não tinham chance nenhuma contra os vigilantes. Era uma era de ouro.

Mas o crime sempre evoluiu junto com a humanidade, porque afinal, é a humanidade que o pratica; e, com o tempo, vigilantes não são mais tanta novidade assim. Então eles inventaram jeitos de lidar com meta-humanos também. Você voa, eles usam misseis teleguiados. Você deflete balas, eles usam .50s e pontas ocas. Talvez o bandido comum ainda esteja obsoleto diante de heróis com poderes, mas o crime organizado não. Eu ouvi dizer que eles têm sensores 3D que podem mapear o rosto de um indivíduo em uma sala, o que significa que eles podem saber a identidade secreta de qualquer vigilante mascarado. Isso sem contar os próprios meta-humanos que estão nos ranques deles...

Eles não estão à frente da gente, Maria. Nós temos recursos também. Nós temos o Sindicato. Eles não estão ganhando.

José Maria então consente com a cabeça, tragando mais uma vez o seu cigarro e ajustando os seus óculos, enquanto olha baixo.
O chefe de polícia olha mais uma vez para a cidade à sua frente, enchendo o peito, parecendo tomar coragem para se virar novamente para os três:


... Eu tenho outra notícia também. Vocês entraram em contato com o Metálico depois do que aconteceu no shopping?

... Não. – Retruca Atômica, franzindo as sobrancelhas. – Por quê?


Metálico... O João... Não resistiu aos ferimentos. Ele faleceu pouco depois de dar entrada ao Hospital da Capital. Sinto muito.


Fim da Missão.
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Rolagem dos Dados:

Imã: ND6
Magnetocinese 2 + Voo 2 + Percepção extra-sensorial 1 + ZC 0 + Dado 4 = 9. Sucesso!

Atômica: ND6
Controle de Energia: 2 + Super Força: 2 + Super Resistência: 2 + Vôo: 2 + ZC: 1 = 9. Sucesso automático.

Fera: ND6
Super Força(2) + Super Resistência(1) + Super Agilidade(3) + Combate(1) + ZR(-1) = 6. Sucesso automático.

Cada um ganha 6 de XP. Cada um pode postar um epílogo referente à essa missão, se quiser.
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